en     pt
artigo > na midia
página 2 - 12
  • São 4.749 novas oportunidades de emprego. Este foi o segundo ano consecutivo em que Altamira registra o melhor desempenho do Estado no indicador que mede a empregabilidade dos municípios paraenses. A notícia é da versão impressa do jornal O Liberal.  
  • Entre as novas hidrelétricas dos rios Madeira, Tocantins, Xingu, Teles Pires e as que foram construídas pioneiramente na Amazônia há uma gigantesca diferença. De dimensões amazônicas - para se usar uma expressão que faz referência a esse imenso território. No passado, foram cometidos erros graves, tanto do ponto ambiental como social. Já os novos projetos são concebidos buscando-se colocar as usinas em um contexto de desenvolvimento das regiões que as envolvem, considerando-se as questões sociais, econômicas e ambientais. E nacional, pela contribuição que podem dar para assegurar o fornecimento de eletricidade proveniente de um fonte limpa e renovável. Não é mais possível se pensar em investimentos vultosos, de longo prazo, sem o conceito da sustentabilidade. Nesse sentido, o projeto da usina de Belo Monte, por exemplo, ficou condicionado a uma série de compensações, em valores da ordem de R$ 3,6 bilhões, dos quais a maior parte será desembolsada antes mesmo que o aproveitamento hidrelétrico acione a primeira turbina. Situada numa região paupérrima, Belo Monte teve que assumir obras de infraestrutura que deveriam ser de responsabilidade do poder público. Escolas foram construídas ou reformadas, assim como hospitais e postos de saúde. Estradas pavimentadas, redes de água, coleta e tratamento de esgotos - antes inexistentes - vão melhorar consideravelmente a qualidade de vida dos municípios. Somente em Altamira, cinco mil famílias deixaram de viver em palafitas, sempre em situação de risco no período da cheia. A construção da usina criou um mercado para os agricultores locais, movimentou o comércio e aumento significativamente as receitas municipais. E, principalmente, gerou oportunidade de emprego e de qualificação profissional para milhares de pessoas que não tinham perspectiva. Pescadores artesanais, que se viam ameaçados pela construção das barragens e diques, passaram a ser apoiados por centros de pesquisas e vários se tornaram piscicultores. No rio Tapajós, a proposta de construção de grandes usinas é outra. Depois de prontas, não terão acesso por terra e nem será permitida a formação de núcleos urbanos nas suas proximidades. Com isso, se conseguirá isolar e preservar os parques vizinhos, além proporcionar receitas permanentes para os municípios relativamente distantes, mas em cuja jurisdição geográfica as usinas estarão situadas. Em Rondônia, a construção das usinas do rio Madeira contribuiu para alavancar a economia do Estado, que cresceu, no período, muito acima da média nacional. Problemas sociais graves, esquecidos pelo país, vieram à tona, pelo interesse que essas obras despertaram na opinião pública, e não só no Brasil. Fábricas de equipamentos, que jamais seriam atraídas para a região, hoje estão instaladas e produzindo na área da Suframa. Não se pode questionar a construção de hidrelétricas na Amazônia com a visão do passado, porque os conceitos mudaram quase que da água para o vinho. E não é segredo que o país precisa de energia. Leia a íntegra em O Globo
  • A Justiça Federal rejeitou, na sexta-feira (23), ação que pedia a nulidade das licenças prévia e de instalação da Hidrelétrica de Belo Monte, que está sendo construída pela Norte Energia S.A. (NESA) na região de Altamira (PA). O Ministério Público Federal (MPF) também teve negado o pedido para que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) fosse proibido de emitir novas para licenças, enquanto não fosse atestada a viabilidade do empreendimento com base em novos estudos complementares. Na sentença, o juiz federal Arthur Pinheiro Chaves, da 9ª Vara, especializada no julgamento de ações ambientais, diz não ver motivos para suspender a eficácia da licença de instalação. De acordo com o magistrado, não existem nos autos provas suficientes demonstrando que os estudos complementares elaborados e apresentados pela Norte Energia tenham sido rejeitados pela Fundação Nacional do Índio ou não tenha cumprido as exigências contidas em parecer técnico da própria Funai. Arthur Chaves atribuiu a carência de elementos probatórios suficientes ao que classifica de "inércia" do autor da ação. De acordo com o magistrado, o MPF deixou de produzir "provas adequadas no momento processual, vez que, como sói ocorrer em outras ações desse jaez, se limita a juntada de excessiva e desnecessária prova documental produzida de forma repetitiva e que avolumam de maneira inútil os autos, dificultando de forma despicienda até o seu manuseio e a tramitação processual." Leia a notícia em O Estado do Tapajós Leia no site da Norte Energia: Justiça Federal confirma licenças ambientais da UHE Belo Monte
  • São 28 oportunidades para trabalhar na hidrelétrica em construção no Pará. Os interessados devem procurar os Sines de suas cidades. A notícia é da versão impressa de O Liberal.
