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Meio Ambiente
É tempo de Natal no Jatobá
Meio Ambiente
Postado em 11.12.2014

A “Árvore de Natal Ecológica” confeccionada pelos moradores com mais de duas mil garrafas pets deixou o novo bairro Jatobá mais bonito e em clima de Natal. A decoração é resultado das oficinas de construção das peças natalinas sustentáveis, realizada pelo Núcleo de Educação Ambiental do Xingu (Nucleax), criado pelo Projeto Básico Ambiental da UHE Belo Monte. “Achei muito bonito e, mesmo meio adoentada, eu vim aqui ajudar todos os dias. Sou mobilizadora e estou muito feliz em poder dizer que ajudei a fazer essa obra de arte”, disse a moradora Joana Gomes, 50 anos.

No bairro a decoração sustentável  (foto: Norte Energia)

No bairro, a decoração sustentável (foto: Norte Energia)

Maria Amélia, 60 anos, também estava orgulhosa. “Fazer trabalhos manuais, de arte, me deixa muito contente. É claro que estou muito feliz com o resultado, ficou lindo”. As mulheres do bairro dedicaram mais de dois meses de um trabalho paciente para coletar as garrafas em casas e estabelecimentos comerciais, e aprender as técnicas para reaproveitá-las até que dessem forma não apenas à árvore, mas tambémàs flores, velas e bolas natalinas de tamanho gigante. Para incentivar a coleta de material, cada dez pets doadas valia um cupom para participar do sorteio de cestas natalinas.

A professora da oficina, a artesã Marilene da Costa, contou sobre a satisfação de repassar parte de seu conhecimento: “Faço arte com materiais como sementes e papelão. Fico muito feliz de ver a felicidade delas e a surpresa dos moradores depois que tudo está pronto. Exige esforço, mas é uma recompensa grande depois que se conclui e as pessoas aprendem e percebem que podem fazer coisas bonitas com materiais que, normalmente, iriam para o lixo”.

