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  • Em relação à coluna Cápsula do Tempo, assinada pela jornalista Miriam Leitão e publicada em O Globo, no último domingo, 10 de abril, a Norte Energia, com base na Lei 13.188, de 11 de novembro de 2015, que regulamenta o direito de resposta para informações incorretas divulgadas por veículos de comunicação, solicita a divulgação dos esclarecimentos que seguem. Trata-se de medida indispensável para o restabelecimento da verdade sobre a Usina Hidrelétrica Belo Monte: É surpreendente que a colunista Miriam Leitão, que tem a área de energia como uma das favoritas para sua coluna, não saiba que os empreendimentos do setor elétrico não são licitados por custo de implantação, mas pela tarifa da energia a ser praticada para a venda no mercado regulado, destinado às distribuidoras de energia elétrica.  Para repor a verdade, se é que a jornalista Miriam Leitão se preocupa com ela, a verdade: conforme o Edital de Licitação, Belo Monte foi a leilão com uma tarifa de referência para o mercado regulado de R$ 83,00 o MW/hora para a data do certame, em 20 de abril de 2010, valor este homologado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).  A proposta apresentada pelo consórcio vencedor, a Norte Energia, foi de R$ 77,97 o MW/hora, valor 6% menor que a tarifa de referência.  Tendo como base aquela tarifa, os investimentos ficaram em R$ 25,88 bilhões, também em valores na base de abril de 2010, incluindo os investimentos em condicionantes socioambientais. É este valor com o qual a Norte Energia e os agentes financeiros do empreendimento sempre trabalharam, e que desde o leilão sofre correções monetárias pelo IPCA, da mesma forma que ocorre com o valor da tarifa vencedora para venda da energia.  A opção pela mentira ou meias verdades de Miriam Leitão percorre todo o texto, e fica logo evidente quando ela escreve sobre a compensação ambiental e informa um valor que representa menos de 3% dos investimentos totais que a Norte Energia realiza em ações socioambientais.  O valor a que se refere a colunista, de R$ 120 milhões, número também equivocado – pois o total é de R$ 135 milhões - é somente a chamada Compensação Ambiental – taxa que será paga ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A decisão sobre a aplicação dessa taxa é de responsabilidade do Comitê de Compensação Ambiental Federal  (CCAF).  Miriam Leitão esqueceu, ou não procurou se informar, dos cerca de R$ 4,2 bilhões que são investidos em obras condicionantes em moradia, saneamento, educação, saúde, meio ambiente e segurança pública, em áreas urbanas e rurais, dos cinco municípios da área de influência direta de Belo Monte e em 34 aldeias de 11 terras indígenas.  Estes investimentos, parte deles ainda em execução, podem ser vistos nos munícipios da região, na forma de estação de tratamento de esgoto, aterros sanitários, no Programa de Combate à Malária, que reduziu em 96% os casos da doença nos cinco municípios da área de influência direta de Belo Monte, nos quatro hospitais de atendimento de alta e média complexidades construídos, na construção de cerca de cinco mil moradias em áreas urbanas, rurais e terras indígenas, nas cerca de 400 salas de aula que atendem mais de 23 mil alunos, nos mais de 450 quilômetros de redes de água tratada e de esgoto implantados, nas 30 unidades básicas de saúde construídas e equipadas, na transferência de cerca de 30 mil pessoas que moravam em áreas degradadas, em moradias insalubres, para casas de qualidade em bairros com infraestrutura urbana completa. Podem ser vistos também em mais de 700 casas de moradia, postos de saúde, escolas, poços artesianos, casas de farinha e pistas de pouso construídas em terras indígenas, algumas delas localizadas a cerca de 400 quilômetros da usina, sem contar um sofisticado sistema de monitoramento de terras indígenas, capaz de gerar imagens por satélite não apenas da região, mas de toda a Amazônia Legal, que corresponde a 98% das terras indígenas do Brasil. Os investimentos também foram destinados a projetos de geração de renda nas aldeias, na construção de aviários, paióis de castanha, roças, entrega de insumos e ferramentas agrícolas para subsistência, assim como a execução de ações na área de educação, saúde, gestão territorial, fortalecimento das associações indígenas e do patrimônio