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  • "Ao contr√°rio de outros projetos na Amaz√īnia, em que o rio teve que se adequar aos reservat√≥rios, no projeto da Hidrel√©trica Belo Monte o reservat√≥rio se adequou ao Xingu," afirma, com convic√ß√£o, o ec√≥logo e limn√≥logo Jos√© Galizia Tundisi. Um dos principais hidr√≥logos do Pa√≠s e pesquisador com reconhecimento mundial, Tundisi √© bacharel em Hist√≥ria Natural, mestre em Oceanografia, doutor em Ci√™ncias, fundador do Instituto Internacional de Ecologia. Tundisi, que participou da elabora√ß√£o do EIA/Rima da UHE Belo Monte, hoje coordena a prepara√ß√£o dos relat√≥rios do Programa de Monitoramento Limnol√≥gico e de Qualidade da √Āgua do Xingu, a√ß√£o do Projeto B√°sico Ambiental (PBA) do empreendimento. Depois de analisar dados referentes a dois ciclos hidrol√≥gicos completos do rio, ele anuncia: "n√£o houve altera√ß√Ķes na estrutura e na qualidade da √°gua do Xingu. N√£o foram observadas mudan√ßas na vida aqu√°tica. Tamb√©m n√£o houve implica√ß√Ķes para as esp√©cies de peixe da regi√£o". E o futuro? "O projeto de Belo Monte n√£o √© formado por um reservat√≥rio cl√°ssico. O tempo de reten√ß√£o da √°gua √© pequeno, de cinco dias. Quanto mais baixo o tempo, melhor a qualidade da √°gua." E h√° outros componentes que ajudam a assegurar a qualidade da √°gua hoje e no futuro. ‚ÄúO projeto de engenharia desenvolvido manteve a conectividade dos tribut√°rios (rios, igarap√©s) do Xingu, o que ajuda a manter as vaz√Ķes √† jusante (rio abaixo)." Tundisi destaca outras a√ß√Ķes desenvolvidas pela Norte Enegia que contribuem para consolidar este cen√°rio de preserva√ß√£o. As principais s√£o a instala√ß√£o do sistema de saneamento b√°sico em Altamira e a recomposi√ß√£o das √°reas hoje ocupadas por palafitas nos igarap√©s na cidade, com a transfer√™ncia de fam√≠lias para novos bairros com infraestrutura completa. "Estive em 40 pa√≠ses e n√£o vi situa√ß√£o de amea√ßa t√£o grave √† sa√ļde p√ļblica como a da √°rea dos igarap√©s em Altamira", afirmou o especialista. O impacto da recupera√ß√£o dessas √°reas e do tratamento das cargas de esgoto foram dimensionados por meio de um processo conhecido como Modelagem Matem√°tica para Qualidade da √Āgua. "A modelagem matem√°tica permite antecipar qual ser√° o comportamento da qualidade da √°gua na regi√£o do empreendimento antes dele ser implantado em sua totalidade", explica Gilberto Veronese, superintendente do Meio F√≠sico e Bi√≥tico da Norte Energia. O modelo permitiu, por exemplo, calcular quanta vegeta√ß√£o dever√° ser removida para garantir a qualidade da √°gua na √°rea dos reservat√≥rios da Hidrel√©trica. A Norte Energia monitora a qualidade da √°gua do Xingu desde 2011. "Os monitoramentos v√£o continuar, no m√≠nimo, at√© 2024", explica Maria de Lourdes K√ľller, gerente do Meio F√≠sico da Empresa.