  • O transporte do rotor da segunda unidade geradora da hidrelétrica Belo Monte terá início no próximo dia 10 de janeiro, quando sairá da fábrica da Voith Hydro Brasil, em Manaus (AM). O principal componente da turbina possui nove metros de diâmetro, cinco metros de altura e 320 toneladas. O deslocamento de 890 quilômetros será feito por caminhões especiais de 12 e 16 eixos e por balsa pelos rios Amazonas e Xingu, até chegar à Estação de Transbordo de Carga da Hidrelétrica, em Vitória do Xingu (PA). A previsão é que essa operação seja concluída em 15 dias. Feito em aço inoxidável, o rotor é a peça mais importante das turbinas, o núcleo gerador de energia em uma hidrelétrica. As pás do equipamento recebem a água do rio e transformam a energia mecânica em energia cinética, que é transmitida ao rotor do gerador para produzir energia elétrica. O rotor foi fabricado em 12 meses, com a ajuda de 200 trabalhadores envolvidos direta e indiretamente no processo de fabricação. Ele partirá do porto da capital amazonense no dia 13 de janeiro. Para transportar a peça dentro de Manaus, será utilizado um veículo com linha de 12 eixos. O trecho fluvial será feito por meio de uma balsa reforçada. Em Vitória do Xingu, um caminhão com 16 eixos levará a peça até o canteiro de obras de Belo Monte. Em fevereiro de 2011, a Norte Energia assinou contrato com o Consórcio ELM - formado pelas empresas Alstom, Voith e Andritz - para o fornecimento de 14 dos 18 conjuntos turbina-gerador Francis de 620,4 MW da Casa de Força Principal. A Voith fornecerá quatro desses equipamentos. Em construção pela Norte Energia no rio Xingu, a UHE Belo Monte atingiu em dezembro a marca de 67% das obras físicas concluídas. Quando estiver em plena operação, em 2019, terá capacidade instalada de 11.233,1 MW. Para ler na íntegra, acesse o portal Canal Energia
  • Foram pesquisadas oito usinas hidrelétricas em operação e as áreas dos futuros reservatórios. Em nota, a Eletrobras informa que parte das usinas hidrelétricas nacionais estão contribuindo para reduzir os níveis de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera. A conclusão é parte do livro “Emissões de Gases de Efeito Estufa em Reservatórios de Centrais Hidrelétricas”, que consolida os resultados do estudo Balanço de Carbono em Reservatórios (Balcar), projeto de pesquisa e desenvolvimento apresentado pela Eletrobras Eletronorte, em parceria com outras duas empresas Eletrobras – Chesf e Furnas –, em resposta à chamada nº 009/2008 da Aneel, em 2009, e que teve suas atividades de campo realizadas entre 2011 e o fim de 2013. Foram pesquisadas oito usinas hidrelétricas em operação e as áreas dos futuros reservatórios de outras três usinas, em diversos biomas brasileiros. Os resultados mostram que Funil, na Região Sudeste, e Xingó, na Região Nordeste, registraram taxas negativas de emissão de gases, ou seja, seus reservatórios absorvem GEE da atmosfera. Nos três cenários o reservatório da usina hidrelétrica Xingó, na Bacia do Rio São Francisco, absorve 0,56 gCO2e/kWh (gramas de dióxido de carbono equivalente a cada quilowatt-hora de energia produzido na usina). O mesmo ocorre em Funil, na Bacia do Rio Paraíba do Sul, com menor nível de emissão de GEE atualmente do que antes da construção do reservatório. A taxa de emissão de dióxido de carbono equivalente no local, descontando o que o ecossistema já emitia antes do alagamento, fica negativa em 1,35 gCO2e/kWh. Os pesquisadores fizeram 44 levantamentos de campo em 11 aproveitamentos hidrelétricos no Brasil, oito em operação (UHEs Balbina, Itaipu, Tucuruí, Serra da Mesa, Xingó, Três Marias, Funil e Segredo) e três em construção (UHEs Santo Antonio, Belo Monte e Batalha). À exceção da usina Balbina, mesmo as hidrelétricas que emitem dióxido de carbono o fazem numa proporção bem menor do que uma usina térmica equivalente alimentada a gás natural (412 gCO2e/kWh) ou a carvão mineral (900 gCO2e/kWh). Tucuruí, por exemplo, emite 34 gCO2e/kWh no cenário “Floresta Neutra”, 52,4 gCO2e/kWh no cenário “Floresta Remoção” e 7,07 gCO2e/kWh no cenário “Floresta Emissão”. Já Itaipu, segunda maior hidrelétrica do mundo, emite 1,97 gCO2e/kWh em “Floresta Neutra”, 4,01 gCO2e/kWh em “Floresta Remoção” e é um sumidouro no cenário “Floresta Emissão”, absorvendo 1,02 gCO2e/kWh. Leia o texto original aqui.
