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  • Mito: As hidrel√©tricas emitem quantidade significativa de di√≥xido de carbono. Verdade. Voc√™s j√° devem ter lido, entre os protestos contra a constru√ß√£o de hidrel√©tricas, argumentos que contestam o r√≥tulo de energia limpa dessas usinas, alegando a emiss√£o de di√≥xido de carbono. Pois bem, o¬†¬†estudo Balan√ßo de Carbono em Reservat√≥rios (Balcar), feito entre 2011 e 2013 por empresas do grupo Eletrobras e dez institui√ß√Ķes de pesquisa brasileiras, analisou 11 usinas hidrel√©tricas e apurou que "a maior parte das hidrel√©tricas brasileiras emite muito pouco di√≥xido de carbono, em propor√ß√£o muito menor do que qualquer usina t√©rmica, por melhor que ela seja. E alguns reservat√≥rios mostraram que absorvem carbono", conforme palavras da chefe da Divis√£o de Estudos e Planejamento Ambiental da Eletrobras, Maria Luiza Milazzo. O estudo salientou que Funil, na regi√£o Sudeste, e da nordestina Xing√≥ chegam a absorver os¬†gases respons√°veis pela emiss√£o do efeito estufa da atmosfera. Foram feitos quatro levantamentos de campo, um em cada esta√ß√£o do ano. nas usinas de¬†Balbina, Tucuru√≠, Itaipu, Serra da Mesa, Xing√≥, Tr√™s Marias, Funil e Segredo (todas em opera√ß√£o) e tr√™s em constru√ß√£o - Santo Ant√īnio,¬†Belo Monte¬†e Batalha. Foram coletados dados sobre emiss√Ķes de di√≥xido de carbono, √≥xido nitroso e metano. Milazzo ressaltou que¬†o Estudo Balcar mostra que as usinas hidrel√©tricas tendem a absorver gases poluentes da atmosfera. "Itaipu, por exemplo, √© uma hidrel√©trica que tem quase nada de emiss√£o". E completou: "Por isso √© que a hidrel√©trica ainda √© t√£o vantajosa em rela√ß√£o a outro tipo de energia que a gente precisa para alimentar o setor el√©trico do nosso pa√≠s". Ou seja,¬†as hidrel√©tricas s√£o nossa melhor op√ß√£o de energia limpa e ainda combatem as mudan√ßas clim√°ticas. "A matriz energ√©tica do setor el√©trico brasileiro √© muito limpa devido ao grande n√ļmero de hidrel√©tricas que n√≥s temos. Se a gente fosse usar outro tipo de fonte, ela seria muito mais poluente, seja g√°s, carv√£o, √≥leo, diesel ou qualquer outro tipo de combust√≠vel f√≥ssil. Seria muito maior a emiss√£o".
  • A ‚Äú√Ārvore de Natal Ecol√≥gica‚ÄĚ confeccionada pelos moradores com mais de duas mil garrafas pets deixou o novo bairro Jatob√° mais bonito e em clima de Natal. A decora√ß√£o √© resultado das oficinas de constru√ß√£o das pe√ßas natalinas sustent√°veis, realizada pelo N√ļcleo de Educa√ß√£o Ambiental do Xingu (Nucleax), criado pelo Projeto B√°sico Ambiental da UHE Belo Monte. ‚ÄúAchei muito bonito e, mesmo meio adoentada, eu vim¬†aqui ajudar¬†todos os dias. Sou mobilizadora e estou muito feliz em poder dizer que ajudei a fazer essa obra de arte‚ÄĚ, disse a moradora Joana Gomes, 50 anos.Maria Am√©lia, 60 anos, tamb√©m estava orgulhosa. ‚ÄúFazer trabalhos manuais, de arte, me deixa muito contente. √Č claro que estou muito feliz com o resultado, ficou lindo‚ÄĚ. As mulheres do bairro¬†dedicaram¬†mais de¬†dois meses de um trabalho paciente para coletar as garrafas em casas¬†e estabelecimentos comerciais,¬†e aprender as t√©cnicas para reaproveit√°-las at√© que dessem forma n√£o apenas √† √°rvore, mas tamb√©m√†s¬†flores, velas e bolas natalinas de tamanho gigante. Para incentivar a coleta de material, cada dez pets doadas valia um cupom para participar do sorteio de¬†cestas natalinas. A¬†professora¬†da oficina, a artes√£ Marilene da Costa, contou sobre a satisfa√ß√£o de repassar¬†parte de seu¬†conhecimento:¬†‚ÄúFa√ßo arte com materiais como sementes e papel√£o. Fico muito feliz de ver a felicidade delas e a surpresa dos moradores depois que tudo est√° pronto. Exige esfor√ßo, mas √© uma recompensa grande depois que se conclui e as pessoas aprendem e percebem que podem fazer coisas bonitas com materiais que, normalmente, iriam para o lixo‚ÄĚ.