  • Eles s√£o min√ļsculos, mas materializam um avan√ßo sem precedentes para o conhecimento cient√≠fico da fauna aqu√°tica da regi√£o do Xingu. Este √© o principal significado do nascimento de 14 Acaris Zebra (Hypancistrus zebra) no laborat√≥rio do Centro de Estudos Ambientais (CEA) da Norte Energia, em Vit√≥ria do Xingu (PA). ‚ÄúS√£o os primeiros filhotes desta esp√©cie reproduzidos em cativeiro no Brasil em laborat√≥rio legalmente autorizado‚ÄĚ, explica o gerente do Meio Bi√≥tico da Diretoria Socioambiental da Norte Energia, Laurenz Pinder. O nascimento dos beb√™s Acari Zebra ocorreu dez meses depois de a Norte Energia instalar o¬†Laborat√≥rio de Aquicultura e Peixe Ornamental no CEA para desenvolver t√©cnicas de reprodu√ß√£o desta esp√©cie t√≠pica da Volta Grande do Xingu. O Acari Zebra √© um peixe amea√ßado de extin√ß√£o pela captura predat√≥ria motivada por altos pre√ßos pagos no mercado de peixes ornamentais. ‚ÄúO sucesso do projeto assegura a conserva√ß√£o do patrim√īnio gen√©tico deste peixe e cria novas possibilidades para a reprodu√ß√£o em cativeiro de outras esp√©cies de Acari‚ÄĚ, comemora Laurenz.A reprodu√ß√£o em cativeiro est√° inserida na segunda etapa do Projeto de Aquicultura de Peixes Ornamentais, desenvolvido pela Norte Energia como parte do Projeto B√°sico Ambiental (PBA) da Usina Hidrel√©trica Belo Monte. A primeira foi direcionada ao desenvolvimento de ambientes adequados para manter o bem-estar os peixes em aqu√°rios e a identifica√ß√£o de casais. Agora, o trabalho tamb√©m ser√° dedicado a acompanhar o desenvolvimento dos filhotes rec√©m-nascidos. Al√©m de minimizar a press√£o sobre os estoques destes peixes e contribuir para a preserva√ß√£o da esp√©cie, os estudos realizados no laborat√≥rio instalado no CEA contribuem para o desenvolvimento de tecnologias de cultivo acess√≠veis para os pescadores artesanais. Esta a√ß√£o tem como objetivo a estrutura√ß√£o de uma cadeia produtiva de peixes ornamentais na regi√£o do Xingu, o que tamb√©m est√° previsto no Acordo de Coopera√ß√£o T√©cnico firmado pela Norte Energia com o Minist√©rio da Pesca e Aquicultura em mar√ßo deste ano. Um dos projetos do acordo √© a instala√ß√£o em Altamira do Centro Integrado de Pesca Artesanal, com √°reas de beneficiamento, f√°brica de gelo, mercado e √°rea de aqu√°rios onde ser√£o produzidos e comercializados peixes ornamentais. A Norte Energia atua em outras frentes para fortalecer a atividade. Em julho, come√ßou a construir, no campus da Universidade Federal do Par√° (UFPA) de Altamira, um laborat√≥rio de aquicultura de peixes ornamentais. Quando conclu√≠do, ele vai reunir todos os trabalhos que hoje s√£o realizados no CEA e no Instituto Federal do Par√° (IFPA) campus Castanhal.¬†No final de julho, a Empresa tamb√©m entregou √† UFPA o Laborat√≥rio de Ictiologia, que abrigar√° uma cole√ß√£o de cerca de 30 mil peixes e concentrar√° o trabalho cient√≠fico de pesquisadores sobre a fauna aqu√°tica da regi√£o da Transamaz√īnica.
