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  • Mito: As hidrelétricas emitem quantidade significativa de dióxido de carbono. Verdade. Vocês já devem ter lido, entre os protestos contra a construção de hidrelétricas, argumentos que contestam o rótulo de energia limpa dessas usinas, alegando a emissão de dióxido de carbono. Pois bem, o  estudo Balanço de Carbono em Reservatórios (Balcar), feito entre 2011 e 2013 por empresas do grupo Eletrobras e dez instituições de pesquisa brasileiras, analisou 11 usinas hidrelétricas e apurou que "a maior parte das hidrelétricas brasileiras emite muito pouco dióxido de carbono, em proporção muito menor do que qualquer usina térmica, por melhor que ela seja. E alguns reservatórios mostraram que absorvem carbono", conforme palavras da chefe da Divisão de Estudos e Planejamento Ambiental da Eletrobras, Maria Luiza Milazzo. O estudo salientou que Funil, na região Sudeste, e da nordestina Xingó chegam a absorver os gases responsáveis pela emissão do efeito estufa da atmosfera. Foram feitos quatro levantamentos de campo, um em cada estação do ano. nas usinas de Balbina, Tucuruí, Itaipu, Serra da Mesa, Xingó, Três Marias, Funil e Segredo (todas em operação) e três em construção - Santo Antônio, Belo Monte e Batalha. Foram coletados dados sobre emissões de dióxido de carbono, óxido nitroso e metano. Milazzo ressaltou que o Estudo Balcar mostra que as usinas hidrelétricas tendem a absorver gases poluentes da atmosfera. "Itaipu, por exemplo, é uma hidrelétrica que tem quase nada de emissão". E completou: "Por isso é que a hidrelétrica ainda é tão vantajosa em relação a outro tipo de energia que a gente precisa para alimentar o setor elétrico do nosso país". Ou seja, as hidrelétricas são nossa melhor opção de energia limpa e ainda combatem as mudanças climáticas. "A matriz energética do setor elétrico brasileiro é muito limpa devido ao grande número de hidrelétricas que nós temos. Se a gente fosse usar outro tipo de fonte, ela seria muito mais poluente, seja gás, carvão, óleo, diesel ou qualquer outro tipo de combustível fóssil. Seria muito maior a emissão".
  • Foram pesquisadas oito usinas hidrelétricas em operação e as áreas dos futuros reservatórios. Em nota, a Eletrobras informa que parte das usinas hidrelétricas nacionais estão contribuindo para reduzir os níveis de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera. A conclusão é parte do livro “Emissões de Gases de Efeito Estufa em Reservatórios de Centrais Hidrelétricas”, que consolida os resultados do estudo Balanço de Carbono em Reservatórios (Balcar), projeto de pesquisa e desenvolvimento apresentado pela Eletrobras Eletronorte, em parceria com outras duas empresas Eletrobras – Chesf e Furnas –, em resposta à chamada nº 009/2008 da Aneel, em 2009, e que teve suas atividades de campo realizadas entre 2011 e o fim de 2013. Foram pesquisadas oito usinas hidrelétricas em operação e as áreas dos futuros reservatórios de outras três usinas, em diversos biomas brasileiros. Os resultados mostram que Funil, na Região Sudeste, e Xingó, na Região Nordeste, registraram taxas negativas de emissão de gases, ou seja, seus reservatórios absorvem GEE da atmosfera. Nos três cenários o reservatório da usina hidrelétrica Xingó, na Bacia do Rio São Francisco, absorve 0,56 gCO2e/kWh (gramas de dióxido de carbono equivalente a cada quilowatt-hora de energia produzido na usina). O mesmo ocorre em Funil, na Bacia do Rio Paraíba do Sul, com menor nível de emissão de GEE atualmente do que antes da construção do reservatório. A taxa de emissão de dióxido de carbono equivalente no local, descontando o que o ecossistema já emitia antes do alagamento, fica negativa em 1,35 gCO2e/kWh. Os pesquisadores fizeram 44 levantamentos de campo em 11 aproveitamentos hidrelétricos no Brasil, oito em operação (UHEs Balbina, Itaipu, Tucuruí, Serra da Mesa, Xingó, Três Marias, Funil e Segredo) e três em construção (UHEs Santo Antonio, Belo Monte e Batalha). À exceção da usina Balbina, mesmo as hidrelétricas que emitem dióxido de carbono o fazem numa proporção bem menor do que uma usina térmica equivalente alimentada a gás natural (412 gCO2e/kWh) ou a carvão mineral (900 gCO2e/kWh). Tucuruí, por exemplo, emite 34 gCO2e/kWh no cenário “Floresta Neutra”, 52,4 gCO2e/kWh no cenário “Floresta Remoção” e 7,07 gCO2e/kWh no cenário “Floresta Emissão”. Já Itaipu, segunda maior hidrelétrica do mundo, emite 1,97 gCO2e/kWh em “Floresta Neutra”, 4,01 gCO2e/kWh em “Floresta Remoção” e é um sumidouro no cenário “Floresta Emissão”, absorvendo 1,02 gCO2e/kWh. Leia o texto original aqui.
