
Estudantes de escolas públicas de Altamira participam de programa ambiental da Norte Energia. (Foto: Jaime Souzza)
Ações intensificadas durante a Semana do Meio Ambiente acontecem durante o ano inteiro e já chegaram em mais de 60 escolas da região
“Apenas com educação vamos conseguir mudar costumes antigos, como jogar um papel de bombom na rua, por exemplo”. A declaração é da professora Karlene Souza, responsável pela turma do 7º ano da Escola Municipal João Rodrigues, em Altamira. Os alunos da instituição estiveram entre os vários grupos de estudantes que participaram das atividades lúdicas e educativas, entre os dias 05 e 07/06, através do Programa de Educação Ambiental da Norte Energia, que realizou programação especial durante a Semana do Meio Ambiente.
Artigo do presidente da Norte Energia publicado no jornal O Liberal.
A Rio+20, o Futuro que Queremos e Belo Monte.
Carlos R. A. Nascimento*
O maior município do Brasil acaba de completar cem anos, mas na cidade de Altamira, que fica às margens do majestoso Rio Xingu, somente 18% de sua população de 100 mil habitantes dispõem de rede de água tratada. Pior é a situação do esgoto, quase inexistente. O município de Altamira, com 159 mil quilômetros quadrados, é territorialmente maior que Portugal, Islândia, Irlanda e Suíça. Mas, A realidade do saneamento em Altamira não é muito diferente de inúmeras cidades brasileiras, sejam elas históricas ou não.
A singularidade do município que fica no Sudeste do Estado do Pará, distante mais de 700 km de Belém, é a instalação de uma usina hidrelétrica que pode, comprovadamente e num futuro próximo, melhorar seus indicadores de saúde, educação, saneamento básico, enfim, trazer ao município o que um século de história não foi capaz de aportar. Isto porque, ao longo da história de nosso País, está comprovado que no entorno do local onde as hidrelétricas foram implantadas, houve uma aceleração do desenvolvimento.
Números do órgão oficial de segurança pública do Pará apontam redução da criminalidade no município
Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Pará (SEGUP) apontam que houve redução nos índices de criminalidade na cidade de Altamira no período na comparação entre os anos de 2010 e 2011. A informação oficial contradiz o Movimento Xingu Vivo para Sempre que, além de apresentar em coletiva à imprensa no navio do Greenpeace em 10/05 uma informação errada, ainda atribui o suposto aumento de violência à construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte. A notícia foi publicada no jornal Diário do Pará na última sexta-feira (11).
Nas reduções apontadas pela SEGUP, destaque para os crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), com queda de 100%; roubo, com redução de 45,2%; e estupro, que reduziu 5,5%. O único índice que subiu foi o de tráfico de drogas, cujo aumento nos números, segundo a própria SEGUP, deve-se à ação mais ostensiva por parte da polícia para coibir esse tipo de delito.
Veja o quadro comparativo:
Crime 2010 2011 Variação (%)
Estupro 55 52 -5,5
Furto 1.286 1.056 -17,9
Homicídio 47 46 -2,1
Latrocínio 40 0 -100,0
Lesão corporal 391 372 -4,9
Roubo 834 457 -45,2
Tráfico de Drogas 21 53 152,4
Fonte: SISP / SIAC (SEGUP) - DEZ. 2011
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Participe do Prêmio ANA 2012
A Agência Nacional de Água realiza até 1º de junho inscrições para Prêmio ANA 2012. Podem concorrer ações que estimulam o combate à poluição e ao desperdício e apontam caminhos para assegurar água de boa qualidade e em quantidade suficiente para o desenvolvimento e a qualidade de vida dos brasileiros. Oito categorias estão em disputa: Ensino, Empresas, ONG, Pesquisa e Inovação Tecnológica, Água e Patrimônio Cultural, Imprensa, Organismos de Bacia e Governo.
As inscrições são gratuitas. Os concorrentes poderão inscrever mais de uma iniciativa. Além disso, poderão ser apresentados trabalhos indicados por terceiros, desde que acompanhados de declaração assinada pelo indicado, concordando com a indicação e com o regulamento da premiação.
Concedido a cada dois anos, o Prêmio ANA terá uma Comissão Julgadora composta de membros externos à Agência e com notório saber sobre recursos hídricos, meio ambiente ou patrimônio cultural. Um representante da Agência Nacional de Águas presidirá o grupo, mas sem direito a voto. Os critérios de avaliação dos trabalhos levarão em consideração os seguintes aspectos: efetividade; potencial de difusão/replicação; adesão social; originalidade; impactos social, cultural e ambiental; e sustentabilidade financeira (quando aplicável). Apenas a categoria Água e Patrimônio Cultural terá critérios específicos. A ANA promove a premiação desde 2006.
Para cada uma das oito categorias em disputa, a Comissão Julgadora selecionará três iniciativas finalistas e as vencedoras, que serão conhecidas em solenidade de premiação marcada para 5 de dezembro de 2012 no auditório da Caixa Cultural de Brasília. Os oito vencedores receberão o Troféu Prêmio ANA, concebido pelo mestre vidreiro italiano Mario Seguso exclusivamente para a premiação. O Prêmio tem o apoio da Rede Brasil de Organismos de Bacia (REBOB) e patrocínio da Caixa Econômica Federal.
