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  • Mais de 50 projetos foram selecionados em dezembro passado para promover o desenvolvimento sustentável da região do Xingu, no Pará, onde está sendo construída a hidrelétrica de Belo Monte, conforme decisão tomada na última reunião do Comitê Gestor do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável (PDRS) do Xingu, realizada em Altamira (PA). Serão destinados R$ 33,5 milhões para 52 projetos, entre eles o de Desenvolvimento e Implantação do Sistema Integrado de Gestão Ambiental, do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Transamazônica e Xingu, e a construção do Centro de Apoio Psicossocial para Álcool e Drogas, do Fundo Municipal de Saúde. Na área da saúde foram aprovados 15 projetos, que somam mais de R$ 9 milhões em investimentos. Outros R$ 9 milhões são para projetos de educação, como a expansão do campus da Universidade Federal do Pará (UFPA) em Altamira e o apoio à Escola Liberdade do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Anapu. Também foram contemplados projetos habitacionais, de comunicação comunitária, de fortalecimento produtivo e de organizações indígenas, entre outros inscritos no edital de 2014. O Comitê Gestor do PDRS do Xingu também decidiu que R$ 12,5 milhões serão aplicados na continuação de projetos de 2013 e que outros R$ 5,5 milhões estarão disponíveis para financiar novas ações ao longo deste ano. Deste modo, os recursos disponibilizados pelo PDRS do Xingu para a implementação de políticas públicas e de iniciativas da sociedade civil em 2015 totalizam R$ 51,6 milhões. O balanço realizado na última reunião do comitê apontou que o PDRS já havia liberado R$ 150 milhões para 147 projeto, sendo que 82% deles estão concluídos ou em execução já gerando desenvolvimento sustentável para a região. O Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável (PDRS) do Xingu tem a finalidade de implementar políticas públicas e iniciativas da sociedade civil que promovam o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida de mais de 400 mil pessoas que habitam a região impactada pela construção da usina hidrelétrica Belo Monte. No leilão de energia de Belo Monte foi prevista a aplicação pelo empreendedor de R$ 500 milhões em projetos definidos pelo Comitê Gestor do PDRS. Esse colegiado, formado em julho de 2011, é constituído por representantes dos governos federal, estadual e municipais, dos movimentos sociais, organizações ambientais e não governamentais, entidades sindicais de trabalhadores urbanos, rurais e dos pescadores, além de entidades patronais e comunidades indígenas, que decidem sobre a aplicação dos recursos. Leia a íntegra e acesse os vídeos no site do PAC  
  • Mais uma vez em visita de trabalho a Belém, como conferencista convidado do 42º Encontro Ruralista do Pará, o climatologista Luiz Carlos Molion, bem ao seu estilo, não usou de meias palavras ao criticar a corrente de ambientalistas considerados radicais. Professor e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas e representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial, Luiz Carlos Molion diz que há muita "falsa ciência" na teoria que procura associar o desmatamento da Amazônia e a seca que, este ano, castigou duramente a região Sudeste do Brasil. O pesquisador, que ganhou notoriedade dentro e fora do Brasil por suas posições desassombradas em relação a questões polêmicas como desmatamento, climatologia e hidrologia na Amazônia, causas prováveis e previsibilidade das secas do Nordeste e as chamadas mudanças climáticas globais, diz que já houve, nas décadas de 1930 e de 1960, secas ainda mais severas no Sudeste do país. E naquela época, alfinetou, o desmatamento da Amazônia era praticamente nenhum. Luiz Carlos Molion diz que as denúncias sobre desmatamento e outras formas de pressão para inviabilizar grandes projetos de infraestrutura econômica, sobretudo na Amazônia, são parte de um movimento planejado e articulado pelos países ricos para criar obstáculos e, se possível, impedir o desenvolvimento do Brasil e particularmente de sua região Norte. "Não é teoria da conspiração. O que há é uma interferência inaceitável em assuntos internos do Brasil, e infelizmente o governo brasileiro tem se submetido a essas pressões", disse ele ao DIÁRIO DO PARÁ, em entrevista cedida durante sua passagem por Belém. Confira: P: A seca no Sudeste do país é consequência do desmatamento da Amazônia, como sugerem alguns, ou é um fenômeno natural, de natureza cíclica? R: É um fenômeno cíclico, natural. Nós temos um demonstrativo que mostra o gráfico da Estação da Luz, em São Paulo, contendo dados de