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  • Manhã de terça-feira (22/7). O caminhão de mudança chega ao Jatobá, um dos cinco novos bairros urbanos construídos pela Norte Energia em Altamira. A cena já se tornou rotina para as mais de 250 famílias que residem no bairro. Mas para Célia Pinho, de 24 anos, e Adriano Costa da Silva, 27 anos, a casa de nº 451 da Rua C simboliza uma nova vida. E um ambiente seguro e tranquilo para o pequeno Joseph Alan, de apenas dois meses, filho do casal.A família deixou para trás a casa de madeira erguida à beira do rio Xingu, problemas de saúde e os transtornos causados pelas cheias históricas do Xingu. “Sofremos muito com a falta de tudo, me sentia esquecida, um pouco excluída até. Viver daquela forma foi nossa única opção, mas, se tivesse escolha, teria saído há muito tempo”, afirma Célia. “Aquela casa foi construída com muito trabalho, mas não era o ideal pra criar meu filho. Sempre quis algo melhor pra ele, e lá, com certeza, não era”, diz Adriano. Enquanto a mudança é acomodada no interior da casa, na varanda Célia revela suas primeiras impressões sobre o novo bairro: “achei muito bom.” E Adriano não esconde a alegria: “Gostei muito. É boa e o ambiente, bem tranquilo”. A casa é uma das 4,1 mil em construção pela Norte Energia nos cinco novos bairros de Altamira, como parte das condicionantes ambientais da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Em uma área de 300 m², área construída de 63 m², três quartos (uma suíte), sala de estar e jantar conjugada com cozinha e um banheiro social, o novo lar de Célia, Adriano e Joseph Alan conta com água tratada, esgoto sanitário e energia elétrica. As ruas são iluminadas e asfaltadas. Tem calçada e, bem pertinho, um Plantão Social para tirar dúvidas, receber sugestões e solucionar possíveis problemas, uma Unidade Básica de Saúde provisória e o Núcleo de Educação Ambiental do Xingu (Nucleax), com sala de inclusão digital e espaço de leitura. “Chegou a oportunidade de viver uma vida digna”, comemora Adriano.
  • O Centro de Estudos Ambientais (CEA), em Vitória do Xingu (PA), materializa o compromisso da Norte Energia com o meio ambiente na região do Xingu onde está sendo construída a Usina Hidrelétrica Belo Monte. O CEA é o coração do Programa de Resgate da Fauna e Flora do Projeto Básico Ambiental (PBA) da Usina.Desde o início dos trabalhos, em 2011, foram muitas conquistas. Entre elas, a localização de exemplares de pau-cravo, árvore que chegou a ser considerada extinta na região devido à intensa exploração nos últimos anos. Hoje, o Centro monitora mais de 20 exemplares de pau-cravo e estuda técnicas que possam garantir o sucesso da germinação das sementes coletadas. O CEA é o ponto de passagem para espécies como o gavião-real, ave de rapina símbolo da Amazônia. Em junho, uma fêmea da espécie permaneceu 16 dias sob os cuidados de técnicos e veterinários do Centro antes de ser devolvida à natureza. Lá também funciona o Laboratório de Aquicultura e Peixe Ornamental, projeto que estuda a reprodução em cativeiro do Acari Zebra, peixe ameaçado de extinção típico da região do Xingu.Em três anos, o trabalho do CEA ajudou a desmistificar prognósticos sem nenhuma base científica que apontavam a UHE Belo Monte como fonte de degradação e de perda da rica biodiversidade da região do Xingu. A Hidrelétrica tornou-se referência de projetos de preservação da fauna e flora e da produção de conhecimento científico. Este é mais um dos legados dos quatro anos da Norte Energia.
  • Leia no site da Norte Energia. E confira também o Informe Especial de 4 anos clicando aqui.   