  • Mais uma vez em visita de trabalho a Bel√©m, como conferencista convidado do 42¬ļ Encontro Ruralista do Par√°, o climatologista Luiz Carlos Molion, bem ao seu estilo, n√£o usou de meias palavras ao criticar a corrente de ambientalistas considerados radicais. Professor e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas e representante dos pa√≠ses da Am√©rica do Sul na Comiss√£o de Climatologia da Organiza√ß√£o Meteorol√≥gica Mundial, Luiz Carlos Molion diz que h√° muita "falsa ci√™ncia" na teoria que procura associar o desmatamento da Amaz√īnia e a seca que, este ano, castigou duramente a regi√£o Sudeste do Brasil. O pesquisador, que ganhou notoriedade dentro e fora do Brasil por suas posi√ß√Ķes desassombradas em rela√ß√£o a quest√Ķes pol√™micas como desmatamento, climatologia e hidrologia na Amaz√īnia, causas prov√°veis e previsibilidade das secas do Nordeste e as chamadas mudan√ßas clim√°ticas globais, diz que j√° houve, nas d√©cadas de 1930 e de 1960, secas ainda mais severas no Sudeste do pa√≠s. E naquela √©poca, alfinetou, o desmatamento da Amaz√īnia era praticamente nenhum. Luiz Carlos Molion diz que as den√ļncias sobre desmatamento e outras formas de press√£o para inviabilizar grandes projetos de infraestrutura econ√īmica, sobretudo na Amaz√īnia, s√£o parte de um movimento planejado e articulado pelos pa√≠ses ricos para criar obst√°culos e, se poss√≠vel, impedir o desenvolvimento do Brasil e particularmente de sua regi√£o Norte. "N√£o √© teoria da conspira√ß√£o. O que h√° √© uma interfer√™ncia inaceit√°vel em assuntos internos do Brasil, e infelizmente o governo brasileiro tem se submetido a essas press√Ķes", disse ele ao DI√ĀRIO DO PAR√Ā, em entrevista cedida durante sua passagem por Bel√©m. Confira: P: A seca no Sudeste do pa√≠s √© consequ√™ncia do desmatamento da Amaz√īnia, como sugerem alguns, ou √© um fen√īmeno natural, de natureza c√≠clica? R: √Č um fen√īmeno c√≠clico, natural. N√≥s temos um demonstrativo que mostra o gr√°fico da Esta√ß√£o da Luz, em S√£o Paulo, contendo dados de chuva desde que os ingleses come√ßaram a constru√≠-la, em 1888. Nesse estudo, fica claro que houve um per√≠odo seco na d√©cada de 1920 e um per√≠odo extremamente seco no in√≠cio da d√©cada de 1930, at√© 1936, e mais recentemente em 1963, 1968 e 1969, mais seco do que agora. Esses eventos s√£o c√≠clicos, pois h√° uma repetitividade a√≠ na faixa de aproximadamente 50 anos, 60 anos. Eu pergunto a voc√™: qual era o desmatamento da Amaz√īnia na d√©cada de 1930? Nenhum. Ent√£o o que h√° √© uma confus√£o de pessoas que se dizem cientistas, mas que n√£o usam a metodologia cient√≠fica com o objetivo de possivelmente sensibilizar os leigos. Diz-se, por exemplo, que a floresta como um todo coloca na atmosfera vinte trilh√Ķes de litros de √°gua por dia. Mas o ponto √© seguinte: de onde a √°rvore tira a √°gua? Ela tira do solo. E a √°gua que est√° no solo, vem de onde? Vem da chuva. Ent√£o, o m√°ximo que uma √°rvore faz, ou a floresta faz, √© retardar possivelmente por alguns dias a reciclagem dessa √°gua. P: Mas a floresta n√£o √© a principal respons√°vel pela umidade da regi√£o? R: A grande fonte de umidade para a Amaz√īnia, o Centro-Oeste e o