chuva desde que os ingleses começaram a construí-la, em 1888. Nesse estudo, fica claro que houve um período seco na década de 1920 e um período extremamente seco no início da década de 1930, até 1936, e mais recentemente em 1963, 1968 e 1969, mais seco do que agora. Esses eventos são cíclicos, pois há uma repetitividade aí na faixa de aproximadamente 50 anos, 60 anos. Eu pergunto a você: qual era o desmatamento da Amazônia na década de 1930? Nenhum. Então o que há é uma confusão de pessoas que se dizem cientistas, mas que não usam a metodologia científica com o objetivo de possivelmente sensibilizar os leigos. Diz-se, por exemplo, que a floresta como um todo coloca na atmosfera vinte trilhões de litros de água por dia. Mas o ponto é seguinte: de onde a árvore tira a água? Ela tira do solo. E a água que está no solo, vem de onde? Vem da chuva. Então, o máximo que uma árvore faz, ou a floresta faz, é retardar possivelmente por alguns dias a reciclagem dessa água. P: Mas a floresta não é a principal responsável pela umidade da região? R: A grande fonte de umidade para a Amazônia, o Centro-Oeste e o Sudeste é o Oceano Atlântico Norte. Temos um oceano quente, com temperatura média da água de 28 a 29 graus centígrados. A água evapora e os ventos trazem o vapor. E como a floresta é rugosa, ela é áspera para o escoamento do vento, ela produz turbulência vertical e intensifica a chuva. Essa chuva cai e as árvores utilizam a água. De 98 a 99% da água que uma árvore consome é simplesmente para manter a temperatura das folhas abaixo de 34, 35 graus, evitando assim que o tecido seja danificado. Ela simplesmente incorpora a água. Você não vê árvore gordinha, cheia de água. Ela simplesmente usa essa água para a chamada evapotranspiração, que funciona como o suor da gente, que é produzido pelo organismo para refrigerar a pele. É o que faz também a planta. Ela usa 98%, 99% da sua água para manter a temperatura, só isso. Se, numa hipótese absurda, nós acabássemos com toda a floresta amazônica, na realidade o vento se aceleraria e levaria mais chuvas para o Sudeste e o Centro-Oeste, ao contrário do que hoje se afirma. Ou seja: um desmatamento de grandes proporções deixaria de reter e retirar água aqui e levaria essa água mais diretamente para o Sul e o Sudeste. P: Quais são as expectativas da comunidade científica em relação à questão ambiental e à Amazônia? R: Sou de opinião que os cuidados exagerados, baseados em falsa ciência, no que se refere ao meio ambiente e ao clima, vão continuar. Já existe um documento para ser levado à reunião de Paris, no ano que vem, e no qual o Brasil vai se comprometer com novas metas de redução de emissão de carbono. Só que nós, claro, vamos ter que usar termelétricas, porque está chovendo pouco e a tendência, para esses próximos anos, possivelmente até o ano 2025 a 2030, é que nós vamos ter menos chuvas. Menos chuvas significa menos hidroeletricidade, e portanto as termelétricas vão ter que funcionar. Então nós vamos emitir de qualquer forma mais carbono em função da queima de combustíveis fósseis. Mas o alvo é reduzir o desmatamento, e reduzir o desmatamento no sentido de que se evite a expansão da área agrícola. A pressão em cima do setor agropecuário vai continuar firme baseada numa falsa ciência, infelizmente. E há o comprometimento do país, porque o ministro Luiz Alberto Figueiredo Machado vem do Ministério do Meio Ambiente. Então ele é, vamos dizer assim, um fanático, um ativista, e não pode um indivíduo desses ser ministro das Relações Exteriores. Espero que ele não continue, porque se continuar certamente a situação vai ficar muito pior internamente. P: O senhor prevê redução das chuvas. Isso vai acontecer também na Amazônia? R: A região amazônica é mais complexa. Quer dizer, aplica-se mais para o Centro-Oeste e para o Sudeste. É nessas regiões que nós devemos verificar uma redução da ordem de dez a vinte por cento no total pluviométrico. Aqui na Amazônia é muito mais complicado, porque as pessoas tendem a considerar o clima amazônico como se fosse um só, e na realidade não é. Temos uns mapas que fizemos alguns anos atrás, alertando para isso, quando houve essa virada na temperatura do Pacífico. Porque o Pacífico é um grande comandante no clima global. Somados todos os continentes juntos, o total dá 29% da superfície terrestre, enquanto o Pacífico sozinho ocupa 33%. Então, ele é maior que todos os continentes juntos. E quando houve essa virada, em 1998/99, nós alertávamos para esse aspecto de que estávamos voltando para um clima semelhante ao período de 1946 a 1976. E o que ocorria nesse período era que no lado leste do Pará passou a chover