  • Uma atividade diferente marcou o início dos turnos de trabalho nesta terça-feira (22/7) nos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Os primeiros 30 minutos foram dedicados à 1ª Parada de Segurança, atividade que reuniu todas as empresas prestadoras de serviços nas áreas de montagem, civil, consultoria, engenharia, supressão vegetal e resgate de fauna e flora. Palestras foram feitas por gestores, que abordaram o tema “Reflexão sobre segurança do trabalho: O que eu posso fazer para evitar acidentes”. O coordenador de Segurança do Trabalho da Norte Energia, Myron Tramontini, explicou que a atividade desta terça-feira está associada à retomada plena dos trabalhos proporcionada pelo fim do período de chuvas. “A importância de tirar esse tempo para pensar sobre segurança reside justamente em tornar o nosso ambiente de trabalho mais seguro, e os colaboradores desenvolverem a percepção dos riscos no seu local de trabalho.          
  • A Isolux recebeu licença prévia do Ibama para a construção da LT 500 kV Tucuruí II - Itacaiúnas - Colinas, a ser instalada entre os estados do Pará e Tocantins. A linha reforçará o Sistema Norte, necessário para o escoamento da energia gerada pela UHE Belo Monte (11.233 MW). A autorização foi emitida nesta quarta-feira (16/7), após solicitação realizada em fevereiro. Composta por dois trechos, a linha terá 563 km totais e atravessará 19 municípios. A LT 500 kV Tucuruí II - Itacaiúnas será constituída por um circuito simples, com extensão de 272 km. A linha cortará sete municípios no Pará. Já a LT 500 kV Itacaiúnas - Colinas (C2) terá extensão de 291 km, passando por quatro municípios no Pará e nove no Tocantins. As instalações deverão entrar em operação comercial em 2016. O empreendimento prevê, ainda, a expansão das três subestações correspondentes - SE Tucuruí, SE Colinas e SE Itacaiúnas -, já construídas. Os projetos foram arrematados no leilão 01/2013, realizado em maio daquele ano. A Isolux, única ofertante do lote, ofereceu RAP de R$ 52,75 milhões, deságio de 15,10% em relação ao valor máximo proposto para os empreendimentos, de R$ 62,134 milhões. A usina de Belo Monte deverá iniciar a operação comercial da primeira turbina em 2015. A última das 18 unidades começará a gerar a energia em 2019, segundo relatório de fiscalização da Aneel. Leia a notícia aqui.
  • Sob o testemunho do presidente chinês, Xi Jinping, e a presidente brasileira, Dilma Rousseff, o presidente de State Grid, Liu Zhenya, e o presidente de Eletrobras do Brasil, José da Costa Carvalho Neto, assinaram ontem (17/07) o Acordo Cooperativo do Programa de Transmissão Hidroelétrica de Belo Monte no Brasil. O acordo demonstra que os governos dos dois países prestam alta atenção e apoio à cooperação das duas empresas na área de transmissão hidroelétrica. State Grid e Eletrobras, sob o modelo de administração do consórcio, ganharam, no dia 7 de Fevereiro deste ano, o concurso do projeto. Segundo o acordo, as duas partes deverão compartilhar as experiências na construção, operação e administração da rede elétrica de ultra-alta voltagem, e ainda aprofundar comunicações e intercâmbios mútuos, bem como prestar apoios de fundo, tecnologia e pessoal ao programa, no sentido de promover a construção e operação do programa. A Eletrobras elogiou as contribuições de State Grid na cooperação hidroeléctrica entre a China e o Brasil, e apontou que irá reforçar ainda mais as parcerias cooperativas estratégicas entre as duas empresas. A parte brasileira ainda realçou que irá continuar aprofudando, sob o princípio de benefício recíproco, a cooperação com a empresa chinesa, e ampliar para novas áreas as ações cooperativas. Tradução: Virgília Han Revisão: Bráulio Calvoso Silva Leia aqui.
  • Para garantir destino adequado à madeira inutilizada das casas onde moravam às famílias transferidas para os novos bairros de Altamira, a Norte Energia encontrou uma solução que une responsabilidade ambiental e desenvolvimento da economia local. O material das antigas palafitas desmontadas pela empresa nas áreas de formação do reservatório é doado para uma das olarias da cidade e está servindo como combustível para os fornos de fabricação de tijolos. De acordo com informações do técnico da Superintendência de Assuntos Fundiários da Norte Energia, Tagor Trevisol, antes o material era levado ao aterro sanitário de Altamira. "Agora, o que o proprietário indenizado não tem interesse em aproveitar é transportado até a Cerâmica Santa Clara, onde é utilizado para queima no processo de fabricação de tijolos", explica. Desde o mês de abril deste ano, a iniciativa da Empresa já garantiu que fossem entregues 500 metros cúbicos de madeira à Santa Clara, a única que possui licença ambiental para usar madeira no processo de produção de tijolos. A ação estimula ainda que outras pequenas empresas busquem a regularização junto ao órgão ambiental do município para também serem beneficiadas com as doações.