cultural, supervisão ambiental entre outras. Cabe ressaltar, ainda, os 26 mil hectares de áreas de proteção permanente que serão reflorestados, outra ação de grande destaque por se tratar de uma região devastada nos últimos 40 anos pela ação de madeireiros e da atividade pecuária. Quanto à navegabilidade da Volta Grande do Xingu, ela sempre foi precária nos períodos de seca do rio. Há registros de períodos em que a vazão do rio naquele trecho chegou a menos de 400 metros cúbicos por segundo. Com Belo Monte, assegura-se uma vazão mínima de 700 metros cúbicos por segundo, a menos que a vazão do rio não chegue a isso, sendo que nos períodos de chuva a navegabilidade será normal, como sempre foi. Hoje, mais de 10 mil metros cúbicos por segundo, praticamente toda a vazão do rio, estão sendo vertidos para a Volta Grande.  Quanto à entrega de alimentos para os indígenas, é importante esclarecer que foi uma solicitação da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), como parte de um programa emergencial que vigorou até 2013 e incluiu também entrega de embarcações, óleo combustível para os deslocamentos e outros itens.  A oscilação das vazões do Rio Xingu é de pleno conhecimento do empreendedor e foi considerada para a construção de Belo Monte, não afetando, portanto, a viabilidade do empreendimento. Neste momento, os reservatórios estão plenamente cheios e Belo Monte já está sincronizada ao Sistema Interligado Nacional e a operação comercial deverá ocorrer nos próximos dias, com a entrada de 611 MW/hora para o Sistema. A partir da segunda máquina, prevista para maio, Belo Monte já estará gerando mais energia que grande parte das hidrelétricas brasileiras, praticamente duas usinas do porte de Angra I. No caso do retorno dos investimentos, ele sempre foi compatível com empreendimentos do porte de Belo Monte.  No que se refere ao conteúdo das delações premiadas a Norte Energia desconhece o teor delas, que estão sob sigilo de Justiça. A Empresa reafirma que tem como princípios trabalhar dentro da legalidade e respeitando todas as normas vigentes. Esclarece que adota padrões rigorosos de gestão e implementa constantes controles e melhorias em seus processos. Contratos e pagamentos passam por criteriosa análise de auditores internos e os pagamentos somente são realizados após as medições e atestes, inclusive de empresa externa contratada para esse serviço. A Norte Energia se submete a auditorias periódicas internas de auditores independentes e fiscalização dos agentes financiadores da UHE Belo Monte.  Todos os contratos acima de R$ 500 mil têm que ser aprovados pela Diretoria. Os contratos com valores acima de R$ 5 milhões dependem de análise e aprovação prévia do Conselho de Administração da Companhia.  A empresa possui comitês de assessoramento técnico, ambiental e financeiro compostos pelos acionistas, e todos os assuntos pertinentes da empresa passam por análise prévia desses comitês antes de deliberação da Diretoria e do Conselho de Administração, além do próprio comitê de auditoria. Além disso, os mecanismos de controle interno são constantemente atualizados de forma a dar mais transparência aos contratos e pagamentos realizados.  Norte Energia S. A.
  • “Tem casos que precisamos acompanhar um paciente a noite toda. Agora com energia vai facilitar demais para nós que somos agentes de saúde”. O relato é de Leliane Juruna, agente de saúde e liderança da aldeia Muratu. Além desta aldeia, Furo Seco e Paquiçamba, no município de Vitória do Xingu (PA), recebem obras de eletrificação rural na Terra Indígena (TI) Paquiçamba, dentro do chamado programa Luz para Todos. Ao todo, serão 21,3 mil famílias atendidas na região, cerca de 90 mil pessoas. Dessas, mais de 15 mil famílias já receberam energia elétrica em suas casas.  