Sudeste √© o Oceano Atl√Ęntico Norte. Temos um oceano quente, com temperatura m√©dia da √°gua de 28 a 29 graus cent√≠grados. A √°gua evapora e os ventos trazem o vapor. E como a floresta √© rugosa, ela √© √°spera para o escoamento do vento, ela produz turbul√™ncia vertical e intensifica a chuva. Essa chuva cai e as √°rvores utilizam a √°gua. De 98 a 99% da √°gua que uma √°rvore consome √© simplesmente para manter a temperatura das folhas abaixo de 34, 35 graus, evitando assim que o tecido seja danificado. Ela simplesmente incorpora a √°gua. Voc√™ n√£o v√™ √°rvore gordinha, cheia de √°gua. Ela simplesmente usa essa √°gua para a chamada evapotranspira√ß√£o, que funciona como o suor da gente, que √© produzido pelo organismo para refrigerar a pele. √Č o que faz tamb√©m a planta. Ela usa 98%, 99% da sua √°gua para manter a temperatura, s√≥ isso. Se, numa hip√≥tese absurda, n√≥s acab√°ssemos com toda a floresta amaz√īnica, na realidade o vento se aceleraria e levaria mais chuvas para o Sudeste e o Centro-Oeste, ao contr√°rio do que hoje se afirma. Ou seja: um desmatamento de grandes propor√ß√Ķes deixaria de reter e retirar √°gua aqui e levaria essa √°gua mais diretamente para o Sul e o Sudeste. P: Quais s√£o as expectativas da comunidade cient√≠fica em rela√ß√£o √† quest√£o ambiental e √† Amaz√īnia? R: Sou de opini√£o que os cuidados exagerados, baseados em falsa ci√™ncia, no que se refere ao meio ambiente e ao clima, v√£o continuar. J√° existe um documento para ser levado √† reuni√£o de Paris, no ano que vem, e no qual o Brasil vai se comprometer com novas metas de redu√ß√£o de emiss√£o de carbono. S√≥ que n√≥s, claro, vamos ter que usar termel√©tricas, porque est√° chovendo pouco e a tend√™ncia, para esses pr√≥ximos anos, possivelmente at√© o ano 2025 a 2030, √© que n√≥s vamos ter menos chuvas. Menos chuvas significa menos hidroeletricidade, e portanto as termel√©tricas v√£o ter que funcionar. Ent√£o n√≥s vamos emitir de qualquer forma mais carbono em fun√ß√£o da queima de combust√≠veis f√≥sseis. Mas o alvo √© reduzir o desmatamento, e reduzir o desmatamento no sentido de que se evite a expans√£o da √°rea agr√≠cola. A press√£o em cima do setor agropecu√°rio vai continuar firme baseada numa falsa ci√™ncia, infelizmente. E h√° o comprometimento do pa√≠s, porque o ministro Luiz Alberto Figueiredo Machado vem do Minist√©rio do Meio Ambiente. Ent√£o ele √©, vamos dizer assim, um fan√°tico, um ativista, e n√£o pode um indiv√≠duo desses ser ministro das Rela√ß√Ķes Exteriores. Espero que ele n√£o continue, porque se continuar certamente a situa√ß√£o vai ficar muito pior internamente. P: O senhor prev√™ redu√ß√£o das chuvas. Isso vai acontecer tamb√©m na Amaz√īnia? R: A regi√£o amaz√īnica √© mais complexa. Quer dizer, aplica-se mais para o Centro-Oeste e para o Sudeste. √Č nessas regi√Ķes que n√≥s devemos verificar uma redu√ß√£o da ordem de dez a vinte por cento no total pluviom√©trico. Aqui na Amaz√īnia √© muito mais complicado, porque as pessoas tendem a considerar o clima amaz√īnico como se fosse um s√≥, e na realidade n√£o √©. Temos uns mapas que fizemos alguns anos atr√°s, alertando para isso, quando houve essa virada na temperatura do