en     pt
artigo >
p√°gina 1 - 22
  • Em rela√ß√£o √† coluna C√°psula do Tempo, assinada pela jornalista Miriam Leit√£o e publicada em O Globo, no √ļltimo domingo, 10 de abril, a Norte Energia, com base na Lei 13.188, de 11 de novembro de 2015, que regulamenta o direito de resposta para informa√ß√Ķes incorretas divulgadas por ve√≠culos de comunica√ß√£o, solicita a divulga√ß√£o dos esclarecimentos que seguem. Trata-se de medida indispens√°vel para o restabelecimento da verdade sobre a Usina Hidrel√©trica Belo Monte: √Č surpreendente que a colunista Miriam Leit√£o, que tem a √°rea de energia como uma das favoritas para sua coluna, n√£o saiba que os empreendimentos do setor el√©trico n√£o s√£o licitados por custo de implanta√ß√£o, mas pela tarifa da energia a ser praticada para a venda no mercado regulado, destinado √†s distribuidoras de energia el√©trica. ¬†Para repor a verdade, se √© que a jornalista Miriam Leit√£o se preocupa com ela, a verdade: conforme o Edital de Licita√ß√£o, Belo Monte foi a leil√£o com uma tarifa de refer√™ncia para o mercado regulado de R$ 83,00 o MW/hora para a data do certame, em 20 de abril de 2010, valor este homologado pelo Tribunal de Contas da Uni√£o (TCU). ¬†A proposta apresentada pelo cons√≥rcio vencedor, a Norte Energia, foi de R$ 77,97 o MW/hora, valor 6% menor que a tarifa de refer√™ncia.¬† Tendo como base aquela tarifa, os investimentos ficaram em R$ 25,88 bilh√Ķes, tamb√©m em valores na base de abril de 2010, incluindo os investimentos em condicionantes socioambientais. √Č este valor com o qual a Norte Energia e os agentes financeiros do empreendimento sempre trabalharam, e que desde o leil√£o sofre corre√ß√Ķes monet√°rias pelo IPCA, da mesma forma que ocorre com o valor da tarifa vencedora para venda da energia. ¬†A op√ß√£o pela mentira ou meias verdades de Miriam Leit√£o percorre todo o texto, e fica logo evidente quando ela escreve sobre a compensa√ß√£o ambiental e informa um valor que representa menos de 3% dos investimentos totais que a Norte Energia realiza em a√ß√Ķes socioambientais.¬† O valor a que se refere a colunista, de R$ 120 milh√Ķes, n√ļmero tamb√©m equivocado ‚Äď pois o total √© de R$ 135 milh√Ķes - √© somente a chamada Compensa√ß√£o Ambiental ‚Äď taxa que ser√° paga ao Instituto Chico Mendes de Conserva√ß√£o da Biodiversidade (ICMBio). A decis√£o sobre a aplica√ß√£o dessa taxa √© de responsabilidade do Comit√™ de Compensa√ß√£o Ambiental Federal¬† (CCAF). ¬†Miriam Leit√£o esqueceu, ou n√£o procurou se informar, dos cerca de R$ 4,2 bilh√Ķes que s√£o investidos em obras condicionantes em moradia, saneamento, educa√ß√£o, sa√ļde, meio ambiente e seguran√ßa p√ļblica, em √°reas urbanas e rurais, dos cinco munic√≠pios da √°rea de influ√™ncia direta de Belo Monte e em 34 aldeias de 11 terras ind√≠genas. ¬†Estes investimentos, parte deles ainda em execu√ß√£o, podem ser vistos nos mun√≠cipios da regi√£o, na forma de esta√ß√£o de tratamento de esgoto, aterros sanit√°rios, no Programa de Combate √† Mal√°ria, que reduziu em 96% os casos da doen√ßa nos cinco munic√≠pios da √°rea de influ√™ncia direta de Belo Monte, nos quatro hospitais de atendimento de alta e m√©dia complexidades constru√≠dos, na constru√ß√£o de cerca de cinco mil moradias em √°reas urbanas, rurais e terras ind√≠genas, nas cerca de 400 salas de aula que atendem mais de 23 mil alunos, nos mais de 450 quil√īmetros de redes de √°gua tratada e de esgoto implantados, nas 30 unidades b√°sicas de sa√ļde constru√≠das e equipadas, na transfer√™ncia de cerca de 30 mil pessoas que moravam em √°reas degradadas, em moradias insalubres, para casas de qualidade em bairros com infraestrutura urbana completa. Podem ser vistos tamb√©m em mais de 700 casas de moradia, postos de sa√ļde, escolas, po√ßos artesianos, casas de farinha e pistas de pouso constru√≠das em terras ind√≠genas, algumas delas localizadas a cerca de 400 quil√īmetros