en     pt
notícias > Notícias
Sotreq dará treinamento para operadores de máquinas da obra de Belo Monte
Postado em 17/04/2011

O Grupo Sotreq se prerara para oferecer cursos de trainamento de trabalhadores para atuarem na construção da Usina Belo Monte. A previsão é de que as turmas comecem em agosto, com cursos de Aprendizagem Industrial, na modalidade de Mecânico de Manutenção de Equipamentos de Terraplanagem.

O treinamento deve reforçar o número de trabalhadores a operar a frota de equipamentos a serem utilizados no empreendimentos. A previsão inicial, considerando-se somente os equipamentos de terraplanagem, é de utilização de 700 máquinas na obra.

Em entrevista, a área de Treinamento Técnico do Grupo Sotreq, que conta com mais de 30 estabelecimentos comerciais e operacionais, dá detalhes sobre os preparativos. A empresa atua na revenda de produtos, serviços e sistemas Caterpillar, além de comercializar e fornecer suporte técnico para equipamentos de outras marcas.

Blog BM – A Sotreq tem um convênio com a Norte Energia para dar os cursos de capacitação?

Grupo Sotreq - O Grupo Sotreq está com um convênio com o SENAI da cidade de Altamira. O foco é qualificar os técnicos mecânicos já admitidos pela Sotreq através de Escolas de Formação de Mecânicos (EFMs). Posteriormente, iremos expandir essa formação para a comunidade com o apoio do Instituto Social Sotreq (ISSO) e SENAI.

Blog BM – Em que área serão os cursos?

O Instituto Social Sotreq (ISSO) está em fase de negociação junto ao SENAI, da cidade de Altamira, para iniciarmos turmas de Aprendizagem Industrial, na modalidade de Mecânico de Manutenção de Equipamentos de Terraplanagem, com início previsto para Agosto deste ano.
Posteriormente, estudaremos a possibilidade de apoiar projetos na área de capacitação de operadores, a partir de alguma entidade indicada pelo Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM).

Blog BM – Quantos profissionais estão envolvidos neste treinamento?

Grupo Sotreq – Para suportar o desenvolvimento dos profissionais que irão atuar na obra, o Grupo Sotreq conta hoje com cerca de 10 profissionais, oriundos das áreas coorporativas de Inteligência de Produtos e Serviços (IPS), Ambiente Humano (AH) e de nossa Filial situada na cidade de Belém-PA.

Blog BM - Qual a importância para um empreendimento do porte de Belo Monte fornecer a capacitação da população local para trabalhar nas obras?

Grupo Sotreq – A capacitação de profissionais da localidade é fundamental para perenizar o ciclo de desenvolvimento regional. O grande objetivo é possibilitar a capacitação da comunidade de maneira que eles possam apoiar na Construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, num primeiro momento, e que, consequentemente, este aprendizado sirva de mola propulsora para a continuidade do desenvolvimento local.

Blog BM - Quantos alunos serão capacitados pela Sotreq?

Grupo Sotreq – O Grupo Sotreq já capacitou cerca de 55 profissionais em cursos técnicos em mecânica pesada para atender a suas demandas internas no projeto Belo Monte.
Para o futuro, através da parceria com o SENAI, estima-se a formação de cerca de 20 a 40 mecânicos por ano, que poderão ser absorvidos pelo Grupo Sotreq ou pelas empresas instaladas na região, apoiando o desenvolvimento regional.

Blog BM - Onde e quando acontecem os treinamentos?

Grupo Sotreq – Os primeiros grupos de profissionais formados, para atendimento às demandas iniciais do Projeto Belo Monte, ocorreram na cidade de Parauapebas-PA, em um de nossos Centros de Treinamento, e na unidade do SENAI de Altamira-PA. Além da parte teórica e prática nessas localidades, os alunos tiveram a oportunidade de ter uma etapa de seu treinamento realizado em nossa filial na cidade de Belém-PA, sempre com o acompanhamento de profissionais certificados.
Para o futuro, o Grupo Sotreq, pretende trabalhar a formação em parceria com o SENAI de Altamira-PA, onde a primeira turma está prevista para iniciar em Agosto deste ano.

Blog BM - A partir dos treinamentos, os alunos serão capazes de operar maquinário?