O investimento previsto é da ordem de R$ 270 milhões. As comunidades receberam neste mês de agosto o treinamento das famílias sobre uso seguro e racional de energia elétrica. Cerca de 55 famílias serão atendidas e 170 pessoas beneficiadas. A previsão de conclusão das obras é no final de agosto, conforme a Concessionária de Energia Elétrica do Pará (Celpa). Além das residências, a energia também será instalada nas casas de farinha, escolas, posto de saúde e poços artesianos de cada uma das aldeias. As obras do Programa Luz para Todos na Terra Indígena cumprem a diretriz do governo federal de que todos os municípios do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu – PDRS Xingu, criado em função da hidrelétrica de Belo Monte, tenham acesso à energia elétrica. Capacitação Em paralelo ao avanço das obras na Terra Indígena Paquiçamba, o Ministério de Minas e Energia por meio do Programa Luz para Todos, iniciou a capacitação das comunidades sobre o uso seguro e racional da energia elétrica e também sobre Tarifa Social de energia elétrica. O treinamento contou com a atuação da Coordenação de Eletrificação em Terra Indígena e do Comitê Gestor Estadual do Programa, em parceria com a Celpa, Norte Energia, empresa concessionária de Belo Monte, e da Fundação Nacional do Índio (Funai). Os indígenas de Paquiçamba pertencem à etnia Juruna e habitam a margem esquerda do rio Xingu, entre o igarapé Paraíso e Mangueira, na região denominada Volta Grande do Xingu. O nome Juruna tem como significado “boca preta” (yuru – “boca”, una – “preta”) e refere-se a uma tatuagem preta facial usada pelos indígenas. Em todo o Brasil, o Programa Luz para Todos já atendeu a cerca de 35 mil famílias indígenas, ou 180 mil pessoas que viram a energia elétrica chegar em suas aldeias, acompanhada de melhorias para suas comunidades, como a manutenção de refrigeradores nos postos de saúde para conservação de soros, vacinas e outros medicamentos. Os investimentos contratados para atender as comunidades indígenas chegam a R$ 385 milhões. Também como uma ação do Luz para Todos, o Ministério de Minas e Energia, em parceria com a Funai, elaborou cartilhas bilíngues – português e nos idiomas das etnias Terena, Guarani Kaiowá, Kaingang, Kinikinau e Kadiwéu – sobre o uso da energia elétrica de forma racional, segura e produtiva. Os próximos a serem beneficiados com o material bilíngue serão os Pataxó do Sul da Bahia e os Tikuna do Amazonas. O Programa A iniciativa oferece investimentos para a universalização do acesso à energia elétrica no País. O Luz para Todos é um programa do governo federal, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, operacionalizado pela Eletrobrás e realizado em parceria com os governos estaduais, as concessionárias de energia elétrica e as cooperativas de eletrificação rural. Até o mês de julho de 2015, em todo o Brasil, as obras do Luz para Todos já atenderam a 3.227.412 famílias, beneficiando mais de 15,5 milhões de moradores no meio rural. Os investimentos contratados pelo Programa totalizam R$ 22,7 bilhões. Deste total, R$ 17 bilhões são recursos do governo federal, que já liberou R$ 13,6 bilhões para as concessionárias de energia elétrica. Via Portal Brasil
  • São Paulo - A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou nesta terça-feira o resultado do leilão em que a estatal chinesa State Grid arrematou a concessão para construir o segundo linhão de transmissão que escoará a energia da hidrelétrica de Belo Monte do Pará para a região Sudeste. A aprovação do resultado foi realizada na data estimada pelo cronograma do leilão e, de acordo com o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, representou um esforço do órgão regulador para ajudar a empresa a cumprir o prazo estimado para a operação do sistema de transmissão. "Temos que fazer nossa parte, dado que o prazo é apertado para esse empreendimento. À medida em que se assine o contrato, a bola passa para o campo da State Grid", disse Rufino. O diretor-geral da Aneel destacou que o linhão tem grande importância por estar ligado a um grande empreendimento, a hidrelétrica de Belo Monte, que terá 11,2 mil megawatts em capacidade instalada e será a terceira maior usina de energia do país, atrás apenas de Itaipu e Tucuruí. "Por isso cabe ressaltar a responsabilidade do agente de não deixar ter atraso no cronograma", apontou Rufino. O linhão, que será construído em ultra alta tensão, terá 2,5 mil quilômetros e atravessará cinco Estados brasileiros. Orçado em 7 bilhões de reais, o empreendimento deverá estar concluído 50 meses após a assinatura do contrato, prevista para ocorrer em 2 de outubro. Via Revista Exame
