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  • Emoção e recordação se misturaram assim que Lenilson dos Santos pisou definitivamente na casa em que mora desde esta quarta-feira (15/10) na rua M do Casa Nova, um dos cinco novos bairros que estão sendo construídos pela Norte Energia em Altamira. Enquanto os móveis eram acomodados no interior da residência de 63 metros quadrados, três quartos, dois banheiros e sala de estar e jantar conjugada com cozinha, Lenilson comemorou: “Nunca tive oportunidade de ter uma casa com chão firme. “Agora não tenho mais medo de nada.”Em terra firme, a comparação com a casa do Açaizal, às margens do igarapé Altamira, onde viveu toda a vida, veio ao natural. A última cheia do Xingu foi difícil para este pescador de 24 anos e sua esposa Kátia, 36 anos. Como em anos anteriores, a água invadiu a pequena casa de madeira. Mas, desta vez, deixou um problema muito sério: comprometeu a estrutura. Parte do assoalho desabou. “Há mais de dois meses eu não podia colocar ninguém dentro da minha casa”, lembrou. Lenilson temia colocar em risco a vida de quem o visitasse. A família não tinha muita opção. “A gente não vivia lá, naquela situação, porque a gente queria. Era tudo que a gente tinha.” Agora é vida nova, em uma casa segura e confortável. Um dos primeiros moradores do bairro, Lenilson olha para a mulher Kátia, que acaricia a gatinha Nina, e revela os planos do casal. Já reservou um quarto para a mãe, que vive um uma ilha no Xingu. “O outro será para o nosso filho”, anuncia Kátia.O futuro, agora, tem o abrigo seguro da casa que Lenilson e Katia sempre sonharam. É tempo de mudança. E Kátia decreta: “Hoje vamos celebrar o novo”. httpv://www.youtube.com/watch?v=y1DDlClNm_M&feature=youtu.be
  • Os pequenos moradores dos bairros Jatobá e São Joaquim, em Altamira, celebraram o Dia da Criança com brincadeiras e atividades educativas. A programação especial da Norte Energia reuniu, nos dias 11 e 12 de outubro, cerca de 700 meninos e meninas que residem nos novos bairros da cidade. Eles se divertiram com arte-educadores e aprenderam noções básicas de saúde bucal e de como manter o ambiente limpo. E teve mais: escorregador, pula-pula, pebolim, jogo de futebol, vôlei, basquete, ciranda, lanche. A atividade está prevista nos atendimentos sociais do Projeto Básico Ambiental (PBA) da Usina Hidrelétrica Belo Monte.
  • “Olha o tamanho dessa casa!” Celso Moraes Rocha, 25 anos, não escondeu a surpresa quando, nesta semana, visitou o bairro Casa Nova, onde vai morar depois de viver um longo tempo em uma casa de madeira em área cercada de mato às margens do Igarapé Altamira. Depois de bater na parede, bem humorado, sentenciou: “Nunca mais vou me preocupar com cupim”.Celso e um grupo de famílias conheceram esta semana o conforto e a segurança das casas que ocupam lotes de 300 metros quadrados no novo bairro construído pela Norte Energia em Altamira como parte do Projeto Básico Ambiental da Usina Hidrelétrica Belo Monte. “Gostei muito do bairro. Não vejo a hora de me mudar”, reforçou a dona de casa Waldeíse Carvalho, 26 anos. “Quem bota defeito numa casa dessas não sabe o que é casa”, decretou o aposentado Antônio Gomes da Silva, 72 anos. Ele afirmou estar cansado de enfrentar, ao longo dos anos, os alagamentos na Rua dos Operários, no bairro Sudam I, Igarapé Altamira.O Casa Nova é o terceiro dos cinco novos bairros de Altamira que vai receber moradores que vivem em áreas da cidade historicamente alagadas pelo rio Xingu. Desde o início do ano, a Empresa já transferiu para o Jatobá e o São Joaquim mais de 600 famílias. No novo bairro, as famílias vão morar em casas de 63 metros quadrados, com três quartos (uma suíte), sala de estar e jantar conjugada com cozinha e banheiro social, com opção de banheiro adaptado para pessoas com deficiência. O bairro conta com ruas asfaltadas, iluminação pública, água tratada e terá atendimento básico a uma distância de 300 metros, na Unidade do bairro vizinho, Santa Ana, também construída pela Norte Energia. Dona Waldeíse sabe o que isso significa:  “É casa nova, vida nova, tudo novo.”
  • O diálogo é um dos pilares da construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Desde que os estudiosos perceberam que havia um declive colossal no rio Xingu, ideal para transformar a força da água em energia elétrica, a sociedade brasileira acompanha o amadurecimento do projeto, que só ganhou forma final depois de um longo e franco debate com especialistas, ambientalistas, população local e comunidades tradicionais. Entre 2007 e 2010, período que antecedeu o leilão da Usina (20/4/2010), foram realizadas 12 consultas públicas; dez oficinas com as comunidades da área do empreendimento; fóruns técnicos em Belém e no Xingu; visitas a mais de quatro mil famílias; quatro audiências públicas do Ibama, com mais de seis mil pessoas, e 30 reuniões da Funai em aldeias. Um dos aprimoramentos possíveis com a ajuda da sociedade foi a redução da área dos dois reservatórios da Usina, hoje limitados a apenas 478 km², dos quais 274 km² (57%) correspondem à própria calha do Xingu. Outro foi a garantia da vazão mínima de 700 m³/s na Volta Grande do Xingu no período de seca, maior do que a mínima histórica registrada, de apenas 400 m³/s. O volume de água manterá o curso original do rio, a manutenção da vida aquática da região e navegação na região na época de seca. E não apenas na região. O Xingu será navegável para sempre, situação assegurada pelo Sistema de Transposição de Embarcações que já funciona desde 2013 no local será construída a barragem do reservatório principal (Pimental). Não seria possível construir Belo Monte sem diálogo com as comunidades indígenas da área de influência do empreendimento. E esse diálogo assegurou que nenhum milímetro de terra indígena será alagado, além de possibilitar o desenvolvimento de um Projeto Básico Ambiental de Componente Indígena (PBA-CI), o primeiro de uma obra de infraestrutura no Brasil. Povos que não contavam com comunicação hoje dispõem do serviço uma rede formada por 41 estações de rádio que abrange 36 aldeias.Belo Monte é um dos primeiros projetos estruturantes do País que proposta integrada de desenvolvimento regional, o Plano de Desenvolvimento Regional do Xingu (PDRS-X). Esta ação, do Governo Federal, conta com aporte de R$ 500 milhões da Norte Energia para desenvolver projetos sustentáveis nos 11 municípios das áreas de Influência Direta e Indireta do empreendimento. O diálogo direto com todos os segmentos da sociedade resultou na construção de uma das ferramentas mais completas de promoção do desenvolvimento social e econômico dos municípios da Área de Influência Direta do empreendimento (Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu): o Projeto Básico Ambiental (PBA). São R$ 3,2 bilhões para ações socioambientais, que corresponde a cerca de 13% do valor total do projeto de Belo Monte (data base abril de 2010). Do montante destinado ao PBA, mais de R$ 1,9 bilhão já foi aplicado. Hoje, a região já conta com 27 novas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Investimentos em obras de educação beneficiando mais de 20 mil alunos com salas de aula construídas e reformadas. Com os recursos do PBA, três novos hospitais serão entregues estes ano na região, além de 220 quilômetros de redes de esgoto e 170 quilômetros de água potável em Altamira. Na cidade, o  PBA também está transformando a vida de 4,1 mil famílias que vivem em áreas historicamente alagadas pelo Xingu. Elas estão sendo transferidas para moradias seguras em bairros com infraestrutura completa que estão sendo construídos pela Norte Energia. No total, serão cinco novos bairros em Altamira. Quase quatro décadas depois da ideia primordial, Belo Monte se consolida como uma conquista da sociedade brasileira. Projeto construído por meio do diálogo direto e indistinto, a maior usina 100% brasileira tornou-se modelo de sustentabilidade e de promoção do desenvolvimento social e econômico no coração da Amazônia.
