Folha de São Paulo: País usa energia ‘suja’ no horário de pico
O jornal Folha de São Paulo traz nesta terça-feira (27) matéria que apresenta dados sobre o uso de termelétricas no Brasil para atender a demanda por energia elétrica em horários de pico. A reportagem de Agnaldo Brito aponta que, ano após ano, o país tem recorrido a essa energia, mais cara e poluente do que a hidrelétrica. Entre as soluções estaria o aumento da capacidade de geração das hidrelétricas existentes, além da construção de novas usinas deste tipo.
Folha de São Paulo: País usa energia ‘suja’ no horário de pico
AGNALDO BRITO
DE S?O PAULO
Mesmo com os novos projetos na Amazônia (como Belo Monte, Jirau, Santo Antônio e Teles Pires), o Brasil enfrenta falta de hidrelétricas para garantir a oferta de energia no horário de pico, principalmente no auge do verão, quando a carga exigida no país bate recordes.
O pior é que a situação está ficando mais grave ano após ano. Para suprir essa falta, o país tem recorrido a uma energia muito mais cara e poluente: as termelétricas. O assunto tem sido tratado apenas em relatórios técnicos de autoridades do setor elétrico.
O uso de térmicas para atender horário de pico começou em 2009 e não parou mais. Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) – instituição que toma conta da geração de eletricidade no país-, o uso de térmicas para suprir essa demanda é inadequado.
O horário de verão, que redistribui o horário de maior demanda em algumas regiões do país, minimiza o problema, mas não o elimina.
Não é só inadequado do ponto de vista técnico. O uso de térmica custa muito para o consumidor. Dados da Abrace (Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres) mostram que em 2011 o acionamento de termelétricas vai colocar na conta de luz de 2012 uma quantia de R$ 1,4 bilhão.
Esse valor será rateado pela Aneel (agência reguladora do setor de energia elétrica) em 2012. A Abrace afirma que o uso de térmicas para o horário de pico (em vez das hidrelétricas mais baratas) está dentro dos R$ 1,4 bilhão.
O ONS diz que, neste ano, devido ao bom volume de chuvas, não foi preciso ligar térmicas durante os picos de consumo.
SOLU??O
A solução não é simples e passa pelo aumento da capacidade instalada nas grandes usinas. O problema é que o modelo brasileiro remunera as usinas pela energia gerada, não pela capacidade disponível. O governo discute a criação de um incentivo.
Uma hipótese é a de condicionar a renovação das concessões das hidrelétricas, em 2015, ao aumento da capacidade das usinas. Potencial disponível existe.
Estudo feito pelo WWF-Brasil afirma que o país pode elevar a capacidade de 67 usinas em 8.093 MW apenas trocando o rotor das turbinas.
Outro estudo, feito pela Abrage (Associação Brasileira das Empresas de Geração de Energia Elétrica), mostra a possibilidade de elevar em 5.214 MW a capacidade de 14 usinas hidrelétricas no país.
Isso seria possível instalando mais turbinas nas barragens, onde já existe espaço para isso. Há casos em São Paulo, nas usinas de Três Irmãos e Porto Primavera.
Ampliar a capacidade das velhas usinas é a única solução, já que o país tem reduzido o tamanho das novas. Para minimizar impactos, principalmente na Amazônia, as novas hidrelétricas não têm reservatório, impossibilitando o acúmulo de água para o período seco. A solução tem sido usar mais as térmicas.
Veja infográfico produzido pela Folha de São Paulo sobre o tema aqui.




ONTEM FOI ANUNCIADO QUE JÁ SOMOS A SEXTA ECONOMIA MUNDIAL, DEIXAMOS PARA TRAS A PODEROSA GR? BRETANHA, SOMA-SE ISTO A NOSSA IMENSA EXTENS?O TERRITORIAL E O RESULTADO É A NOSSA NECESSIDADE DE USINAS HIDRELETRICAS, ENERGIA LIMPA, S? ASSIM DEIXAREMOS DE USAR ENERGIA SUJA NOS HORARIOS DE PICO E TB EM OUTROS HORARIOS.