da usina, sem contar um sofisticado sistema de monitoramento de terras ind√≠genas, capaz de gerar imagens por sat√©lite n√£o apenas da regi√£o, mas de toda a Amaz√īnia Legal, que corresponde a 98% das terras ind√≠genas do Brasil. Os investimentos tamb√©m foram destinados a projetos de gera√ß√£o de renda nas aldeias, na constru√ß√£o de avi√°rios, pai√≥is de castanha, ro√ßas, entrega de insumos e ferramentas agr√≠colas para subsist√™ncia, assim como a execu√ß√£o de a√ß√Ķes na √°rea de educa√ß√£o, sa√ļde, gest√£o territorial, fortalecimento das associa√ß√Ķes ind√≠genas e do patrim√īnio cultural, supervis√£o ambiental entre outras. Cabe ressaltar, ainda, os 26 mil hectares de √°reas de prote√ß√£o permanente que ser√£o reflorestados, outra a√ß√£o de grande destaque por se tratar de uma regi√£o devastada nos √ļltimos 40 anos pela a√ß√£o de madeireiros e da atividade pecu√°ria. Quanto √† navegabilidade da Volta Grande do Xingu, ela sempre foi prec√°ria nos per√≠odos de seca do rio. H√° registros de per√≠odos em que a vaz√£o do rio naquele trecho chegou a menos de 400 metros c√ļbicos por segundo. Com Belo Monte, assegura-se uma vaz√£o m√≠nima de 700 metros c√ļbicos por segundo, a menos que a vaz√£o do rio n√£o chegue a isso, sendo que nos per√≠odos de chuva a navegabilidade ser√° normal, como sempre foi. Hoje, mais de 10 mil metros c√ļbicos por segundo, praticamente toda a vaz√£o do rio, est√£o sendo vertidos para a Volta Grande. ¬†Quanto √† entrega de alimentos para os ind√≠genas, √© importante esclarecer que foi uma solicita√ß√£o da Funda√ß√£o Nacional do √ćndio (FUNAI), como parte de um programa emergencial que vigorou at√© 2013 e incluiu tamb√©m entrega de embarca√ß√Ķes, √≥leo combust√≠vel para os deslocamentos e outros itens. ¬†A oscila√ß√£o das vaz√Ķes do Rio Xingu √© de pleno conhecimento do empreendedor e foi considerada para a constru√ß√£o de Belo Monte, n√£o afetando, portanto, a viabilidade do empreendimento. Neste momento, os reservat√≥rios est√£o plenamente cheios e Belo Monte j√° est√° sincronizada ao Sistema Interligado Nacional e a opera√ß√£o comercial dever√° ocorrer nos pr√≥ximos dias, com a entrada de 611 MW/hora para o Sistema. A partir da segunda m√°quina, prevista para maio, Belo Monte j√° estar√° gerando mais energia que grande parte das hidrel√©tricas brasileiras, praticamente duas usinas do porte de Angra I. No caso do retorno dos investimentos, ele sempre foi compat√≠vel com empreendimentos do porte de Belo Monte. ¬†No que se refere ao conte√ļdo das dela√ß√Ķes premiadas a Norte Energia desconhece o teor delas, que est√£o sob sigilo de Justi√ßa. A Empresa reafirma que tem como princ√≠pios trabalhar dentro da legalidade e respeitando todas as normas vigentes. Esclarece que adota padr√Ķes rigorosos de gest√£o e implementa constantes controles e melhorias em seus processos. Contratos e pagamentos passam por criteriosa an√°lise de auditores internos e os pagamentos somente s√£o realizados ap√≥s as medi√ß√Ķes e atestes, inclusive de empresa externa contratada para esse servi√ßo. A Norte Energia se submete a auditorias peri√≥dicas internas de auditores independentes e fiscaliza√ß√£o dos agentes financiadores da UHE Belo Monte. ¬†Todos os contratos acima de R$ 500 mil t√™m que ser aprovados pela Diretoria. Os contratos com valores acima de R$ 5 milh√Ķes dependem de an√°lise e aprova√ß√£o pr√©via do Conselho de Administra√ß√£o da Companhia. ¬†A empresa possui comit√™s de assessoramento t√©cnico, ambiental e financeiro compostos pelos acionistas, e todos os assuntos pertinentes da empresa passam por an√°lise pr√©via desses comit√™s antes de delibera√ß√£o da Diretoria e do Conselho de Administra√ß√£o, al√©m do pr√≥prio comit√™ de auditoria. Al√©m disso, os mecanismos de controle interno s√£o constantemente atualizados de forma a dar mais transpar√™ncia aos contratos e pagamentos realizados. ¬†Norte Energia S. A.
