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Usina Belo Monte terá registro em linguagem de cinema
Postado em 27/10/2011

Daniel Tendler apresenta primeiros vídeos sobre Belo Monte em linguagem de cinema.

As obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte (UHE Belo Monte) em linguagem de cinema foi apresentada oficialmente nesta quinta-feira (27) durante o Seminário Nacional de Grandes Barragens, realizado pelo Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB), no Rio de Janeiro. Estes documentários, conduzidos pela produtora LC Barreto, pretende acompanhar todas as etapas de construção do empreendimento, tanto do ponto de vista histórico, desta que será a terceira maior usina do mundo, quanto do ponto de vista humano, das pessoas envolvidas direta ou indiretamente na UHE Belo Monte.

Quatro vídeos de curta metragem, com aproximadamente 5 minutos, cada, já foram finalizados, de um conjunto de 25 peças, que serão produzidos ao longo do primeiro ano da obra, assim como outros três vídeos de média duração. A ideia é veicular as produções em TV e na internet. O projeto “Construindo Belo Monte” abrange cinco anos de construção da UHE Belo Monte, que tem previsão para iniciar a operação de sua primeira turbina em 2015.

O diretor do projeto, o cineasta Daniel Tendler, em entrevista ao Blog Belo Monte, destaca a importância das filmagens para apresentar “a realidade crua” da obra, sem o intuito de defender ou atacar o empreendimento. Segundo ele, há muitas informações desencontradas sobre o projeto. Isto impôs o desafio, nos primeiros roteiros, de diferenciar a proposta inicial de construção, planejada há 35 anos, da que atualmente está sendo executada no Rio Xingu. “O desafio foi marcar essa diferença e mostrar que essa diferença é fruto de uma evolução da legislação ambiental, do amadurecimento da sociedade de criar mecanismos de controle para o desenvolvimento responsável e sustentável da Amazônia”, afirmou.

Para Tendler, a iniciativa também poderá mostrar ao Brasil a realidade daquela região da Amazônia e a magnitude da obra em andamento no Rio Xingu. Ele fala ainda sobre a necessidade de que o debate sobre a UHE Belo Monte inclua questões como a necessidade de geração da energia e sua complementariedade com as fontes alternativas.

Leia aqui a entrevista concedida por Daniel Tendler, ao Blog Belo Monte:

Blog Belo Monte: Qual o tema central e o objetivo deste projeto de filmagem da construção da Usina Belo Monte?
Daniel Tendler: O objetivo principal dessa série de vídeos que estamos produzindo é gerar informação correta e de qualidade, porque tem um desencontro de informações, principalmente quando se está atacando a obra e o discurso desenvolvimentista. A nossa ideia, na verdade, é esclarecer isso. É dizer efetivamente o que é o projeto e sua evolução, os 30 anos de estudos e mostrar o que era o projeto há trinta anos e o que ele é hoje. Também vamos contar a história da geração de energia elétrica, dessa questão no Brasil, levantar a questão da necessidade da energia elétrica, porque eu acredito que para você discutir a construção de uma usina assim, é preciso discutir a questão da necessidade de energia. Se as pessoas precisam [da energia], então, vamos discutir a partir de uma realidade.

Blog: Quando você fala em mostrar os dados corretos, você fala não em defender ou atacar o projeto. É isso?
Daniel Tendler: Sim. É apresentar o projeto. Quanto mais próxima a sociedade estiver do projeto, melhor vai ser para todos. Melhor vai ser para a população local, para que as condicionantes sejam respeitadas e, assim, as coisas serão feitas direito, conforme o previsto na lei e no projeto. Essa distância, divórcio ou briga entre os desenvolvimentistas e os ambientalistas é, na verdade, uma coisa ruim para todo mundo. A nossa ideia é uma tentativa de aproximar as pessoas da realidade e, quanto mais crua a gente trouxer essa realidade para dentro destes filmes, melhor para todos. Estão acontecendo, por exemplo, supressão vegetal? Sim, mas estão sendo tomados todos os cuidados que estavam previstos em lei. Então, talvez o que seja preciso questionar seja a legislação, não a obra em si. Vamos mostrar as pessoas que estão sendo afetadas realmente. Mostrar o que a Norte Energia está prometendo e se, de fato, vai ser cumprido. É algo que conversamos muito com as pessoas da região: estamos documentando o início da história e a ideia é documentar tudo para ver também se foi tudo feito direito.

