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Especialistas veem vantagem financeira em construir Belo Monte
Postado em 10/03/2011

Jornal Valor Econômico, em sua edição de hoje, publica matéria assinada pelo jornalista André Borges sobre as vantagens da usina do rio Xingu

De acordo com o artigo, “a ausência – ou mesmo o atraso – da usina de Belo Monte na oferta futura de energia elétrica no país poderia encarecer o custo desse serviço. A conclusão é de especialistas do setor de energia, para quem o Valor perguntou o que aconteceria se o polêmico projeto de Belo Monte não fosse mais levado adiante”.

A matéria alerta que os 11 mil megawatts (MW) da usina já estão contabilizados no Plano Decenal de Energia do governo – ou seja, o país já conta com a geração dessa hidrelétrica para dar conta do consumo do país.

Aqui a íntegra do texto:Jornal Valor Econômico – 10/03/2010

André Borges

Nos cálculos – que deixaram de lado as polêmicas ambientais e se concentraram nos aspectos financeiros – os especialistas consideraram dois cenários diferentes, baseados na utilização de centrais térmicas, que são a alternativa regularmente usada pelo governo para alimentar o sistema energético quando a capacidade hidrelétrica está em baixa. As contas também se basearam nos preços médios atuais das diferentes fontes de energia e na oferta de 4,4 mil MW (40% da potência total), que é a energia firme prevista para Belo Monte.

Os resultados mostram que o preço da conta aumenta, e muito. Se a alternativa adotada fosse a instalação de térmicas a gás e carvão na proporção da capacidade instalada dessas fontes no parque atual – 85% de gás e 15% de carvão – a conta no bolso do consumidor subiria nada menos que R$ 4,6 bilhões por ano. Numa segunda hipótese, onde a energia firme de Belo Monte fosse substituída integralmente por usinas térmicas a gás, o preço anual subiria em mais R$ 5,2 bilhões. Hoje o cidadão brasileiro gasta cerca de R$ 100 bilhões por ano com energia, o que significa que a conta ficaria 5% mais salgada.

Licitada pelo governo em abril do ano passado, Belo Monte deverá iniciar a geração comercial em janeiro de 2015, com motorização total prevista para janeiro de 2019.

Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apontam que a geração de energia da hidrelétrica tem capacidade de atender 18 milhões de residências (60 milhões de pessoas), o que corresponde a todo consumo residencial da Argentina, de aproximadamente 34 milhões de MW/hora por ano.

Segundo cálculos da EPE, seria necessária a instalação de 19 usinas térmicas a gás (de 500 MW cada) para igualar a produção de energia de Belo Monte. Ao entrar em comparações de ordem ambiental, a EPE estima que, enquanto praticamente não há emissão de gases durante a operação da usina – embora ocorra emissão de gases em decorrência da supressão vegetal – as termelétricas gerariam emissões de 19 milhões de toneladas de gás carbônico por ano.

A previsão do Consórcio Norte Energia, que venceu o leilão de Belo Monte, era ter iniciado as obras da hidrelétrica no ano passado, mas até agora as ações estão emperradas em ações judiciais. Ainda nesta semana o Ministério Público Federal do Pará (MPF) quer entrar com uma ação para tentar derrubar a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que liberou na semana passada a instalação do canteiro de obras da usina. “Vamos recorrer da decisão com um agravo regimental no próprio Tribunal Regional Federal”, disse ao Valor o procurador da República Felício Pontes Júnior. “Vamos até o plenário do tribunal para que revejam a posição que foi tomada pelo seu presidente”, afirmou.

Segundo Pontes Júnior, o MPF também enviou uma série de ofícios ao BNDES – que deverá financiar recursos para a construção – com o propósito de evidenciar fatos que, de acordo com o procurador, demonstram a inviabilidade do projeto.