  • Entre os dias 29 e 30 de novembro aconteceu no município de Brasil Novo (Rodovia Transamazônica, Km 40, Vicinal 11), a I Feira Tecnológica de Horticultura promovida pela Norte Energia em parceria com o Sebrae e a Embrapa. O evento teve como propósito promover tecnologias de produção que diminuam os custos, aumentando a produtividade e competitividade dos produtores rurais que produzem hortaliças e frutas nos 12 municípios da Transamazônica e Xingu, buscando ampliar a integração entre empresas fornecedoras de insumos e serviços com base produtiva. Além de exposições e venda de produtos, ocorreram apresentações teóricas e demonstrações práticas de diversos temas ligados ao cultivo de hortaliças. "A HortiXingu, como a primeira Cooperativa de Horticultura aqui da região, merecia um evento para poder divulgar tudo isso, divulgar a importância das hortaliças, o que é a HortiXingu, e as Instituições que estão promovendo, todos nós estamos imbuídos de ver que realmente a horticultura é uma coisa que chegou para ficar, então a feira traz todo esse escopo, esse objetivo que é para mostrar que a hortaliça é viável tanto para a sociedade que vai se alimentar bem, quanto para o produtor para ganhar dinheiro", ressaltou o Coordenador da Feira, Pedro Celestino. A realização da Feira possibilitou mostrar as mais novas tecnologias lançadas no mercado e a inauguração da I Unidade de Beneficiamento de Hortaliças realizada pelo Comitê Gestor do PDRS do Xingu no final de 2013, permitiu com que a equipe do Sebrae, juntamente com outras Instituições pudesse trabalhar com os horticultores, trazendo empreendedorismo, promovendo a competitividade e o desenvolvimento autossustentável, como destaca Márcia Carneiro, Analista Técnica do Sebrae. "Desde 2011 estamos apoiando os horticultores através de cursos, consultorias, dando informações, entre outros, e com a construção da Unidade de Beneficiamento de Hortaliças começamos alguns trabalhos com vários parceiros como o Instituto Humaniza e Embrapa, com a construção da Unidade passamos a apoiar também na parte de processamento, de colocar o produto no mercado, além de criar uma identidade visual, contribuindo de forma significativa para os produtores e o efetivo aumento da renda das famílias atendidas". Márcia acrescenta ainda que com o lançamento de novas tecnologias, produtos e equipamentos mais adequados que facilitem a execução das atividades de diversos segmentos lançados no mercado de trabalho, foi o que estimulou criação da Feira para apresentar essas tecnologias não só para os horticultores de Brasil Novo, como também de toda a Região do Xingu, "a ideia é que através dessas ações de disseminação da tecnologia, o número de produção aumente", finaliza. Palestras sobre o serviço municipal de inspeção, manejo de pragas e doenças e a respeito de mercado de hortaliças na região do Xingu também foram apresentadas. Leia no site PDRS
  • A maior peça das turbinas de geração da Usina Hidrelétrica Belo Monte (PA - 11.233 MW) está a caminho de Vitória do Xingu (PA). Ela começou a ser transportada na madrugada da última terça-feira, 25 de novembro. Com 320 toneladas, peso equivalente ao de 320 carros populares, ela foi transportada em um caminhão especial com 32 eixos e 256 pneus. A roda da turbina Francis da Unidade Geradora Número 1 do Sítio Belo Monte, vai gerar energia a partir de março de 2016. O equipamento saiu da fábrica da Alstom em Taubaté (SP) para o Porto de Santos (SP), de onde seguirá, em navio, até Belém (PA). A última etapa será feita por balsa até a Estação de Transbordo de Cargas, em Vitória do Xingu, de onde será levado ao canteiro de obras da Casa de Força Principal da Usina que está sendo construída pela Norte Energia no rio Xingu. O transporte da peça, que tem cerca de oito metros de diâmetro e cinco metros de altura, deve durar três meses. A roda de turbina Francis despachada para Belo Monte é uma das maiores produzidas no mundo e a mais pesada que a Alstom já fabricou no Brasil. Ela começou a ser construída em julho de 2013, depois de passar por um processo de validação hidráulica. Os testes, com um modelo reduzido, foram feitos em um laboratório em Grenoble, na França. Em fevereiro de 2011, a Norte Energia assinou contrato com o Consórcio ELM, formado pela Alstom, Voith e Andritz, para o fornecimento de 14 dos 18 conjuntos turbina-gerador Francis de 620,4 MW da Casa de Força Principal. Leia na íntegra no portal Canal Energia