menos, naquele período de 1946 a 1976, enquanto o lado oeste do Pará choveu mais. E isso se dá pelo fato de que as frentes frias ficam bloqueadas numa posição que permite mais chuvas do lado oeste do Pará. E no leste, na fronteira com o Maranhão, há em toda essa faixa uma redução bastante expressiva. P: A mesma pressão que se faz na Amazônia contra o desmatamento se faz também contra a construção de hidrelétricas, porto e hidrovias. Isso é só coincidência ou pode sugerir um movimento articulado? R: Tudo isso faz parte de um movimento planejado pelos países ricos. Porque, se você olhar o G7, os mais desenvolvidos do mundo, você vai notar que, à exceção dos Estados Unidos, eles não têm recursos naturais disponíveis, renováveis ou não. Inglaterra, Japão, Alemanha, França, nenhum deles conta com recursos naturais. E, olhando os dados do passado, podemos intuir que, como nós vamos passar por um período de redução das chuvas, da mesma forma eles vão passar por um período mais frio, vão ter invernos mais rigorosos, o que significa também que vão ter frustrações de safras. Em função disso, eles sabem que é importante segurar o Brasil e particularmente a região tropical. Porque aqui em Santarém, por exemplo, pode ter três safras de soja por ano, se você quiser. Então eles têm essa preocupação de impedir que o Brasil se desenvolva. P: Essa preocupação se estende aos projetos de infraestrutura econômica na Amazônia? R: Sem dúvida, e sobre isso eu te dou um exemplo. Qual é a maneira mais limpa de você gerar energia em grandes quantidades? É pela construção e operação de hidrelétricas, mas hidrelétricas com reservatórios. No Brasil, porém, há uma pressão grande e o governo cede. Principalmente na queda do planalto para a planície, você tem aí um potencial fantástico em três grandes rios -- o Tocantins, o Xingu e o Tapajós. No entanto, essas hidrelétricas ou não saem do papel ou são construídas com capacidade muito inferior ao seu potencial, como está acontecendo agora com Belo Monte. Para barrar o desenvolvimento do Brasil, o que eles fazem? Inventam essa história do desmatamento e empregam outras formas de pressão, utilizando grupos ambientalistas patrocinados pelos países desenvolvidos. Isso está comprovado. Eu tenho relatos de que a Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional (Cida, na sigla em inglês) mantém ONGs no Brasil, repassando dinheiro inclusive para índios daqui. O cacique Paulinho Paiakan, por exemplo, recebeu um avião do Canadá. Há quem procure desqualificar essas denúncias, afirmando que tudo não passa de teoria da conspiração. Seria menos ruim se fosse apenas isso, mas não é mera teoria. O fato é que há uma interferência grande nos assuntos internos do Brasil e há uma submissão inaceitável do governo brasileiro. Há um assédio permanente sobre os projetos de desenvolvimento, sobretudo na Amazônia, e nesses últimos anos tem aumentado ainda mais. O Brasil, lamentavelmente, se submete a essas pressões internacionais que só têm esse objetivo: embaraçar e, se possível, impedir o nosso desenvolvimento. (Diário do Pará) Leia a versão original aqui.   
  • Todas as supostas vantagens da energia eólica e da energia solar já foram apresentadas à exaustão. Agora é hora de lembrar os problemas delas  Robert Bryce* Nos últimos 10 anos, países do mundo todo investiram pesado em programas de energia renovável. Afinal, sol e vento são grátis, não é mesmo? O que ambientalistas nem sempre veem é que convertê-los em energia tem um custo alto - em dinheiro e recursos naturais. Pegue como exemplo a energia eólica. Uma turbina precisa de 50 toneladas de estanho para produzir 1 megawatt de energia. Já com gás natural, uma turbina produz essa mesma energia com apenas 0,3 tonelada de estanho. O vento pode sair de graça, mas precisamos de minérios para erguer a infraestrutura que permitirá gerar energia. Os minérios não são o único recurso natural exigido pelas energias renováveis. Também temos de encontrar muita terra disponível. Os números mostram por quê: em cada metro quadrado de terreno, é possível gerar 1 watt com energia eólica, 20 vezes menos do que qualquer usina de gás natural. A energia solar precisa de áreas menores. É possível produzi-la no seu próprio telhado, como eu faço: gero 3,2 quilowatts com painéis solares sobre minha casa, o que dá cerca de 30% da eletricidade que eu, minha esposa e nossos 3 filhos consumimos. O custo de instalação dos painéis tem baixado cada vez mais, e hoje está em US$ 5 mil por quilowatt. Mas é um custo similar ao da energia nuclear - que tem a vantagem de funcionar também à noite. A prática mostra quão dispendiosas podem ser as energias