  • Mais uma vez em visita de trabalho a Belém, como conferencista convidado do 42º Encontro Ruralista do Pará, o climatologista Luiz Carlos Molion, bem ao seu estilo, não usou de meias palavras ao criticar a corrente de ambientalistas considerados radicais. Professor e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas e representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial, Luiz Carlos Molion diz que há muita "falsa ciência" na teoria que procura associar o desmatamento da Amazônia e a seca que, este ano, castigou duramente a região Sudeste do Brasil. O pesquisador, que ganhou notoriedade dentro e fora do Brasil por suas posições desassombradas em relação a questões polêmicas como desmatamento, climatologia e hidrologia na Amazônia, causas prováveis e previsibilidade das secas do Nordeste e as chamadas mudanças climáticas globais, diz que já houve, nas décadas de 1930 e de 1960, secas ainda mais severas no Sudeste do país. E naquela época, alfinetou, o desmatamento da Amazônia era praticamente nenhum. Luiz Carlos Molion diz que as denúncias sobre desmatamento e outras formas de pressão para inviabilizar grandes projetos de infraestrutura econômica, sobretudo na Amazônia, são parte de um movimento planejado e articulado pelos países ricos para criar obstáculos e, se possível, impedir o desenvolvimento do Brasil e particularmente de sua região Norte. "Não é teoria da conspiração. O que há é uma interferência inaceitável em assuntos internos do Brasil, e infelizmente o governo brasileiro tem se submetido a essas pressões", disse ele ao DIÁRIO DO PARÁ, em entrevista cedida durante sua passagem por Belém. Confira: P: A seca no Sudeste do país é consequência do desmatamento da Amazônia, como sugerem alguns, ou é um fenômeno natural, de natureza cíclica? R: É um fenômeno cíclico, natural. Nós temos um demonstrativo que mostra o gráfico da Estação da Luz, em São Paulo, contendo dados de chuva desde que os ingleses começaram a construí-la, em 1888. Nesse estudo, fica claro que houve um período seco na década de 1920 e um período extremamente seco no início da década de 1930, até 1936, e mais recentemente em 1963, 1968 e 1969, mais seco do que agora. Esses eventos são cíclicos, pois há uma repetitividade aí na faixa de aproximadamente 50 anos, 60 anos. Eu pergunto a você: qual era o desmatamento da Amazônia na década de 1930? Nenhum. Então o que há é uma confusão de pessoas que se dizem cientistas, mas que não usam a metodologia científica com o objetivo de possivelmente sensibilizar os leigos. Diz-se, por exemplo, que a floresta como um todo coloca na atmosfera vinte trilhões de litros de água por dia. Mas o ponto é seguinte: de onde a árvore tira a água? Ela tira do solo. E a água que está no solo, vem de onde? Vem da chuva. Então, o máximo que uma árvore faz, ou a floresta faz, é retardar possivelmente por alguns dias a reciclagem dessa água. P: Mas a floresta não é a principal responsável pela umidade da região? R: A grande fonte de umidade para a Amazônia, o Centro-Oeste e o Sudeste é o Oceano Atlântico Norte. Temos um oceano quente, com temperatura média da água de 28 a 29 graus centígrados. A água evapora e os ventos trazem o vapor. E como a floresta é rugosa, ela é áspera para o escoamento do vento, ela produz turbulência vertical e intensifica a chuva. Essa chuva cai e as árvores utilizam a água. De 98 a 99% da água que uma árvore consome é simplesmente para manter a temperatura das folhas abaixo de 34, 35 graus, evitando assim que o tecido seja danificado. Ela simplesmente incorpora a água. Você não vê árvore gordinha, cheia de água. Ela simplesmente usa essa água para a chamada evapotranspiração, que funciona como o suor da gente, que é produzido pelo organismo para refrigerar a pele. É o que faz também a planta. Ela usa 98%, 99% da sua água para manter a temperatura, só isso. Se, numa hipótese absurda, nós acabássemos com toda a floresta amazônica, na realidade o vento se aceleraria e levaria mais chuvas para o Sudeste e o Centro-Oeste, ao contrário do que hoje se afirma. Ou seja: um desmatamento de grandes proporções deixaria de reter e retirar água aqui e levaria essa água mais diretamente para o Sul e o Sudeste. P: Quais são as expectativas da comunidade científica em relação à questão ambiental e à Amazônia? R: Sou de opinião que os cuidados exagerados, baseados em falsa ciência, no que se refere ao meio ambiente e ao clima, vão continuar. Já existe um documento para ser levado à reunião de Paris, no ano que vem, e no qual o Brasil vai se comprometer com novas metas de redução de emissão de carbono. Só que nós, claro, vamos ter que usar termelétricas, porque está chovendo pouco e a tendência, para esses próximos anos, possivelmente até o ano 2025 a 2030, é que nós vamos ter menos chuvas. Menos chuvas significa menos hidroeletricidade, e portanto as termelétricas vão ter que funcionar. Então nós vamos emitir de qualquer forma mais carbono em função da queima de combustíveis fósseis. Mas o alvo é reduzir o desmatamento, e reduzir o desmatamento no sentido de que se evite a expansão da área agrícola. A pressão em cima do setor agropecuário vai continuar firme baseada numa falsa ciência, infelizmente. E há o comprometimento do país, porque o ministro Luiz Alberto Figueiredo Machado vem do Ministério do Meio Ambiente. Então ele é, vamos dizer assim, um fanático, um ativista, e não pode um indivíduo desses ser ministro das Relações Exteriores. Espero que ele não continue, porque se continuar certamente a situação vai ficar muito pior internamente. P: O senhor prevê redução das chuvas. Isso vai acontecer também na Amazônia? R: A região amazônica é mais complexa. Quer dizer, aplica-se mais para o Centro-Oeste e para o Sudeste. É nessas regiões que nós devemos verificar uma redução da ordem de dez a vinte por cento no total pluviométrico. Aqui na Amazônia é muito mais complicado, porque as pessoas tendem a considerar o clima amazônico como se fosse um só, e na realidade não é. Temos uns mapas que fizemos alguns anos atrás, alertando para isso, quando houve essa virada na temperatura do Pacífico. Porque o Pacífico é um grande comandante no clima global. Somados todos os continentes juntos, o total dá 29% da superfície terrestre, enquanto o Pacífico sozinho ocupa 33%. Então, ele é maior que todos os continentes juntos. E quando houve essa virada, em 1998/99, nós alertávamos para esse aspecto de que estávamos voltando para um clima semelhante ao período de 1946 a 1976. E o que ocorria nesse período era que no lado leste do Pará passou a chover menos, naquele período de 1946 a 1976, enquanto o lado oeste do Pará choveu mais. E isso se dá pelo fato de que as frentes frias ficam bloqueadas numa posição que permite mais chuvas do lado oeste do Pará. E no leste, na fronteira com o Maranhão, há em toda essa faixa uma redução bastante expressiva. P: A mesma pressão que se faz na Amazônia contra o desmatamento se faz também contra a construção de hidrelétricas, porto e hidrovias. Isso é só coincidência ou pode sugerir um movimento articulado? R: Tudo isso faz parte de um movimento planejado pelos países ricos. Porque, se você olhar o G7, os mais desenvolvidos do mundo, você vai notar que, à exceção dos Estados Unidos, eles não têm recursos naturais disponíveis, renováveis ou não. Inglaterra, Japão, Alemanha, França, nenhum deles conta com recursos naturais. E, olhando os dados do passado, podemos intuir que, como nós vamos passar por um período de redução das chuvas, da mesma forma eles vão passar por um período mais frio, vão ter invernos mais rigorosos, o que significa também que vão ter frustrações de safras. Em função disso, eles sabem que é importante segurar o Brasil e particularmente a região tropical. Porque aqui em Santarém, por exemplo, pode ter três safras de soja por ano, se você quiser. Então eles têm essa preocupação de impedir que o Brasil se desenvolva. P: Essa preocupação se estende aos projetos de infraestrutura econômica na Amazônia? R: Sem dúvida, e sobre isso eu te dou um exemplo. Qual é a maneira mais limpa de você gerar energia em grandes quantidades? É pela construção e operação de hidrelétricas, mas hidrelétricas com reservatórios. No Brasil, porém, há uma pressão grande e o governo cede. Principalmente na queda do planalto para a planície, você tem aí um potencial fantástico em três grandes rios -- o Tocantins, o Xingu e o Tapajós. No entanto, essas hidrelétricas ou não saem do papel ou são construídas com capacidade muito inferior ao seu potencial, como está acontecendo agora com Belo Monte. Para barrar o desenvolvimento do Brasil, o que eles fazem? Inventam essa história do desmatamento e empregam outras formas de pressão, utilizando grupos ambientalistas patrocinados pelos países desenvolvidos. Isso está comprovado. Eu tenho relatos de que a Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional (Cida, na sigla em inglês) mantém ONGs no Brasil, repassando dinheiro inclusive para índios daqui. O cacique Paulinho Paiakan, por exemplo, recebeu um avião do Canadá. Há quem procure desqualificar essas denúncias, afirmando que tudo não passa de teoria da conspiração. Seria menos ruim se fosse apenas isso, mas não é mera teoria. O fato é que há uma interferência grande nos assuntos internos do Brasil e há uma submissão inaceitável do governo brasileiro. Há um assédio permanente sobre os projetos de desenvolvimento, sobretudo na Amazônia, e nesses últimos anos tem aumentado ainda mais. O Brasil, lamentavelmente, se submete a essas pressões internacionais que só têm esse objetivo: embaraçar e, se possível, impedir o nosso desenvolvimento. (Diário do Pará) Leia a versão original aqui.   
  • O acervo paleontológico do Museu Paraense Emílio Goeldi ganhou um reforço expressivo com a entrega de aproximadamente 2.800 amostras coletadas nas áreas onde ficarão os dois reservatórios da Usina Hidrelétrica Belo Monte. O trabalho foi desenvolvido nos últimos três anos pela Norte Energia.