  • O Centro de Estudos Ambientais (CEA), em Vit√≥ria do Xingu (PA), materializa o compromisso da Norte Energia com o meio ambiente na regi√£o do Xingu onde est√° sendo constru√≠da a Usina Hidrel√©trica Belo Monte. O CEA √© o cora√ß√£o do Programa de Resgate da Fauna e Flora do Projeto B√°sico Ambiental (PBA) da Usina.Desde o in√≠cio dos trabalhos, em 2011, foram muitas conquistas. Entre elas, a localiza√ß√£o de exemplares de pau-cravo, √°rvore que chegou a ser considerada extinta na regi√£o devido √† intensa explora√ß√£o nos √ļltimos anos. Hoje, o Centro monitora mais de 20 exemplares de pau-cravo e estuda t√©cnicas que possam garantir o sucesso da germina√ß√£o das sementes coletadas. O CEA √© o ponto de passagem para esp√©cies como o gavi√£o-real, ave de rapina s√≠mbolo da Amaz√īnia. Em junho, uma f√™mea da esp√©cie permaneceu 16 dias sob os cuidados de t√©cnicos e veterin√°rios do Centro antes de ser devolvida √† natureza. L√° tamb√©m funciona o Laborat√≥rio de Aquicultura e Peixe Ornamental, projeto que estuda a reprodu√ß√£o em cativeiro do Acari Zebra, peixe amea√ßado de extin√ß√£o t√≠pico da regi√£o do Xingu.Em tr√™s anos, o trabalho do CEA ajudou a desmistificar progn√≥sticos sem nenhuma base cient√≠fica que apontavam a UHE Belo Monte como fonte de degrada√ß√£o e de perda da rica biodiversidade da regi√£o do Xingu. A Hidrel√©trica tornou-se refer√™ncia de projetos de preserva√ß√£o da fauna e flora e da produ√ß√£o de conhecimento cient√≠fico. Este √© mais um dos legados dos quatro anos da Norte Energia.
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  • O suor farto que escorria do rosto do escalador e especialista em rapel Olivier Jaudoin dava uma mostra do esfor√ßo para manter imobilizado sobre a mesa uma ave de rapina de seis quilos e garras poderosas. Ao mesmo tempo, a bi√≥loga Helena Aguiar, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz√īnia (Inpa), empreendia um ritmo fren√©tico para coletar material para estudos comparativos e gen√©ticos. ‚ÄúEle √© muito forte‚ÄĚ, repetia Olivier. O trabalho, realizado com o apoio de t√©cnicos do Centro de Estudos Ambientais (CEA) da Norte Energia, durou cerca de uma hora. E foi a √ļltima etapa da passagem pelo CEA de um h√≥spede inusitado: um gavi√£o-Real de seis quilos e 2,08 metros de envergadura de asa a asa, encontrado no dia 19 de junho em uma √°rea de prospec√ß√£o da mineradora Belo Sun na margem direita do rio Xingu, no munic√≠pio de Senador Jos√© Porf√≠rio. ‚Äú√Č uma f√™mea adulta‚ÄĚ, explicou Helena.Em meio ao ritmo fren√©tico de trabalho, a m√©dica veterin√°ria do CEA Vivian Scalon Peres, lembrava que o gavi√£o-Real significava uma esp√©cie de boas vindas. Ela acabara de chegar √† base de resgate da Norte Energia quando recebeu um chamado para realizar o atendimento a um animal que viera da outra margem do rio Xingu. ‚ÄúMeu primeiro atendimento, um gavi√£o-Real‚ÄĚ, exclamava Vivian. Os cuidados no CEA asseguraram a plena recupera√ß√£o da ave e sua devolu√ß√£o √† natureza. Em uma opera√ß√£o que combinou uma hora de navega√ß√£o pelo rio Xingu e 