renováveis. O estado americano da Califórnia pretende obter um terço da sua energia (cerca de 17 mil megawatts) de fontes limpas em 2020. Se essa meta for dividida meio a meio entre sol e vento, será necessário ocupar uma área 5 vezes maior do que Manhattan para os painéis solares e outra 70 vezes maior do que a ilha para as turbinas eólicas. Não que devamos parar de investir em energias renováveis. Mas precisamos ser claros quanto ao retorno que podemos ter com elas. O Brasil é um exemplo: tido como representante da importância do etanol, produz quase 28 bilhões de litros de álcool por ano. É pouco perto do que o país precisa. Petróleo e gás natural geram 9 vezes mais energia, segundo números da Petrobras. Sem contar o dinheiro que é preciso investir para alavancar as energias renováveis. Alguns países já perceberam que talvez seja um investimento alto demais. Nos EUA, o Senado cortou US$ 6 bilhões de subsídios para o etanol de milho. A Espanha reduziu o apoio financeiro à energia solar e eólica. A solução correta para a questão energética depende das características de cada país. A energia solar pode ser uma boa alternativa para a Arábia Saudita. A hidrelétrica para o Brasil e para a África Central. Se queremos reduzir as emissões de carbono, devemos olhar para dados e fatos. E não excluir opções como a energia nuclear, que segue como uma das nossas melhores opções, apesar do acidente de Fukushima, no Japão, no início deste ano. * Robert Bryce é pesquisador associado do Centro de Polícia Energética e Ambiental do Manhattan Institute e autor do livro Power Hungry: The Myths of "Green" Energy and the Real Fuels of the Future. Artigo publicado na SuperInteressante em agosto de 2011. Leia aqui.  
  • "(...) O anúncio da saída da Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA (Usaid) do Equador, após o cancelamento dos projetos que a mesma estava realizando nesse país, mostrou os limites da "cooperação” que o imperialismo pretende oferecer em nossos países.(...)” - Por Juan Manuel Karg Recente expulsão da Bolívia de ONG dinamarquesa abriu novas perguntas sobre o papel delas na América Latina e no Caribe A recente expulsão da Bolívia da ONG dinamarquesa Ibis abriu novas perguntas sobre o papel das Organizações Não Governamentais nos países da América Latina e no Caribe, especialmente em relação aos governos pós-neoliberais. O anúncio da saída da Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA (Usaid) do Equador, após o cancelamento dos projetos que a mesma estava realizando nesse país, mostrou os limites da "cooperação” que o imperialismo pretende oferecer em nossos países. Quais são as funções que podem ser oferecidas por uma ONG em nossos países? Até onde se permite que estas possam intervir em assuntos internos, sem menosprezar a soberania do povo e do governo em questão? São perguntas feitas esses dias na Bolívia, por ocasião da decisão do governo de Evo Morales de expulsar Ibis do país. Segundo declarou Juan Ramón Quintana, Ministro da Presidência, a ONG dinamarquesa "abusou da hospitalidade de nosso Estado e já nos cansamos de que interprete de maneira errada seu papel no país, que se limita ao desenvolvimento das comunidades”. Quintana afirmou que essa não foi "uma decisão caprichosa”, ao dizer que o governo boliviano conta com provas fidedignas das tentativas de Ibis de incidir na conjuntura política do país. "Ibis não estava promovendo o desenvolvimento, mas operava politicamente, dizendo que o governo do presidente Evo Morales está extraviado, desorientando as organizações sociais”, foram suas palavras sobre essa ONG questionada, que já havia sido ejetada de forma similar –ou seja, pelos mesmos motivos- do Equador. As palavras de Quintana deixaram algo bem claro: na decisão do governo boliviano primou uma tentativa –quase instintiva- de salvaguardar a soberania de um país (e de um governo) que tem sido durante esses anos dos mais assediados de nosso continente. Ao mesmo tempo em que isso acontecia, em Quito aconteciam também novidades relacionadas com a presença da Usaid no Equador. Nesses dias, são concluídos diversos programas de "ajuda econômica-técnica” entre ambos países, assinados em 2007, durante a primeira presidência de Rafael Correa. De acordo com a informação oferecida pela agência de notícias Reuters, a Usaid enviou a Quito uma carta para comunicar o cancelamento de sua ajuda devido à impossibilidade de chegar a um acordo bilateral sobre sua distribuição. Segundo a Reuters, a Usaid também havia aludido à decisão das autoridades equatorianas de não aceitar novos projetos, nem ampliar os já existentes como razão para cancelar sua ajuda. O