  • A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou a adequação das características técnicas dos reservatórios da hidrelétrica Belo Monte (PA-11.233 MW) ao previsto no projeto básico da usina. A decisão altera a cota mínima do reservatório da Calha do Rio Xingu de 96 metros para 97 metros, mantendo a cota máxima normal em 97m e o máximo maximorum em 97,5 m; e define a cota máxima do reservatório Intermediário em 97m, e a mínima em 94,77m. Segundo a Aneel, o Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica de Belo Monte contempla os dois reservatórios, mas os níveis mínimo e máximo não estão explicitados no contrato de concessão da usina. Essas informações serão incluídas agora, em termo aditivo a ser assinado pela concessionária. Localizada no rio Xingu, a usina terminou outubro com 64% das obras civis concluídas. Ao mesmo tempo, de acordo com a assessoria da Norte Energia, “avança o processo de montagem eletromecânica de unidades geradoras da casa de força principal (sítio Belo Monte, com capacidade instalada de 11 mil MW) e da casa de força complementar (sítio Pimental, com capacidade instalada de 233,1 MW).” A entrada em operação comercial está prevista para 2015 no sítio Pimental e para março de 2016 no sítio Belo Monte. Todas as 24 turbinas do empreendimento estarão em funcionamento  até janeiro de 2019. Leia na íntegra no portal Canal Energia
  • Profissionais qualificados estão deixando as suas cidades. O interior de 9 estados geraram, de janeiro a setembro, quase 413 mil vagas. A Sala de Emprego dessa segunda-feira (3) mostra que há muitas oportunidades de vagas no interior do Brasil e muita gente está deixando as capitais. Nos últimos anos, o perfil desse trabalhador mudou. Hoje quem deixa a cidade natal em busca de oportunidade são profissionais qualificados. As cidades do interior de nove estados geraram, de janeiro a setembro, quase 413 mil vagas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Esses estados são responsáveis por 70% das vagas de todo o Brasil: Bahia, Pará, Ceará, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. O PIB do interior cresceu 49% nos últimos dez anos, quase 10 pontos percentuais a mais que o dos grandes centros urbanos. Em 2013, o interior desses estados gerou 552.071 empregos. As principais áreas de contratação são indústria, construção, comércio e serviços. A tradicional agricultura ficou de fora no ano passado.    Sudeste Pesquisa feita por uma empresa de recrutamento com mais de quatro mil trabalhadores mostrou que 88,3% dos entrevistados aceitariam uma proposta para trabalhar no interior de São Paulo. Com mais de 2,6 milhões moradores e 20 municípios, a Região Metropolitana de Campinas foi escolhida por mais de 32% dos entrevistados. Entre os atrativos de Campinas estão a proximidade com a capital paulista, as boas universidades e um pólo industrial maior até do que de algumas capitais. Sozinha, a cidade responde por 15% de toda a produção científica do Brasil. A especialista em tecnologia da informação Andrea Alves não teve dúvida e trocou a capital pela vida no interior. A empresa em que ela trabalha tem hoje 40 vagas abertas. “Eu gastava uma hora do meu trabalho para minha casa e achava isso normal. Aqui no interior tenho chance de morar em uma casa. O mundo era mais confinado lá”, relata. Campinas tem dois parques tecnológicos que empregam 15 mil pessoas. Muitos são estudantes que se formaram na Unicamp. A maior fábrica de computadores do Brasil acabou de ser instalada na cidade e a empresa está procurando profissionais com experiência em desenvolvimento de software, gerenciamento de projetos e pesquisa, engenheiros de ciência e computação. Para alguns trabalhadores, as empresas instaladas no interior são vistas também como uma oportunidade de crescer na profissão e a chance de fazer um plano de carreira. Claudio saiu de São Paulo e chegou a uma indústria em Vinhedo, que tem mais de 350 empresas de médio e grande porte, só com ensino fundamental. Com ajuda do patrão, fez faculdade e hoje ocupa o cargo de gerente de logística. “Tem chance demais, to estudando para isso. Hoje São Paulo para mim é só para ir ver a família mesmo”. Nordeste No Nordeste, o destaque é São Gonçalo do Amarante, no interior do Ceará. O Porto do Pecém atraiu muitas empresas para a cidade. Nos últimos quatro anos, 21,8 mil pessoas foram contratadas com