  • A Agência Nacional de Energia Elétrica afirmou que não houve erro no planejamento da licitação do segundo bipolo da UHE Belo Monte (PA, 11.233 MW) ante o cronograma de entrada em operação da usina. Ahidrelétrica deverá estar com todas as suas unidades de geração em operação no início de 2019 enquanto o segundo bipolo para o final de 2019. A infraestrutura para escoar a energia da maior usina 100% nacional já está pronta ou licitada e em construção e são as alternativas para que toda a geração seja colocada no mercado quando estiver sendo feita. O diretor da Aneel, José Jurhosa, admitiu que há uma diferença entre a previsão de entrada em operação da usina em construção no rio Xingu e a segunda linha leiloada nesta sexta-feira, 17 de julho. Contudo, a garantia física da usina não á atingida com todas as máquinas o que garante que a Norte Energia consiga escoar a energia contratada. Outro diretor presente à coletiva realizada após o leilão, André Pepitone, lembrou que a concatenação da linha e da usina não apresenta descompasso. Esse novo projeto vem para agregar confiabilidade e aumento da capacidade de escoamento para a região Sudeste. "Há a linha de 500 kV de Xingu, Tucuruí a Manaus, todo esse aparato já permite o escoamento da usina", afirmou Pepitone durante a coletiva de imprensa realizada após o leilão. Via Canal Energia
  • ALTAMIRA, Brasil, 16 jun 2015 (IPS) - Una amplia infraestructura de salud pública y la erradicación de la malaria serán probablemente el mejor legado de la central hidroeléctrica de Belo Monte, en la Amazonia brasileña, para la población local trastornada por los impactos del megaproyecto. La ocurrencia de malaria, también conocida como paludismo, en los seis municipios del entorno donde se ejecuta el Plan de Acción de Control de la enfermedad cayó 95,7 por ciento desde 2011 y 2015. Los 3.298 casos de enero-marzo de 2011, en vísperas del inicio de la obra, se redujeron a 141 en el mismo periodo de este año. Dos municipios no registraron ningún enfermo hasta mayo, destacó José Ladislau, gerente de Salud de Norte Energía, el consorcio de empresas estatales y privadas que ganó la concesión de Belo Monte por 35 años. En los demás municipios solo hubo 10 casos. “Hace dos años que nadie se enferma de malaria en Brasil Novo, esa es la mejor noticia”, confirmó Noedson Carvalho, secretario de Salud del municipio, que se ubica a 45 kilómetros del río Xingú, sobre el que se construye la gigantesca central hidroeléctrica con una potencia de 11.233 megavatios. La malaria, endémica en la Amazonia, es un gran factor de la pobreza rural, recordó Ladislau a IPS. Y una de sus más elevadas incidencias ocurría en la cuenca del Xingú. El contagio se redujo en altos niveles en casi todo el norteño estado de Pará, donde están los tramos bajo y medio del Xingú, gracias a la distribución masiva de mosquiteros impregnados de insecticida y al diagnóstico y tratamiento precoz de los enfermos. Pero el resultado en los alrededores de Belo Monte, con una población rural abundante y vulnerable, exigió una acción intensa de Norte Energía, con un costo de unos 11 millones de dólares, destinada a multiplicar laboratorios, vehículos y mosquiteros perfeccionados, en que se reactiva el insecticida mojando el tejido. “Brasil Novo obtuvo de Belo Monte lo que no lograría en siglos por sí solo”, reconoció Carvalho a IPS, lo que incluye un hospital de 42 camas y cinco unidades básicas de salud (UBS), que ahora integran el sistema de salud pública municipal. El hospital ya existía, pero era privado y, por dificultades financieras, había cerrado s en abril de 2014, dejando sin asistencia a los estimados 22.000 habitantes de Brasil Novo, justo cuando la demanda estaba en auge por la afluencia de nuevos pobladores atraídos por la construcción de Belo Monte.“Son 30 partos al mes, como promedio, una situación terrible sin hospital en la ciudad”, resumió el secretario de Salud. Hubo que improvisar centros de atención básica para internar enfermos y enviar los más graves a Altamira, la ciudad más poblada de la región, con unos 140.000 habitantes, según estimaciones no oficiales. La alcaldía de Brasil Novo negoció entonces la compra y la reforma del clausurado hospital, con recursos aportados por Norte Energía, mediante el Plan de Desarrollo Regional Sustentable (PDRS). Ahora será un hospital público de atención gratuita. El PDRS se concentra en impulsar políticas públicas y proyectos locales con fondos de la empresa. Se suma al Proyecto Básico Ambiental (PBA), un conjunto de 117 obras y acciones que debe ejecutar la concesionaria de Belo Monte, como compensación para los 11 municipios afectadas por la hidroeléctrica y sus poblaciones. El total de esas inversiones equivale a 1.200 millones de dólares, la suma más abultada que un megaproyecto brasileño aporta al desarrollo local, como condición para obtener las licencias ambientales requeridas. Representa cerca de 14 por ciento del presupuesto total de la construcción. Tres nuevos hospitales y tres en reforma encabezan la infraestructura física de salud que ganarán los 11 municipios afectados por la megaobra. El mayor, el Hospital General de Altamira, con 104 camas, 10 de terapia intensiva, está listo y hereda equipos y personal de otro antiguo hospital municipal, con 98 camas, que se reconvertirá en un centro materno-infantil.Con equipos de tecnología avanzada, el nuevo hospital cuenta con sistemas de comunicación, iluminación, temperatura, distribución de agua y relojes, todo bajo control automático y central, y con higiene extremada en ropas, personal, basuras y desagüe, señaló Ladislau. Hay críticas de que las inversiones amplían limitadamente la capacidad hospitalaria y el número de camas, al reformar o ampliar unidades ya existentes. Pero el veterano médico responde que “no debe sobredimensionarse el sistema”, con costos de mantenimiento y operación innecesarios para municipios que son pobres. “Se trata de estructurar una buena red de salud en la región de 11 municipios… con el foco en la atención primaria”, para lo que Norte Energía construyó 30 UBS, distribuidas por cinco municipios, siete solo en Altamira, explicó. “Con esa atención, el saneamiento y otras medidas preventivas se reducirá la presión por camas en los hospitales”, sostuvo. En el Hospital Municipal de Altamira se registran cerca de 1.500 ingresos anuales de niños menores de cinco años, la mayoría por diarrea, un problema evitable mediante el saneamiento, ejemplificó. El reasentamiento de pobladores de palafitos y áreas que serán inundadas por los embalses de Belo Monte, en nuevos barrios construidos en tierras altas y secas, ya reducirá mucho los casos de diarrea, acotó. Las UBS implantadas en esos barrios ofrecen consultas médicas, asistencia odontológica, visitas a las familias, orientaciones preventivas y un sistema de estadísticas que identifica el perfil sanitario del barrio, permitiendo planificar la provisión de medicamentos, jeringas y otros insumos, observó Ladislau. Toda esa infraestructura ofrecida por Norte Energía dependerá de la gestión municipal y del personal que prestará servicios, incluido el de mantenimiento. Brasil Novo es un municipio pobre al que casi no llegarán las regalías de Belo Monte y enfrentará dificultades para sostener su hospital, admitió Carvalho, el secretario de Salud. No faltan médicos gracias al programa Más Médicos del gobierno central, que contrató miles de facultativos cubanos dispuestos a trabajar en el interior de Brasil, y que también está logrando la participación de profesionales nacionales, matizó. Pero un hospital necesita cirujanos y otros especialistas más difíciles de atraer a los municipios amazónicos. Se corre el peligro de que hospitales con capacidad de entre 32 y 42 camas en Brasil Novo y otros dos municipios queden parcialmente ociosos, porque sus poblaciones oscilan entre 15.000 y 25.000 habitantes y los enfermos más graves buscarán atención en los centros más grandes y mejor equipados de Altamira. La dificultad de atraer personal calificado tiene un ejemplo en el curso de medicina de la Universidad Federal de Pará, en su sede de Altamira, que no pudo abrirse por falta de profesores con doctorado. Además los residentes critican a la empresa por el atraso en estos proyectos de salud, que debieron adelantarse al aumento de la demanda por la presencia de trabajadores foráneos, para así cumplir uno de sus compromisos en ese rubro. Al atraso se sumó el cierre temporal de servicios para construir nuevas instalaciones. Fue el caso del Hospital General, que aprovechó un modesto edificio de salud primaria en un barrio pobre de Altamira, para convertirlo en un gran hospital. “Lo que ya era precario, empeoró”, evaluó Marcelo Salazar, coordinador del no gubernamental Instituto Socioambiental en Altamira. Editado por Estrella Gutiérrez via IPS Agencia de Noticias