  • ‚ÄúTem casos que precisamos acompanhar um paciente a noite toda. Agora com energia vai facilitar demais para n√≥s que somos agentes de sa√ļde‚ÄĚ. O relato √© de¬†Leliane Juruna, agente de sa√ļde e lideran√ßa da aldeia Muratu. Al√©m desta aldeia,¬†Furo Seco e Paqui√ßamba, no munic√≠pio de Vit√≥ria do Xingu (PA), recebem obras de eletrifica√ß√£o rural na Terra Ind√≠gena (TI) Paqui√ßamba, dentro do chamado programa Luz para Todos. Ao todo, ser√£o 21,3 mil fam√≠lias atendidas na regi√£o, cerca de 90 mil pessoas. Dessas, mais de 15 mil fam√≠lias j√° receberam energia el√©trica em suas casas.¬† O investimento previsto √© da ordem de R$ 270 milh√Ķes. As comunidades receberam neste m√™s de agosto o treinamento das fam√≠lias sobre uso seguro e racional de energia el√©trica. Cerca de 55 fam√≠lias ser√£o atendidas e 170 pessoas beneficiadas. A previs√£o de conclus√£o das obras √© no final de agosto, conforme a Concession√°ria de Energia El√©trica do Par√° (Celpa). Al√©m das resid√™ncias, a energia tamb√©m ser√° instalada nas casas de farinha, escolas, posto de sa√ļde e po√ßos artesianos de cada uma das aldeias. As obras do Programa Luz para Todos na Terra Ind√≠gena cumprem a diretriz do governo federal de que todos os munic√≠pios do Plano de Desenvolvimento Regional Sustent√°vel do Xingu ‚Äď PDRS Xingu, criado em fun√ß√£o da hidrel√©trica de Belo Monte, tenham acesso √† energia el√©trica. Capacita√ß√£o Em paralelo ao avan√ßo das obras na Terra Ind√≠gena Paqui√ßamba, o Minist√©rio de Minas e Energia por meio do Programa Luz para Todos, iniciou a capacita√ß√£o das comunidades sobre o uso seguro e racional da energia el√©trica e tamb√©m sobre Tarifa Social de energia el√©trica. O treinamento contou com a atua√ß√£o da Coordena√ß√£o de Eletrifica√ß√£o em Terra Ind√≠gena e do Comit√™ Gestor Estadual do Programa, em parceria com a Celpa, Norte Energia, empresa concession√°ria de Belo Monte, e da Funda√ß√£o Nacional do √ćndio (Funai). Os ind√≠genas de Paqui√ßamba pertencem √† etnia Juruna e habitam a margem esquerda do rio Xingu, entre o igarap√© Para√≠so e Mangueira, na regi√£o denominada Volta Grande do Xingu. O nome Juruna tem como significado ‚Äúboca preta‚ÄĚ (yuru ‚Äď ‚Äúboca‚ÄĚ, una ‚Äď ‚Äúpreta‚ÄĚ) e refere-se a uma tatuagem preta facial usada pelos ind√≠genas. Em todo o Brasil, o Programa Luz para Todos j√° atendeu a cerca de 35 mil fam√≠lias ind√≠genas, ou 180 mil pessoas que viram a energia el√©trica chegar em suas aldeias, acompanhada de melhorias para suas comunidades, como a manuten√ß√£o de refrigeradores nos postos de sa√ļde para conserva√ß√£o de soros, vacinas e outros medicamentos. Os investimentos contratados para atender as comunidades ind√≠genas chegam a R$ 385 milh√Ķes. Tamb√©m como uma a√ß√£o do Luz para Todos, o Minist√©rio de Minas e Energia, em parceria com a Funai, elaborou cartilhas bil√≠ngues ‚Äď portugu√™s e nos idiomas das etnias Terena, Guarani Kaiow√°, Kaingang, Kinikinau e Kadiw√©u ‚Äď sobre o uso da energia el√©trica de forma racional, segura e produtiva. Os pr√≥ximos a serem beneficiados com o material bil√≠ngue ser√£o os Patax√≥ do Sul da Bahia e os Tikuna do Amazonas. O Programa A iniciativa oferece investimentos para a universaliza√ß√£o do acesso √† energia el√©trica no Pa√≠s. O Luz para Todos √© um programa do governo federal, coordenado pelo Minist√©rio de Minas e Energia, operacionalizado pela Eletrobr√°s e realizado em parceria com os governos estaduais, as concession√°rias de energia el√©trica e as cooperativas de eletrifica√ß√£o rural. At√© o m√™s de julho de 2015, em todo o Brasil, as obras do Luz para Todos j√° atenderam a 3.227.412 fam√≠lias, beneficiando mais de 15,5 milh√Ķes de moradores no meio rural. Os investimentos contratados pelo Programa totalizam R$ 22,7 bilh√Ķes. Deste total, R$ 17 bilh√Ķes s√£o recursos do governo federal, que j√° liberou R$ 13,6 bilh√Ķes para as concession√°rias de energia el√©trica. Via¬†Portal Brasil
  • S√£o Paulo - A diretoria da Ag√™ncia Nacional de Energia El√©trica (Aneel) homologou nesta ter√ßa-feira o resultado do¬†leil√£o¬†em que a estatal chinesa State Grid arrematou a concess√£o para construir o segundo linh√£o de transmiss√£o que escoar√° a energia da hidrel√©trica de Belo Monte do Par√° para a regi√£o Sudeste. A aprova√ß√£o do resultado foi realizada na data estimada pelo cronograma do leil√£o e, de acordo com o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, representou um esfor√ßo do √≥rg√£o regulador para ajudar a empresa a cumprir o prazo estimado para a opera√ß√£o do sistema de transmiss√£o. "Temos que fazer nossa parte, dado que o prazo √© apertado para esse empreendimento. √Ä medida em que se assine o contrato, a bola passa para