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Meio Ambiente
Monitoramento constata jovens gaviões-reais no Xingu
Meio Ambiente
Postado em 26.08.2015

Especialistas que monitoram desde 2013 a presença de espécimes de uma das maiores aves de rapina da América do Sul constataram recentemente o nascimento de um filhote e dois jovens gaviões-reais (Harpia harpyja), em três dos seis ninhos monitorados na região do rio Xingu, no Pará. