A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) realizará em 10 de maio, às 10h, na sede da BM&FBOVESPA, em São Paulo, o Leilão de Transmissão nº 01/2013. Serão licitados dez lotes, compostos de 5017 quilômetros (km) em linhas de transmissão e de subestações com um total de 1.200 mega-volt-amperes (MVA) de potência.
As novas instalações vão demandar investimentos de aproximadamente R$ 5,3 bilhões, com geração de 18.356 empregos diretos. O prazo de conclusão das obras será de 22 a 36 meses e os contratos de concessão são de 30 anos.
O consumo nacional de energia elétrica totalizou, em fevereiro de 2013, 37.893 gigawatts-hora (GWh), 2,7% acima do valor registrado no mesmo mês do ano anterior.
O consumo residencial apresentou a maior taxa de expansão, anotando 7,9% – repercutindo as temperaturas elevadas registradas no segundo mês deste ano. Já o consumo industrial recuou 2,4%, refletindo influência do dia útil a mais que teve fevereiro no ano de 2012. O consumo comercial cresceu 5,9%.

Belo Monte é parte da estratégia brasileira de expansão da geração hidrelétrica. Na imagem, maquete do Sítio Pimental
A Agência Internacional de Energia (AIE), organismo sediado em Paris, França, e que reúne os países de maior grau de desenvolvimento relativo demonstrou em relatório divulgado no início da semana que a produção de energia hidrelétrica no mundo deve ser dobrada até 2050 para com isto evitar emissões anuais de bilhões de toneladas de dióxido de carbono. O relatório incentiva ações governamentais como a simplificação dos processos administrativos, especialmente os ligados à licenciamento ambiental, a adoção de planos de desenvolvimento nacionais de hidrelétricas e maior cooperação entre as fronteiras ao redor de grandes bacias fluviais.
Segundo dados divulgados, a energia hidrelétrica é a principal fonte renovável do mundo em termos de capacidade de geração, e produz, desde 2005, mais do que todas as outras fontes renováveis combinadas. Nessa linha, o relatório aponta para as vantagens da hidroeletricidade incluindo aspectos tecnológicos, confiabilidade comprovada, grande capacidade de armazenamento, em reservatórios plurianuais e custos de operação e manutenção baixos.
A Norte Energia S.A. recebeu o prêmio internacional ”Projeto do Ano”, na categoria de Projeto de Inovação para empreendimentos de geração entre 101 MW e 20.000 MW - New (Greenfield) Development. Este prêmio foi concedido durante a cerimônia de encerramento da HydroVision Brasil, no Rio de Janeiro.
A HydoVision é uma entidade mundial voltada para a hidroeletricidade que promove um evento anual em vários países e, neste ano, reuniu no Riocentro, entre 24 e 27 de setembro, mais de 600 profissionais do setor. Este é considerado o único evento 100% dedicado à hidroeletricidade. Nos três dias da conferência HydroVision
De acordo com os idealizadores do prêmio, a usina hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, é, atualmente, o maior projeto em construção no Brasil e representa um desafio inovador de logística para o seu desenvolvimento, ou seja, construir uma das maiores hidrelétricas do mundo em plena Amazônia, cujo potencial hidroelétrico só agora começa a ser aproveitado. Belo Monte terá potência instalada de 11.233,1 MW e tem previsão de começar a gerar energia em 2015.
Foram também premiados em outras categorias projetos no Panamá (223 MW Changuinola I), no Rio Grande do Sul (19 MW Pezzi-PCH) e Itaipu Binacional.
O consumo de energia elétrica no Brasil cresceu 3,8% em maio deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 36,9 milgigawatts-hora (GWh). O dado foi divulgado nesta quinta-feira (28) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia. O consumo continua sendo puxado pelas famílias (setor residencial) e pelo setor comercial, que juntos representaram mais de 60% no aumento da demanda no mês.
No acumulado do ano, o consumo de energia elétrica cresceu 4,2%, puxado principalmente pelos setores comercial (7,0%) e residencial(4,5%). O setor industrial cresceu 1,9% nos cinco primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2011. O setor de comércio e serviços apresentou crescimento de 7,1% no consumo de eletricidade no período, com destaque para os comércios de Ceará e de Pernambuco, que, segundo a EPE, vêm de monstrando dinamismo.