o campo da State Grid", disse Rufino. O diretor-geral da Aneel destacou que o linh√£o tem grande import√Ęncia por estar ligado a um grande empreendimento, a hidrel√©trica de Belo Monte, que ter√° 11,2 mil megawatts em capacidade instalada e ser√° a terceira maior usina de energia do pa√≠s, atr√°s apenas de Itaipu e Tucuru√≠. "Por isso cabe ressaltar a responsabilidade do agente de n√£o deixar ter atraso no cronograma", apontou Rufino. O linh√£o, que ser√° constru√≠do em ultra alta tens√£o, ter√° 2,5 mil quil√īmetros e atravessar√° cinco Estados brasileiros. Or√ßado em 7 bilh√Ķes de reais, o empreendimento dever√° estar conclu√≠do 50 meses ap√≥s a assinatura do contrato, prevista para ocorrer em 2 de outubro. Via Revista Exame
  • A Ag√™ncia Nacional de Energia El√©trica afirmou que n√£o houve erro no planejamento da licita√ß√£o do segundo bipolo da UHE Belo Monte (PA, 11.233 MW) ante o cronograma de entrada em opera√ß√£o da usina. Ahidrel√©trica dever√° estar com todas as suas unidades de gera√ß√£o em opera√ß√£o no in√≠cio de 2019 enquanto o segundo bipolo para o final de 2019. A infraestrutura para escoar a energia da maior usina 100% nacional j√° est√° pronta ou licitada e em constru√ß√£o e s√£o as alternativas para que toda a gera√ß√£o seja colocada no mercado quando estiver sendo feita. O diretor da Aneel, Jos√© Jurhosa, admitiu que h√° uma diferen√ßa entre a previs√£o de entrada em opera√ß√£o da usina em constru√ß√£o no rio Xingu e a segunda linha leiloada nesta sexta-feira, 17 de julho. Contudo, a garantia f√≠sica da usina n√£o √° atingida com todas as m√°quinas o que garante que a Norte Energia consiga escoar a energia contratada. Outro diretor presente √† coletiva realizada ap√≥s o leil√£o, Andr√© Pepitone, lembrou que a concatena√ß√£o da linha e da usina n√£o apresenta descompasso. Esse novo projeto vem para agregar confiabilidade e aumento da capacidade de escoamento para a regi√£o Sudeste. "H√° a linha de 500 kV de Xingu, Tucuru√≠ a Manaus, todo esse aparato j√° permite o escoamento da usina", afirmou Pepitone durante a coletiva de imprensa realizada ap√≥s o leil√£o. Via Canal Energia
  • ALTAMIRA, Brasil, 16 jun 2015 (IPS) - Una amplia infraestructura de salud p√ļblica y la erradicaci√≥n de la malaria ser√°n probablemente el mejor legado de la central hidroel√©ctrica de Belo Monte, en la Amazonia brasile√Īa, para la poblaci√≥n local trastornada por los impactos del megaproyecto. La ocurrencia de malaria, tambi√©n conocida como paludismo, en los seis municipios del entorno donde se ejecuta el Plan de Acci√≥n de Control de la enfermedad cay√≥ 95,7 por ciento desde 2011 y 2015. Los 3.298 casos de enero-marzo de 2011, en v√≠speras del inicio de la obra, se redujeron a 141 en el mismo periodo de este a√Īo. Dos municipios no registraron ning√ļn enfermo hasta mayo, destac√≥ Jos√© Ladislau, gerente de Salud de Norte Energ√≠a, el consorcio de empresas estatales y privadas que gan√≥ la concesi√≥n de Belo Monte por 35 a√Īos. En los dem√°s municipios solo hubo 10 casos. ‚ÄúHace dos a√Īos que nadie se enferma de malaria en Brasil Novo, esa es la mejor noticia‚ÄĚ, confirm√≥ Noedson Carvalho, secretario de Salud del municipio, que se ubica a 45 kil√≥metros del r√≠o Xing√ļ, sobre el que se construye la gigantesca central hidroel√©ctrica con una potencia de 11.233 megavatios. La malaria, end√©mica en la Amazonia, es un gran factor de la pobreza rural, record√≥ Ladislau a IPS. Y una de sus m√°s elevadas incidencias ocurr√≠a en la cuenca del Xing√ļ. El contagio se redujo en altos niveles en casi todo el norte√Īo estado de Par√°, donde est√°n los tramos bajo y medio del Xing√ļ, gracias a la distribuci√≥n masiva de mosquiteros impregnados de insecticida y al diagn√≥stico y tratamiento precoz de los enfermos. Pero el resultado en los alrededores de Belo Monte, con una poblaci√≥n rural abundante y vulnerable, exigi√≥ una acci√≥n intensa de Norte Energ√≠a, con un costo de unos 11 millones de d√≥lares, destinada a multiplicar laboratorios, veh√≠culos y mosquiteros perfeccionados, en que se reactiva el insecticida mojando el tejido. ‚ÄúBrasil Novo obtuvo de Belo Monte lo que no lograr√≠a en siglos por s√≠ solo‚ÄĚ, reconoci√≥ Carvalho a IPS, lo que incluye un hospital de 42 camas y cinco unidades b√°sicas de salud (UBS), que ahora integran el sistema de salud p√ļblica municipal. El hospital ya exist√≠a, pero era privado y, por dificultades financieras, hab√≠a cerrado s en abril de 2014, dejando sin asistencia a los estimados 22.000 habitantes de Brasil Novo, justo cuando la demanda estaba en auge por la afluencia de nuevos pobladores atra√≠dos por la construcci√≥n de Belo Monte.