Grupo Sotreq – Num primeiro momento, iremos desenvolver profissionais que tenham condições de atuar na manutenção de equipamentos, sendo que, durante os treinamentos ministrados, há uma parte que faz referência a operação, mas com intuito de ensinar os conhecimentos básicos sobre comandos e deslocamento das máquinas para manutenção.

Blog BM - Quantas máquinas são utilizadas, normalmente, em uma obra do porte de Belo Monte?

Grupo Sotreq – Existe uma previsão inicial, considerando-se somente os equipamentos de terraplanagem, de uma frota em torno de 700 máquinas na obra. Lembrando que esse número pode aumentar ou diminuir de acordo com o cronograma da obra.

14
comentários


14 respostas para “Sotreq dará treinamento para operadores de máquinas da obra de Belo Monte”

  1. Jailson disse:

    Gostaria de fazer o curso para trabalhar em belo monte.

  2. Francisco Avaroma disse:

    Oi, sou de porto velho rondonia.
    Queria saber qual a cidade base para chegar a belo monte?

    • Olá Francisco,
      A Usina Belo Monte está sediada em Vitória do Xingu.
      As cidades presentes na área de influência direta são: Anapu, Senador José Porfírio, Altamira, Vitória do Xingu e Brasil Novo.

      Grato,
      Blog Belo Monte

  3. Ruivan Gonçalves disse:

    Olá! Com certeza, essa obra beneficiará à muitos. E dará oportunidades a todos que estiverem envolvidos. E se DEUS permitir, estarei lá, para realizar meu sonho de ser um operador polivalente. Ruivan. Tucuruí-PA.

  4. Ruivan Gonçalves disse:

    Olá! Com certeza essa obra beneficiará à muitos, e dará oportunidades a todos que estiverem envolvidos. Se DEUS permitir, estarei lá! Ruivan. Tucuruí-PA.

  5. Patricia O.Santos disse:

    Prezado(a), enviei meu currículo ,com o objetivo de atuar na área de Segurança do trabalho.Sou de Minas tenho disponibilidade total de mudança .Gostaria muito de ter uma resposta .
    Obrigado.

    Patrícia Santos.

  6. Olá Paulo Henrique,
    O endereço eletrônico para encaminhamento de currículo é selecao@norteenergiasa.com.br.

    Grato,
    Blog Belo Monte

  7. Alex José da Fonseca disse:

    Boa tarde, atualmente eu trabalho como apontador de produção em terraplanagem em obras de rodovias, eu gostaria de saber como posso mandar um curriculum para trabalhar nesta obra, tenho imenso interesse em aprender mais e acredito que esta obra seria de suma importância para meu aprendizado. Sou o interior de Sp, mas tenho disponibilidade para mudança se necessário.
    Obrigado.

  8. Olá Paulo,
    Encaminhe seu currículo para selecao@norteenergiasa.com.br.

    Grato,
    Blog Belo Monte

  9. Andrade Operador. disse:

    Era disso q muita gent tava falando 600 maquinas no pico das obras. não vejo a hora de iniciarem as contratação…. UHE Belo monte a mais esperada por todos. abraços.

  10. Cara Poliana,
    O Blog Belo Monte é administrado pela Norte Energia. A entrevista publicada neste domingo foi concedida via e-mail pela área de Treinamento Técnico do Grupo Sotreq.
    Grato.
    Blog Belo Monte