  • A geração eólica respondeu por 46% do total de expansão da oferta de geração adicionada ao Sistema Energético Brasileiro (SEB) neste ano até abril, e já dobrou de tamanho, em termos de capacidade instalada, em relação a abril de 2014. De acordo com o Boletim Mensal de Monitoramento do Setor Elétrico, divulgado nesta segunda-feira (01/06), pelo Ministério de Minas e Energia (MME), de janeiro a abril deste ano, a expansão da capacidade instalada de todas as fontes alcançou 1.975 MW de geração, e 474,3 km de linhas de transmissão de Rede Básica. A fonte eólica se destaca com a maior contribuição, o equivalente a 910,9 MW. A hidráulica corresponde a 655,4MW, e a térmica equivale a 408,7 MW. Somente em abril, a capacidade instalada de geração no País aumentou 380,7 MW. No mês, também entraram em operação comercial 10,3 km de linhas de transmissão na Rede Básica. A meta definida pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) é de acréscimo de 6.400 MW de geração nova este ano, de todas as fontes. O documento também mostra que a capacidade instalada total de geração de energia elétrica no Brasil, em abril, atingiu 135.955 MW. Em comparação com o mesmo período em 2014, a geração de fonte eólica registra crescimento de 102,8%. As fontes solares aumentaram 62% na mesma comparação; a geração hidráulica teve expansão de 3,6%; e a térmica, de 4,1%. Quanto à produção de energia, em março, a geração hidráulica correspondeu a 71,8% do total produzido no Brasil, comparado a 72,1% do mês anterior. A participação da fonte eólica oscilou para 2,3% do total gerado no País em março (contra 2,8% em fevereiro), e fatia da produção das usinas térmicas foi de 25,1% em fevereiro para 25,9% em março. A geração térmica a gás cresceu 0,5 ponto percentual nesse período. O Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro é um documento oficial elaborado pelo Ministério de Minas e Energia com informações atualizadas e consolidadas sobre a operação Eletroenergética no Brasil, permitindo o registro e acompanhamento de temas relevantes do Setor Elétrico, tais como a expansão e o desempenho dos sistemas de geração, transmissão e distribuição, as condições hidrometeorológicas e a política operativa adotada, o comportamento do mercado consumidor e as ocorrências de maior impacto ao Sistema Elétrico Brasileiro - SEB. via Ministério de Minas e Energia
  • Atrair capital para infraestrutura logística e diversificaras bases da economia dos Estados são os principais desafios regionais. Por Gleise de Castro, para o Valor, de Manaus Com área equivalente a quase metade do território nacional, a região Norte acumula potenciais naturais ainda pouco explorados, como grandes reservas minerais e o imenso patrimônio da biodiversidade amazônica, além de muitos desafios. Entre eles, o de construir uma infraestrutura adequada às características locais, que combine o tradicional transporte fluvial com rotas terrestres, novos portos e aeroportos Com participação de 5,3% no PIB nacional e PIB per capita de R$ 14.179, em 2012, ante a média nacional de R$ 22.402, os seus sete Estados compartilham também a necessidade de expandir e diversificar a economia, com investimento em tecnologia e cadeias produtivas mais complexas. "Somos a última grande fronteira para o desenvolvimento do país, tanto primário como industrial", diz Djalma Melo, titular da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Recriada em 2007 e vinculada ao Ministério da Integração Nacional, a Sudam promove o desenvolvimento regional e administra o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), que já aplicou R$ 3,92 bilhões, com taxas subsidiadas, em projetos na região amazônica, que inclui também Maranhão e Mato Grosso. Outra fonte de recursos é o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), gerido pelo Banco da Amazônia e destinado, na maior parte, a micro e pequenos projetos. Entre 2011 e 2014, o valor contratado atingiu R$5,366 bilhões. Para atrair investimentos, a Sudam oferece também incentivos fiscais, que incluem redução de 75% do Imposto de Renda. Na Zona Franca de Manaus, os benefícios são mais amplos, com vantagens oferecidas pelos governos federal, estadual e municipal. Segundo a Sudam, entre 2007 e 2014, os incentivos na região somaram R$ 16,5 bilhões. Os incentivos são vistos como compensação pelas dificuldades locais, especialmente logísticas. Movimentar mercadorias em área de 3,8 milhões de quilômetros quadrados