  • A “Árvore de Natal Ecológica” confeccionada pelos moradores com mais de duas mil garrafas pets deixou o novo bairro Jatobá mais bonito e em clima de Natal. A decoração é resultado das oficinas de construção das peças natalinas sustentáveis, realizada pelo Núcleo de Educação Ambiental do Xingu (Nucleax), criado pelo Projeto Básico Ambiental da UHE Belo Monte. “Achei muito bonito e, mesmo meio adoentada, eu vim aqui ajudar todos os dias. Sou mobilizadora e estou muito feliz em poder dizer que ajudei a fazer essa obra de arte”, disse a moradora Joana Gomes, 50 anos.Maria Amélia, 60 anos, também estava orgulhosa. “Fazer trabalhos manuais, de arte, me deixa muito contente. É claro que estou muito feliz com o resultado, ficou lindo”. As mulheres do bairro dedicaram mais de dois meses de um trabalho paciente para coletar as garrafas em casas e estabelecimentos comerciais, e aprender as técnicas para reaproveitá-las até que dessem forma não apenas à árvore, mas tambémàs flores, velas e bolas natalinas de tamanho gigante. Para incentivar a coleta de material, cada dez pets doadas valia um cupom para participar do sorteio de cestas natalinas. A professora da oficina, a artesã Marilene da Costa, contou sobre a satisfação de repassar parte de seu conhecimento: “Faço arte com materiais como sementes e papelão. Fico muito feliz de ver a felicidade delas e a surpresa dos moradores depois que tudo está pronto. Exige esforço, mas é uma recompensa grande depois que se conclui e as pessoas aprendem e percebem que podem fazer coisas bonitas com materiais que, normalmente, iriam para o lixo”.
