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Desenvolvimento Social
Obras socioambientais melhoram a vida no Xingu
Desenvolvimento Social
Postado em 15.09.2014

“Meu maior sonho era morar em uma casa de chão firme. Hoje, eu tenho isso, e muito mais.”

A mudança de vida que a dona de casa Edileuza Alves, 38 anos, conta com alegria é uma demonstração do alcance social de um empreendimento do porte do da Hidrelétrica Belo Monte e a certeza de que o empreendimento construído pela Norte Energia no rio Xingu, que vai beneficiar de 60 milhões de brasileiros, não se resume a ferro e concreto.

Depois de 16 anos vivendo em uma palafita na Rua das Olarias, área de Altamira historicamente alagada nos períodos de cheia do rio Xingu, desde o último sábado (13/9) dona Edileuza mora no Jatobá, um dos cinco novos bairros da cidade que estão sendo construídas pela Norte Energia como parte das condicionantes ambientais da Usina.

“Quando soube que teria que sair dali, fiquei aliviada. Lá era muito perigoso. Eu tinha medo. Mesmo a casa sendo alta, subiam todos os tipos de bicho. Desde cobra meu marido matou lá.”

Em Altamira, as mais de 500 famílias que já moram nos novos bairros contam com infraestrutura completa, com água potável, saneamento, energia elétrica, ruas com calçadas, asfalto e iluminação pública, serviços de saúde, plantão social.

O cuidado da Empresa com as pessoas vai além. Parte das casas de 63 metros quadrados de área construída tem banheiros para portadores de deficiência. É o caso da residência de dona Edileuza. “Quando sofri um derrame, há alguns anos, fiquei com parte do corpo paralisada. Meu banheiro aqui é adaptado, o que me dá segurança na hora de tomar banho.”

As condicionantes de Belo Monte mudam a vida de milhares de moradores da região do Xingu. Na Área de Influência Direta do empreendimento (Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu), obras da Norte Energia reforçaram serviços públicos com a construção de 27 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a construção, reforma e ampliação de 354 salas de aula que beneficiaram diretamente mais de 20 mil alunos.

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Mais de 20 mil alunos foram beneficiados diretamente (Foto: Norte Energia)

Ainda este ano, três hospitais serão entregues em Altamira, Anapu e Vila dos Trabalhadores (Vitória do Xingu). Em Altamira, já foi concluída a instalação de 88% das redes de esgoto e de água tratada que vão assegurar mais saúde a população e ao Xingu. Com o sistema de saneamento, o rio deixará de ser destino de todo o esgoto da cidade.

A Norte Energia já investiu mais de R$ 1,2 bilhão em ações socioambientais. Os recursos fazem parte de um total de R$ 3,7 bilhões (a preços de 2010) que serão aplicados em ações condicionantes e em outros benefícios previstos no Projeto Básico Ambiental (PBA) do empreendimento, inclusive do PBA-Componente Indígena, no Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRS-X), e em ações complementares.

Estação de Tratamento de Esgoto de Altamira (Regina Santos/ Norte Energia)

Estação de Tratamento de Esgoto de Altamira (Regina Santos/ Norte Energia)

 