Blog: Então, o objetivo é o esclarecimento?
Daniel Tendler: Sim. Não é a história de defender nem de atacar, mas de esclarecer tanto a questão da construção quanto da necessidade de energia elétrica, quanto também contar um pouco a história do desenvolvimento da geração de energia no Brasil, das qualidades que o Brasil tem, como o fato de quase 90% da matriz energética ser limpa e renovável e que as fontes são complementares, ou seja, a energia hidrelétrica não compete com a eólica, ou solar, nem com nenhuma outra. São todas complementares. É preciso ter todas para o sistema funcionar. Então, não há tanto essa dicotomia que se fala entre a hidrelétrica versus a eólica ou solar ou as ditas fontes alternativas. Elas são complementares. Essa é uma informação que é muito importante ser dada.

Blog: Quais os desafios nesta primeira fase de execução da obra?
Daniel Tendler: A primeira coisa que a gente pensou em colocar foi esclarecer o que é o projeto de fato, porque até pesquisando a gente tem muita dificuldade de entender o que é o projeto e o que virou o projeto. Fala-se muito do projeto antigo, de 30 anos atrás e não do que é agora, porque é completamente diferente. O desafio foi marcar essa diferença e mostrar que essa diferença é fruto de uma evolução da legislação ambiental, do amadurecimento da sociedade de criar mecanismos de controle para o desenvolvimento responsável de Amazônia. Não é uma questão de fazer ou não fazer, mas de como fazer, porque já está sendo feito.

Blog: Como esses vídeos serão disponibilizados?
Daniel Tendler: Uma das formas em estudo é disponibilizar por meio de um canal na internet e gerar um canal que as pessoas possam acessar e entender o que está acontecendo, todo o desenvolvimento da obra e acompanhar o desdobramento do que vai acontecendo com as pessoas envolvidas.

Blog: Há, então, uma questão humana destacada nos vídeos?
Daniel Tendler: Há dois eixos de trabalho: um é mais histórico, de esclarecer as coisas e outra é o de ir até as pessoas, na questão humana mesmo, no sentido de entender o que está acontecendo com as pessoas, na região. Explicar o porquê da construção da usina e permitir que as pessoas possam acompanhar. É um canal de aproximação da sociedade com a construção para as pessoas poderem acompanhar o que está acontecendo com os ribeirinhos, com os indígenas, o que está acontecendo de fato, porque é uma região distante do Sudeste e, muitas vezes, a informação chega distorcida porque, antes de chegar, elas saem de lá [da região], vão para fora do país e voltam para o Brasil. Então, a ideia é gerar mais informação aqui.

Blog: Como tem sido o trabalho em relação a Norte Energia, empresa responsável pela implantação, construção, operação e manutenção da UHE Belo Monte?
Daniel Tendler: Há uma postura muito correta da Norte Energia de deixar a gente fazer esse trabalho. É uma abertura, porque vai ser bom para todo mundo. É uma obra que está aí, ela esta sendo feita dentro da lei. Existem mecanismos de acompanhamento, então, se é preciso questionar, vamos questionar o que de fato deve ser questionado, com argumentos concretos e não com achismo. Há um fato concreto e o projeto está acontecendo. É difícil as pessoas acreditarem que as coisas podem ser feitas corretamente no Brasil e está na hora de a gente fazer.

Blog: Esse formato de vídeo aproxima de fato a sociedade da realidade da obra no Rio Xingu?
Daniel Tendler: Dizer que uma imagem vale mais que mil palavras é um grande clichê, mas neste caso, de Belo Monte, acho que vale muito mais ainda porque, primeiro: é uma obra que é distante do resto do país. É numa região que, do Sul, Sudeste e do próprio Nordeste, é de difícil acesso. E é impressionante você mostrar as imagens de que grande parte do local onde está sendo feita a obra já estava desmatada, porque eram fazendas de gado e plantações. Uma coisa é você dizer isso e outra é mostrar. Uma coisa é falar que as pessoas estão sendo removidas e você efetivamente mostrar que não é expulsão. Estamos também numa era em que o entendimento audiovisual é muito mais direto que o texto ou outro formato. As pessoas estão acostumadas, é uma comunicação direta e rápida e as pessoas não têm muito tempo para ficar explicando fatos e condições, que mudam muito rapidamente. Outra coisa é documentar com linguagem de cinema que é o que estamos fazendo. Vai ficar como banco de imagens valiosíssimo, que é acompanhar uma obra deste tamanho e acompanhar as pessoas, os costumes e as mudanças que vão acontecendo.