15 minutos de transporte terrestre, ela voltou ao local foi encontrada e recobrou a liberdade com uma nova miss√£o: contribuir para a ci√™ncia. A ave de rapina, agora, carrega um radiotransmissor com GPS que vai ajudar a identificar sua √°rea de a√ß√£o. Helena e Olivier t√™m algo maior em mente: localizar o ninho da ave para inclu√≠-lo a lista de locais monitorados pelo Inpa. Com a etapa de soltura conclu√≠da, Helena n√£o escondeu a alegria. ‚ÄúDeu tudo certo‚ÄĚ, comemorou. ‚ÄúA equipe (do CEA) realizou um trabalho excelente‚ÄĚ, ressaltou Olivier. Veja tamb√©m:¬†Gavi√£o-real √© devolvido √† natureza na regi√£o do Xingu
  • A estudante Steyla Bruno, 14 anos, cumpriu um compromisso com a preserva√ß√£o do meio ambiente na manh√£ do √ļltimo s√°bado (07/06). Das 7h √†s 12h, ela e um grupo a mais de 300 pessoas retiraram cerca de dez toneladas de lixo das margens dos igarap√©s Altamira e Amb√©, que cortam a cidade de Altamira (PA). No fim do trabalho, ela resumiu os ensinamentos do dia: ‚ÄúS√≥ assim a gente percebe o quanto o rio est√° sendo afetado. Temos que conscientizar as pessoas que √© preciso parar de jogar lixo no rio‚ÄĚ. Steyla participou da 12¬™ campanha ‚ÄúRio Limpo, Povo Sadio‚ÄĚ, realizada pela Prelazia do Xingu com o apoio da Norte Energia, Irm√£os La Salle, Ex√©rcito, Bombeiros, Pol√≠cia Militar, Cooperativas dos Catadores de Lixo da Volta Grande do Xingu, Recicle, Grupo de Escoteiros Ubirajara, escolas p√ļblicas e Prefeitura de Altamira. A Norte Energia, empresa respons√°vel pela constru√ß√£o e opera√ß√£o da Usina Hidrel√©trica Belo Monte, cedeu dois caminh√Ķes e uma voadeira para refor√ßar a a√ß√£o. A professora Adelita da Silva Rodrigues, 66 anos, participou pela primeira vez da campanha. Ela tomou a decis√£o de integrar o mutir√£o depois de fazer o curso de Forma√ß√£o de Educadores Ambientais Populares para o Ensino N√£o Formal, uma a√ß√£o do Programa de Educa√ß√£o Ambiental (PEA) do Projeto B√°sico Ambiental (PBA) da UHE Belo Monte. ‚ÄúAchei muito bom. √Č importante conscientizar a popula√ß√£o‚ÄĚ, afirmou a professora. Idealizador e coordenador da campanha, Pompeu Caldas, funcion√°rio da Prelazia do Xingu, lembrou que, desde 2008, j√° foram retiradas mais de 120 toneladas de lixo dos igarap√©s de Altamira e do rio Xingu. ‚ÄúAs pessoas est√£o se conscientizando cada vez mais, mas ainda jogam muito lixo no rio‚ÄĚ, lamentou. Caldas lembrou que a campanha √© realizada duas vezes por ano, no inverno e no ver√£o.
  • A Norte Energia, respons√°vel pela constru√ß√£o e opera√ß√£o da Usina Hidrel√©trica Belo Monte, projeto exemplar na gera√ß√£o de energia limpa e renov√°vel, tem sua atua√ß√£o na regi√£o do Rio Xingu delineada pela Pol√≠tica de Gest√£o Ambiental aprovada em 2012. A gest√£o ambiental tem como principais premissas a atua√ß√£o transparente e √©tica, a conserva√ß√£o dos recursos naturais e a prote√ß√£o dos recursos hist√≥ricos e culturais. As a√ß√Ķes desenvolvidas pela Norte Energia nesta √°rea fazem parte do processo de Licenciamento Ambiental da UHE Belo Monte expedido pelo Ibama. Saiba mais aqui.
