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Fator de expansão
Postado em 29/05/2015

imagemAtrair capital para infraestrutura logística e diversificaras bases da economia dos Estados são os principais desafios regionais. Por Gleise de Castro, para o Valor, de Manaus

Com área equivalente a quase metade do território nacional, a região Norte acumula potenciais naturais ainda pouco explorados, como grandes reservas minerais e o imenso patrimônio da biodiversidade amazônica, além de muitos desafios. Entre eles, o de construir uma infraestrutura adequada às características locais, que combine o tradicional transporte fluvial com rotas terrestres, novos portos e aeroportos Com participação de 5,3% no PIB nacional e PIB per capita de R$ 14.179, em 2012, ante a média nacional de R$ 22.402, os seus sete Estados compartilham também a necessidade de expandir e diversificar a economia, com investimento em tecnologia e cadeias produtivas mais complexas.

“Somos a última grande fronteira para o desenvolvimento do país, tanto primário como industrial”, diz Djalma Melo, titular da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Recriada em 2007 e vinculada ao Ministério da Integração Nacional, a Sudam promove o desenvolvimento regional e administra o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), que já aplicou R$ 3,92 bilhões, com taxas subsidiadas, em projetos na região amazônica, que inclui também Maranhão e Mato Grosso.

Outra fonte de recursos é o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), gerido pelo Banco da Amazônia e destinado, na maior parte, a micro e pequenos projetos. Entre 2011 e 2014, o valor contratado atingiu R$5,366 bilhões.

Para atrair investimentos, a Sudam oferece também incentivos fiscais, que incluem redução de 75% do Imposto de Renda. Na Zona Franca de Manaus, os benefícios são mais amplos, com vantagens oferecidas pelos governos federal, estadual e municipal. Segundo a Sudam, entre 2007 e 2014, os incentivos na região somaram R$ 16,5 bilhões.

Os incentivos são vistos como compensação pelas dificuldades locais, especialmente logísticas. Movimentar mercadorias em área de 3,8 milhões de quilômetros quadrados é o principal desafio. Uma das situações mais complicadas é a de quem produz em Manaus. “Faltam portos, estradas, a comunicação é ruim, a banda larga é péssima”, cita Nelson Azevedo dos Santos, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam). As opções de logística são transporte aéreo e rodo-fluvial, pelo qual as cargas chegam e saem via rio Amazonas. “As empresas só estão aqui por causa dos incentivos”, diz Marcus Evangelista, presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM).

Para Cláudio Eduardo Eccel Lago, gerente industrial da Midea Carrier, fabricante de aparelhos de ar condicionado e fomos de micro-ondas em Manaus, os investimentos feitos em infraestrutura logística para atender ás empresas da Zona Franca são pequenos ante o tamanho da operação do polo industriaL “A localização, sem acesso rodoviário, é um limitante”, afirma.

Foram os incentivos fiscais e as perspectivas do mercado brasileiro que motivaram a escolha de Manaus pela chinesa Midea, que formou, em 2011, uma joint-venture com a americana Carrier, já presente no polo desde 1974. Com investimento de R$ 60 milhões, concluído em 2014, a empresa expandiu a área fabril e triplicou a capacidade de produção, para 3 milhões de unidades.

A Honda, que produziu 1,172 milhão de motos em 2014, montou um complexo com cerca de 30 fornecedores. A estratégia, que segue a filosofia da matriz de adensamento da cadeia produtiva, também ajuda a evitar os custos altos da importação de componentes, derivados tanto da oscilação cambial quanto dos custos logísticos.

As duas principais economias da região, Pará e Amazonas, responsáveis por 68* do PIB regional, têm atraído grandes empresas nos últimos anos. Enquanto no Amazonas as vantagens são os incentivos da Zona franca, o principal ponto forte do Pará é a localização, entre o rio Amazonas e o Oceano Atlântico, com portos mais próximos da Europa, Ásia e costa leste dos EUA, o que ajudou na criação de uma economia forte, baseada na mineração, e geograficamente mais expandida.