  • Eram sete horas da manhã, e a rotina no Jatobá começou a ser quebrada por vozes de meninos e meninas. Aos poucos, eles chegaram à Rua G para fazer a inscrição na 1ª Corrida de Rua do bairro. Ganharam camisetas, números de competidores e um café da manhã reforçado para enfrentar o percurso, curtinho, mas que representou um novo olhar sobre o lugar em que hoje moram. Antes de chegar às suas atuais moradias, todos viviam em áreas historicamente alagadas pelas cheias do Xingu, onde o verbo correr estava associado a ajudar pais e mães a recolher os pertences de casa quando a chuva os castigava. Correr nas pontes de madeira também era um perigo, de machucar as pernas ou mesmo cair nas águas insalubres embaixo das estivas. Mas, no sábado (27/9), eles usaram as forças das pernas para tomar conta do seu novo espaço, que ocuparam com a alegria e os barulhos das passadas cada vez mais velozes, sorridentes.No meio do grupo de competidores, a menina Vitória Souza da Silva, 14 anos, estava concentrada, com jeito de campeã. “Onde eu morava não tinha essas atividades. Estou achando muito bom, mudar foi a melhor coisa que fizemos”. Moradora de uma das áreas sujeitas à enchente em Altamira, ela e a família estão no Jatobá há pouco mais de um mês. Na beira da calçada, adultos pararam para observar os pequenos correndo. Plateia formada por mães orgulhosas com os filhos encarnando o papel de atletas. Uma delas era Andrea Sousa de Andrade, 25 anos. A dona de casa botou a molecada da cama nas primeiras horas e inscreveu os meninos Gabriel Andrade dos Santos, 7 anos, e Vitor Manoel, de 10 anos. Eles não entraram na corrida principal, competiram nas corridas de saco, uma das diversas brincadeiras incluídas na programação para agregar os garotos e garotas menores ou que não quiseram competir correndo. Na hora de torcer, Andréa recordou que onde morava “não tinha nem quintal para as crianças brincarem”.A Primeira Corrida de Rua do Jatobá foi realizada para integrar e promover lazer e esporte para os moradores do novo bairro, um dos cinco que está sendo construído pela Norte Energia em Altamira como parte do Projeto Básico Ambiental (PBA) da Usina Hidrelétrica Belo Monte. A competição foi organizada pela Secretaria Municipal de Trabalho e Promoção Social (Semuts) em parceria com a Empresa.
  • Os canteiros de obras de Belo Monte, em Vitória do Xingu (PA), reúnem milhares de pessoas vindas de todos os cantos do País. São brasileiras e brasileiros que se empenham dia e noite para erguer a maior obra de infraestrutura em construção no Brasil, obra que, quando estiver em plena operação, vai levar energia limpa e renovável a 60 milhões de pessoas.Belo Monte também é local de encontros inesperados, emocionantes. Um deles ocorreu nesta quarta-feira (24/9), logo depois de o estudante El-Elyon Machado Monteiro, 16 anos, chegar ao Sítio Belo Monte. Era o início do roteiro do Conheça Belo Monte, projeto da Norte Energia que abriu as portas da maior hidrelétrica genuinamente brasileira a estudantes da rede de ensino pública e moradores dos municípios da Área de Influência Direta. Logo que desembarcou do ônibus no mirante de Belo Monte, onde será instalada a Casa de Força Principal do empreendimento (11 mil MW de potência instalada), El-Elyon foi surpreendido pela chegada do pai, Francisco da Silva Monteiro, que trabalha naquele sítio. Ao filho, faltaram palavras. Ao pai, emocionado, sobrou felicidade e orgulho com El-Elyon. "Meu filho está inscrito no Programa Jovem Aprendiz e vai trabalhar aqui em Belo Monte como auxiliar administrativo.” Em breve, pai e filho voltarão a se encontrar como colegas de trabalho em Belo Monte, uma usina que também emociona Francisco. “Sou barrageiro e tenho orgulho em construir a maior obra deste País.” Leia também: “Conheça Belo Monte” recebe estudantes de Altamira
  • Uma característica do projeto da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu, é a preservação da fauna na região da área de influência do empreendimento. O símbolo deste compromisso da Norte Energia, responsável pela obra, é o Centro de Estudos Ambientais (CEA), hoje referência para o desenvolvimento da pesquisa na Amazônia e no Brasil.Este compromisso proporcionou um avanço sem precedente para o conhecimento científico da fauna aquática da região com a reprodução, em julho, de filhotes de Acari Zebra (Hypancistrus zebra) no laboratório do CEA. Peixe da Volta Grande do Xingu, o Acari Zebra está ameaçado de extinção pela captura predatória motivada por altos preços pagos no mercado de peixes ornamentais. Foi a primeira vez no Brasil que a reprodução da espécie ocorreu em laboratório legalmente autorizado. O compromisso com a preservação da fauna da região é reforçado com ações de  acompanhamento da fauna aquática do Xingu. Hoje, mais de 400 peixes das espécies pacu-de-seringa, curimatá, pirarara, surubim e filho/piraíba são monitorados por sistemas de telemetria acústica e rádio, o que vai contribuir