  • O S√£o Joaquim, um dos cinco novos bairros que est√£o sendo constru√≠dos pela Norte Energia em Altamira como parte das condicionantes da Usina Hidrel√©trica Belo Monte, j√° conta com um espa√ßo espec√≠fico para estimular o respeito ao meio ambiente. Nesta segunda-feira (19/5), a Norte Energia inaugurou o N√ļcleo de Educa√ß√£o Ambiental do Xingu (Nucleax). ‚ÄúCom este N√ļcleo, os moradores poder√£o aprender uma nova forma de lidar com a sua casa, a sua rua, o seu ambiente. Uma forma sustent√°vel, com mais sa√ļde e qualidade de vida‚ÄĚ, explicou a superintendente de Assuntos Socioecon√īmicos da Norte Energia, Cassandra Molisani.¬†A inaugura√ß√£o do Nucleax contou com a presen√ßa de fam√≠lias j√° transferidas para o bairro. ‚ÄúDesejo que todos tenham f√© e n√£o desistam do trabalho que est√£o fazendo por n√≥s‚ÄĚ, pediu Francisco Jailton. ‚ÄúDisseram que as casas n√£o prestavam, mas elas s√£o boas. Estamos muito satisfeitos. E a vista √© muito bonita‚ÄĚ, comentou Ant√īnio Gomes.No novo bairro, a Norte Energia instalou uma unidade de sa√ļde tempor√°ria para atendimento m√©dico b√°sico, como pr√©-natal, vacina√ß√£o e preven√ß√£o a doen√ßas como diabetes, hipertens√£o, c√Ęncer de mama e c√Ęncer do colo do √ļtero. H√° tamb√©m um Plant√£o Social para atender as fam√≠lias. A empresa oferece ainda transporte escolar para alunos do bairro que estudam na rede p√ļblica de ensino. Esses servi√ßos s√£o ofertados pela Norte Energia tamb√©m no bairro Jatob√°.
  • A Usina Hidrel√©trica Belo Monte √© um projeto essencial para o desenvolvimento e para a qualidade de vida de todos os brasileiros. Vivendo um per√≠odo de crescimento cont√≠nuo, vemos aumentar o consumo de energia no Pa√≠s em propor√ß√Ķes constantes, e solu√ß√Ķes limpas e renov√°veis s√£o o nosso maior trunfo para continuar a garantir esse crescimento com o menor impacto poss√≠vel sobre o meio ambiente. Mas a UHE Belo Monte n√£o √© essencial somente pelo seu lado funcional e produtivo. Embora estrat√©gica para a garantia de nosso sistema energ√©tico, sua import√Ęncia vai al√©m. Belo Monte veio estabelecer novos par√Ęmetros para empreendimentos similares em todo o Brasil. Desde o processo de licenciamento ambiental at√© todas as a√ß√Ķes desenvolvidas pela Norte Energia, respons√°vel pela Usina, todos os procedimentos seguidos foram in√©ditos, constru√≠dos juntamente com √≥rg√£os como o IBAMA e a FUNAI, com poderes p√ļblicos locais, atendendo a planos de desenvolvimento regionais e estabelecendo di√°logo com as comunidades diretamente afetadas pela obra. Uma s√©rie de condicionantes ‚Äď projetos e programas socioambientais ‚Äď nasceu desse processo, e a UHE Belo Monte, para iniciar suas opera√ß√Ķes, est√° cumprindo todas elas por etapas, ao mesmo tempo em que ergue uma obra de grande porte que vai beneficiar 60 milh√Ķes de cidad√£os brasileiros. Esse modelo inovador de implanta√ß√£o da UHE Belo Monte j√° vem se tornando uma refer√™ncia para outras regi√Ķes, como pode ser visto em recomenda√ß√Ķes recentes do Minist√©rio P√ļblico Federal sobre obras no Pantanal sul-matogrossense. Em rela√ß√£o aos povos ind√≠genas da regi√£o, as a√ß√Ķes da Norte Energia se dirigem a 11 Terras Ind√≠genas e 01 √Ārea Ind√≠gena da regi√£o do Xingu. S√£o a√ß√Ķes que fazem parte do Projeto B√°sico Ambiental-Componente Ind√≠gena (PBA-CI), aprovado