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  • Os moradores do bairro Laranjeiras agora têm atenção básica pertinho de casa com a inauguração da Unidade Básica de Saúde construída pela Norte Energia. Entregue totalmente equipado pela empresa desde o final de 2015, o prédio foi ativado oficialmente pela Prefeitura Municipal de Altamira para atender a população no dia 6 de setembro. A unidade possui novo padrão recomendado pelo Ministério da Saúde e está pronta para uma cobertura de atendimento de até 12 mil pessoas. “Com a inauguração da unidade básica do laranjeiras, a Norte Energia completa a sua contribuição para a rede de atenção primária de saúde em Altamira com sete unidades básicas, das 30 entregues pela empresa aos municípios da região”, ressaltou o gerente de saúde da Norte Energia, José Lázaro de Brito Ladislau, que representou a empresa durante a inauguração.O Laranjeiras é um dos cinco Reassentamentos Urbanos Coletivos (RUC) previstos no Projeto Básico Ambiental da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Atualmente, residem o bairro 539 famílias no bairro, a maioria transferida das áreas de baixios e margens dos igarapés que alagavam durante as cheias do Xingu. O bairro, como os outros quatro, conta com infraestrutura completa, como escola de ensino fundamental, quadras esportivas, Barracão de Uso Múltiplo (BUM), asfaltamento, iluminação pública e redes de água e esgoto.
  •  Depois de 21 anos de fundação no município de Altamira, a Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (APAE) terá sede própria para realizar o atendimento pedagógico e terapêutico, desenvolver atividades culturais, esportivas e de lazer para cerca de 230 crianças. A nova “casa” será na antiga sede escritório da Norte Energia, no bairro Jatobá. Nesta quarta-feira, 17 de agosto, a empresa entregou à entidade o prédio construído em área de cerca de 1,3 mil metros quadrados.“É um presente inesquecível para a APAE de Altamira. Há 18 anos estamos em um galpão de forma improvisada, numa área que não é nossa. Agora poderemos melhorar o atendimento às crianças inclusive com convênios com o governo federal para atendimento clínico, que hoje é feito somente por voluntários”, comenta o presidente da Associação, Antônio Lessa. Fundada em 25 de março de 1994, a APAE de Altamira é a maior instituição de atendimento integral à pessoa com deficiência intelectual e múltipla na região da Transamazônica e Xingu. A entidade também recebe moradores dos municípios de Anapu, Brasil Novo, Gurupá, Medicilândia, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Uruará, Vitória do Xingu e até de outros estados. A entidade oferece a crianças e adolescentes com diferentes níveis de deficiência atividades pedagógicas e culturais, além de Fisioterapia, Fonoaudiologia, Odontologia, Equoterapia, Hidroginástica e recreação. Atualmente, os atendimentos são realizados em um prédio cedido pelo clube social Assembleia Altamirense. “O novo prédio é muito bem-vindo e exigirá adequações mínimas para instalar o atendimento e a parte administrativa da APAE Altamira”, destaca Antônio.    
  • Um dos maiores desafios para construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, sem dúvida, é gerar energia de forma limpa e sustentável em uma região rica em biodiversidade e densamente povoada, o que contraria o senso comum de uma Amazônia quase vazia de gente, marcada por uma paisagem dominada apenas pela natureza. Os estudos anteriores ao empreendimento e todas as obrigações impostas ao empreendedor, no âmbito do licenciamento ambiental, levam em consideração o componente humano nessa empreitada complexa que é construir uma hidrelétrica do porte de Belo Monte no Rio Xingu, no Pará. Os debates e estudos de mais de 30 anos sobre Belo Monte foram ainda fundamentais para apontar novas soluções para relocar as populações que possuíam propriedades, nas áreas declaradas como de utilidade pública pela União, para formação dos reservatórios do empreendimento, também possível com o avanço da legislação ambiental e a valiosa contribuição da sociedade civil. A Norte Energia, responsável pelas obras de Belo Monte, assumiu o compromisso de realizar as relocações de parte da população de Altamira e região obedecendo a todos os trâmites legais e o preconizado pelo Projeto Básico Ambiental (PBA), um conjunto de diretrizes amplamente debatido pela sociedade e aprovado pelo órgão licenciador do empreendimento – o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Um trabalho iniciado com o Cadastro Socioeconômico que registrou quase 10.000 famílias nas áreas urbanas e rurais do reservatório, cada uma delas representando uma diferente história de vida. A crítica construtiva e participativa ao trabalho da Norte Energia é bem-vinda e necessária para avanços nas práticas socioambientais atuais de empreendedores do setor elétrico e para obras futuras na Amazônia ou em outra parte do Brasil. É o contraponto ao trabalho que resultou em ajustes no processo de relocações, solicitados pelo IBAMA para concessão da licença de operação de Belo Monte, em novembro de 2015. O órgão determinou, por exemplo, a reocupação de ilhas e “beiradões” do Rio Xingu após a formação do reservatório da usina a fim de recompor o modo de vida tradicional das famílias que viviam às margens do rio e dele dependiam. É nessa reocupação que cabe um detalhamento sobre o trabalho que está sendo realizado pela Norte Energia, principalmente, para não haver distorções e injustiças por parte de opositores históricos ao empreendimento que pretendem influenciar a opinião pública. Expressões como “drama dos ribeirinhos” e anúncios catastróficos de “êxodo” em massa das populações tradicionais do Rio Xingu estão sendo utilizados para descredenciar um trabalho minucioso de diagnóstico socioeconômico da população atendida e das negociações entre a empresa e as 219 famílias cujos casos estão sendo revistos para atendê-las adequadamente de acordo com os critérios do PBA do empreendimento. As famílias que estão em renegociação estão inseridas nas negociações finalizadas em 2015, as quais resultaram na aquisição de outros imóveis rurais, na indenização dos imóveis desapropriados ou na transferência para os lotes dos Reassentamentos Rurais Coletivos ou Reassentamentos Individuais em Área Remanescente. A determinação do IBAMA para realizar as reocupações nas áreas do reservatório já formado, com ênfase na recomposição do modo de vida tradicional desses moradores, incluiu a participação direta e decisiva das lideranças ribeirinhas, organizações não-governamentais, órgãos como a Secretaria Geral da Presidência da República, IBAMA, Defensoria Pública da União, Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e demais entidades, incluindo o Ministério Público Federal (MPF). O universo de famílias com o qual a Norte Energia vem trabalhando é fruto de pesquisa realizada pela empresa em 2015, e submetida à validação dos atores acima referidos, por meio dos chamados Diálogos Ribeirinhos. Fundamentalmente, o critério para os atendimentos é baseado no Cadastro Socioeconômico e as evidências nele registradas da prática da pesca comercial ou de subsistência, no desenvolvimento de atividades agroextrativistas e na existência de Termo de Autorização do Uso Sustentável emitidos pela SPU. Os Diálogos Ribeirinhos, espaço para o diálogo franco e aberto entre ribeirinhos, entes governamentais e não-governamentais e a Norte Energia para tratar da reocupação das áreas do rio Xingu, iniciou em julho de 2015, em reuniões gerais e depois com oficinas e grupos de trabalho menores, formados a partir de afinidades e interesses comuns das famílias. Coordenado pelo Governo Federal, esse trabalho foi fundamental como preparação para as negociações, retomadas em junho deste ano de 2016, depois de suspensas inúmeras vezes a pedido do IBAMA. Até o momento, as negociações avançaram com 60 com famílias, as quais foram atendidas com reassentamento em ilhas remanescentes, em áreas remanescentes emersas, em Áreas de Preservação Permanente ou Pontos de Apoio de Pesca. Aos já contemplados está sendo oferecida uma verba de transição e um kit habitacional, que corresponde a uma casa de madeira de 63 m2. A Norte Energia chama atenção para um fator preponderante na reocupação das áreas do reservatório para garantir a manutenção do modo de vida tradicional ribeirinho: cada caso tem suas especificidades e a empresa está levando em consideração a história de vida e seus modos de produzir e se sustentar, de cada uma das famílias em negociação. Outras ações importantes para esse público são os projetos complementares que serão implementados – os projetos de Reparação, de Atendimento Psicossocial e de Fortalecimento da Agricultura Familiar (com ênfase no agroextrativismo e na pesca) já previstos no PBA. As ações já são desenvolvidas pela Norte Energia e serão realizadas também para essas famílias assim que as ilhas e “beiradões” do Rio Xingu estiverem efetivamente ocupadas pelos moradores beneficiados. A Norte Energia reforça que o trabalho de reocupação das ilhas e “beiradões” está sendo realizado de forma transparente, com acompanhamento da sociedade civil organizada e do IBAMA. As negociações com as famílias estão transcorrendo dentro da legalidade e em obediência às orientações do órgão licenciador. A participação da sociedade no processo é fundamental, assim como a difusão dos reais procedimentos aplicados pela empresa nas negociações, a fim de não criar um clima de animosidade ou desconfiança entre as partes, ou ainda, reinterpretar os avanços conquistados em torno do projeto Belo Monte como prejuízos e um “drama” para as populações tradicionais.
  •  A praia da Orla de Altamira está sinalizada para garantir a segurança dos usuários. A praia é um dos pontos de lazer e convívio mais populares da cidade, construído pela Norte Energia. A sinalização temporária foi concluída no dia 20 de junho em acordo com a Capitania dos Portos, Corpo de Bombeiros e Prefeitura Municipal de Altamira. Agora, crianças e adultos podem usar a área de banho à vontade, sem se preocupar com o tráfego de embarcações no local.Dentro de 60 dias será instalada a sinalização definitiva da praia da orla. O prazo está ligado ao trâmite regular para elaboração do projeto técnico para instalação e liberação dos órgãos oficiais, que tratam da segurança fluvial. Também ganharão sinalização as praias do Massanori e do Adalberto (Assurini), também construídas pela Norte Energia. A sinalização definitiva possui indicadores horizontais e verticais, inclusive noturnos. As praias construídas pela Norte Energia são parte do Projeto Básico Ambiental (PBA) da Usina Belo Monte. Com um investimento de R$22 milhões, os novos espaços de lazer somam mais de 800 metros, podendo abrigar cerca de cinco mil pessoas, simultaneamente. A praia da Orla hoje é um dos espaços mais frequentados pela população, o que significa que a obra está integrada à cidade e bem aceita pelos usuários.
  • Os agricultores em Vitória do Xingu participaram de mais uma edição do Dia de Campo, evento realizado pela Norte Energia em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (EMATER-Pará) e apoio da prefeitura do município.  A programação reservou um dia inteiro para que os participantes aprendessem novas técnicas e compartilhassem experiências sobre o cultivo da mandioca com produtores beneficiados nos projetos de Reassentamento Rural Coletivo (RRC) e Relocação por Carta de Crédito, ações previstas no Projeto Básico Ambiental (PBA) da Usina Hidrelétrica Belo Monte. O evento foi realizado na propriedade de Juventino Moraes, que hoje serve como modelo produtivo para agricultores da região, no Travessão 55 da Rodovia Transamazônica. A ideia era repassar conhecimento sobre o Cultivo da Mandioca em Sistema Semimecanizado. O Dia de Campo também apresentou aos produtores a Agroindústria de Processamento de Mandioca (Farinheira da Baixada), administrada por uma cooperativa local, com apoio da Secretaria Municipal de Agricultura de Vitória do Xingu (SEMAGRI). Mais sobre o Dia de Campo você lê no site da Norte Energia clicando aqui.
  • No segundo semestre deste ano, Altamira ganha seis escolas novas, mobiliadas e equipadas, que beneficiarão 3.290 alunos. É mais uma das ações previstos no Projeto Básico Ambiental da Usina Hidrelétrica Belo Monte, compromisso cumprido pela Norte Energia.As escolas dos bairros São Joaquim e Jatobá foram as primeiras a serem concluídas. No São Joaquim, o estabelecimento é direcionado à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental, enquanto no Jatobá é voltado ao Ensino Fundamental e Médio. Ainda no bairro Jatobá foi construída uma creche, com capacidade para 100 alunos. Já nos bairros Água Azul, Casa Nova e Laranjeiras os estabelecimentos são destinados à Educação Infantil e Fundamental. A Norte Energia também é responsável pela aquisição de 1.939 carteiras escolares, 99 armários de aço, 140 computadores e 70 bancadas para laboratório de informática - equipamentos e mobiliário distribuídos entre os seis estabelecimentos. Para assegurar o conforto térmico dos alunos, também foram adquiridos 174 condicionadores de ar. Leia mais sobre as ações de Educação aqui.
