Obras
Especialista desautoriza uso de seu estudo por grupos contrários a Belo Monte
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Postado em 15.08.2014

O PHD em engenharia civil e ambiental da Universidade de Illinois, professor Marcelo H Garcia, criticou em carta o uso indevido e distorcido de sua pesquisa por grupos contrários à Usina Hidrelétrica Belo Monte. Em palestra realizada no Texas, o professor falou justamente sobre as inovações da engenharia de construção aplicadas nas obras. Contudo, seu estudo foi usado para atacar o projeto do canal de derivação da usina. O engenheiro não citou nomes, mas sua atitude foi tomada após saber que a palestra foi citada em manifesto enviado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) por entidades que ainda esperam parar as obras de Belo Monte.

Em carta enviada à Norte Energia o engenheiro diz que o projeto do Canal representa o “estado da arte nesse tipo de empreendimento”. Garcia foi um dos especialistas que se reuniram no simpósio “Questões atuais de Gestão de Bacias Hidrográficas no Brasil: Uma Visão Geral das necessidades e aplicações de pesquisas sobre Rios e Recursos Hídricos”. Realizado em abril deste ano, o evento foi  organizado pelo Instituto de Estudos Latino-Americanos LLILAS Benson e pelo Departamento de Geografia e Meio Ambiente da Universidade do Texas (Austin).

Em sua apresentação, Garcia validou o grande desafio de engenharia que Belo Monte representa. Um dos aspectos da obra, um marco em diversos sentidos, foi analisado por ele na apresentação “Canal de Derivação de Belo Monte: Estabilidade da Rocha ao transportar 14.000 m3/s”, direcionada ao público acadêmico.

Ao tomar conhecimento de que sua análise estava sendo distorcida, o professor e consultor de engenharia escreveu a carta na qual reiterou: “eu acredito que o Canal de Derivação de Belo Monte vai funcionar tão bem quanto esperado, segundo as recomendações resultantes das análises de hidráulica de canais abertos e da estabilidade da rocha, que realizei com meu grupo de pesquisa da Universidade de Illinois”.

O documento abaixo, escrito em inglês e traduzido para o português, é mais uma comprovação de que os mitos que se espalham sobre o empreendimento devem ser combatidos com dados e fatos bem embasados.

Leia a carta na íntegra, em português, AQUI.

Leia a carta na versão original, em inglês, AQUI.