pela FUNAI em abril de 2013, sendo o primeiro realizado no √Ęmbito de um processo de licenciamento ambiental no Brasil. Na etapa de licen√ßa pr√©via, mais de 30 encontros foram realizados com comunidades ind√≠genas¬†da regi√£o. O respeito √†s popula√ß√Ķes locais foi, desde o in√≠cio, um dos maiores compromissos da Norte Energia. A maior prova disso foi a readequa√ß√£o do projeto original, que reduziu em 60% o seu reservat√≥rio (503 km¬≤, dos quais 228 km¬≤ correspondem ao leito do rio). Dessa forma, nenhum cent√≠metro de terras ind√≠genas ser√° alagado pela UHE Belo Monte. Vale ressaltar que essas a√ß√Ķes n√£o s√£o necessariamente reparadoras ‚Äď em quase todas, n√£o se trata de devolver algo que foi retirado da vida das comunidades ind√≠genas pelas obras da Usina. S√£o projetos de melhoria e desenvolvimento, baseados no respeito √† cultura e √†s atividades tradicionais desses brasileiros, e que suprem dificuldades e aus√™ncias hist√≥ricas nessas popula√ß√Ķes. Alguns exemplos? Entre 2010 e 2012, antes mesmo da aprova√ß√£o do PBA-CI, a Norte Energia estruturou o maior sistema de radiofonia da regi√£o. S√£o 41 esta√ß√Ķes que proporcionam comunica√ß√£o para 36 aldeias do Xingu. Antes deste servi√ßo, 11 dessas aldeias n√£o possu√≠am sistemas de comunica√ß√£o externa. A partir da aprova√ß√£o do PBA-CI, a Norte Energia passou a desenvolver a√ß√Ķes em setores como abastecimento de √°gua, infra-estrutura e agricultura. O processo de estrutura√ß√£o produtiva j√° resultou na implanta√ß√£o de 244 hectares de ro√ßas para a produ√ß√£o de alimentos em 33 aldeias de 11 Terras Ind√≠genas. Entre as a√ß√Ķes, houve a abertura e melhoria de ro√ßas, assist√™ncia t√©cnica e entrega de ferramentas, sementes e insumos agr√≠colas. Para al√©m do PBA, h√° ainda a constru√ß√£o de casas em madeira nas aldeias¬†‚Äď uma a√ß√£o acertada em acordo com lideran√ßas ind√≠genas. Ainda para as aldeias, est√£o previstas a constru√ß√£o de novas casas de farinha. repasse mensal de cotas de combust√≠vel para atividades tradicionais (ro√ßa, ca√ßa, pesca, atividades culturais...), repasse de material de pesca, apoio √† manuten√ß√£o de motores n√°uticos e geradores de energia, compra de diversos materiais como gerador de energia, ferramentas e outros. Uma nova etapa do programa tem como objetivo promover a seguran√ßa alimentar. Neste ano foram distribu√≠das nove mil mudas de √°rvores frut√≠feras, um trabalho acompanhado por t√©cnicos especializados. Por meio do PBA-CI, a Norte Energia tamb√©m vem assegurando acesso √† √°gua pot√°vel, perfurando po√ßos artesianos e criando sistemas de distribui√ß√£o. Oito dessas obras j√° est√£o conclu√≠das e outras 15 est√£o em andamento.J√° nos pr√≥ximos dias, ser√° conclu√≠da e entregue a Casa do √ćndio de Altamira (mais de 1.600m¬≤ de √°rea constru√≠da), fundamental para abrigar¬†ind√≠genas¬†em tr√Ęnsito. A Norte Energia assegurou o direito de ir e vir dos povos ind√≠genas ao construir um sistema de transposi√ß√£o para embarca√ß√Ķes de at√© 50 toneladas. O sistema assegura plena navegabilidade no rio Xingu entre a Volta Grande e a √°rea √† montante da barragem do S√≠tio Pimental, onde esta a barragem principal da UHE Belo Monte. Para o fortalecimento da FUNAI na regi√£o, a Norte Energia comprar√° camionetes, embarca√ß√Ķes, caminh√£o e √īnibus para deslocamentos. E