  • O município de Altamira, na Área de Influência Direta da Usina Hidrelétrica Belo Monte, recebeu, no dia 19/05, um novo Centro de Apoio em Diagnóstico, reformado e ampliado com recursos da Norte Energia. Na cerimônia de reinauguração, moradores, profissionais da saúde e autoridades locais comemoraram a entrega da obra e visitaram as novas instalações do prédio.Com uma área total de 543 m², a nova unidade de saúde passará a ser referência em realização de exames e atendimento preventivo na região. A reforma do Centro Diagnóstico Nazira Mansour Abucater foi um projeto financiado pelo Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu – PDRSX, com recursos da Norte Energia. A reforma e readequação do prédio vai possibilitar a oferta de um maior número de exames, com mais agilidade e conforto, fortalecendo as ações de diagnóstico preventivo, com enfoque na prevenção do câncer do colo uterino e câncer de mama. No novo espaço serão ofertados exames como teste do pezinho, fluxograma/PCCU, raio X, ultrassonografia, urianálise, microbiologia, bioquímica e tratamento de tuberculose. Com um investimento de R$ 714.460, a obra foi proposta pela prefeitura do município, através de seus representantes na Câmara Técnica de Saúde do Comitê Gestor do PDRS do Xingu. Somado a essa obra, a Norte Energia já investiu, através do PDRS do Xingu, mais de R$ 37,9 milhões em 62 projetos de Saúde nas áreas de influência direta e Indireta de Belo Monte.
  • A Norte Energia realizou o I Encontro Intercomunitário da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no dia 27/02, no Barracão de Usos Múltiplos, no bairro Jatobá. A empresa apresentou as ações dos projetos que visam recompor modos de vida da população beneficiada com relocação assistida por Carta de Crédito e dos moradores dos novos bairros construídos pela Norte Energia na cidade. O Encontro é mais uma ação para contribuir para a integração das famílias atendidas, localizadas na área urbana e rural dos municípios de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu. Assista ao vídeo: [youtube_sc url="https://www.youtube.com/watch?v=UI2yORXhVq4&feature=youtu.be"]  
  •  Lançada no dia 5 de maio deste ano, no evento da inauguração da Hidrelétrica Belo Monte, a nova logomarca da Norte Energia representa uma nova etapa: o ano de geração da maior hidrelétrica 100% brasileira. Fruto da percepção e talento, a criação da “nova logo” tem como fonte a visualidade gráfica do curso do Rio Xingu, na Volta Grande, que representa a Norte Energia, com o “N” bem visível na ilustração gráfica natural da região.O elemento gráfico que percorre o curso do Rio Xingu, representa o grande sistema de geração de energia limpa e renovável, adequado aos princípios de sustentabilidade e baixo impacto socioambiental. São três grandes obras de engenharia – Sítio Belo Monte, Canal de Derivação e Sítio Pimental com investimentos em inovação tecnológica desenvolvidas para um conjunto integrado, representado pelas três linhas que formam a letra “N”. Além disso, ao utilizar apenas uma cor e com espaços vazados, a nova logomarca da Norte Energia diminui o uso de insumos em impressão e em outras aplicações, estando adequada aos princípios da sustentabilidade. A nova logomarca deverá ser aplicada em todos os materiais NOVOS como por exemplo, materiais digitais, impressos, uniformes, placas, adesivos, dentre outras aplicações.
  • Contribuir com o desenvolvimento de práticas ambientais sustentáveis no Pará é o objetivo da peruana Karina Moreya, no Brasil há 18 anos, dos quais 12 meses na cidade de Altamira. Ela é professora efetiva da Universidade do Estado do Pará, onde atua como Coordenadora Adjunta do Curso de Engenharia Ambiental. Em abril deste ano, a turma de estudantes do 4º ano de engenharia da UEPA, sob coordenação de Karyna, esteve na área chamada Bota Fora do Lessa, no bairro Laranjeiras, junto com equipe multidisciplinar da Norte Energia para recuperar a área degradada. A coordenadora explica que a atividade de plantio de diversas mudas no bota fora realizada em parceria com a Norte Energia foi uma grande oportunidade para os alunos de colocarem em prática o que aprenderam na disciplina de Recuperação de Áreas Degradadas. “Foi importante a atividade como um todo, com destaque à importância de todos os atores envolvidos dentro de um projeto de recuperação de áreas degradadas e o envolvimento de diferentes áreas de conhecimento que requer um trabalho de mitigação de impactos”, afirma. Mais de 300 mudas de diferentes espécies dentre as quais Ipê Roxo, Cedro, Bacuri e Açaí, produzidas no CEA, foram plantadas no Bota Fora para regenerar totalmente a área que, no período de construção do bairro, havia sido utilizada para receber solo e outros resíduos de supressão vegetal, que não haviam sido utilizados na obra. Segundo a professora, com essa atividade prática, os alunos passam a adquirir amplo conhecimento sobre a área socioambiental, de forma a contribuir para o desenvolvimento educacional das ciências ambientais. “Principalmente na área de gestão ambiental ao vivenciar o trabalho desenvolvido pelos gestores no projeto. Este tipo de informação só foi possível adquirir através desta atividade”, avalia.











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