‚ÄúSon 30 partos al mes, como promedio, una situaci√≥n terrible sin hospital en la ciudad‚ÄĚ, resumi√≥ el secretario de Salud. Hubo que improvisar centros de atenci√≥n b√°sica para internar enfermos y enviar los m√°s graves a Altamira, la ciudad m√°s poblada de la regi√≥n, con unos 140.000 habitantes, seg√ļn estimaciones no oficiales. La alcald√≠a de Brasil Novo negoci√≥ entonces la compra y la reforma del clausurado hospital, con recursos aportados por Norte Energ√≠a, mediante el Plan de Desarrollo Regional Sustentable (PDRS). Ahora ser√° un hospital p√ļblico de atenci√≥n gratuita. El PDRS se concentra en impulsar pol√≠ticas p√ļblicas y proyectos locales con fondos de la empresa. Se suma al Proyecto B√°sico Ambiental (PBA), un conjunto de 117 obras y acciones que debe ejecutar la concesionaria de Belo Monte, como compensaci√≥n para los 11 municipios afectadas por la hidroel√©ctrica y sus poblaciones. El total de esas inversiones equivale a 1.200 millones de d√≥lares, la suma m√°s abultada que un megaproyecto brasile√Īo aporta al desarrollo local, como condici√≥n para obtener las licencias ambientales requeridas. Representa cerca de 14 por ciento del presupuesto total de la construcci√≥n. Tres nuevos hospitales y tres en reforma encabezan la infraestructura f√≠sica de salud que ganar√°n los 11 municipios afectados por la megaobra. El mayor, el Hospital General de Altamira, con 104 camas, 10 de terapia intensiva, est√° listo y hereda equipos y personal de otro antiguo hospital municipal, con 98 camas, que se reconvertir√° en un centro materno-infantil.Con equipos de tecnolog√≠a avanzada, el nuevo hospital cuenta con sistemas de comunicaci√≥n, iluminaci√≥n, temperatura, distribuci√≥n de agua y relojes, todo bajo control autom√°tico y central, y con higiene extremada en ropas, personal, basuras y desag√ľe, se√Īal√≥ Ladislau. Hay cr√≠ticas de que las inversiones ampl√≠an limitadamente la capacidad hospitalaria y el n√ļmero de camas, al reformar o ampliar unidades ya existentes. Pero el veterano m√©dico responde que ‚Äúno debe sobredimensionarse el sistema‚ÄĚ, con costos de mantenimiento y operaci√≥n innecesarios para municipios que son pobres. ‚ÄúSe trata de estructurar una buena red de salud en la regi√≥n de 11 municipios‚Ķ con el foco en la atenci√≥n primaria‚ÄĚ, para lo que Norte Energ√≠a construy√≥ 30 UBS, distribuidas por cinco municipios, siete solo en Altamira, explic√≥. ‚ÄúCon esa atenci√≥n, el saneamiento y otras medidas preventivas se reducir√° la presi√≥n por camas en los hospitales‚ÄĚ, sostuvo. En el Hospital Municipal de Altamira se registran cerca de 1.500 ingresos anuales de ni√Īos menores de cinco a√Īos, la mayor√≠a por diarrea, un problema evitable mediante el saneamiento, ejemplific√≥. El reasentamiento de pobladores de palafitos y √°reas que ser√°n inundadas por los embalses de Belo Monte, en nuevos barrios construidos en tierras altas y secas, ya reducir√° mucho los casos de diarrea, acot√≥. Las UBS implantadas en esos barrios ofrecen consultas m√©dicas, asistencia odontol√≥gica, visitas a las familias, orientaciones preventivas y un sistema de estad√≠sticas que identifica el perfil sanitario del barrio, permitiendo planificar la provisi√≥n de medicamentos, jeringas y otros insumos, observ√≥ Ladislau. Toda esa infraestructura ofrecida por Norte Energ√≠a depender√° de la gesti√≥n municipal y del personal que prestar√° servicios, incluido el de mantenimiento. Brasil Novo es un municipio pobre al que casi no llegar√°n las regal√≠as de Belo Monte y enfrentar√° dificultades para sostener su hospital, admiti√≥ Carvalho, el secretario de Salud. No faltan m√©dicos gracias al programa M√°s M√©dicos del gobierno central, que contrat√≥ miles de facultativos cubanos dispuestos a trabajar en el interior de Brasil, y que tambi√©n est√° logrando la participaci√≥n de profesionales nacionales, matiz√≥. Pero un hospital necesita cirujanos y otros especialistas m√°s dif√≠ciles de atraer a los municipios amaz√≥nicos. Se corre el peligro de que hospitales con capacidad de entre 32 y 42 camas en Brasil Novo y otros dos municipios queden parcialmente ociosos, porque sus poblaciones oscilan entre 15.000 y 25.000 habitantes y los enfermos m√°s graves buscar√°n atenci√≥n en los centros m√°s grandes y mejor equipados de Altamira. La dificultad de atraer personal calificado tiene un ejemplo en el curso de medicina de la Universidad Federal de Par√°, en su sede de Altamira, que no pudo abrirse por falta de profesores con doctorado. Adem√°s los residentes critican a la empresa por el atraso en estos proyectos de salud, que debieron adelantarse al aumento de la demanda por la presencia de trabajadores for√°neos, para as√≠ cumplir uno de sus compromisos en ese rubro. Al atraso se sum√≥ el cierre temporal de servicios para construir nuevas instalaciones. Fue el caso del Hospital General, que aprovech√≥ un modesto edificio de salud primaria en un barrio pobre de Altamira, para convertirlo en un gran hospital. ‚ÄúLo que ya era precario, empeor√≥‚ÄĚ, evalu√≥ Marcelo Salazar, coordinador del no gubernamental Instituto Socioambiental en Altamira. Editado por Estrella Guti√©rrez via IPS Agencia de Noticias