  • Mais uma vez em visita de trabalho a Belém, como conferencista convidado do 42º Encontro Ruralista do Pará, o climatologista Luiz Carlos Molion, bem ao seu estilo, não usou de meias palavras ao criticar a corrente de ambientalistas considerados radicais. Professor e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas e representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial, Luiz Carlos Molion diz que há muita "falsa ciência" na teoria que procura associar o desmatamento da Amazônia e a seca que, este ano, castigou duramente a região Sudeste do Brasil. O pesquisador, que ganhou notoriedade dentro e fora do Brasil por suas posições desassombradas em relação a questões polêmicas como desmatamento, climatologia e hidrologia na Amazônia, causas prováveis e previsibilidade das secas do Nordeste e as chamadas mudanças climáticas globais, diz que já houve, nas décadas de 1930 e de 1960, secas ainda mais severas no Sudeste do país. E naquela época, alfinetou, o desmatamento da Amazônia era praticamente nenhum. Luiz Carlos Molion diz que as denúncias sobre desmatamento e outras formas de pressão para inviabilizar grandes projetos de infraestrutura econômica, sobretudo na Amazônia, são parte de um movimento planejado e articulado pelos países ricos para criar obstáculos e, se possível, impedir o desenvolvimento do Brasil e particularmente de sua região Norte. "Não é teoria da conspiração. O que há é uma interferência inaceitável em assuntos internos do Brasil, e infelizmente o governo brasileiro tem se submetido a essas pressões", disse ele ao DIÁRIO DO PARÁ, em entrevista cedida durante sua passagem por Belém. Confira: P: A seca no Sudeste do país é consequência do desmatamento da Amazônia, como sugerem alguns, ou é um fenômeno natural, de natureza cíclica? R: É um fenômeno cíclico, natural. Nós temos um demonstrativo que mostra o gráfico da Estação da Luz, em São Paulo, contendo dados de chuva desde que os ingleses começaram a construí-la, em 1888. Nesse estudo, fica claro que houve um período seco na década de 1920 e um período extremamente seco no início da década de 1930, até 1936, e mais recentemente em 1963, 1968 e 1969, mais seco do que agora. Esses eventos são cíclicos, pois há uma repetitividade aí na faixa de aproximadamente 50 anos, 60 anos. Eu pergunto a você: qual era o desmatamento da Amazônia na década de 1930? Nenhum. Então o que há é uma confusão de pessoas que se dizem cientistas, mas que não usam a metodologia científica com o objetivo de possivelmente sensibilizar os leigos. Diz-se, por exemplo, que a floresta como um todo coloca na atmosfera vinte trilhões de litros de água por dia. Mas o ponto é seguinte: de onde a árvore tira a água? Ela tira do solo. E a água que está no solo, vem de onde? Vem da chuva. Então, o máximo que uma árvore faz, ou a floresta faz, é retardar possivelmente por alguns dias a reciclagem dessa água. P: Mas a floresta não é a principal responsável pela umidade da região? R: A grande fonte de umidade para a Amazônia, o Centro-Oeste e o Sudeste é o Oceano Atlântico Norte. Temos um oceano quente, com temperatura média da água de 28 a 29 graus centígrados. A água evapora e os ventos trazem o vapor. E como a floresta é rugosa, ela é áspera para o escoamento do vento, ela produz turbulência vertical e intensifica a chuva. Essa chuva cai e as árvores utilizam a água. De 98 a 99% da água que uma árvore consome é simplesmente para manter a temperatura das folhas abaixo de 34, 35 graus, evitando assim que o tecido seja danificado. Ela simplesmente incorpora a água. Você não vê árvore gordinha, cheia de água. Ela simplesmente usa essa água para a chamada evapotranspiração, que funciona como o suor da gente, que é produzido pelo organismo para refrigerar a pele. É o que faz também a planta. Ela usa 98%, 99% da sua água para manter a temperatura, só isso. Se, numa hipótese absurda, nós acabássemos com toda a floresta amazônica, na realidade o vento se aceleraria e levaria mais chuvas para o Sudeste e o Centro-Oeste, ao contrário do que hoje se afirma. Ou seja: um desmatamento de grandes proporções deixaria de reter e retirar água aqui e levaria essa água mais diretamente para o Sul e o Sudeste. P: Quais são as expectativas da comunidade científica em relação à questão ambiental e à Amazônia? R: Sou de opinião que os cuidados exagerados, baseados em falsa ciência, no que se refere ao meio ambiente e ao clima, vão continuar. Já existe um documento para ser levado à reunião de Paris, no ano que vem, e no qual o Brasil vai se comprometer com novas metas de redução de emissão de carbono. Só que nós, claro, vamos ter que usar termelétricas, porque está chovendo pouco e a tendência, para esses próximos anos, possivelmente até o ano 2025 a 2030, é que nós vamos ter menos chuvas. Menos chuvas significa menos hidroeletricidade, e