A usina deverá ser construída em uma área atualmente ocupada por cerca de 4,3 mil famílias em zonas urbanas e 800 famílias em zonas rurais. O governo garante que todos os residentes afetados pela construção da barragem poderão optar por indenização de terrenos e benfeitorias em dinheiro, realocação monitorada ou reassentamento. As estimativas indicam que 19 mil empregos diretos serão criados no pico das obras, atraindo aproximadamente 90 mil pessoas para a região nessa etapa. O custo da obra é estimado em R$ 20,3 bilhões.

http://migre.me/41fGb

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comentários


2 respostas para “Especialistas veem vantagem financeira em construir Belo Monte”

  1. Crisa disse:

    Gostaria de saber qual é a real participação
    dos moradores que deixarão suas casas para
    essa construção Usina de belo monte.
    Como moradora do Oeste do Pará
    tenho uma grande preoucupação
    pois temos: grandes mineradoras
    em nosso estado e não vimos crescimento do povo
    nativo. Isso é gritante, não sou contra o progresso, mas estamos
    cansados de tantas promessas e contratos que não são
    compridos.

    • Prezada Crisa,
      As pessoas que precisarão deixar suas casas estão sendo ouvidas em todo o processo de relocação, tanto em área urbana quanto rural.
      Acompanhe o andamento destas ações no Blog Belo Monte.
      Grato.