chanceler Ricardo Patiño foi claro a respeito, ao questionar os programas assinados, chamando-os "pouco transparentes”. Inclusive foi além, afirmando que "se a Usaid decidiu ir-se, não rogaremos que regressem”. Assim e sem mencionar diretamente o caso, colocou em consideração o acontecido na Bolívia, ao afirmar, "conhecemos as más experiências que a Usaid teve em alguns países irmãos, onde houve clara intervenção, participação de funcionários da entidade em atuações de desestabilização”. No 1º de maio desse ano, em ato público relacionado ao Dia Internacional dos Trabalhadores, Morales anunciou a expulsão da Usaid da Bolívia por "conspirar” contra seu governo. Ao justificar sua decisão ante os meios, o mandatário boliviano havia afirmado que "se trata de uma questão de soberania, de segurança para o Estado”. Como primeira conclusão, uma certeza: não é casual que ambos governos adotem medidas similares frente a essas tentativas de ingerência externa. Trata-se de dois dos processos de mudança social mais radicais que acontecem em nosso continente. São, por isso mesmo, experiências por demais assediadas por um imperialismo que tenta avançar sobre o que não pode controlar. As respostas, portanto, mostram uma maturidade crescente desses processos. Ficam algumas perguntas: Até que ponto se pode chegar acordos com esses atores, visto e considerando os casos que mencionáramos nesse artigo, sem prejudicar a soberania nacional? Qual poderia ser o interesse dos governos da América Latina e do Caribe em estabelecer daqui em diante "cooperação” com agências que, como vemos, apresentam uma difusa reputação democrática em nossa região? As ONGs e Agências como a Usaid podem atuar "despojados” de uma finalidade política, que parecera ser o fundamento de sua própria existência? Os governos pós-neoliberais de nosso continente deverão analisar seriamente esses tópicos. Trata-se de salvaguardar a soberania desses países, tentando evitar erros geopolíticos que possam dar pé a uma possível –e perigosa- restauração conservadora na região, para a que já estão trabalhando firmemente os governos da Aliança do Pacífico. Leia na íntegra no Opera Mundi.   
  •  “(...) Fica claro o poder de atuação da USAID no Brasil para imprimir um modelo de dominação através da política da Aliança para o Progresso, utilizando a educação para atingir os objetivos de dominação política e ideológica do povo brasileiro (...)” José Alfredo de Araújo Clique aqui para ler.
  • “(…) No dia que o hondurenho Valenzuela foi assassinado, o presidente Barak Obama nomeou Mark Feierstein como diretor geral da USAID. A sua folha de serviços enobrecia o cargo: especialista em “guerra de quarta geração” (desinformação), dono da Greenbarg Quinlan Rosler (firma que oferece orientação estratégica sobre campanhas eleitorais, debates, programação, investigação), líder das iniciativas para derrubar os sandinistas na Nicarágua, na década de 90 (...)” José Steinsleger Leia mais: A presença da USAID no Caribe e América Central (para não falar da Amazônia)
  • “Pelo que eu vejo da situação dos povos indígenas aqui na cidade de Altamira e mesmo nas aldeias, a gente vive uma calamidade, muito triste (…) Sou a favor de Belo Monte, todo tempo fui, dei a cara a tapa na no Fórum Mundial (…) Assino sim, quero ver o meu povo, todos eles, amparados.” (presidente da associação Indígena Kiripanãn, Maria Augusta Xipaia). Leia mais aqui: Em defesa de Belo Monte
  • “Não se pode, contudo, perder de vista um ponto essencial. Da mesma forma que a população norte-americana tem a palavra final sobre o Alaska e a população de todo país define o que fará com seus tesouros naturais, o destino sobre a Amazônia é uma discussão entre brasileiros.” (Paulo Moreira Leite) Leia mais: Quem perde na guerra de Belo Monte
  • “O Brasil precisa dessas hidrelétricas. É claro que não vamos poder usar todo nosso potencial. Algumas usinas têm impacto muito grande. Mas, abrir mão dessa riqueza não é razoável. A consequência é a queima de mais combustível fóssil, custoso do ponto de vista econômico e ambiental. Acho que a gente tem ainda hidrelétricas que trazem benefícios regionais.” (Maurício Tomalsquin) Leia no link: 'Quem é contra hidrelétrica é sempre contra. É ideológico'
  • “Aqui, os conflitos vêm sendo criados, predominantemente, por crenças e convicções preestabelecidas, colidentes com os fundamentos das abordagens científicas dos impactos ambientais. Em vez de ciência, o licenciamento ambiental é uma notável coleção de opiniões.” (Ivan Dutra Faria) Leia no link: Hidrelétricas no Brasil e a vitória do obscurantismo
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