portanto as termelétricas vão ter que funcionar. Então nós vamos emitir de qualquer forma mais carbono em função da queima de combustíveis fósseis. Mas o alvo é reduzir o desmatamento, e reduzir o desmatamento no sentido de que se evite a expansão da área agrícola. A pressão em cima do setor agropecuário vai continuar firme baseada numa falsa ciência, infelizmente. E há o comprometimento do país, porque o ministro Luiz Alberto Figueiredo Machado vem do Ministério do Meio Ambiente. Então ele é, vamos dizer assim, um fanático, um ativista, e não pode um indivíduo desses ser ministro das Relações Exteriores. Espero que ele não continue, porque se continuar certamente a situação vai ficar muito pior internamente. P: O senhor prevê redução das chuvas. Isso vai acontecer também na Amazônia? R: A região amazônica é mais complexa. Quer dizer, aplica-se mais para o Centro-Oeste e para o Sudeste. É nessas regiões que nós devemos verificar uma redução da ordem de dez a vinte por cento no total pluviométrico. Aqui na Amazônia é muito mais complicado, porque as pessoas tendem a considerar o clima amazônico como se fosse um só, e na realidade não é. Temos uns mapas que fizemos alguns anos atrás, alertando para isso, quando houve essa virada na temperatura do Pacífico. Porque o Pacífico é um grande comandante no clima global. Somados todos os continentes juntos, o total dá 29% da superfície terrestre, enquanto o Pacífico sozinho ocupa 33%. Então, ele é maior que todos os continentes juntos. E quando houve essa virada, em 1998/99, nós alertávamos para esse aspecto de que estávamos voltando para um clima semelhante ao período de 1946 a 1976. E o que ocorria nesse período era que no lado leste do Pará passou a chover menos, naquele período de 1946 a 1976, enquanto o lado oeste do Pará choveu mais. E isso se dá pelo fato de que as frentes frias ficam bloqueadas numa posição que permite mais chuvas do lado oeste do Pará. E no leste, na fronteira com o Maranhão, há em toda essa faixa uma redução bastante expressiva. P: A mesma pressão que se faz na Amazônia contra o desmatamento se faz também contra a construção de hidrelétricas, porto e hidrovias. Isso é só coincidência ou pode sugerir um movimento articulado? R: Tudo isso faz parte de um movimento planejado pelos países ricos. Porque, se você olhar o G7, os mais desenvolvidos do mundo, você vai notar que, à exceção dos Estados Unidos, eles não têm recursos naturais disponíveis, renováveis ou não. Inglaterra, Japão, Alemanha, França, nenhum deles conta com recursos naturais. E, olhando os dados do passado, podemos intuir que, como nós vamos passar por um período de redução das chuvas, da mesma forma eles vão passar por um período mais frio, vão ter invernos mais rigorosos, o que significa também que vão ter frustrações de safras. Em função disso, eles sabem que é importante segurar o Brasil e particularmente a região tropical. Porque aqui em Santarém, por exemplo, pode ter três safras de soja por ano, se você quiser. Então eles têm essa preocupação de impedir que o Brasil se desenvolva. P: Essa preocupação se estende aos projetos de infraestrutura econômica na Amazônia? R: Sem dúvida, e sobre isso eu te dou um exemplo. Qual é a maneira mais limpa de você gerar energia em grandes quantidades? É pela construção e operação de hidrelétricas, mas hidrelétricas com reservatórios. No Brasil, porém, há uma pressão grande e o governo cede. Principalmente na queda do planalto para a planície, você tem aí um potencial fantástico em três grandes rios -- o Tocantins, o Xingu e o Tapajós. No entanto, essas hidrelétricas ou não saem do papel ou são construídas com capacidade muito inferior ao seu potencial, como está acontecendo agora com Belo Monte. Para barrar o desenvolvimento do Brasil, o que eles fazem? Inventam essa história do desmatamento e empregam outras formas de pressão, utilizando grupos ambientalistas patrocinados pelos países desenvolvidos. Isso está comprovado. Eu tenho relatos de que a Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional (Cida, na sigla em inglês) mantém ONGs no Brasil, repassando dinheiro inclusive para índios daqui. O cacique Paulinho Paiakan, por exemplo, recebeu um avião do Canadá. Há quem procure desqualificar essas denúncias, afirmando que tudo não passa de teoria da conspiração. Seria menos ruim se fosse apenas isso, mas não é mera teoria. O fato é que há uma interferência grande nos assuntos internos do Brasil e há uma submissão inaceitável do governo brasileiro. Há um assédio permanente sobre os projetos de desenvolvimento, sobretudo na Amazônia, e nesses últimos anos tem aumentado ainda mais. O Brasil, lamentavelmente, se submete a essas pressões internacionais que só têm esse objetivo: embaraçar e, se possível, impedir o nosso desenvolvimento. (Diário do Pará) Leia a versão original aqui.   