O Pará também tem a seu favor um conjunto de grandes obras de infraestrutura, espedalmente nas áreas de logística e energia, como a hidrelétrica de Belo Monte, que está sendo concluída no Norte do Estado. Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), serão R$ 172,4 bilhões em investimentos até 2020, dos quais 35% em infraestrutura.

São previstas três ferrovias, entre elas a Ferrovia Paraense (Fepasa), projeto estadual, para transportar a produção mineral e do agronegócio, além de um conjunto de obras rodoviárias.

“Toda a região amazônica será beneficiada pelas obras de logística do Pará, que vão facilitar o transporte de grãos do Mato Grosso, beneficiando vários Estados”, diz o presidente da Hepa.José Conrado Santos.

Para Geovana Raiol Pires, diretora de estudos e pesquisas socioeconômicas e análise conjuntural da Fapespa, se os preços do minério de ferro, principal produto da pauta de exportação do Pará, continuarem caindo, os investimentos em logística podem segurar a economia paraense pelos próximos três anos.

Para compensar a queda nos preços internacionais do minério, as mineradoras que atuam no Estado, como Vale, Alcoa e MRN, aumentaram o volume produzido, o que se tomou possível devido ao baixo custo de produção e transporte no Pará.

Mas a dependência da mineração é um desafio para a economia paraense. “Para o Estado avançar, é necessário verticalizar a produção de minério”, diz Geovana.

No Amazonas, o que se discute é a dependência da Zona Franca de Manaus. Com a economia centrada na produção de bens de consumo para o mercado nacional, o Amazonas se ressente da queda acentuada das vendas, que derrubou o faturamento do polo e a receita tributária do Estado.

Para esse desafio, a solução apontada é diversificar as bases da economia dos dois Estados. “Precisamos ir além da manufatura”, diz o secretário de Fazenda do Amazonas, Thomaz Nogueira. “Se já temos 100* da fabricação de motos em Manaus, é justo que o desenvolvimento de produtos também seja feito aqui”

O Estado também discute a introdução de novas matrizes econômicas, com a criação de polos, como o naval, mineral, biotecnológico e turístico, No Pará, foram elencadas dez cadeias prioritárias como alternativas para a dependência mineral.