Pac√≠fico. Porque o Pac√≠fico √© um grande comandante no clima global. Somados todos os continentes juntos, o total d√° 29% da superf√≠cie terrestre, enquanto o Pac√≠fico sozinho ocupa 33%. Ent√£o, ele √© maior que todos os continentes juntos. E quando houve essa virada, em 1998/99, n√≥s alert√°vamos para esse aspecto de que est√°vamos voltando para um clima semelhante ao per√≠odo de 1946 a 1976. E o que ocorria nesse per√≠odo era que no lado leste do Par√° passou a chover menos, naquele per√≠odo de 1946 a 1976, enquanto o lado oeste do Par√° choveu mais. E isso se d√° pelo fato de que as frentes frias ficam bloqueadas numa posi√ß√£o que permite mais chuvas do lado oeste do Par√°. E no leste, na fronteira com o Maranh√£o, h√° em toda essa faixa uma redu√ß√£o bastante expressiva. P: A mesma press√£o que se faz na Amaz√īnia contra o desmatamento se faz tamb√©m contra a constru√ß√£o de hidrel√©tricas, porto e hidrovias. Isso √© s√≥ coincid√™ncia ou pode sugerir um movimento articulado? R: Tudo isso faz parte de um movimento planejado pelos pa√≠ses ricos. Porque, se voc√™ olhar o G7, os mais desenvolvidos do mundo, voc√™ vai notar que, √† exce√ß√£o dos Estados Unidos, eles n√£o t√™m recursos naturais dispon√≠veis, renov√°veis ou n√£o. Inglaterra, Jap√£o, Alemanha, Fran√ßa, nenhum deles conta com recursos naturais. E, olhando os dados do passado, podemos intuir que, como n√≥s vamos passar por um per√≠odo de redu√ß√£o das chuvas, da mesma forma eles v√£o passar por um per√≠odo mais frio, v√£o ter invernos mais rigorosos, o que significa tamb√©m que v√£o ter frustra√ß√Ķes de safras. Em fun√ß√£o disso, eles sabem que √© importante segurar o Brasil e particularmente a regi√£o tropical. Porque aqui em Santar√©m, por exemplo, pode ter tr√™s safras de soja por ano, se voc√™ quiser. Ent√£o eles t√™m essa preocupa√ß√£o de impedir que o Brasil se desenvolva. P: Essa preocupa√ß√£o se estende aos projetos de infraestrutura econ√īmica na Amaz√īnia? R: Sem d√ļvida, e sobre isso eu te dou um exemplo. Qual √© a maneira mais limpa de voc√™ gerar energia em grandes quantidades? √Č pela constru√ß√£o e opera√ß√£o de¬†hidrel√©tricas, mas¬†hidrel√©tricas¬†com reservat√≥rios. No Brasil, por√©m, h√° uma press√£o grande e o governo cede. Principalmente na queda do planalto para a plan√≠cie, voc√™ tem a√≠ um potencial fant√°stico em tr√™s grandes rios -- o Tocantins, o Xingu e o Tapaj√≥s. No entanto, essas hidrel√©tricas ou n√£o saem do papel ou s√£o constru√≠das com capacidade muito inferior ao seu potencial, como est√° acontecendo agora com¬†Belo Monte. Para barrar o desenvolvimento do Brasil, o que eles fazem? Inventam essa hist√≥ria do desmatamento e empregam outras formas de press√£o, utilizando grupos ambientalistas patrocinados pelos pa√≠ses desenvolvidos. Isso est√° comprovado. Eu tenho relatos de que a Ag√™ncia Canadense de Desenvolvimento Internacional (Cida, na sigla em ingl√™s) mant√©m ONGs no Brasil, repassando dinheiro inclusive para √≠ndios daqui. O cacique Paulinho Paiakan, por exemplo, recebeu um avi√£o do Canad√°. H√° quem procure desqualificar essas den√ļncias, afirmando que tudo n√£o passa de teoria da conspira√ß√£o. Seria menos ruim se fosse apenas