  • A construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte proporcionou um dos registros mais significativos em um único estudo sobre abelhas sem ferrão, agente crucial para a manutenção da floresta amazônica. Cinquenta e três espécies de abelhas sem ferrão foram identificadas durante a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, o que corresponde a cerca de 80% das espécies sem ferrão registradas na Amazônia brasileira até 2005. Vinte e oito espécies ainda aguardam identificação. Assista aqui como funciona esse importante trabalho desenvolvido pela Norte Energia:   [youtube_sc url="https://www.youtube.com/watch?v=iVidQl_ZWfA"]    
  • A Norte Energia S.A através de Termo de Referência contrata empresa ou instituição de direito público ou privado, especializada na Gestão, Consultoria e Execução de Projetos, visando dar continuidade  e consecução de todos os Projetos aprovados no âmbito do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu – PDRSX . Para acessar o TERMO DE REFERENCIA e enviar sua proposta click AQUI.  
  • “Ele acorda seis horas da manhã e vai lá pra fora. Já perdi o marido para as plantas”. A reclamação da artesã Maria Alacídia, 50 anos, é feita em tom de brincadeira. Ela e o tatuador e também artesão, Antônio Francisco Silva ,41, coordenam o núcleo de Geração de Renda do Projeto de Reparação Urbana, que compõe o Projeto Básico Ambiental (PBA) da Norte Energia. Vivendo no Jatobá há quase dois anos o casal mantém, no quintal de casa, um viveiro que serve a outros moradores do bairro.O Projeto, que atende pedido da população, proporciona um complemento das atividades já exercidas. Reunida, a comunidade aprende a plantar com o apoio de técnicos. Da terra, onde é utilizado adubo orgânico, surgem berinjela, pimentas de cheiro e malagueta, couve, alface e cheiro verde. Seu Antônio Francisco arrisca mais - “Com esse incentivo, já compramos sementes por conta própria”. Com a iniciativa vão surgindo outras opções como o pepino, o maxixe, o tomate e o quiabo, além do mastruz, hortelã e arruda. “Tem gente que já tá produzindo e vendendo pra supermercado”, complementa o coordenador. Ele explica que em breve os produtos serão comercializados em uma feira no próprio bairro, onde será construído um Barracão de Uso Múltiplo (BUM). O casal quer aproveitar o espaço para vender brincos, colares, quebra-cabeças, bordados e pinturas. Na casa da vizinha Joiciane Santos a prática foi reproduzida. Lá, o pimentão e a abobrinha fazem diferença na alimentação diária. “Tá seis reais o quilo do quiabo. A gente já faz uma economia quando planta”, garante. Informação confirmada pelo seu Antônio Francisco: “Já fizemos os cálculos. Vamos economizar mais de 300 reais por mês e é tudo natural, sem química”. Além de fazer bem para o bolso, a produção dos viveiros leva melhorias para a qualidade de vida e, de acordo com quem se beneficia, até a alimentação ganha outro cheiro e fica mais saborosa.
  • A paixão pela arte é o que o move o estudante Andrey Jandison da Silva, 18, vencedor do último Concurso de Redação sobre a Usina Hidrelétrica Belo Monte, promovido pela Norte Energia. Amante de histórias de ficção, o adolescente guarda na memória uma série de referências literárias e lembra ainda hoje da primeira leitura. “O primeiro livro que li na vida foi o A Parábola do Planeta Azul. Eu era criança, mas recordo bem daquele momento. Foi o meu primeiro encontro com a ficção”, conta entusiasmado.Aluno do 3º ano do Ensino Médio, Andrey não teve dúvidas quando soube do concurso de redação sobre o empreendimento. Era a chance de mostrar as suas habilidades com a literatura. “Na hora da inscrição eu pensei: Essa é a oportunidade para exercer o meu lado escritor. Queria escrever uma história que mostrasse o meu posicionamento sobre a hidrelétrica, mas a partir de uma visão ficcional”, afirma. E foi a partir dessa inquietação que surgiu a ideia de fazer uma carta redigida pela Mãe Natureza. “Queria mostrar como a natureza agiria se tivesse de mandar uma carta falando sobre o empreendimento. O que ela pensa de tudo isso, como vem reagindo a essas transformações da região”, explica o estudante que planeja fazer faculdade de Artes Cênicas. “Eu quero trabalhar com artes em vários sentidos. Seja como ator, roteirista de cinema ou diretor de teatro. Eu quero viver dessa arte que me movimenta”.   