Correio Braziliense, 20/02
Luiz Gonzaga Bertelli (Vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo e conselheiro e diretor da Fiesp-Ciesp)
A condenação que fazem aos grandes e novos aproveitamentos hidroelétricos tem quatro fundamentos: a necessidade do deslocamento de populações e atividades econômicas rurais; os danos à flora e à fauna; as modificações que se processam nas águas dos próprios reservatórios em função da vegetação remanescente submersa e a modificação do regime dos rios à jusante da barragem.
No tocante às populações a serem deslocadas, trata-se de problema frequente nas regiões de grande população como China e Egito, onde ocorreu a necessidade de mudança de mais de 100 mil pessoas. A usina hidroelétrica de Belo Monte, em construção no Rio Xingu, no Pará, será a segunda hidroelétrica do Brasil, menor apenas que a Itaipu Binacional, compartilhada por Brasil e Paraguai. Com capacidade de produção estimada de 11 mil megawatts, entrará em operação em 2015, devendo adicionar ao sistema elétrico brasileiro 4.571MW médios de energia. Trata-se de carga suficiente para atender a 40% do consumo residencial de todo o país.
Por Sérgio Barreto Motta, no site Monitor Mercantil
A presidente Dilma está, até agora, conseguindo reagir a uma irracional campanha internacional. Enquanto o mundo usa os poluentes petróleo-gás-carvão para gerar energia, o Brasil é um dos poucos países do mundo que consegue movimentar suas fábricas e iluminar suas casas com a água que passa pelas turbinas, de forma ecológica ou, como se diz modernamente, sustentável. Mas se não criticam as nucleares da França, nem as unidades a carvão da China e tampouco as usinas a petróleo dos Estados Unidos, as entidades internacionais WWF e Greenpeace exacerbam suas críticas às usinas hidráulicas brasileiras. E Belo Monte é o prato do dia. Greenpeace e WWF costumam dizer que, embora internacionais, as filiais do Brasil têm autonomia. Mas dá para desconfiar da agressividade externa contra um país que faz do uso da hidreletricidade sua principal fonte de geração de energia.
O jornal O Estado de São Paulo reproduziu no caderno Planeta desta quarta-feira (25) texto publicado pela respeitada revista alemã Der Spiegel, sobre a utilização de energia solar na Alemanha. O jornalista Alexander Neubacher aponta os problemas energéticos enfrentados pelo país europeu, considerado “um dos países mais entusiastas na adoção desse tipo de energia renovável”. Segundo o texto, o governo alemão estuda como irá tratar o setor nos próximos anos diante da ineficiência que esta fonte de energia elétrica tem demonstrado.
O uso de termelétricas no Brasil voltou a ser discutido em entrevista do professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP e ex-secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo, José Goldemberg, ao Jornal da CBN, ontem (28). Goldemberg informa que, atualmente, o uso desta fonte corresponde a 15% da geração no Brasil. Entretanto, o aumento no acionamento dessas usinas nos últimos anos traz preocupações quanto ao aumento do preço da energia elétrica e aos impactos ambientais que as termelétricas provocam. Ele compara as vantagens das termelétricas com as das hidrelétricas e avisa: a construção predominantemente de hidrelétricas sem reservatório, como é Belo Monte, é observada desde a década de 90 e pode aumentar ainda mais o uso das usinas térmicas.
Saiba o porquê acessando a entrevista completa de Goldemberg à CBN.
O jornal Folha de São Paulo traz nesta terça-feira (27) matéria que apresenta dados sobre o uso de termelétricas no Brasil para atender a demanda por energia elétrica em horários de pico. A reportagem de Agnaldo Brito aponta que, ano após ano, o país tem recorrido a essa energia, mais cara e poluente do que a hidrelétrica. Entre as soluções estaria o aumento da capacidade de geração das hidrelétricas existentes, além da construção de novas usinas deste tipo.
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