isso, mas n√£o √© mera teoria. O fato √© que h√° uma interfer√™ncia grande nos assuntos internos do Brasil e h√° uma submiss√£o inaceit√°vel do governo brasileiro. H√° um ass√©dio permanente sobre os projetos de desenvolvimento, sobretudo na Amaz√īnia, e nesses √ļltimos anos tem aumentado ainda mais. O Brasil, lamentavelmente, se submete a essas press√Ķes internacionais que s√≥ t√™m esse objetivo: embara√ßar e, se poss√≠vel, impedir o nosso desenvolvimento. (Di√°rio do Par√°) Leia a vers√£o original aqui.¬†  
  • Para que servem os f√≥sseis? F√≥sseis s√£o vest√≠gios de animais e vegetais preservados ao longo de milh√Ķes de anos e indicam como era a vida na Terra antes mesmo da apari√ß√£o dos seres humanos. Nas rochas est√° a chave do complexo quebra-cabe√ßa que revela como era o planeta no princ√≠pio de tudo. Nesta busca, a Usina Hidrel√©trica Belo Monte tem contribu√≠do muito para que a Ci√™ncia responda muitos dos enigmas da pr√©-hist√≥ria. Quem explica esta contribui√ß√£o √© a paleont√≥loga Maria In√™s Ramos, pesquisadora do Museu Paraense Em√≠lio Goeldi, institui√ß√£o com tradi√ß√£o de mais de 150 anos nos estudos de f√≥sseis na Amaz√īnia. Ela supervisiona o Programa de Salvamento Paleontol√≥gico desenvolvido pela Norte Energia como parte do Projeto B√°sico Ambiental do empreendimento que j√° resultou na coleta de 2.800 amostras de f√≥sseis nas √°reas dos futuros reservat√≥rios do empreendimento. Num fim de tarde de novembro, Maria In√™s, de capacete, botas e colete sinalizador, est√° a poucos metros da frente de trabalho onde √© erguida a Casa de For√ßa Principal de Belo Monte (11 mil MW de pot√™ncia instalada). O que faz uma cientista vestida de oper√°ria no canteiro de obras da maior hidrel√©trica 100% nacional? Simples! Ela acompanha com aten√ß√£o o resgate de f√≥sseis escondidos nas rochas sedimentares, como o que o coordenador do trabalho, o paleont√≥logo Henrique Tomassi, acaba de encontrar. Era mais uma pe√ßa para o acervo enviado esta semana a Bel√©m pela Norte Energia para ser incorporada ao rico acervo paleontol√≥gico do Museu Goeldi. ‚ÄúO trabalho feito em Belo Monte contribui para fomentar a forma√ß√£o de profissionais de Paleontologia na regi√£o. Com esse acervo, muito mais gente vai se interessar pelos estudos paleontol√≥gicos. Isso ajuda a montar o quebra-cabe√ßa sobre a evolu√ß√£o dos seres vivos na Amaz√īnia‚ÄĚ, explica.Maria In√™s lembra que a pesquisa cient√≠fica ajuda a compreender como uma regi√£o tomada por um mar gelado h√° 419 milh√Ķes de anos se tornou uma √°rea de floresta tropical, como √© hoje o Xingu. ‚ÄúO material encontrado em Belo Monte servir√° a cientistas do Museu Goeldi, mas n√£o s√≥. Somos uma institui√ß√£o de refer√™ncia com parcerias com universidades brasileiras, como a de Bras√≠lia, mas tamb√©m internacionais, como institutos da √Āustria, Holanda e Inglaterra‚ÄĚ, destaca. Maria In√™s ressalta o excelente estado de preserva√ß√£o das pe√ßas encontradas na √°rea da Usina. Ela deve estudar as amostras de micro f√≥sseis, sua √°rea de interesse. O resgate paleontol√≥gico em Belo Monte continuar√° em 2015, revelando novas pe√ßas do imenso e fabuloso quebra-cabe√ßa pr√©-hist√≥rico da Amaz√īnia.