Leia abaixo o texto produzido pelo estudante, vencedor na categoria 3º ano do Ensino Médio:   Um apelo caótico Eu vi a terra eclodir numa explosão e se tornar a mais bela obra de arte existente. Eu vi a vida se formar diante dos meus olhos as cores radiantes e naturais do pôr do sol em contraste com a vívida presença da natureza. Fui eu quem passou pelas florestas mais verdes e caminhou na beira dos lagos mais claros, enquanto estes ainda eram puros, livres de qualquer resíduo poluente provindo do ser humano. Ele, o ser cruel, que destrói tudo o que toca com a facilidade irrefutável que teria um furacão. Eu presenciei esses seres eliminando o Pau-Brasil das florestas, e desfilaram por entre as árvores com suas motosserras como se fosse uma coroa, se autodenominando os reis da cadeia alimentar. Por isso, venho por meio desta carta, lhes pedir que não sigam os passos destes homens. Eles deviam me ajudar a lapidar o planeta, mas negligenciaram o bem estar de todos os seres e colocam o dinheiro num pedestal, alimentando fortemente a ganância. Venho acompanhando a projeção da Hidrelétrica de Belo Monte desde os seus projetos iniciais, quando tudo ainda era uma ideia fértil na mente de um dos homens. E devo admitir que só no começo hesitei, ainda não tinha me acostumado com o mundo moderno. Desde 1975, quando iniciaram os estudos para a construção, até hoje, com o projeto se concretizando, tenho direcionado a devida atenção à obra. Essa obra tão grandiosa trará grandes consequências como o impacto ambiental que acompanhará o desenvolvimento do país com a construção da Hidrelétrica. Geograficamente, a área de alagação valorizava uma grande quantidade de fauna e flora. Porém, várias ações e projetos da Norte Energia têm como objetivo salvar e proteger essa biodiversidade, através do reflorestamento e do regate de animais que seriam afetados pelo alagamento. Os índios realizam constantes manifestações contestando a realização e a continuação dos trabalhos de construção da obra e eu não posso tirar a razão deles. É difícil para um ser ver seu habitat natural totalmente transformado devido as ações de outro ser. Porém, com o passar do tempo, as obras foram adaptadas para que essa população não fosse atingida. Mais uma atitude notável. Por fim, vejo que a construções seguem a todo vapor e trarão uma grande carga de energia elétrica, essencial para a sobrevivência do ser humano atualmente, e demonstra um grande avanço para o país, já que a hidrelétrica é 100% brasileira. Só peço novamente para que respeitem o meio em que vivemos e que as obras enriqueçam a vida da população em vez de engrandecer o fardo de riscos ambientais causados pelo ser humano. Atenciosamente, Mãe Natureza (Andrey Jandison da Silva)  
  • Pai de três filhas, Francisco Cordeiro Filho mora com a esposa e as crianças no município de Senador José Porfírio. Pescador durante anos, agora o coletor de dados atua na Comunidade Vila Nova, entrevistando diariamente pessoas que ainda trabalham na área. Homem de iniciativa, Francisco foi eleito diretor presidente da Associação do Centro Regional de Educação Ambiental do Xingu (Creax). O espaço, inaugurado pela Norte Energia nessa quarta-feira (16/12), transforma em educadores ambientais pessoas que vivem em comunidades, dos cinco municípios da Área de Influência Direta (AID) da Hidrelétrica Belo Monte.A associação do CREAX, criada em julho de 2015, a partir da organização de 129 representantes das comunidades dos municípios de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu. “Isso representa algo inédito, importante para toda a sociedade, para que nós possamos ter um ambiente limpo e saudável”, declarou Francisco. Na posse da direção, ele revelou que se surpreendeu com a votação, em que foi eleito por unanimidade. “Minha ideia era representar o município, nunca me passou pela cabeça isso.” Agora, a meta é correr atrás de recursos para serem aplicados na região. Com a nova responsabilidade, o agora “pescador de sonhos” faz questão de reforçar a origem humilde, disse que vai se empenhar para fazer diferença para a atual e outras gerações. Ousado, ele anseia que a região vire referência em preservação ambiental.