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  • Começaram na quinta-feira, 10/01, as escavações da área entre as ensecadeiras construídas no Sítio Pimental, da Usina Hidrelétrica Belo Monte. As ensecadeiras são barragens provisórias moldadas com aterro compactado, que permitem a operação das máquinas em terreno seco no Rio Xingu. Estas estruturas ficaram prontas no final de dezembro de 2012, antes do prazo previsto pela equipe da Norte Energia, empresa responsável pelas obras e operação da usina. Neste local, começam a ser erguidas as estruturas de concreto para instalação das unidades geradoras da casa de força complementar (233 MW) e as comportas do vertedouro. Para o diretor de Construção da Norte Energia, Antônio Kelson, “o começo das escavações da casa de força e do vertedouro, no Sítio Pimental, é um marco importante pois demonstra que o país, com Belo Monte, terá a energia limpa, barata e confiável que ele precisa para se desenvolver”. A escavação é o primeiro passo para a construção da casa de força do Sítio Pimental, que culminará com o início efetivo da primeira turbina a entrar em operação, em 2015. Enquanto isso, a construção da casa de força principal, no Sítio Belo Monte (11.000 MW), continua no seu ritmo normal de obras, com a primeira turbina prevista para entrar em operação em 2016 e a última em 2019, com a conclusão do projeto.
  • Um acordo firmado entre a Norte Energia S.A., empresa responsável pela construção e operação da Usina Hidrelétrica Belo Monte, e representantes de três aldeias indígenas da etnia Juruna resultou na liberação da estrada conhecida como Travessão 27, que dá acesso ao sítio Pimental, onde está sendo construída a casa de força auxiliar da hidrelétrica. O acordo definiu que a Norte Energia irá compensar as perdas sofridas pelos índios durante os meses de novembro e dezembro, quando a turbidez (cor) da água impediu a prática da captura de peixes artesanais nas aldeias Paquiçamba, Muratu e Furo Seco. A atividade é uma das principais fontes de renda desses povos. Um contrato firmado de próprio punho por assessores da Norte Energia foi assinado ainda no Travessão do Km 27 pelos seis líderes indígenas, além de Roberto Camilo Oliveira, diretor da Norte Energia; e Francisco Brasil, representante da Fundação Nacional do Índio (Funai). Logo após o acordo, por volta das 18h da quarta-feira (7), a estrada que dá acesso ao Sítio Pimental foi liberada pelos índios, que voltaram para suas aldeias em transporte cedido pelo Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM). As compensações ambientais, sejam elas de qual natureza for, estão previstas no Projeto Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI), documento que determina projetos e ações mitigadoras para a área de influência da construção da Usina. “Nesse caso (captura de peixes artesanais), nos deparamos com uma situação nova, mas que nem por isso deixou de ser resolvida com respeito e equilíbrio”, declarou o diretor Socioambiental da Norte Energia, Roberto Camilo Oliveira. Reunião – A segunda reunião entre as lideranças indígenas e a diretoria da Norte Energia teve início exatamente às 16h (horário de Altamira). Assim como o encontro realizado na terça, 08/01, o de quarta-feira aconteceu às margens do Travessão do km 27, no ponto onde estava montado o bloqueio feito pelos índios. O diretor da Norte Energia Roberto Camilo Oiveira ouviu os índios em suas reivindicações e deixou claro, mais uma vez, que o projeto Belo Monte está na região para somar, e não para prejudicar ninguém. “O importante é que foi um acordo bom para a empresa e bom para os índios. A tolerância e paciência com que lidemos com a situação mostra que a Norte Energia respeita os povos indígenas e suas especificidades”, reforçou Camilo Oliveira. A reunião foi intermediada pelo representante da Funai, Francisco Brasil. “O fato de ouvir os índios e suas reivindicações mostra a atenção da empresa (Norte Energia) para a região e suas transformações”, resumiu. Com a liberação da pista, o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), responsável pela execução das obras da hidrelétrica, já convocou os trabalhadores para retomarem suas atividades a partir do turno da noite de quarta-feira, 09/01, no sítio Pimental.
  • A diretoria da Norte Energia e representantes indígenas da etnia Juruna participam de nova reunião na tarde desta quarta-feira (09/01) para negociar a liberação do Travessão do km 27, que dá acesso aos canteiros do Sítio Pimental e Sítio Canais&Diques. Em Pimental, está sendo construída a casa de força auxiliar da Usina Hidrelétrica Belo Monte. A estrada está ocupada por índios da etnia Juruna desde 07 de janeiro. Os índios pedem R$ 300 mil para que o Travessão do km 27 seja liberado. O valor seria uma compensação por prejuízos obtidos em dois meses de suspensão da captura de peixes ornamentais, indicada como principal fonte de renda das aldeias e que teria sido prejudicada pela turbidez (alteração da cor da água) durante a construção das ensecadeiras no Sítio Pimental. O Instituto Internacional de Ecologia e Gerenciamento Ambiental – IIEGA, laboratório contratado pela Norte Energia para monitoramento das águas próximas à obra, constatou que a qualidade da água, tanto para o consumo quanto para a pesca, está dentro dos padrões estabelecidos pelos órgãos de fiscalização e segurança. Quanto a outras reivindicações dos índios, como construção de escolas e postos de saúde, a diretoria da Norte Energia reforçou que as obras, previstas no Projeto Básico Ambiental – PBA, do Componente Indígena e em projetos do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRS Xingu), estão sendo realizadas, conforme acordos já firmados anteriormente. Atualmente, são cerca de 300 projetos em andamento, somando-se a ações de sustentabilidade e geração de renda dentro das aldeias. A Norte Energia se comprometeu também em verificar as possibilidades técnicas e jurídicas de contratar mão-de-obra indígena para realizar serviços dentro das próprias aldeias, já que esta é outra reivindicação desses grupos. Além dos diretores da Norte Energia e os índios da etnia Juruna das aldeias Muratu, Paquiçamba e Furo Seco, participam das reuniões de negociações: representantes do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), da Fundação Nacional do Índio (Funai), da Procuradoria da República em Altamira.    