ir√° tamb√©m construir 08 Unidades de Prote√ß√£o Territorial (UPT‚Äôs), sendo 06 Bases Operacionais e 02 Postos de Vigil√Ęncia. Um grande n√ļmero de a√ß√Ķes d√° continuidade ao PBA-CI, como a constru√ß√£o de escolas, postos de sa√ļde, avi√°rios, recupera√ß√£o de estradas de acesso a aldeias, implanta√ß√£o ou reforma e manuten√ß√£o de 11 pistas de pouso. Em parceria com outras inst√Ęncias, est√° previsto o apoio √† Elabora√ß√£o da Pol√≠tica Educacional do Territ√≥rio Etno-educacional do M√©dio Xingu, apoio √† elabora√ß√£o de materiais did√°ticos nas l√≠nguas¬†ind√≠genas e a execu√ß√£o de projetos de gera√ß√£o de renda. Essa s√©rie de programas e a√ß√Ķes -- e aqui foram listados apenas os que est√£o diretamente relacionados aos povos ind√≠genas ‚Äď nos permite afirmar que, apesar de uma campanha de comunica√ß√£o ruidosa e bem orquestrada, eivada de interesses internacionais hegem√īnicos, √© dif√≠cil contrariar a realidade. E esta nos mostra que a UHE Belo Monte √© um empreendimento plenamente adequado aos princ√≠pios de sustentabilidade, com baixo impacto socioambiental e grande alcance social.
  • Mais uma a√ß√£o que nega as d√ļvidas lan√ßadas sobre a responsabilidade s√≥cio-ambiental de Belo Monte est√° em curso. Como fazer com que peixes t√£o presentes na vida da popula√ß√£o local ‚Äď pirarara, tucunar√©, cachorra larga, entre outros ‚Äď continuem seu fluxo migrat√≥rio e seus processos de reprodu√ß√£o no rio Xingu ap√≥s o reservat√≥rio? Tudo se inicia com uma estrutura com tubula√ß√Ķes de 2,5 metros de di√Ęmetro, comportas e quatro difusores que criam turbul√™ncias na √°gua e atraem os peixes para um canal de transposi√ß√£o. Este, com 1200 metros de extens√£o, possui locais de descanso e cria um caminho de subida ao reservat√≥rio. Assim, garante-se os fluxos naturais e as trocas gen√©ticas das esp√©cies que est√£o √† montante e √† jusante do barramento. Esse sistema de transposi√ß√£o de peixes que j√° come√ßou a ser implantado vai garantir a preserva√ß√£o dos h√°bitos naturais das esp√©cies durante o funcionamento da Usina, garantindo o menor impacto poss√≠vel sobre a fauna local e sobre a atividade pesqueira. O sistema de transposi√ß√£o √© uma tecnologia adaptada ap√≥s anos de estudos e testes. Ele vem sendo discutido desde 2007, quando um grupo de trabalho iniciou a elabora√ß√£o do projeto. Uma maquete foi desenvolvida em Curitiba (PR) pelo Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec). ‚ÄúA movimenta√ß√£o de peixes ap√≥s o barramento do rio Xingu √© de extrema import√Ęncia para que essas esp√©cies completem seus ciclos de reprodu√ß√£o e est√£o em linha com os princ√≠pios de sustentabilidade sobre os quais s√£o fundamentadas as a√ß√Ķes socioambientais da UHE Belo Monte‚ÄĚ, afirma o superintende dos Meios F√≠sico e Bi√≥tico, da Norte Energia, Gilberto Veronese. Al√©m da preserva√ß√£o, o sistema ainda contar√° com mecanismos de monitoramento. Ou seja, ser√° uma oportunidade in√©dita de ampliar o conhecimento que temos sobre as rotas migrat√≥rias dessas esp√©cies. -- Voc√™ tamb√©m pode se interessar por: Peixes ornamentais s√£o reproduzidos em cativeiro na regi√£o do Xingu Norte Energia usa tecnologia de ponta para monitorar migra√ß√£o de peixes Para melhorar a vida de quem vive da pesca no Xingu
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