carteira assinada, o que representa quase metade da população da cidade, que, antes, só recebia visitantes durante a alta estação. O gerente de operações Rogério Ribeiro controla a entrada das mercadorias que vêm de outros países para o porto. Por ele passam 50 contêineres por dia e 1,2 mil caminhões por mês. "Essa é uma área que cresce muito, tem empregos de qualidade, bons salários e benefícios", afirma. As obras da companhia siderúrgica que está sendo instalada no local já geraram 10 mil empregos. São operários da construção civil até engenheiros super especializados. No ano que vem, a empresa deve abrir mais sete mil vagas. "Nós já estamos providenciando o transfer de mudança das pessoas e outros atrativos que nós vamos compensar um pouco para pessoa vir trabalhar conosco”, afirma Júlio Castro, gerente de RH. Os salários são bons. Um soldador, por exemplo, chega a ganhar R$ 1,6 mil por mês. Cargos de gerência oferecem até R$ 12 mil por mês. "A remuneração está acima da média que é paga em outros mercados. Isso acaba atraindo profissionais de vários estados, de várias capitais, por conta até mesmo da qualidade de vida”, diz Antenor Tenório, diretor do SINE/IDT. Norte Três cidades do interior do Pará estão gerando mais vagas do que toda a Região Metropolitana de Belém. Desde o início da construção de Belo Monte, em 2011, os empregos se multiplicam. De janeiro a agosto, o município do sudoeste paraense gerou mais de 34 mil postos de trabalho. Segundo o Dieese, a oferta de emprego no interior do Pará está em alta há pelo menos três anos. Em 2013, a região chegou a superar a Grande Belém na geração de postos de trabalho. Das 400 mil vagas abertas em todo o estado, 250 mil foram preenchidas fora da Região Metropolitana. Apenas três municípios - Altamira, Parauapebas e Marabá – concentraram 40% das contratações. Nessas três cidades há grandes projetos nas áreas de mineração, energia e portuária, que somados aos setores de comércio e de serviços, abriram de janeiro a setembro deste ano 70 mil vagas para todos os níveis de qualificação profissional. Destas vagas, oito mil estão só nas obras de Belo Monte. O engenheiro civil Caio Pacheco Torres se formou na Universidade de São Paulo e conquistou o seu primeiro emprego em Belo Monte, onde recebe um salário líquido de mais de R$ 6 mil: "Acho que para sair da universidade nós buscamos desafios e aqui todo dia tem grandes. Você se sente motivado mesmo". Sul A cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, se transformou em uma importante cidade universitária e é a terceira cidade exportadora de cérebros, título que recebeu do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), por causa do número de estudantes formados que saem da cidade para trabalhar em todo o Brasil. Santa Maria só fica atrás de São Paulo e do Rio de Janeiro. Ao todo, são sete instituições de ensino superior em uma cidade de apenas 300 mil habitantes. A maior delas é a Universidade Federal que tem um orçamento três vezes maior do que o município inteiro. São quase 30 mil alunos. Em 2013, Santa Maria foi a quarta cidade gaúcha que mais gerou emprego: 2,8 mil, principalmente na prestação de serviços. Centro-Oeste No interior de Mato Grosso do Sul, as duas cidades com mais vagas abertas são Dourados e Três Lagoas. Nos últimos seis anos, Três Lagoas se tornou um pólo para a instalação de indústrias de papel e celulose. As duas maiores empresas da região empregam juntas mais de sete mil trabalhadores. A localização estratégica, na divisa com o estado de São Paulo, foi definitiva para atrair novos investidores. A indústria aquece a contratação no campo. A produção de mudas é um dos setores que mais geram empregos. O auxiliar de serviços gerais Márcio Fernandes chegou do Nordeste há quatro meses para trabalhar em um viveiro de eucalipto: “Não tem muito serviço lá no Piauí, por isso eu vim pra cá. Aqui tem muita oportunidade, bem diferente do Piauí". A 450 quilômetros de Três Lagoas fica Dourados, a segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, região onde o agronegócio é o forte da economia. Na região estão instaladas 16 usinas de açúcar e álcool. Elas processam mais de 80% da cana de açúcar produzida em Mato Grosso do Sul e juntas empregam mais de 16 mil trabalhadores. A íntegra na página do Jornal Hoje
artigo > na midia
página 2 - 12











© Desenvolvido por santafédigital. Uma empresa do grupo santafé.