  • O acervo paleontológico do Museu Paraense Emílio Goeldi ganhou um reforço expressivo com a entrega de aproximadamente 2.800 amostras coletadas nas áreas onde ficarão os dois reservatórios da Usina Hidrelétrica Belo Monte. O trabalho foi desenvolvido nos últimos três anos pela Norte Energia.

  • O game oficial da UHE Belo Monte vai iluminar 17 estados do Brasil. Prove que você é top! O Eletrix está disponibilizado gratuitamente nas versões Android e IOS. Conheça mais!

  • Quem pode contar melhor as transformações em Altamira nos últimos três anos com as obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte senão os próprios moradores da cidade? A partir dessa ideia, foram criados os personagens da Turma do Xingu, animação em 3D lançada no dia 29 de novembro, na Orla do Cais, no evento “Festaxou”. Os adolescentes Miro e Aline, a ararajuba Jujuba, o cão Poeira e a onça Bela vão contar, de forma didática e divertida, os avanços relacionados às ações do Projeto Básico Ambiental (PBA) do empreendimento que vai gerar energia limpa e sustentável a 60 milhões de brasileiros.Iniciativa da Norte Energia, empresa responsável pela construção da Hidrelétrica, a animação ganhou vida nos traços do premiado artista gráfico paraense Cássio Tavernard. No vídeo apresentado durante a “Festaxou” – evento comemorativo aos 103 anos de Altamira -, Aline, Miro e Jujuba comentaram as obras de saneamento, que estão mudando o perfil de Altamira e resultarão em mais saúde e qualidade de vidaà população. Outras histórias virão. Está programado, ainda, o lançamento do gibi "O Mistério do Esgoto", que conta as descobertas da Turma sobre o tratamento do esgoto na cidade. Os personagens foram criados para interagir no cenário de Altamira. Nos episódios da série, os personagens ajudam a explicar como obras de saneamento, saúde, educação e habitação estão melhorando a vida na cidade.  Liderados por Aline e Miro, adolescentes antenados, ativos e amantes da natureza, a Turma ganha mais dinâmica, graça e humor com a intrépida Jujuba, o fiel e esperto Cão Poeira e Onça Bela, de personalidade forte.
  • Quando a Usina Hidrelétrica Belo Monte estiver em plena operação, em janeiro de 2019, 18 milhões de residências em 17 estados do País serão atendidas por 70% da energia limpa e renovável que será gerada com as águas do rio Xingu. Estes estados formam o cenário do Eletrix, o game oficial de Belo Monte apresentado à população de Altamira no último sábado (29/11), em evento realizado pela Norte Energia para comemorar os 103 anos do município. Disponibilizado gratuitamente nas versões Android e IOS, o Eletrix conta com 17 níveis. Eles correspondem aos estados que receberão a energia gerada pelas 24 turbinas das Casas de Força Complementar (Sítio Pimental) e Principal (Sítio Belo Monte) do empreendimento. O caminho percorrido pelos jogadores começa pelo Pará e termina em São Paulo. Para chegar a um novo estado, os jogadores precisam vencer 15 fases. Elas são superadas mediante combinações que devem ser formadas a partir de desenhos de nuvem, catavento, sol e folha, elementos da natureza que simbolizam a sustentabilidade do projeto de Belo Monte. O game oficial de Belo Monte segue o sistema de jogos de tetris. A combinação dos desenhos provoca a desintegração de peças. Os pontos conquistados são representados por kilowatts (KW), unidade de potência da geração de energia. Ao atingir 11.233 MW, a capacidade instalada da UHE Belo Monte, o jogador roda uma roleta para ganhar um TOP, gíria paraense que designa algo muito bom. Com forma de turbina, a roleta do Eletrix é formada por cinco desenhos: capacete de operário, lâmpada, pilha, nota musical e peixe. Eles simbolizam os benefícios de Belo Monte, como geração de emprego e energia, lazer e alimentação, e representam o uso que fazemos da energia elétrica no dia-a-dia.
