
Crédito: Vagney Santos
Equipes envolvidas no Plano de Ação para Controle da Malária na área de influência da Usina Hidrelétrica Belo Monte (UHE Belo Monte) já examinaram cerca de 80% da população indígena residente nas aldeias próximas ao empreendimento. O objetivo é conter surtos e quebrar a cadeia de transmissão da doença nos municípios da região do Xingu (PA).
Resultado de convênios firmados entre a Norte Energia S.A., a Secretária Especial de Atenção à Saúde Indígena do Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde do Pará (SESPA) e as secretarias de Saúde dos municípios próximos à UHE Belo Monte, o plano receberá, em seis anos, investimento de R$ 36,8 milhões da empresa, dando pleno cumprimento a uma das condicionantes das Licenças Ambientais outorgadas para o empreendimento.
Durante o trabalho realizado apenas entre 4 e 19 de julho em dez aldeias da Rota Xingu, em parceria entre a Norte Energia, o Distrito Sanitário Indígena e o 10º Centro Regional de Saúde da SESPA, 48 casos de malária foram identificados, sendo que cinco deles eram de malária falciparum, espécie mais grave da doença. O diretor Socioambiental da Norte Energia, Antonio Coimbra, destaca que, nessa incursão de julho, 94,4% dos indígenas da Rota Xingu foram examinados. “Desta forma conseguimos interromper surtos de malária nas aldeias”, avalia. Em maio, nove aldeias da Rota Bacajá receberam essa ação e foram identificados 147 casos de malária. A próxima etapa é percorrer as outras seis aldeias da Rota Iriri.
Nas operações realizadas, os índios foram examinados e, em caso do diagnóstico positivo da doença, receberam medicação para o tratamento. Para conter a proliferação do inseto transmissor, Anopheles darlingi, o Plano inclui ainda a borrifação de inseticida. Esta ação propicia também a eliminação de insetos transmissores de outras doenças.
Próximas ações
O Plano de Ação de Controle da Malária prevê campanhas informativas sobre a transmissão e o tratamento da enfermidade, uma vez que a interrupção no uso dos medicamentos, muito comum nos casos de malária, prejudica o tratamento da doença. Outra ação programada é a permanência de profissionais previamente capacitados em cada aldeia para que haja a detecção precoce de novos casos e o tratamento oportuno e adequado da doença. “Quando a malária é diagnosticada e tratada na fase inicial, a cura é mais fácil e evita o agravamento da doença, além de promover a interrupção da transmissão da doença na comunidade”, destaca o gerente de Saúde Pública da Norte Energia, o médico sanitarista, José Lázaro de Brito Ladislau.
As populações das cidades de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu também estão sendo atendidas pelo plano. Em 1º de julho, cerca de 450 itens, entre veículos, equipamentos e materiais, foram doados pela Norte Energia S.A. para execução das ações de controle da malária nesses municípios. Apesar de não estar na área de influência direta, Pacajá também entrou no programa por sua importância no quadro da malária na região do Xingu.
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