Seminário em São Paulo defende importância de Belo Monte para o Brasil


 

 

O presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales, desmistificou os 10 pontos mais recorrentes sobre Belo Monte

O Instituto de Engenharia de São Paulo foi palco, em 3 de julho, do seminário “A construção da Hidrelétrica Belo Monte”. Cerca de 80 convidados participaram do evento, que reuniu profissionais que atuam em instituições do setor elétrico, empresas de construção pesada, professores, estudantes universitários, entre outros.

A abertura do evento foi feita pelo presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales, que fez sua palestra norteada pelo que chamou de mitos comuns sobre Belo Monte. O pesquisador esclareceu aos presentes questões como a necessidade de energia elétrica do Brasil para continuar crescendo. “Para manter a taxa de crescimento do PIB de 5% ao ano, são necessários 3.300 MW médios por ano. Ou seja, uma Belo Monte a cada 1,5 ano”, explicou Claudio Sales. O presidente do Instituto Acende Brasil também respondeu às críticas de que o Brasil não precisa de hidrelétricas, explicando que apenas 30% do potencial hidrelétrico brasileiro - de 250 mil MW - foram aproveitados até agora, estando a maior parte desse potencial na bacia do Amazonas, onde somente 1% foi aproveitado. E completou “Existem restrições, como interferência em unidades de conservação ou terras indígenas, para a construção de hidrelétricas em 50 mil MW do potencial do país”.

A apresentação dos detalhes da UHE Belo Monte foi feita pelo Diretor de Relações Institucionais da Norte Energia, João Pimentel, que entre outras coisas, falou sobre a liderança do Brasil na produção de energia renovável no mundo e que a Usina que está em construção no rio Xingu é mais um grande passo nessa posição de vanguarda do país. Pimentel também explicou sobre o destino da energia a ser gerada por Belo Monte. “70% da energia de Belo Monte já foram vendidas em leilão da ANEEL para 27 distribuidoras de eletricidade de 17 estados do Brasil. Outros 10% foram vendidos a empresas autoprodutores, sócias da Norte Energia. Já os 20% estão comercializados no chamado Ambiente de Contratação Livre (ACL)”. Com isso, explicou Pimentel, cai por terra outro mito, difundido por movimentos contrários a Belo Monte, no Brasil e no exterior, de que a eletricidade de Belo Monte iria para empresas de beneficiamento mineral eletrointensivas.

Seminário "A Construção da Hidrelétrica Belo Monte", realizado no Instituto de Engenharia de São Paulo

Já o andamento das obras civis do projeto foi apresentado pelo Diretor de Construção do Consórcio Construtor Belo Monte, Marco Túlio Pinto, que detalhou os aspectos construtivos de cada um dos 4 sítios onde se desenvolve a construção da usina.

O seminário “A construção da Hidrelétrica Belo Monte” foi realizado pelo CCBM, sob coordenação da Diretoria de Relações Institucionais do Consórcio.

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