  • Seu Babá, como é conhecido Sebastião Almeida da Silva, herdou seu lote quando da morte de seu pai. Mas ficou anos apenas com a mandioca e o milho, cortando uma madeira aqui, outra ali... Agora, aposta tudo no cacau e no trabalho em suas terras.Do alto de seus 60 anos vividos sempre ali, ao redor da Ilha da Fazenda, mantendo muita vitalidade, seu Babá lembra que conheceu o garimpo aos oito anos de idade. Na época era o garimpo e no verão, seringueiras. Fiquei uns quinze anos assim. Mexi com pesca sempre, também. O que mais mudou daquela época para cá? Mudou assim: o que era difícil ficou mais fácil, mas o que era fácil ficou difícil (risos)... Hoje, a gente vê a diferença assim: antes havia a facilidade dos serviços, né? Tinha gente, garimpo, dinheiro... Sempre precisava de serviços. Hoje qualquer pobre compra motor pro barco, moto. E isso era difícil. Os primeiros motores que a gente usava eram fracos, caíam do barco. Eu lembro de quase me afogar tentando salvar o motor do meu pai (ele ri de novo). Tem outras possibilidades de se viver, mas falta aquele mundo de gente, dinheiro... A falta de gente, movimento e agitação parecem dar rumos para sua vida. Seu Babá é comerciante, também, possui um pequeno bar e armazém perto de sua casa. Além disso, mantinha o time de futebol da região, o Brasa FC. Todos ali se lembram, jogaram ou torceram pela equipe. Ele diz que quer retomar o Brasa, fazer a molecada jogar bola, diz que vai conseguir. A vida de seu Babá é Volta Grande, o seu anseio é a cidade. Ele conta como era ir a Altamira em outros tempos. Ia remando, de um a dois dias no rio. Mas ia. Essa “vontade urbana” nunca foi suficiente para arrancar sua vida de lá, mas o diferencia dos demais. Seu Babá é vaidoso. Já havia nos mostrado uma pequena parte de seu cacau secando, em frente a sua casa. Queria que Marcela visse sua dedicação, seu trabalho. Agora, após a pequena viagem de barco, quer que todos subam um íngreme barranco para ver suas lavouras. Mas todos estão cansados, e um coqueiro carregado promete um alívio para o calor e o suor que escorre pelos rostos. Marcela e seu Babá vão subindo, ficamos para trás, quebrando cocos. Aguardamos o relato de Marcela - que precisa ser colorido, seu Babá quer elogios. Além do cacau, que vai muito bem, ele vem se aprimorando para ter banana, milho, mandioca, coco e cajá, além de mudas de mogno, às quais também se dedica. Perguntamos sobre seus medos e esperanças. Com certeza, meu futuro, minha renda, tá no cacau, afirma. Dos medos, o discurso geral: como ficarão os peixes, se a barragem é segura, se essa assessoria técnica vai continuar... Mas seu maior medo é se não houver mais gente por aqui, se o dinheiro não circular? Para seu Babá, não basta se estabelecer, há que se integrar, se comunicar, conviver.