  • A Norte Energia realizou o I Encontro Intercomunitário da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no dia 27/02, no Barracão de Usos Múltiplos, no bairro Jatobá. A empresa apresentou as ações dos projetos que visam recompor modos de vida da população beneficiada com relocação assistida por Carta de Crédito e dos moradores dos novos bairros construídos pela Norte Energia na cidade. O Encontro é mais uma ação para contribuir para a integração das famílias atendidas, localizadas na área urbana e rural dos municípios de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu. Assista ao vídeo: [youtube_sc url="https://www.youtube.com/watch?v=UI2yORXhVq4&feature=youtu.be"]  
  •  Lançada no dia 5 de maio deste ano, no evento da inauguração da Hidrelétrica Belo Monte, a nova logomarca da Norte Energia representa uma nova etapa: o ano de geração da maior hidrelétrica 100% brasileira. Fruto da percepção e talento, a criação da “nova logo” tem como fonte a visualidade gráfica do curso do Rio Xingu, na Volta Grande, que representa a Norte Energia, com o “N” bem visível na ilustração gráfica natural da região.O elemento gráfico que percorre o curso do Rio Xingu, representa o grande sistema de geração de energia limpa e renovável, adequado aos princípios de sustentabilidade e baixo impacto socioambiental. São três grandes obras de engenharia – Sítio Belo Monte, Canal de Derivação e Sítio Pimental com investimentos em inovação tecnológica desenvolvidas para um conjunto integrado, representado pelas três linhas que formam a letra “N”. Além disso, ao utilizar apenas uma cor e com espaços vazados, a nova logomarca da Norte Energia diminui o uso de insumos em impressão e em outras aplicações, estando adequada aos princípios da sustentabilidade. A nova logomarca deverá ser aplicada em todos os materiais NOVOS como por exemplo, materiais digitais, impressos, uniformes, placas, adesivos, dentre outras aplicações.
  • Contribuir com o desenvolvimento de práticas ambientais sustentáveis no Pará é o objetivo da peruana Karina Moreya, no Brasil há 18 anos, dos quais 12 meses na cidade de Altamira. Ela é professora efetiva da Universidade do Estado do Pará, onde atua como Coordenadora Adjunta do Curso de Engenharia Ambiental. Em abril deste ano, a turma de estudantes do 4º ano de engenharia da UEPA, sob coordenação de Karyna, esteve na área chamada Bota Fora do Lessa, no bairro Laranjeiras, junto com equipe multidisciplinar da Norte Energia para recuperar a área degradada. A coordenadora explica que a atividade de plantio de diversas mudas no bota fora realizada em parceria com a Norte Energia foi uma grande oportunidade para os alunos de colocarem em prática o que aprenderam na disciplina de Recuperação de Áreas Degradadas. “Foi importante a atividade como um todo, com destaque à importância de todos os atores envolvidos dentro de um projeto de recuperação de áreas degradadas e o envolvimento de diferentes áreas de conhecimento que requer um trabalho de mitigação de impactos”, afirma. Mais de 300 mudas de diferentes espécies dentre as quais Ipê Roxo, Cedro, Bacuri e Açaí, produzidas no CEA, foram plantadas no Bota Fora para regenerar totalmente a área que, no período de construção do bairro, havia sido utilizada para receber solo e outros resíduos de supressão vegetal, que não haviam sido utilizados na obra. Segundo a professora, com essa atividade prática, os alunos passam a adquirir amplo conhecimento sobre a área socioambiental, de forma a contribuir para o desenvolvimento educacional das ciências ambientais. “Principalmente na área de gestão ambiental ao vivenciar o trabalho desenvolvido pelos gestores no projeto. Este tipo de informação só foi possível adquirir através desta atividade”, avalia.
  • Ouça o discurso do presidente da Norte Energia, Duílio Diniz Figueiredo, durante a cerimônia de inauguração da Usina Hidrelétrica Belo Monte, realizada nesta quinta-feira, 05/05. Para ouvir clique no link abaixo: Discurso do presidente da Norte Energia
  • As primeiras unidades geradoras da Usina Hidrelétrica Belo Monte foram inauguradas nesta quinta-feira (05/04), com a presença da presidenta da República, Dilma Rousseff. As unidades entraram em operação comercial em abril, com duas turbinas que produzem juntas 649,9 MW, apenas 20 dias depois da data prevista no contrato de concessão, que terminava no dia 31 de março deste ano. Veja as [gallery columns="4" ids="4702,4701,4700,4699,4698,4697,4696,4695,4694,4693,4692,4691,4690,4689,4688"] !
  • Vídeo institucional exibido na cerimônia de inauguração da geração comercial de energia da Usina Hidrelétrica Belo Monte, nesta quinta-feira (05.05), com a presença da presidente Dilma Rousseff, e o presidente da Norte Energia, Duilio Diniz de Figueiredo. [youtube_sc url="https://www.youtube.com/watch?v=26odewmWOs0&feature=youtu.be"]