  • Uma caracter√≠stica do projeto da Usina Hidrel√©trica Belo Monte,¬†no rio Xingu,¬†√© a preserva√ß√£o da fauna na regi√£o da √°rea de influ√™ncia do empreendimento. O s√≠mbolo deste compromisso da Norte Energia, respons√°vel pela obra,¬†√© o Centro de Estudos Ambientais (CEA), hoje refer√™ncia para o desenvolvimento da pesquisa na Amaz√īnia e no Brasil.Este compromisso proporcionou um avan√ßo sem precedente para o conhecimento cient√≠fico da fauna aqu√°tica da regi√£o com a reprodu√ß√£o, em julho, de filhotes de Acari Zebra (Hypancistrus zebra) no laborat√≥rio do CEA. Peixe da Volta Grande do Xingu, o Acari Zebra est√° amea√ßado de extin√ß√£o pela captura predat√≥ria motivada por altos pre√ßos pagos no mercado de peixes ornamentais. Foi a primeira vez no Brasil que a reprodu√ß√£o da esp√©cie ocorreu em laborat√≥rio legalmente autorizado. O compromisso com a preserva√ß√£o da fauna da regi√£o √© refor√ßado com a√ß√Ķes de ¬†acompanhamento da fauna aqu√°tica do Xingu. Hoje, mais de 400 peixes das esp√©cies pacu-de-seringa, curimat√°, pirarara, surubim e filho/pira√≠ba s√£o monitorados por sistemas¬†de telemetria ac√ļstica e r√°dio, o que vai contribuir para avaliar o comportamento migrat√≥rio antes e depois da constru√ß√£o da¬†hidrel√©trica. A busca por maior conhecimento das esp√©cies tamb√©m alcan√ßa as tartarugas-da-Amaz√īnia,¬†que anualmente transformam a regi√£o do Tabuleiro do Embaubal, no munic√≠pio de Senador Jos√© Porf√≠rio, em um dos maiores pontos de desova e reprodu√ß√£o da esp√©cie na Amaz√īnia. Quatro esp√©cimes s√£o monitorados desde fevereiro por equipamentos acoplados nos cascos que emitem sinais a um sat√©lite. √Č uma¬†iniciativa¬†que contribui para aprimorar a√ß√Ķes de prote√ß√£o e preserva√ß√£o da esp√©cie. Desde que¬†a constru√ß√£o¬†de Belo Monte come√ßou, a Norte Energia registrou 58 esp√©cies de abelhas, o equivalente a 90% do total de esp√©cies registradas na Amaz√īnia brasileira at√© 2005. O trabalho √© um dos mais completos,¬†e contribui para compreender fen√īmenos como a poliniza√ß√£o por meio desses insetos, fundamentais para o equil√≠brio natural em √°reas de florestas. As pesquisas do CEA¬†tamb√©m proporcionaram¬†a descoberta de novas esp√©cies de pequenos roedores, pertencentes ao g√™nero Neacomys e Oecomys e do morcego Nyctinomopd dp. Descobertas ainda em fase de estudos complementares, mas que d√£o a dimens√£o do trabalho s√©rio e da contribui√ß√£o do empreendimento para a Zoologia na regi√£o¬†da Transamaz√īnica. Ao contr√°rio dos progn√≥sticos desprovidos de base cient√≠fica que apontavam a Usina como fonte de degrada√ß√£o e de perda da rica biodiversidade da regi√£o do Xingu, Belo Monte ¬†tornou-se refer√™ncia de projetos de preserva√ß√£o da fauna e flora e da produ√ß√£o de conhecimento cient√≠fico. Por isso, o Dia da Defesa da Fauna, celebrado nesta segunda-feira (22/9), √© motivo para celebrar os resultados de trabalhos que contribuem decisivamente para a preserva√ß√£o das esp√©cies da regi√£o do Xingu.