  • A estudante Cleisla Araújo, 16, não lembra quantos anos tinha quando leu o primeiro livro. Mas de uma coisa tem convicção - “Era um livro de poesia. Uma coletânea com vários escritores”. O contato com os primeiros poemas marcou tanto que, até hoje, a poesia é o gênero literário preferido da adolescente.Aluna do 9º ano do Ensino Fundamental, na escola municipal Daniel Berg, zona rural de  Vitória do Xingu, Cleisla não teve dúvidas para participar do Concurso de Redação sobre a Usina Hidrelétrica Belo Monte, promovido pela Norte Energia. “Eu falei para mim mesma. Vou escrever uma poesia sobre a Usina. Não tinha ideia como começar e desenvolver o tema, mas sabia que seria em versos e estrofes”. Com a ajuda do professor e orientador Edio da Silva, Cleisla não apenas escreveu um poema, mas o produziu em formato de acróstico – composição em verso na qual a primeira e, algumas vezes, a última letra da linha são colocadas em ordem, formando um nome ou título. A criatividade rendeu o primeiro lugar no Concurso, na categoria ‘9º ano do Ensino Fundamental’. “Quero agradecer também ao professor Edio, porque sem a orientação dele isso não seria possível”, destacou.  Leia aqui o texto produzido pela estudante: Ambientalmente fantástica e correta   Uma Arquitetura de grande beleza, Sustentável pelos projetos excelentes, Indispensáveis à saúde, educação e natureza, Necessário à região que esperou contente, A mais estudada usina do Brasil,   Hidrelétrica Belo Monte, Instalada no leito do rio Xingu, Deixando todos os povos sorridentes, Restituindo a todos o que é de direito, Estabelecido o plano perfeito, Lugares lindos foram construídos, É verdade! Diz o povo agradecido, Tendo escolas e segurança nas comunidades Rurais, urbanas, indígenas e ribeirinhas, Incluindo hospitais e moradias que o povo exigia, Construídos com a mão de obra local e vizinha; As condicionantes cumpridas pela Norte Energia.   Bem precioso que da água produz Energia com responsabilidade ambiental, Levando à nação progresso e luz, Operando em território nacional. Muitos cuidados tiveram com todos Os seres da fauna e flora, Num resgatar e replantar brilhante, Todo dia e a toda hora. E o que o país resta a dizer? Fantástica (Cleisla Araújo)
  • Morador do Reassentamento Rural Coletivo (RRC), construído pela Norte Energia há pouco mais de três meses, o agricultor Manoel Ferreira Batista, 42, não esconde a ansiedade em ver as primeiras colheitas das sementes que plantou no quintal da nova casa. “Aqui eu plantei um pouquinho de cada coisa. Cacau, açaí, alface, limão, banana, feijão, ipê. A variedade é muito grande e tem colheita para o ano inteirinho”, explica. Ex-caseiro de um sítio no distrito do Assurini, o agricultor comemora o título definitivo do terreno de 15 hectares destinado aos moradores de comunidades rurais influenciadas pelos reservatórios da Usina Hidrelétrica Belo Monte.  “Eu sempre morei na roça, mas nunca tive casa própria. Agora é diferente. Agora tenho uma casinha e um terreno que posso chamar de meu”, diz.Responsável pela manutenção do viveiro comunitário do Reassentamento, Manoel cuida diariamente de dezenas de mudas de essências florestais e frutíferas disponíveis no viveiro do RRC. A ação é uma alternativa para o desenvolvimento sustentável e econômico da região e faz parte do Projeto de Assistência Técnica, Ambiental e Social (ATES), que integra o Projeto Básico Ambiental (PBA). “Quase todas as mudas que os moradores do reassentamento plantaram nos seus terrenos são desse viveiro. Por isso, me sinto satisfeito em cuidar desse projeto”, revela o agricultor, residente no lote 15 do RRC.  Junto a ele, 28 famílias já vivem nas novas casas construídas em lotes cercados, medindo 75 hectares de área total e 15 de área cultivável, com água potável, energia elétrica e fossa séptica. Todas as espécies disponíveis no viveiro comunitário são produzidas no Centro Estudos Ambientais (CEA) da Norte Energia. Além das mudas, os proprietários residentes no RRC também receberam kits agrícolas, compostos de adubo, semente, enxada, pá, carro de mão, facão e embalagens plásticas para produção e o cultivo dessas espécies.