é o principal desafio. Uma das situações mais complicadas é a de quem produz em Manaus. "Faltam portos, estradas, a comunicação é ruim, a banda larga é péssima", cita Nelson Azevedo dos Santos, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam). As opções de logística são transporte aéreo e rodo-fluvial, pelo qual as cargas chegam e saem via rio Amazonas. "As empresas só estão aqui por causa dos incentivos", diz Marcus Evangelista, presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM). Para Cláudio Eduardo Eccel Lago, gerente industrial da Midea Carrier, fabricante de aparelhos de ar condicionado e fomos de micro-ondas em Manaus, os investimentos feitos em infraestrutura logística para atender ás empresas da Zona Franca são pequenos ante o tamanho da operação do polo industriaL "A localização, sem acesso rodoviário, é um limitante", afirma. Foram os incentivos fiscais e as perspectivas do mercado brasileiro que motivaram a escolha de Manaus pela chinesa Midea, que formou, em 2011, uma joint-venture com a americana Carrier, já presente no polo desde 1974. Com investimento de R$ 60 milhões, concluído em 2014, a empresa expandiu a área fabril e triplicou a capacidade de produção, para 3 milhões de unidades. A Honda, que produziu 1,172 milhão de motos em 2014, montou um complexo com cerca de 30 fornecedores. A estratégia, que segue a filosofia da matriz de adensamento da cadeia produtiva, também ajuda a evitar os custos altos da importação de componentes, derivados tanto da oscilação cambial quanto dos custos logísticos. As duas principais economias da região, Pará e Amazonas, responsáveis por 68* do PIB regional, têm atraído grandes empresas nos últimos anos. Enquanto no Amazonas as vantagens são os incentivos da Zona franca, o principal ponto forte do Pará é a localização, entre o rio Amazonas e o Oceano Atlântico, com portos mais próximos da Europa, Ásia e costa leste dos EUA, o que ajudou na criação de uma economia forte, baseada na mineração, e geograficamente mais expandida. O Pará também tem a seu favor um conjunto de grandes obras de infraestrutura, espedalmente nas áreas de logística e energia, como a hidrelétrica de Belo Monte, que está sendo concluída no Norte do Estado. Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), serão R$ 172,4 bilhões em investimentos até 2020, dos quais 35% em infraestrutura. São previstas três ferrovias, entre elas a Ferrovia Paraense (Fepasa), projeto estadual, para transportar a produção mineral e do agronegócio, além de um conjunto de obras rodoviárias. "Toda a região amazônica será beneficiada pelas obras de logística do Pará, que vão facilitar o transporte de grãos do Mato Grosso, beneficiando vários Estados", diz o presidente da Hepa.José Conrado Santos. Para Geovana Raiol Pires, diretora de estudos e pesquisas socioeconômicas e análise conjuntural da Fapespa, se os preços do minério de ferro, principal produto da pauta de exportação do Pará, continuarem caindo, os investimentos em logística podem segurar a economia paraense pelos próximos três anos. Para compensar a queda nos preços internacionais do minério, as mineradoras que atuam no Estado, como Vale, Alcoa e MRN, aumentaram o volume produzido, o que se tomou possível devido ao baixo custo de produção e transporte no Pará. Mas a dependência da mineração é um desafio para a economia paraense. "Para o Estado avançar, é necessário verticalizar a produção de minério", diz Geovana. No Amazonas, o que se discute é a dependência da Zona Franca de Manaus. Com a economia centrada na produção de bens de consumo para o mercado nacional, o Amazonas se ressente da queda acentuada das vendas, que derrubou o faturamento do polo e a receita tributária do Estado. Para esse desafio, a solução apontada é diversificar as bases da economia dos dois Estados. "Precisamos ir além da manufatura", diz o secretário de Fazenda do Amazonas, Thomaz Nogueira. "Se já temos 100* da fabricação de motos em Manaus, é justo que o desenvolvimento de produtos também seja feito aqui" O Estado também discute a introdução de novas matrizes econômicas, com a criação de polos, como o naval, mineral, biotecnológico e turístico, No Pará, foram elencadas dez cadeias prioritárias como alternativas para a dependência mineral. via Valor Econômico | Especial - Região Norte | BR