  • A gera√ß√£o e√≥lica respondeu por 46% do total de expans√£o da oferta de gera√ß√£o adicionada ao Sistema Energ√©tico Brasileiro (SEB) neste ano at√© abril, e j√° dobrou de tamanho, em termos de capacidade instalada, em rela√ß√£o a abril de 2014. De acordo com o Boletim Mensal de Monitoramento do Setor El√©trico, divulgado nesta segunda-feira (01/06), pelo Minist√©rio de Minas e Energia (MME), de janeiro a abril deste ano, a expans√£o da capacidade instalada de todas as fontes alcan√ßou 1.975 MW de gera√ß√£o, e 474,3 km de linhas de transmiss√£o de Rede B√°sica. A fonte e√≥lica se destaca com a maior contribui√ß√£o, o equivalente a 910,9 MW. A hidr√°ulica corresponde a 655,4MW, e a t√©rmica equivale a 408,7 MW. Somente em abril, a capacidade instalada de gera√ß√£o no Pa√≠s aumentou 380,7 MW. No m√™s, tamb√©m entraram em opera√ß√£o comercial 10,3 km de linhas de transmiss√£o na Rede B√°sica. A meta definida pelo Comit√™ de Monitoramento do Setor El√©trico (CMSE) √© de acr√©scimo de 6.400 MW de gera√ß√£o nova este ano, de todas as fontes. O documento tamb√©m mostra que a capacidade instalada total de gera√ß√£o de energia el√©trica no Brasil, em abril, atingiu 135.955 MW. Em compara√ß√£o com o mesmo per√≠odo em 2014, a gera√ß√£o de fonte e√≥lica registra crescimento de 102,8%. As fontes solares aumentaram 62% na mesma compara√ß√£o; a gera√ß√£o hidr√°ulica teve expans√£o de 3,6%; e a t√©rmica, de 4,1%. Quanto √† produ√ß√£o de energia, em mar√ßo, a gera√ß√£o hidr√°ulica correspondeu a 71,8% do total produzido no Brasil, comparado a 72,1% do m√™s anterior. A participa√ß√£o da fonte e√≥lica oscilou para 2,3% do total gerado no Pa√≠s em mar√ßo (contra 2,8% em fevereiro), e fatia da produ√ß√£o das usinas t√©rmicas foi de 25,1% em fevereiro para 25,9% em mar√ßo. A gera√ß√£o t√©rmica a g√°s cresceu 0,5 ponto percentual nesse per√≠odo. O Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema El√©trico Brasileiro √© um documento oficial elaborado pelo Minist√©rio de Minas e Energia com informa√ß√Ķes atualizadas e consolidadas sobre a opera√ß√£o Eletroenerg√©tica no Brasil, permitindo o registro e acompanhamento de temas relevantes do Setor El√©trico, tais como a expans√£o e o desempenho dos sistemas de gera√ß√£o, transmiss√£o e distribui√ß√£o, as condi√ß√Ķes hidrometeorol√≥gicas e a pol√≠tica operativa adotada, o comportamento do mercado consumidor e as ocorr√™ncias de maior impacto ao Sistema El√©trico Brasileiro - SEB. via Minist√©rio de Minas e Energia
  • Atrair capital para infraestrutura log√≠stica e diversificaras bases da economia dos Estados s√£o os principais desafios regionais. Por Gleise de Castro, para o Valor, de Manaus Com √°rea equivalente a quase metade do territ√≥rio nacional, a regi√£o Norte acumula potenciais naturais ainda pouco explorados, como grandes reservas minerais e o imenso patrim√īnio da biodiversidade amaz√īnica, al√©m de muitos desafios. Entre eles, o de construir uma infraestrutura adequada √†s caracter√≠sticas locais, que combine o tradicional transporte fluvial com rotas terrestres, novos portos e aeroportos Com participa√ß√£o de 5,3% no PIB nacional e PIB per capita de R$ 14.179, em 2012, ante a m√©dia nacional de R$ 22.402, os seus sete Estados compartilham tamb√©m a necessidade de expandir e diversificar a economia, com investimento em tecnologia e cadeias produtivas mais complexas. "Somos a √ļltima grande fronteira para o desenvolvimento do pa√≠s, tanto prim√°rio como industrial", diz Djalma Melo, titular da Superintend√™ncia de Desenvolvimento da Amaz√īnia (Sudam). Recriada em 2007 e vinculada ao Minist√©rio da Integra√ß√£o Nacional, a Sudam promove o desenvolvimento regional e administra o Fundo de Desenvolvimento da Amaz√īnia (FDA), que j√° aplicou R$ 3,92 bilh√Ķes, com taxas subsidiadas, em projetos na regi√£o amaz√īnica, que inclui tamb√©m Maranh√£o e Mato Grosso. Outra fonte de recursos √© o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), gerido pelo Banco da Amaz√īnia e destinado, na maior parte, a micro e pequenos projetos. Entre 2011 e 2014, o valor contratado atingiu R$5,366 bilh√Ķes. Para atrair investimentos, a Sudam oferece tamb√©m incentivos fiscais, que incluem redu√ß√£o de 75% do Imposto de Renda. Na Zona Franca de Manaus, os benef√≠cios s√£o mais