  • O orgulho em fazer parte da etnia Asurini está gravado na pele do professor Kwatirei Asurini, da aldeia Koatinemo. “Desde criança eu aprendi a importância de valorizar a minha cultura, pois é somente através da valorização dos nossos costumes e tradições que essa cultura vai resistir ao tempo e se perpetuar por várias gerações”, afirma.O desejo de ser protagonista no processo preservação da cultura Asurini era tanto que Kwatirei decidiu se tornar professor da Língua Asurini do Xingu. Formado em Pedagogia, o educador ensina os jovens e crianças da aldeia sobre a importância de se preservar os saberes e fazeres da Terra Indígena Koatinemo. “O meu principal dever como professor é despertar nos jovens da minha aldeia o sentimento de pertencimento dessa cultura a partir do ensino da nossa língua, da nossa história. E só através do conhecimento e do sentimento de pertencimento que essas tradições vão resistir por muitos e muitos anos”, destaca Kwatirei. Distante cerca de 4 horas de barco de Altamira, a aldeia Koatinemo, da etnia Asurini, faz parte das aldeias atendidas pelo Projeto Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) da Hidrelétrica Belo Monte. Os investimentos da Norte Energia nos programas do PBA-CI somam mais de R$ 300 milhões e garantem a conservação do patrimônio cultural,  reforçam a segurança territorial e ambiental, além de incrementar as atividades produtivas, a educação escolar e fortalecimento institucional  dos povos tradicionais do Médio Xingu.
  • A Universidade Federal do Pará (UFPA) divulgou a data do primeiro vestibular de Medicina em Altamira, programada para os dias 5 de junho e 3 e 31 de julho deste ano. O anúncio foi comemorado por centenas de alunos da Região Xingu, que há tempos aguardavam por essa notícia. “Agora eu posso dizer que a minha expectativa para fazer o vestibular já tem data marcada”, afirmou o estudante Vitor Oliveira, 23, morador de Vitória do Xingu, município da Área de Influencia Direta (AID) da Usina Hidrelétrica Belo  Monte.    Com investimento de R$ 1.894.671,54, o prédio da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará é uma antiga demanda da região, que se tornou realidade através de parceria entre a Norte Energia e a UFPA, através do PDRSX (Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu). O primeiro vestibular de Medicina da região consistirá em uma prova objetiva de conhecimentos gerais, com 45 questões abrangendo conhecimento de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia e Literatura. A segunda etapa terá uma prova objetiva específica com 45 questões de Biologia, Física e Química. E a terceira consistirá em uma prova de redação. Todas as etapas serão eliminatórias e classificatórias  
  • Morador do Reassentamento Rural Coletivo (RRC) construído pela Norte Energia, o agricultor Manoel Batista, 53, comemora a primeira colheita do viveiro coletivo do local. O canteiro funciona como alternativa para o desenvolvimento sustentável e econômico da área. A ação é parte do Projeto Básico Ambiental (PBA) da UHE Belo Monte e conta com o apoio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), que contribui com a implantação dos Sistemas Agroflorestais (SAF) em cada lote desde o começo do projeto.“A colheita das primeiras plantações do viveiro era algo muito esperado por nós. Colher um pouquinho de cada coisa que foi plantada aqui como alface, limão, banana, feijão, é uma graça muito grande”, afirma Manoel. Todas as espécies disponíveis no viveiro comunitário são produzidas no Centro Estudos Ambientais (CEA) da Norte Energia. Com capacidade para produzir 15 mil mudas, o local é referência para produção de mudas e treinamentos de técnicas e procedimentos agrícolas. Destinado aos moradores de comunidades rurais influenciadas pelos reservatórios da Usina Hidrelétrica Belo Monte, o RRC agrega 28 famílias, cada uma com casas construídas em lotes cercados, de 75 hectares de área total e 15 para cultivo, água potável, energia elétrica e fossa séptica. Todos os moradores do reassentamento foram beneficiados com o preparo de suas terras para o plantio.
  • Um fim de tarde de uma quarta-feira ensolarada poderia ser um dia qualquer para a família de Francisco, mas não foi. O agente de segurança Francisco Lopes, 48, tirou a tarde de folga para levar a pequena Thaís, de 6 anos, para se divertir na nova praia da orla de Altamira. Foi dia de brincar e mostrar um novo entardecer à filha, com amor e muito banho de rio. Quando perguntada se gostou do seu dia, Thaís responde sem titubear que “Tá sendo maravilhoso!”.Entre um mergulho e outro, o maranhense de Imperatriz, radicado na cidade há 14 anos, conta que é uma alegria ter praia o ano todo para aproveitar. “Entre as muitas coisas boas que a Norte Energia fez, essa é uma das que mais gostei. Antes dessa obra, que muita gente nem sabia que a engenharia conseguiria fazer, o povo da cidade precisava pegar carro e barco pra aproveitar praias distantes e somente no verão. Mas isso mudou”, observou. A praia da Orla de Altamira impressiona Francisco pela beleza. Ele já teve oportunidade de trabalhar no Estado do Amazonas, na Guiana Francesa e no Suriname, mas nunca havia visto de perto uma estrutura tão bem feita e ampla, que deu oportunidade para que pessoas da cidade e visitantes desfrutem das belezas naturais do Rio Xingu. “Quando a população ganha um local como esse tem obrigação de cuidar”, opinou.











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