  • O paradigma de que apenas homens trabalham em obras de infraestrutura vem sendo quebrado. Prova disso é a atuação de 3.563 mulheres no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, em Altamira (PA). Elas operam máquinas e comandam equipes; dirigem tratores e caminhões; trabalham no planejamento; fazem parte do setor comercial e dos diversos ramos da engenharia. Ou seja, já estão em toda a cadeia produtiva do empreendimento. Dados da concessionária Norte Energia, responsável por esta obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mostram que entre os quase 24 mil trabalhadores da hidrelétrica – considerada a maior em construção do mundo – as mulheres representam 14,8%, percentual bem mais alto do que o normalmente registrado na construção civil, de pouco mais de 3% atualmente. Em 2012, a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD) do IBGE indicou que dos 8,3 milhões de trabalhadores da construção, 97,1% eram homens e apenas 2,9% mulheres. No ano seguinte, a PNAD mostrou pequena elevação da participação feminina: os percentuais passaram a ser de 96,8% e de 3,2%, respectivamente. A presença das mulheres na UHE Belo Monte já foi destacada até pela presidenta Dilma Rousseff.Rayana Morena Sales tem 28 anos, é mineira, engenheira civil e uma das trabalhadoras de Belo Monte há pouco mais de dois anos. Antes ela atuava na construção de uma pequena hidrelétrica, onde era a única mulher. “Aqui a gente vê mulher desde o campo, na parte de armação, carpinteiras, e até na parte de apoio para produção, como [o setor] administrativo e comercial. Mas tem muita mulher engenheira que trabalha no planejamento, na segurança do trabalho, no meio ambiente, e na área civil”, conta. Integrante do setor de controle de qualidade do empreendimento, Rayana recebe o mesmo salário dos homens que ocupam igual posto e nunca sentiu preconceito no trabalho. “Até porque aqui tem gente de tudo que é lugar do Brasil. Então, o pessoal acaba sendo tolerante com todas as diferenças, não só de gênero”, relata. Entretanto, a engenheira assegura que as mulheres brigam mais para estar na mesma posição. “Tenho certeza que a gente é colocada a prova todo dia, porque é mulher. Isso acontece. O pessoal acaba esperando um pouco menos da gente, exigindo um pouco menos, e você tem que ficar se impondo”, conclui. A operadora de máquinas na usina de Belo Monte Edilene Costa já contou a sua história no site do PAC em 2012. Confira como foi: [youtube:https://www.youtube.com/watch?v=3pE5pozsshE] Via Pac Ministério do Planejamento
  • A Norte Energia concluiu nesta quarta-feira (04/2) a operação de transporte do rotor da segunda Unidade Geradora da Casa de Força Principal da Usina Hidrelétrica Belo Monte. A peça de 320 toneladas, oito metros e meio de diâmetro e cinco metros de altura chegou à área de estocagem de equipamento do Sítio Belo Monte a bordo de caminhão com 16 eixos, que percorreu seis quilômetros desde a Estação de Transbordo de Carga da Norte Energia, no rio Xingu. Esta foi a última etapa da operação iniciada no dia 14 de janeiro, quando o rotor começou a ser transportado da fábrica da Voith Hydro Brasil em Manaus (AM) rumo a Vitória do Xingu (PA). Uma balsa reforçada foi utilizada para realizar o transporte pelos rios Amazonas e Xingu. No total, foram percorridos 890 quilômetros até o Sítio Belo Monte. Em aço inoxidável, o rotor é a peça mais importante da turbina, o núcleo gerador de energia em uma hidrelétrica. As pás do equipamento recebem a água do rio e transformam a energia mecânica em energia cinética, que é transmitida ao rotor do gerador para produzir energia elétrica. Em construção pela Norte Energia, a UHE Belo Monte encerrou 2014 com 70% das obras civis concluídas. Quando estiver em plena operação, em 2019, a maior hidrelétrica genuinamente brasileira terá capacidade instalada de 11.233,1 MW, distribuídos em casas de força: a Principal, no Sítio Belo Monte, com capacidade instalada de 11 mil MW, e a Complementar, no Sítio Pimental, com 233,1 MW. A energia gerada beneficiará cerca de 60 milhões de brasileiros. Leia a íntegra no site Uruará em Foco
  • "O projeto é fruto de convenio com a Norte Energia, construtora da Hidrelétrica de Belo Monte, na Volta Grande do Xingu, em Vitória do Xingu". A notícia é da Agência Pará. Para ler ampliada, basta clicar!
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