  • Fim da tarde de quinta-feira (19), e a cabeleireira Jeane de Andrade já estava sentada à porta de sua nova casa no Jatobá, um dos cinco bairros construídos pela Norte Energia. A mulher mora com o esposo e os dois filhos já faz planos para a rotina que será construída com a infraestrutura disponível. Ela e as duas irmãs Jeovânia e Jucivânia serão vizinhas e chegaram ao novo endereço no mesmo dia.A família antes residia no bairro Boa Esperança e sofreu por meses com a falta de água. “Quero construir um salão de beleza aqui na frente para continuar a receber minhas clientes”, afirmou a cabeleireira. Na mudança, Jeane está recebendo ajuda da mãe, Antônia, para organizar o novo espaço. Antônia também foi beneficiada com indenização de acordo com os critérios do Projeto Básico Ambiental da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Jeane, que no começo demorou a se adaptar à ideia da mudança, hoje vê a nova vida como uma oportunidade de recomeço. Na nova moradia com 63 m² construída com três quartos, sala, cozinha e banheiros, a família Andrade realiza o sonho de muitos, o de agora ter uma casa nova, seguro e confortável. Até agora, 3500 famílias já residem nos novos bairros Jatobá, São Joaquim, Casa Nova, Água Azul e Laranjeiras. As relocações urbanas na cidade são mais um compromisso cumprido pela Norte Energia das obras que condicionam a Licença de Operação da hidrelétrica Belo Monte.
  • Manga, tapioca, banana, morango, maracujá e até chocolate. Na geladeira de dona Maria Helena Chagas só está faltando o “chope” (como chamam em Altamira o suco congelado em saquinho plástico) de cupuaçu, porque não está na época da fruta. A família da autônoma é uma das cerca de 1.100 que moram no Jatobá e seu pequeno comércio, junto com uma gama de estabelecimentos de pequeno porte, prova do crescimento econômico local. Não muito longe de Maria Helena, na Rua F, fica a loja de variedades de Maria Cristina Ramos. Enquanto o esposo sai para trabalhar como piloto de lancha “voadeira”, ela trabalha e aumenta a renda da família sem sair de casa. “A maioria dos clientes veio do bairro da Colina, onde a gente morava, e ainda apareceram os novos”, reforça. Moradora do Jatobá há nove meses, Cristina e família foram rápidos na construção da loja, que já funciona há seis meses.Também morador do Jatobá, Adilson José da Silva tem uma família grandiosa e, com a mudança de bairro, abriu uma mercearia. “O bairro é muito melhor, as ruas não têm buraco, fica muito mais perto das coisas, de farmácia, de padaria”, comemora.  À noite, para complementar a renda, ele e a família vendem churrasquinho na porta da residência. Uma das padarias mencionadas por Adilson abre cedinho, às seis. A gerente Iraci dos Santos, da Pão Nosso, explica que o negócio está sendo lucrativo, mesmo funcionando há apenas um mês e dez dias no novo endereço.  O empreendimento evidencia um dos maiores benefícios deste crescimento – a geração de emprego e renda. As micro e pequenas empresas que hoje dão certo no Jatobá integram o Programa de Recomposição das Atividades Comerciais, de Serviços e Industriais Urbanas, promovido pela Norte Energia. Voltado aos novos moradores que tinham seus empreendimentos nos antigos endereços, o Programa realiza o acompanhamento antes, durante e depois da mudança. As ações começaram em 2013 com oficinas e palestras ministradas em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Foram oferecidos 14 cursos, capacitações que beneficiaram 954 pessoas. Também está sendo estimulada a formalização dos empreendimentos, o que garante benefícios aos empresários, como o direito à aposentadoria e auxílio em caso de doença, por exemplo.  
  • A segurança da Navegação do Rio Xingu está sendo reforçada pela Norte Energia com um vídeo institucional sobre o tema. Com duração de 10 minutos, o filme explica, de forma didática, o passo a passo das rotas de navegação que sempre são criadas nos períodos de cheias (inverno), que é como vai ficar o Rio Xingu a montante do Sítio Pimental, após o enchimento dos reservatórios de Belo Monte. [youtube_sc url="https://www.youtube.com/watch?v=-6xodqvt39k" title="Norte%20Energia%20apresenta%20vídeo%20sobre%20segurança%20da%20navegação"]   Com linguagem simples e objetiva, o filme destaca marcos naturais no rio para orientar os pilotos de embarcações, como as ilhas, morros, pedrais e corredeiras, além do Sistema de Transposição de Embarcações (STE), situado próximo ao Sítio Pimental e mostra como vai funcionar o Projeto de Sinalização Fluvial do Reservatório Xingu para garantir segurança a todos os que navegam na região e que deve ser rigorosamente obedecido. O vídeo, em versão de um minuto, também está sendo veiculado em canais de televisão das cidades da Área de Influência Direta do empreendimento, canais internos de comunicação (mídia indoor) nas cidades e nos canteiros de obras do empreendimento.











© Desenvolvido por santafédigital. Uma empresa do grupo santafé.