  • A Norte Energia S.A., empresa responsável pela construção e operação da Usina Hidrelétrica Belo Monte, entregou duas "ambulanchas" à prefeitura de Senador José Porfírio, no sudoeste paraense. As "ambulanchas", que são embarcações especiais, características de atendimento à população ribeirinha, têm capacidade para cinco pessoas e são compostas por um motor de popa (115 hp), macas, giroflex e sirene, além de outros equipamentos e acessórios de primeiros-socorros. A doação, prevista no Projeto Básico Ambiental (PBA), aconteceu no final da tarde de segunda-feira (6/08) no porto de Vitória do Xingu. Até o final de agosto, outras duas lanchas do mesmo modelo, também doadas pela Norte Energia, irão fazer parte da rede de saúde local. A cidade de Senador José Porfírio é um dos dois municípios brasileiros constituídos de territórios totalmente separados. Com as "ambulanchas", o atendimento da saúde de cerca de 13 mil moradores será mais ágil. Isto irá beneficiar aqueles que necessitam percorrer significativas distâncias devido à realidade física da região, onde o rio Xingu liga a sede municipal às muitas vilas e povoados. O custo de cada embarcação é de R$ 66 mil, um total para a Norte Energia de R$ 264 mil em investimento nas quatro embarcações. "Houve um tempo em que nossa cidade chegou ao ponto de alugar barcos para socorrer pacientes. Agora, teremos mais rapidez no transporte. O percurso de mais de 50 minutos poderá ser feito em até 35 minutos", comemorou lvio Silva, um dos pilotos das embarcações. A baixa densidade demográfica, de 0,91 hab/km², em Senador José Porfírio sinaliza a distância que deve ser enfrentada pelas novas lanchas. A vila da Ressaca, apesar de mais próxima de Altamira, pertence a Senador José Profírio e receberá uma das lanchas. Ampliação da rede - Com a entrega dos equipamentos, a Norte Energia reafirma o compromisso com a saúde da população da região. Estas "ambulanchas" e as ambulâncias tradicionais, inclusive com tração nas quatro rodas, contribuem significativamente para a redução do tempo de atendimento de pacientes nas comunidades distantes. Até o momento, foram entregues 11 ambulâncias às cidades próximas a Belo Monte, equipadas e preparadas para viagens de longas distâncias, e 2 UTIs Móveis - veículos com capacidade para o transporte e atendimento de emergências médicas graves -, além das "ambulanchas" e de um odontomóvel. Também há avanços na ampliação da rede de saúde da região com a entrega de equipamentos e novos prédios, como as obras de reforma e construção de unidades básicas de saúde (UBSs) e hospitais, com aumento no número de leitos.
  • A previsão é que no prazo de três anos os trabalhos dos dois sistemas estejam prontos para serem operados pela Cosanpa A Norte Energia e a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) assinaram um Termo de Compromisso que prevê o início da construção do Sistema de Abastecimento de Água e do Sistema de Esgotamento Sanitário na cidade de Altamira. Hoje, a cidade localizada na região sudoeste do Pará apresenta cerca de 18% de redes de água e não possui rede de esgoto. O compromisso da Norte Energia de construir o sistema de abastecimento de água e das redes de coleta de esgoto com o devido tratamento dos resíduos em Altamira faz parte das condicionantes que integram a Licença de Instalação da obra, expedida em junho de 2011 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), com a anuência da Agência Nacional de Águas - ANA. O prazo para término das obras não vai ultrapassar o início da geração de energia pela usina, ou seja, fevereiro de 2015, de acordo com os compromissos estabelecidos no Projeto Básico Ambiental (PBA). Por isso, no Termo de Compromisso está prevista uma data limite de três anos para construção de todo o sistema que será operado pela Cosanpa assim que terminarem as obras. A Norte Energia, entretanto, deve executar integralmente e fiscalizar todas as etapas do projeto em sintonia com a Cosanpa. Foi constituído um Conselho Executivo composto por quatro representantes, dois da Norte Energia e dois da Cosanpa que aprovará o Plano de Trabalho. O diretor de Engenharia e Construção da Norte Energia, Antônio Kelson, afirmou que o cumprimento desta condicionante "é singular no sentido de melhorar a qualidade de vida para a população de Altamira que terá água tratada e recolhimento de esgoto, acarretando mais saúde. Assim sendo, nos sentimos gratificados em resgatar esta dívida social."
  • A Norte Energia S.A., em cumprimento ao que foi acordado em reunião realizada em Altamira em 27/07/12, promoveu especialmente para os índios da Volta Grande do Xingu, na última sexta-feira (3), no Iate Clube do Rio de Janeiro, uma demonstração do equipamento similar ao que será utilizado para garantir a navegação no rio Xingu, agora, na fase das obras, bem como no futuro, quando a barragem estiver concluída. O clube, que faz uso de um equipamento similar àquele que será utilizado para a transposição da barragem, serviu como exemplo real para demonstrar a eficácia das máquinas. A Norte Energia fretou uma aeronave para que os dez representantes das cinco aldeias das etnias Juruna e Arara, da região de Altamira, pudessem acompanhar de perto a simulação. O sistema de transposição a ser implantado será realizado por meio de tração terrestre na margem direita do rio Xingu. A distância total a ser percorrida é de 800 metros. As embarcações maiores farão uso do equipamento "travelift", muito comum em marinas em todo o mundo e que consiste de dois pórticos rolantes, dispostos em cada extremidade do trajeto (jusante e montante). O "travelift" opera em conjunto com duas carretas transportadoras especiais, e todo esse conjunto é capaz de suportar até 50 toneladas. Os barcos de pequeno porte serão içados por uma rampa de concreto, equipada com 2 tratores e 4 carretas náuticas. Após a demonstração, os índios assumiram o compromisso de levar às repectivas aldeias todas as informações obtidas. Este sistema de transposição de embarcações deve começar a operar em janeiro de 2013.
  • Alunos das universidades públicas de Campinas e de Brasília esclarecem questões sobre Belo Monte de maneira inteligente e descomplicada Alunos da Unicamp e da UnB que participaram da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável - Rio+20, no Rio de Janeiro, em junho, produziram um novo vídeo do movimento Tempestade em Copo D'água que trata de questões polêmicas ligadas a Usina Hidrelétrica Belo Monte. No vídeo, tendo como cenário os debates e ações do evento, os estudantes entrevistam ativistas ambientais e grupos indígenas. Com essa abordagem, os futuros engenheiros tentam mostrar as controvérsias de alguns discursos e suas distâncias da realidade técnica. A primeira peça produzida pelo grupo de alunos em novembro do ano passado,  foi uma iniciativa do curso de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas e brincava com a total desinformação dos atores globais que encabeçaram o Movimento Gota D'água, ancorado na popularidade de atores como Sérgio Marone, Juliana Paes e Maitê Proença. O movimento ganhou o reforço de estudantes brasilienses que na mesma época também produziram a sua resposta. Agora, neste novo vídeo que acaba de ser postado no youtube e facebook, os alunos tratam de temas delicados como a questão da real necessidade da energia gerada pela usina, a perda de energia em redes de transmissões e o mito do alagamento de áreas indígenas. Além disso, traz depoimentos de moradores do Xingu, favoráveis ao empreendimento e que também estiveram presentes na conferência. Confira o vídeo abaixo: [youtube_sc url="http://www.youtube.com/watch?v=i8ibm_C5wUE&feature=plcp"]  
  • Sobre a matéria intitulada "Moradores da área de Belo Monte ficam sem indenização", publicada em 05/08/12 no jornal Folha de São Paulo, assinada pelo jornalista Aguirre Talento, a Norte Energia S.A., empresa responsável pela construção e operação da Usina Hidrelétrica Belo Monte, reafirma que: O repórter recebeu tempestivamente da Norte Energia as respostas aos questionamentos feitos a respeito do tema, mas utilizou apenas parte do material. Um exemplo: o dado de que das mais de 600 negociações da Norte Energia com moradores da zona rural, apenas 25 foram para a Justiça, ele preferiu não utilizar. Os processos citados na reportagem, referentes aos dois interferidos pelo empreendimento, estão sob análise da Justiça, não cabendo, portanto, à empresa, se manifestar sobre o resultados desses processos, tal como saiu na matéria. Cumpre esclarecer, entretanto, que no caso da Srª Maria Militão, duas partes diferentes pleiteiam a terra, há dois documentos de propriedade sobre essa mesma área. Nestes casos, somente a Justiça é que pode determinar a quem cabe a indenização e em que valor. O Juiz tentou, em audiência de conciliação, fazer a composição, ocasião em que a Norte Energia se manifestou favoravelmente ao acordo, mas, a outra parte, que disputa a indenização com a Sra. Maria Militão, não concordou. Isto consta nos autos do processo na Justiça. No caso da Sra. Suzete Silva, a Justiça decidiu em liminar que a Norte Energia a considerasse como beneficiária. A empresa recorreu dessa decisão por entender que a Srª Suzete não se enquadra nos critérios de elegibilidade.  











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