amplos, com vantagens oferecidas pelos governos federal, estadual e municipal. Segundo a Sudam, entre 2007 e 2014, os incentivos na regi√£o somaram R$ 16,5 bilh√Ķes. Os incentivos s√£o vistos como compensa√ß√£o pelas dificuldades locais, especialmente log√≠sticas. Movimentar mercadorias em √°rea de 3,8 milh√Ķes de quil√īmetros quadrados √© o principal desafio. Uma das situa√ß√Ķes mais complicadas √© a de quem produz em Manaus. "Faltam portos, estradas, a comunica√ß√£o √© ruim, a banda larga √© p√©ssima", cita Nelson Azevedo dos Santos, vice-presidente da Federa√ß√£o das Ind√ļstrias do Estado do Amazonas (Fieam). As op√ß√Ķes de log√≠stica s√£o transporte a√©reo e rodo-fluvial, pelo qual as cargas chegam e saem via rio Amazonas. "As empresas s√≥ est√£o aqui por causa dos incentivos", diz Marcus Evangelista, presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM). Para Cl√°udio Eduardo Eccel Lago, gerente industrial da Midea Carrier, fabricante de aparelhos de ar condicionado e fomos de micro-ondas em Manaus, os investimentos feitos em infraestrutura log√≠stica para atender √°s empresas da Zona Franca s√£o pequenos ante o tamanho da opera√ß√£o do polo industriaL "A localiza√ß√£o, sem acesso rodovi√°rio, √© um limitante", afirma. Foram os incentivos fiscais e as perspectivas do mercado brasileiro que motivaram a escolha de Manaus pela chinesa Midea, que formou, em 2011, uma joint-venture com a americana Carrier, j√° presente no polo desde 1974. Com investimento de R$ 60 milh√Ķes, conclu√≠do em 2014, a empresa expandiu a √°rea fabril e triplicou a capacidade de produ√ß√£o, para 3 milh√Ķes de unidades. A Honda, que produziu 1,172 milh√£o de motos em 2014, montou um complexo com cerca de 30 fornecedores. A estrat√©gia, que segue a filosofia da matriz de adensamento da cadeia produtiva, tamb√©m ajuda a evitar os custos altos da importa√ß√£o de componentes, derivados tanto da oscila√ß√£o cambial quanto dos custos log√≠sticos. As duas principais economias da regi√£o, Par√° e Amazonas, respons√°veis por 68* do PIB regional, t√™m atra√≠do grandes empresas nos √ļltimos anos. Enquanto no Amazonas as vantagens s√£o os incentivos da Zona franca, o principal ponto forte do Par√° √© a localiza√ß√£o, entre o rio Amazonas e o Oceano Atl√Ęntico, com portos mais pr√≥ximos da Europa, √Āsia e costa leste dos EUA, o que ajudou na cria√ß√£o de uma economia forte, baseada na minera√ß√£o, e geograficamente mais expandida. O Par√° tamb√©m tem a seu favor um conjunto de grandes obras de infraestrutura, espedalmente nas √°reas de log√≠stica e energia, como a hidrel√©trica de Belo Monte, que est√° sendo conclu√≠da no Norte do Estado. Segundo a Federa√ß√£o das Ind√ļstrias do Estado do Par√° (Fiepa), ser√£o R$ 172,4 bilh√Ķes em investimentos at√© 2020, dos quais 35% em infraestrutura. S√£o previstas tr√™s ferrovias, entre elas a Ferrovia Paraense (Fepasa), projeto estadual, para transportar a produ√ß√£o mineral e do agroneg√≥cio, al√©m de um conjunto de obras rodovi√°rias. "Toda a regi√£o amaz√īnica ser√° beneficiada pelas obras de log√≠stica do Par√°, que v√£o facilitar o transporte de gr√£os do Mato Grosso, beneficiando v√°rios Estados", diz o presidente da Hepa.Jos√© Conrado Santos. Para Geovana Raiol Pires, diretora de estudos e pesquisas socioecon√īmicas e an√°lise conjuntural da Fapespa, se os pre√ßos do min√©rio de ferro, principal produto da pauta de exporta√ß√£o do Par√°, continuarem caindo, os investimentos em log√≠stica podem segurar a economia paraense pelos pr√≥ximos tr√™s anos. Para compensar a queda nos pre√ßos internacionais do min√©rio, as mineradoras que atuam no Estado, como Vale, Alcoa e MRN, aumentaram o volume produzido, o que se tomou poss√≠vel devido ao baixo custo de produ√ß√£o e transporte no Par√°. Mas a depend√™ncia da minera√ß√£o √© um desafio para a economia paraense. "Para o Estado avan√ßar, √© necess√°rio verticalizar a produ√ß√£o de min√©rio", diz Geovana. No Amazonas, o que se discute √© a depend√™ncia da Zona Franca de Manaus. Com a economia centrada na produ√ß√£o de bens de consumo para o mercado nacional, o Amazonas se ressente da queda acentuada das vendas, que derrubou o faturamento do polo e a receita tribut√°ria do Estado. Para esse desafio, a solu√ß√£o apontada √© diversificar as bases da economia dos dois Estados. "Precisamos ir al√©m da manufatura", diz o secret√°rio de Fazenda do Amazonas, Thomaz Nogueira. "Se j√° temos 100* da fabrica√ß√£o de motos em Manaus, √© justo que o desenvolvimento de produtos tamb√©m seja feito aqui" O Estado tamb√©m discute a introdu√ß√£o de novas matrizes econ√īmicas, com a cria√ß√£o de polos, como o naval, mineral, biotecnol√≥gico e tur√≠stico, No Par√°, foram elencadas dez cadeias priorit√°rias como alternativas para a depend√™ncia mineral. via Valor Econ√īmico | Especial - Regi√£o Norte | BR