  • O Sistema de Transposi√ß√£o de Embarca√ß√Ķes (STE) j√° beneficiou diretamente 6.232 pessoas. Um servi√ßo de qualidade que funciona o ano todo, como atestam os usu√°rios. Conhe√ßa mais neste infogr√°fico.

  • Conhe√ßa as principais a√ß√Ķes sustent√°veis, que vem sendo colocadas em pr√°tica com a chegada de Belo Monte, especialmente desenvolvidas para o rio e os moradores da regi√£o no Par√°.

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  • Cinco de setembro √© o Dia da Amaz√īnia. Neste infogr√°fico, acompanhe algumas realiza√ß√Ķes de Belo Monte para o desenvolvimento sustent√°vel.

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  • A chegada ao Jatob√° representa mais do que uma mudan√ßa de endere√ßo para as fam√≠lias que viviam em regi√Ķes de Altamira historicamente alagadas pelo Xingu. O padr√£o de constru√ß√£o das casas e a infraestrutura completa do bairro significam melhor qualidade de vida. E esta √© uma conquista que deve ser cuidada e valorizada. E √© isso que os moradores do bairro constru√≠do pela Norte Energia est√£o fazendo. No s√°bado, literalmente, arrega√ßaram as mangas e se dedicaram a uma atividade coletiva, o Primeiro Mutir√£o de Limpeza do Jatob√°. Os pr√≥prios moradores organizaram a atividade. ‚ÄúA gente deve manter o nosso bairro limpo‚ÄĚ, ensinava a dona de casa Sonia Maria Rodrigues Fonseca, 53 anos, mostrando disposi√ß√£o de fazer inveja aos mais jovens. H√° cinco meses no Jatob√°, ela lembrava do tempo que morou na √°rea das Olarias, no igarap√© Amb√©. ‚ÄúO esgoto ia pro igarap√©. A gente juntava o lixo, o carro do lixo levava um bocado e o que ele deixava, as pessoas queimavam l√° mesmo.‚ÄĚ A situa√ß√£o n√£o era diferente na regi√£o do igarap√© Altamira, onde morou a dom√©stica Maria Rosane dos Santos, 62 anos, que definiu o mutir√£o como ‚Äúmuito bom para os adultos e, principalmente,para as crian√ßas. Elas s√£o as que mais jogam coisas na rua. Vendo isso, n√£o v√£o mais fazer, n√©.‚ÄĚ No bairro Jatob√°, os moradores constroem coletivamente um lugar melhor para se viver.Leia tamb√©m Moradores fazem mutir√£o de limpeza no bairro Jatob√°
  • Neste m√™s, a¬†capa da Revista Amaz√īnia Viva traz novidades sobre pesquisas na regi√£o do Xingu,¬†de como era a Amaz√īnia pr√©-hist√≥rica na √°rea¬†onde est√° sendo constru√≠da a Usina Hidrel√©trica de Belo Monte. Acesse a revista na √≠ntegra AQUI. A mat√©ria de destaque come√ßa a partir da p√°gina 36.
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