  • O game oficial da UHE Belo Monte vai iluminar 17 estados do Brasil. Prove que você é top! O Eletrix está disponibilizado gratuitamente nas versões Android e IOS. Conheça mais!

  • Quem pode contar melhor as transformações em Altamira nos últimos três anos com as obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte senão os próprios moradores da cidade? A partir dessa ideia, foram criados os personagens da Turma do Xingu, animação em 3D lançada no dia 29 de novembro, na Orla do Cais, no evento “Festaxou”. Os adolescentes Miro e Aline, a ararajuba Jujuba, o cão Poeira e a onça Bela vão contar, de forma didática e divertida, os avanços relacionados às ações do Projeto Básico Ambiental (PBA) do empreendimento que vai gerar energia limpa e sustentável a 60 milhões de brasileiros.Iniciativa da Norte Energia, empresa responsável pela construção da Hidrelétrica, a animação ganhou vida nos traços do premiado artista gráfico paraense Cássio Tavernard. No vídeo apresentado durante a “Festaxou” – evento comemorativo aos 103 anos de Altamira -, Aline, Miro e Jujuba comentaram as obras de saneamento, que estão mudando o perfil de Altamira e resultarão em mais saúde e qualidade de vidaà população. Outras histórias virão. Está programado, ainda, o lançamento do gibi "O Mistério do Esgoto", que conta as descobertas da Turma sobre o tratamento do esgoto na cidade. Os personagens foram criados para interagir no cenário de Altamira. Nos episódios da série, os personagens ajudam a explicar como obras de saneamento, saúde, educação e habitação estão melhorando a vida na cidade.  Liderados por Aline e Miro, adolescentes antenados, ativos e amantes da natureza, a Turma ganha mais dinâmica, graça e humor com a intrépida Jujuba, o fiel e esperto Cão Poeira e Onça Bela, de personalidade forte.











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