  • Com duas novas escolas, mais de 1600 alunos recebem laboratórios e livros  “Não estamos entregando mais uma escola, estamos entregando mais educação às nossas crianças”, afirmou a prefeita de Altamira, Odileida Sampaio, ao inaugurar o complexo educacional Professora Odila de Sousa no bairro carente do Mutirão, em Altamira, nesta quarta-feira, 26. O prédio construído pela Norte Energia, empresa responsável pela construção e operação da Usina Belo Monte, faz parte de uma das condicionantes previstas no PBA da obra. Primeiro aluno matriculado na escola, Lucas dos Santos, de seis anos, confessa que o lugar mais bonito do prédio é a sala onde vai estudar. “As carteiras são bonitas e aqui tem livros, é tudo colorido, eu gostei muito”, disse sorridente. Emocionada, a mãe de Lucas conta que até há pouco tempo estava preocupada com a educação do filho e ter de levá-lo para um bairro mais distante, quase a fez desistir da educação do menino. “Agora eu sei que ele não vai perder um dia de aula”, declarou a dona de casa. Moderno, amplo e climatizado, o complexo educacional foi construído em um bairro carente de educação infantil e conta com dois prédios: um menor com quatro salas que atenderá alunos do Jardim I à quarta série do fundamental, e outro com seis salas, para alunos da quinta à nona série. A estrutura é única no município e ainda conta com dois laboratórios de informática, refeitório integrado, cozinha industrial, jardim de inverno, além de área para atividades ao ar livre. Ao entregar o prédio à comunidade, a prefeita agradeceu o nome dado a escola, homenagem à irmã e antiga professora do município, falecida em 2011 e mestre por mais de 20 anos. A escola já está de portas abertas a comunidade e deve iniciar as aulas em fevereiro próximo. Serão mais de 600 alunos estudando em três turnos. “Agradeço a Norte Energia pela homenagem, e pela sensibilidade em investir amplamente na educação” concluiu. Incentivo a leitura- No mesmo dia, a Norte Energia entregou as novas instalações da Escola Municipal de Ensino Fundamental Edson Burlamaqui de Miranda. O prédio que atende mais de mil alunos da periferia de Altamira foi totalmente reformado, recebendo salas climatizadas e com iluminação moderna para aumentar a visão nas aulas durante a noite. A escola recebeu um laboratório de ciências equipado para aulas práticas e uma sala de leitura, com livros didáticos e. inclusive, com literatura infantil. “Essa obra para a Norte Energia não é simplesmente o cumprimento de uma condicionante, mas o benefício que ela representa para toda a comunidade” destacou Rosi Oliveira, da gerência socioeconômica da empresa.  
  • Obra marca o início da construção da primeira casa de força de Belo MonteO penúltimo dia de trabalho antes do recesso de fim de ano nas obras de Belo Monte foi de festa. Centenas de trabalhadores do sítio Pimental se reuniram, na quinta-feira, 19, para comemorar a conclusão da ensecadeira - estrutura que desvia parte do rio para que as máquinas trabalhem em área seca. Em Pimental será construída a casa de força auxiliar da Usina Hidrelétrica Belo Monte e o vertedouro. Além da competência, a conclusão do projeto celebra também a superação da equipe com a antecipação dos prazos, já que a primeira estimativa era de que a obra fosse concluída no início de 2013. “Com essa meta atingida (conclusão da ensecadeira), o coração de Belo Monte começou a bater”, resumiu o diretor de Construção da Norte Energia, Antônio Kelson. As ensecadeiras são barragens provisórias moldadas com aterro compacto. Em Pimental, foram construídas duas ensecadeiras: a de montante (de onde a água vem) possui 1.200 metros de extensão. Já a ensecadeira de jusante (para onde a água vai) possui 1.300 metros de comprimento. De acordo com a Diretoria de Construção, seguir o calendário de andamento das obras representa manter um compromisso “Todos se esforçaram, trabalharam muito, e hoje nós podemos afirmar que 18 milhões de residências em todo o país terão energia no prazo”, declarou Kelson. Paralelalamente a esse trabalho, a Norte Energia realiza o resgate de peixes e de animais que habitam a área de influência das ensecadeiras. Cerca de 180 profissionais atuam intensamente para garantir a sobrevivência das várias espécies e a reprodução dos cardumes que habitam o Xingu, cuja reprodução estará garantida com a construção da “escada de peixes” - sistema que vai permitir o fenômeno conhecido como “subida da piracema”. Navegação – A construção das ensecadeiras não trouxe prejuízo na navegabilidade no Xingu devido à construção do Sistema de Transposição de Embarcações (STE). O sistema funciona como espécie de guincho que iça e atravessa pequenas embarcações por cima da barragem feita no local. O mecanismo será utilizado tanto na fase atual de construção, enquanto o rio flui livremente, quanto no futuro, quando a usina estiver em pleno funcionamento. “Belo Monte veio para resolver! Em momento algum a obra vai interromper os ciclos de vida nessa região”, conclui o diretor Antônio Kelson.











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