Os interessados poderão enviar seus trabalhos por remessa postal registrada aos cuidados da Comissão Organizadora do Prêmio ANA 2012 ao seguinte endereço: SPO, Área 5, Quadra 3, Bloco “M”, Sala 222, Brasília (DF), CEP: 70610-200. A data de postagem será considerada como a de entrega.
Cronograma
? Inscrições: até 1º de junho de 2012;
? Prazos de julgamento: de 6 de agosto a 14 de setembro e de 8 a 12 de outubro de 2012;
? Comunicação aos finalistas: de 29 de outubro a 2 de novembro de 2012;
? Cerimônia de premiação: 5 de dezembro de 2012.
Mais informações
Acesse o hotsite www.ana.gov.br/premio, envie e-mail para premioana@ana.gov.br ou ligue para (61) 2109-5412.
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Com informações da ASCOM-ANA
O jornal Diário do Nordeste publicou no domingo (08) entrevista com um dos maiores especialistas em planejamento energético do país, o físico e professor Luiz Pinguelli Rosa. Entre as várias atividades, o professor integra o Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC), instituição que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2007.
Confira a entrevista:
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Cada maneira de gerar energia traz um problema
A discussão sobre a geração elétrica é forte no meio acadêmico, de onde saem ideias, projetos, protótipos e possíveis soluções, como nos fala o diretor da Coppe/UFRJ nesta entrevista exclusiva.
Como o senhor vê a produção de energia elétrica no Brasil do ponto de vista dos impactos?
Há diferentes impactos. Cada maneira de gerar energia trás um problema. A maior parte da geração elétrica brasileira é hidrelétrica. O problema que ela traz é a necessidade de mobilizar território para a localização das barragens. Antes tínhamos reservatórios enormes de água e mais recentemente menores. Mas sempre tem problema. Nunca é totalmente isenta de impacto desse ponto de vista porque sempre altera cursos d´água. Se você pensa em termos da geração termelétrica, que é a segunda no Brasil, com combustíveis fósseis, petróleo, gás natural e um pouco de carvão mineral, tem a poluição atmosférica, que atinge a saúde das pessoas e também contribui mais para o aquecimento do Planeta, com o efeito estufa. Nuclear, temos poucas, mas temos o risco da radioatividade, ressaltado agora no acidente de Fukushima, no Japão. As renováveis ou alternativas – a principal delas no Brasil para eletricidade é o bagaço de cana, usado na geração de energia nas usinas de álcool – também tem impactos. A própria produção da cana-de-açúcar toma uma área que alguns dizem fazer falta na produção de alimentos. A eólica, mais nova, que cresce bastante, tem problemas também de utilização de território, atinge aves, tem o problema estético, do ruído. Enfim, cada uma tem os seus problemas.
Em um ramo dominado pelas mais diferentes áreas da engenharia, a pós-doutora em energia, Virginia Parente, faz parte de uma minoria de economistas especializados e com atuação no setor. Aos 51 anos, a professora do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo ocupa hoje uma das duas cadeiras reservadas a conselheiros independentes da Eletrobras. Em sua primeira entrevista como membro do conselho, Virginia faz a defesa da usina hidrelétrica de Belo Monte e do uso da Amazônia para gerar energia.
Ela critica a atuação de ambientalistas internacionais focada na preservação da Amazônia, mas conivente com o crescente uso do petróleo do mundo. Defende a criação de um comitê com status de Copom (Comitê de Política Monetária) para definir aproveitamentos hidrelétricos e de transmissão, para que licenciamentos ambientais sejam uma questão de governo. A conselheira revela que não existe preconceito na Eletrobras em relação a uma possível privatização das distribuidoras da empresa e defende a atual administração que, segundo ela, está preocupada em dar retorno econômico a seus acionistas.

Equipe de Saúde de Anapu prestigiou inauguração. Crédito: Vagney Santos
Os atendimentos do Programa Saúde da Família, iniciativa do Sistema ?nico de Saúde (SUS) que oferece serviços básicos a pacientes em seu próprio bairro, já poderão ser feitos, em Anapu, com o apoio do posto de saúde entregue pela Norte Energia à prefeitura local. A nova Unidade Básica de Saúde (UBS) tem capacidade para atender até 4.500 pessoas por mês. O investimento da Norte Energia, como parte dos compromissos sociais assumidos pela empresa com os órgãos licenciadores, foi de R$ 228 mil, incluindo obras e equipamentos.
Belo Monte de Pontal, localizada a 65 quilômetros de Altamira, foi a comunidade contemplada com a estrutura que irá melhorar e ampliar os serviços de saúde locais. Com a possibilidade de implantação do Programa Saúde da Família, os moradores contarão com uma equipe multidisciplinar, composta por médico, enfermeira, e agente comunitário de Saúde, em visitas domiciliares.
O Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental da Transamazônica e Xingu (Fort Xingu), formado por mais de 170 entidades da sociedade civil da região, publica, em seu site, nota à sociedade repudiando a campanha de âmbito nacional desenvolvida por atores da TV Globo contra a construção da usina de Belo Monte.
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