via Valor Econômico | Especial – Região Norte | BR

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  • No segundo semestre deste ano, Altamira ganha seis escolas novas, mobiliadas e equipadas, que beneficiarão 3.290 alunos. É mais uma das ações previstos no Projeto Básico Ambiental da Usina Hidrelétrica Belo Monte, compromisso cumprido pela Norte Energia.As escolas dos bairros São Joaquim e Jatobá foram as primeiras a serem concluídas. No São Joaquim, o estabelecimento é direcionado à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental, enquanto no Jatobá é voltado ao Ensino Fundamental e Médio. Ainda no bairro Jatobá foi construída uma creche, com capacidade para 100 alunos. Já nos bairros Água Azul, Casa Nova e Laranjeiras os estabelecimentos são destinados à Educação Infantil e Fundamental. A Norte Energia também é responsável pela aquisição de 1.939 carteiras escolares, 99 armários de aço, 140 computadores e 70 bancadas para laboratório de informática - equipamentos e mobiliário distribuídos entre os seis estabelecimentos. Para assegurar o conforto térmico dos alunos, também foram adquiridos 174 condicionadores de ar. Leia mais sobre as ações de Educação aqui.
  • O município de Altamira, na Área de Influência Direta da Usina Hidrelétrica Belo Monte, recebeu, no dia 19/05, um novo Centro de Apoio em Diagnóstico, reformado e ampliado com recursos da Norte Energia. Na cerimônia de reinauguração, moradores, profissionais da saúde e autoridades locais comemoraram a entrega da obra e visitaram as novas instalações do prédio.Com uma área total de 543 m², a nova unidade de saúde passará a ser referência em realização de exames e atendimento preventivo na região. A reforma do Centro Diagnóstico Nazira Mansour Abucater foi um projeto financiado pelo Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu – PDRSX, com recursos da Norte Energia. A reforma e readequação do prédio vai possibilitar a oferta de um maior número de exames, com mais agilidade e conforto, fortalecendo as ações de diagnóstico preventivo, com enfoque na prevenção do câncer do colo uterino e câncer de mama. No novo espaço serão ofertados exames como teste do pezinho, fluxograma/PCCU, raio X, ultrassonografia, urianálise, microbiologia, bioquímica e tratamento de tuberculose. Com um investimento de R$ 714.460, a obra foi proposta pela prefeitura do município, através de seus representantes na Câmara Técnica de Saúde do Comitê Gestor do PDRS do Xingu. Somado a essa obra, a Norte Energia já investiu, através do PDRS do Xingu, mais de R$ 37,9 milhões em 62 projetos de Saúde nas áreas de influência direta e Indireta de Belo Monte.
  • A Norte Energia realizou o I Encontro Intercomunitário da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no dia 27/02, no Barracão de Usos Múltiplos, no bairro Jatobá. A empresa apresentou as ações dos projetos que visam recompor modos de vida da população beneficiada com relocação assistida por Carta de Crédito e dos moradores dos novos bairros construídos pela Norte Energia na cidade. O Encontro é mais uma ação para contribuir para a integração das famílias atendidas, localizadas na área urbana e rural dos municípios de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu. Assista ao vídeo: [youtube_sc url="https://www.youtube.com/watch?v=UI2yORXhVq4&feature=youtu.be"]  
  •  Lançada no dia 5 de maio deste ano, no evento da inauguração da Hidrelétrica Belo Monte, a nova logomarca da Norte Energia representa uma nova etapa: o ano de geração da maior hidrelétrica 100% brasileira. Fruto da percepção e talento, a criação da “nova logo” tem como fonte a visualidade gráfica do curso do Rio Xingu, na Volta Grande, que representa a Norte Energia, com o “N” bem visível na ilustração gráfica natural da região.O elemento gráfico que percorre o curso do Rio Xingu, representa o grande sistema de geração de energia limpa e renovável, adequado aos princípios de sustentabilidade e baixo impacto socioambiental. São três grandes obras de engenharia – Sítio Belo Monte, Canal de Derivação e Sítio Pimental com investimentos em inovação tecnológica desenvolvidas para um conjunto integrado, representado pelas três linhas que formam a letra “N”. Além disso, ao utilizar apenas uma cor e com espaços vazados, a nova logomarca da Norte Energia diminui o uso de insumos em impressão e em outras aplicações, estando adequada aos princípios da sustentabilidade. A nova logomarca deverá ser aplicada em todos os materiais NOVOS como por exemplo, materiais digitais, impressos, uniformes, placas, adesivos, dentre outras aplicações.