  • O paradigma de que apenas homens trabalham em obras de infraestrutura vem sendo quebrado. Prova disso √© a atua√ß√£o de 3.563 mulheres no canteiro de obras da¬†Usina Hidrel√©trica Belo Monte, em Altamira (PA). Elas operam m√°quinas e comandam equipes; dirigem tratores e caminh√Ķes; trabalham no planejamento; fazem parte do setor comercial e dos diversos ramos da engenharia. Ou seja, j√° est√£o em toda a cadeia produtiva do empreendimento. Dados da concession√°ria¬†Norte Energia, respons√°vel por esta obra do Programa de Acelera√ß√£o do Crescimento (PAC), mostram que entre os quase 24 mil trabalhadores da hidrel√©trica ‚Äď considerada a maior em constru√ß√£o do mundo ‚Äď as mulheres representam 14,8%, percentual bem mais alto do que o normalmente registrado na constru√ß√£o civil, de pouco mais de 3% atualmente. Em 2012, a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domic√≠lios (PNAD) do IBGE indicou que dos 8,3 milh√Ķes de trabalhadores da constru√ß√£o, 97,1% eram homens e apenas 2,9% mulheres.¬†No ano seguinte, a PNAD mostrou pequena eleva√ß√£o da participa√ß√£o feminina: os percentuais passaram a ser de 96,8% e de 3,2%, respectivamente. A presen√ßa das mulheres na UHE Belo Monte j√° foi destacada at√© pela presidenta Dilma Rousseff.Rayana Morena Sales tem 28 anos, √© mineira, engenheira civil e uma das trabalhadoras de Belo Monte h√° pouco mais de dois anos. Antes ela atuava na constru√ß√£o de uma pequena hidrel√©trica, onde era a √ļnica mulher. ‚ÄúAqui a gente v√™ mulher desde o campo, na parte de arma√ß√£o, carpinteiras, e at√© na parte de apoio para produ√ß√£o, como [o setor] administrativo e comercial. Mas tem muita mulher engenheira que trabalha no planejamento, na seguran√ßa do trabalho, no meio ambiente, e na √°rea civil‚ÄĚ, conta. Integrante do setor de controle de qualidade do empreendimento, Rayana recebe o mesmo sal√°rio dos homens que ocupam igual posto e nunca sentiu preconceito no trabalho. ‚ÄúAt√© porque aqui tem gente de tudo que √© lugar do Brasil. Ent√£o, o pessoal acaba sendo tolerante com todas as diferen√ßas, n√£o s√≥ de g√™nero‚ÄĚ, relata. Entretanto, a engenheira assegura que as mulheres brigam mais para estar na mesma posi√ß√£o. ‚ÄúTenho certeza que a gente √© colocada a prova todo dia, porque √© mulher. Isso acontece. O pessoal acaba esperando um pouco menos da gente, exigindo um pouco menos, e voc√™ tem que ficar se impondo‚ÄĚ, conclui. A operadora de m√°quinas na usina de Belo Monte Edilene Costa j√° contou a sua hist√≥ria no site do PAC em 2012. Confira como foi: [youtube:https://www.youtube.com/watch?v=3pE5pozsshE] Via Pac Minist√©rio do Planejamento
  • A Norte Energia concluiu nesta quarta-feira (04/2) a opera√ß√£o de transporte do rotor da segunda Unidade Geradora da Casa de For√ßa Principal da Usina Hidrel√©trica Belo Monte. A pe√ßa de 320 toneladas, oito metros e meio de di√Ęmetro e cinco metros de altura chegou √† √°rea de estocagem de equipamento do S√≠tio Belo Monte a bordo de caminh√£o com 16 eixos, que percorreu seis quil√īmetros desde a Esta√ß√£o de Transbordo de Carga da Norte Energia, no rio Xingu. Esta foi a √ļltima etapa da opera√ß√£o iniciada no dia 14 de janeiro, quando o rotor come√ßou a ser transportado da f√°brica da Voith Hydro Brasil em Manaus (AM) rumo a Vit√≥ria do Xingu (PA). Uma balsa refor√ßada foi utilizada para realizar o transporte pelos rios Amazonas e Xingu. No total, foram percorridos 890 quil√īmetros at√© o S√≠tio Belo Monte. Em a√ßo inoxid√°vel, o rotor √© a pe√ßa mais importante da turbina, o n√ļcleo gerador de energia em uma hidrel√©trica. As p√°s do equipamento recebem a √°gua do rio e transformam a energia mec√Ęnica em energia cin√©tica, que √© transmitida ao rotor do gerador para produzir energia el√©trica. Em constru√ß√£o pela Norte Energia, a UHE Belo Monte encerrou 2014 com 70% das obras civis conclu√≠das. Quando estiver em plena opera√ß√£o, em 2019, a maior hidrel√©trica genuinamente brasileira ter√° capacidade instalada de 11.233,1 MW, distribu√≠dos em casas de for√ßa: a Principal, no S√≠tio Belo Monte, com capacidade instalada de 11 mil MW, e a Complementar, no S√≠tio Pimental, com 233,1 MW. A energia gerada beneficiar√° cerca de 60 milh√Ķes de brasileiros. Leia a √≠ntegra no site Uruar√° em Foco
  • "O projeto¬†√© fruto de convenio com a Norte Energia, construtora da Hidrel√©trica de Belo Monte, na Volta Grande do Xingu, em Vit√≥ria do Xingu". A not√≠cia √© da Ag√™ncia Par√°. Para ler ampliada, basta clicar!
artigo >
p√°gina 1 - 22











© Desenvolvido por santafédigital. Uma empresa do grupo santafé.