para avaliar o comportamento migratório antes e depois da construção da hidrelétrica. A busca por maior conhecimento das espécies também alcança as tartarugas-da-Amazônia, que anualmente transformam a região do Tabuleiro do Embaubal, no município de Senador José Porfírio, em um dos maiores pontos de desova e reprodução da espécie na Amazônia. Quatro espécimes são monitorados desde fevereiro por equipamentos acoplados nos cascos que emitem sinais a um satélite. É uma iniciativa que contribui para aprimorar ações de proteção e preservação da espécie. Desde que a construção de Belo Monte começou, a Norte Energia registrou 58 espécies de abelhas, o equivalente a 90% do total de espécies registradas na Amazônia brasileira até 2005. O trabalho é um dos mais completos, e contribui para compreender fenômenos como a polinização por meio desses insetos, fundamentais para o equilíbrio natural em áreas de florestas. As pesquisas do CEA também proporcionaram a descoberta de novas espécies de pequenos roedores, pertencentes ao gênero Neacomys e Oecomys e do morcego Nyctinomopd dp. Descobertas ainda em fase de estudos complementares, mas que dão a dimensão do trabalho sério e da contribuição do empreendimento para a Zoologia na região da Transamazônica. Ao contrário dos prognósticos desprovidos de base científica que apontavam a Usina como fonte de degradação e de perda da rica biodiversidade da região do Xingu, Belo Monte  tornou-se referência de projetos de preservação da fauna e flora e da produção de conhecimento científico. Por isso, o Dia da Defesa da Fauna, celebrado nesta segunda-feira (22/9), é motivo para celebrar os resultados de trabalhos que contribuem decisivamente para a preservação das espécies da região do Xingu.
  • Benefícios permanentes às aldeias fazem parte do Projeto Básico Ambiental-Componente Indígena (PBA-CI) da UHE Belo Monte. Conheça mais no infográfico.

  • São 117 projetos de cunho ambiental, econômico, social e cultural que beneficiam moradores dos municípios da Área de Influência Direta da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Acompanhe os investimentos.

  • "Meu maior sonho era morar em uma casa de chão firme. Hoje, eu tenho isso, e muito mais.” A mudança de vida que a dona de casa Edileuza Alves, 38 anos, conta com alegria é uma demonstração do alcance social de um empreendimento do porte do da Hidrelétrica Belo Monte e a certeza de que o empreendimento construído pela Norte Energia no rio Xingu, que vai beneficiar de 60 milhões de brasileiros, não se resume a ferro e concreto. Depois de 16 anos vivendo em uma palafita na Rua das Olarias, área de Altamira historicamente alagada nos períodos de cheia do rio Xingu, desde o último sábado (13/9) dona Edileuza mora no Jatobá, um dos cinco novos bairros da cidade que estão sendo construídas pela Norte Energia como parte das condicionantes ambientais da Usina. “Quando soube que teria que sair dali, fiquei aliviada. Lá era muito perigoso. Eu tinha medo. Mesmo a casa sendo alta, subiam todos os tipos de bicho. Desde cobra meu marido matou lá.” Em Altamira, as mais de 500 famílias que já moram nos novos bairros contam com infraestrutura completa, com água potável, saneamento, energia elétrica, ruas com calçadas, asfalto e iluminação pública, serviços de saúde, plantão social. O cuidado da Empresa com as pessoas vai além. Parte das casas de 63 metros quadrados de área construída tem banheiros para portadores de deficiência. É o caso da residência de dona Edileuza. “Quando sofri um derrame, há alguns anos, fiquei com parte do corpo paralisada. Meu banheiro aqui é adaptado, o que me dá segurança na hora de tomar banho.” As condicionantes de Belo Monte mudam a vida de milhares de moradores da região do Xingu. Na Área de Influência Direta do empreendimento (Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu), obras da Norte Energia reforçaram serviços públicos com a construção de 27 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a construção, reforma e ampliação de 354 salas de aula que beneficiaram diretamente mais de 20 mil alunos.Ainda este ano, três hospitais serão entregues em Altamira, Anapu e Vila dos Trabalhadores (Vitória do Xingu). Em Altamira, já foi concluída a instalação de 88% das redes de esgoto e de água tratada que vão assegurar mais saúde a população e ao Xingu. Com o sistema de saneamento, o rio deixará de ser destino de todo o esgoto da cidade. A Norte Energia já investiu mais de R$ 1,2 bilhão em ações socioambientais. Os recursos fazem parte de um total de R$ 3,7 bilhões (a preços de 2010) que serão aplicados em ações condicionantes e em outros benefícios previstos no Projeto Básico Ambiental (PBA) do empreendimento, inclusive do PBA-Componente Indígena, no Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRS-X), e em ações complementares.  Leia também: Belo Monte supera R$ 1,2 bilhão em benefícios socioambientais
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