  • Contribuir com o desenvolvimento de práticas ambientais sustentáveis no Pará é o objetivo da peruana Karina Moreya, no Brasil há 18 anos, dos quais 12 meses na cidade de Altamira. Ela é professora efetiva da Universidade do Estado do Pará, onde atua como Coordenadora Adjunta do Curso de Engenharia Ambiental. Em abril deste ano, a turma de estudantes do 4º ano de engenharia da UEPA, sob coordenação de Karyna, esteve na área chamada Bota Fora do Lessa, no bairro Laranjeiras, junto com equipe multidisciplinar da Norte Energia para recuperar a área degradada. A coordenadora explica que a atividade de plantio de diversas mudas no bota fora realizada em parceria com a Norte Energia foi uma grande oportunidade para os alunos de colocarem em prática o que aprenderam na disciplina de Recuperação de Áreas Degradadas. “Foi importante a atividade como um todo, com destaque à importância de todos os atores envolvidos dentro de um projeto de recuperação de áreas degradadas e o envolvimento de diferentes áreas de conhecimento que requer um trabalho de mitigação de impactos”, afirma. Mais de 300 mudas de diferentes espécies dentre as quais Ipê Roxo, Cedro, Bacuri e Açaí, produzidas no CEA, foram plantadas no Bota Fora para regenerar totalmente a área que, no período de construção do bairro, havia sido utilizada para receber solo e outros resíduos de supressão vegetal, que não haviam sido utilizados na obra. Segundo a professora, com essa atividade prática, os alunos passam a adquirir amplo conhecimento sobre a área socioambiental, de forma a contribuir para o desenvolvimento educacional das ciências ambientais. “Principalmente na área de gestão ambiental ao vivenciar o trabalho desenvolvido pelos gestores no projeto. Este tipo de informação só foi possível adquirir através desta atividade”, avalia.
  • Ouça o discurso do presidente da Norte Energia, Duílio Diniz Figueiredo, durante a cerimônia de inauguração da Usina Hidrelétrica Belo Monte, realizada nesta quinta-feira, 05/05. Para ouvir clique no link abaixo: Discurso do presidente da Norte Energia
  • As primeiras unidades geradoras da Usina Hidrelétrica Belo Monte foram inauguradas nesta quinta-feira (05/04), com a presença da presidenta da República, Dilma Rousseff. As unidades entraram em operação comercial em abril, com duas turbinas que produzem juntas 649,9 MW, apenas 20 dias depois da data prevista no contrato de concessão, que terminava no dia 31 de março deste ano. Veja as [gallery columns="4" ids="4702,4701,4700,4699,4698,4697,4696,4695,4694,4693,4692,4691,4690,4689,4688"] !
  • Vídeo institucional exibido na cerimônia de inauguração da geração comercial de energia da Usina Hidrelétrica Belo Monte, nesta quinta-feira (05.05), com a presença da presidente Dilma Rousseff, e o presidente da Norte Energia, Duilio Diniz de Figueiredo. [youtube_sc url="https://www.youtube.com/watch?v=26odewmWOs0&feature=youtu.be"]
  • O orgulho em fazer parte da etnia Asurini está gravado na pele do professor Kwatirei Asurini, da aldeia Koatinemo. “Desde criança eu aprendi a importância de valorizar a minha cultura, pois é somente através da valorização dos nossos costumes e tradições que essa cultura vai resistir ao tempo e se perpetuar por várias gerações”, afirma.O desejo de ser protagonista no processo preservação da cultura Asurini era tanto que Kwatirei decidiu se tornar professor da Língua Asurini do Xingu. Formado em Pedagogia, o educador ensina os jovens e crianças da aldeia sobre a importância de se preservar os saberes e fazeres da Terra Indígena Koatinemo. “O meu principal dever como professor é despertar nos jovens da minha aldeia o sentimento de pertencimento dessa cultura a partir do ensino da nossa língua, da nossa história. E só através do conhecimento e do sentimento de pertencimento que essas tradições vão resistir por muitos e muitos anos”, destaca Kwatirei. Distante cerca de 4 horas de barco de Altamira, a aldeia Koatinemo, da etnia Asurini, faz parte das aldeias atendidas pelo Projeto Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) da Hidrelétrica Belo Monte. Os investimentos da Norte Energia nos programas do PBA-CI somam mais de R$ 300 milhões e garantem a conservação do patrimônio cultural,  reforçam a segurança territorial e ambiental, além de incrementar as atividades produtivas, a educação escolar e fortalecimento institucional  dos povos tradicionais do Médio Xingu.
  • A Universidade Federal do Pará (UFPA) divulgou a data do primeiro vestibular de Medicina em Altamira, programada para os dias 5 de junho e 3 e 31 de julho deste ano. O anúncio foi comemorado por centenas de alunos da Região Xingu, que há tempos aguardavam por essa notícia. “Agora eu posso dizer que a minha expectativa para fazer o vestibular já tem data marcada”, afirmou o estudante Vitor Oliveira, 23, morador de Vitória do Xingu, município da Área de Influencia Direta (AID) da Usina Hidrelétrica Belo  Monte.    Com investimento de R$ 1.894.671,54, o prédio da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará é uma antiga demanda da região, que se tornou realidade através de parceria entre a Norte Energia e a UFPA, através do PDRSX (Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu). O primeiro vestibular de Medicina da região consistirá em uma prova objetiva de conhecimentos gerais, com 45 questões abrangendo conhecimento de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia e Literatura. A segunda etapa terá uma prova objetiva específica com 45 questões de Biologia, Física e Química. E a terceira consistirá em uma prova de redação. Todas as etapas serão eliminatórias e classificatórias  











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