  • “Nunca imaginei que se pudesse fazer som com uma garrafa pet ou tampa de panela”. A surpresa é do catador Rosivaldo Pontes de Lima, participante da oficina “Sucata não é lixo”, ministrada pelos músicos da banda brasiliense Patubaté, em Altamira, no dia 28/11. Ele e cerca de 50 pessoas descobriram que podem fazer música com materiais reaproveitáveis, como latas, garrafas e tonéis. No sábado (29/11), a banda se apresentou no evento “Festaxou”, ao lado dos novos percussionistas formados no curso, para homenagear o aniversário de 103 anos de Altamira.Rosivaldo tem deficiência visual, nunca havia tocado um instrumento e estava entusiasmado. Contou que saiu da oficina com um novo entendimento: “Meu trabalho é fundamental para que minha cidade fique menos poluída. E dá pra fazer música com o que as pessoas jogam fora”. “Qualquer objeto, qualquer sucata, pode se tornar um instrumento musical. Não precisa de dinheiro. Material existe em todos os lugares e você nem precisa ter noção de música, basta vontade de aprender”, ensinou Fred Magalhães, integrante da Patubatê, banda com mais de 15 anos de estrada e um histórico de shows em mais de 20 países. O curso também atraiu veteranos na música, como o professor Antônio Roberto, que trabalha há 20 anos com bandas de fanfarra. “É a oportunidade dos meus alunos aprenderem novas técnicas e ainda ter essa consciência ambiental. Quero levar isso para muitas outras pessoas”. No palco erguido ao lado da Concha Acústica, os participantes não tiveram nenhuma dificuldade para entrar no ritmo da Patubatê. Com seus instrumentos feitos de garrafas pet, latinhas, baldes, tampas de refrigerante, eles se apresentaram ao público com jeito de profissionais. Era o teste final para obter o certificado. “Gostei muito, quero continuar a tocar”, comentou, depois do show, Lucas Silva Cardania, 14 anos, com seu certificado nas mãos. Pela animação da plateia que lotou a Orla da cidade, tanto os novos quanto os experientes músicos agradaram: “Foi muito bom. Seria ótimo se os participantes formassem um grupo como esse na cidade e levassem para frente, fizessem outras apresentações”, disse Esdras Mota, 21 anos, que viu o espetáculo com mais 20 amigos. “A mensagem de reaproveitar o lixo de forma criativa também é importante”, resumiu Pablo Vilhena, 19 anos, também espectador.
  • Transportar uma peça de 320 toneladas já é uma aventura por si só. Agora imagine transportar uma peça desta dimensão de São Paulo ao coração da Amazônia. É este o desafio logístico que será cumprido em cerca de três meses quando a roda da turbina da primeira unidade geradora da Casa de Força Principal da Usina Hidrelétrica Belo Monte chegar à Vitória do Xingu, no Pará.

    A peça saiu no dia 25 de novembro da cidade de Taubaté (SP), em um caminhão especial, de 32 eixos e 256 pneus, e vai percorrer 5.269 quilômetros até chegar ao destino final. Veja a rota do equipamento no infográfico abaixo.

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