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  • Em seguida, com mais 20 minutos de voadeira chegamos na Ilha da Fazenda, onde encontramos Veriano Ribeiro de Carvalho, de 51 anos. Esse é um caso exemplar, diz Marcela com orgulho, ansiosa por me mostrar o trabalho de Veriano em seus 75 hectares de terra. Esse está virando um agricultor no sentido amplo da palavra, está vendo seu futuro nessa atividade, planejando as suas roças, seu tempo. Veriano é um negro forte e jovial que não aparenta a sua idade. Como não é o tipo predominante na região, pergunto de onde veio. Está há quase 30 anos naquelas ilhas. Os companheiros protestam, acham que é mais. Todos se conhecem há anos, a cada embarcação que passa ao longe eles acenam, gritam, reconhecem o barco e contam alguma anedota sobre o barqueiro. Há 12 anos Veriano possui aquelas terras, mas só há uns oito anos trabalha nelas com mais cuidado. Ele é de São Félix do Xingu, seu pai era de Conceição do Araguaia, sua família atravessou a Terra do Meio até chegar naquela parte do Xingu.Veriano também é homem de múltiplas habilidades. Marisco de gato (pele de felinos e outros animais de caça), pesca, madeira, seringa, castanha, canoeiro (faz barcos de um pau, como dizem, cavados em um só tronco). Passou naturalmente pelo garimpo, mas com diferenças que demonstram seu perfil: fazia os serviços ao largo do garimpo, vendendo galinhas, alimentos, fazendo moagem, vendendo madeira. Ganhou mais que muitos garimpeiros, mas certamente preservou mais que a imensa maioria. Há uns oito anos começou com lavoura de subsistência, lavoura branca – milho, arroz, mandioca. Já havia açaí, mogno, teça, mas eram rendas de acompanhamento, extrativismo, não havia o plantio planejado. Agora ele tem plantado o açaí BR16, mirim, semente desenvolvida pela Embrapa, que alcança no máximo 2 metros de altura. O milho também é o IBRA, que está colhendo de três em três meses. E planeja um alqueire com 5 mil pés de cacau. Com sementes certificadas, valorizando a produção e suas terras. Com certeza, vamos ter que nos aprimorar aí, acho que o futuro está na lavoura. Ao andar pelas terras, vejo pimenta-do-reino em estacas, laranja-da-terra, bananas, galinhas... Marcela vai orientando um pouco sobre tudo: deixar a pimenta carregada apenas na parte de baixo, cortar as plantas parasitas do cacaueiro, como espalhar a uréia em volta da planta. Incansáveis os dois, vamos subindo e descendo em círculos cada vez mais amplos pela propriedade, ela mostrando como fazer, ele querendo fazer mais – fala de seu interesse na banana, em mudas de mogno, em receber sementes certificadas. Quando sentamos para conversar na casa que está montando aos poucos – Veriano mora em outra casa, com mulher e três filhas –, ele fala das dúvidas que tem hoje, do futuro, de seus anseios. Como todos na região, são dúvidas que normalmente expressam sobre a água, a mineração próxima, a continuidade da assessoria técnica. Sua preocupação maior são as explosões que antevê quando se iniciar a exploração das minas. Mas também prevê mais movimentação econômica, possíveis consumidores. Mas tem medo dos efeitos das explosões sobre os peixes. Pede informações a Marcela sempre que ela vem. Em meio à conversa, mostra a ela um papel com os certificados das sementes. Ela está contente com o andamento da lavoura, e começamos a falar sobre a outra preocupação de Veriano, a logística de escoamento. Marcela já havia ressaltado a honestidade e a clareza com que eles lidam com as pessoas, com as transformações, com suas expectativas. Quando peço para responder o que realmente pensa sobre os dias de hoje, ele frisa: a coisa que tenho mais medo é colocarem palavras em mim, sempre trato com respeito e carinho. Ele acha que precisarão de acesso por terra, além do fluvial, para chegar a Altamira. Hoje se chega de barco e se vende tudo na hora. Cacau não dura uma hora no barco. Mas e se as águas do rio mudarem? Sua preocupação denota um futuro em vista. Marcela esclarece que eles vendem a atravessadores, que precisam se unir para negociar conjuntamente e até mesmo, quem sabe, o comprador vir com o barco para o transporte. E o preço seria melhor, livraria o frete. Veriano pensa e já faz cálculos. Ele realmente fixa raízes. Pergunto o que lhe traz felicidade. Ele faz um desenho imaginário com o dedo sobre a mesa: eu moro bem aqui. Em volta, têm as casas dos meus cinco filhos casados, me cercando. Podemos almoçar juntos, nos encontrar sempre. É tudo que eu sempre quis. Trabalho, sementes, raízes. Sua família viajou bastante, mas Veriano assentou seu pequeno reino com muito suor. Pergunto, sabendo a resposta, se tem medo do que vem pela frente, das mudanças em curso. Tenho não. Sou tranqüilo, enfrento e corro atrás, conclui calmo, sorrindo.
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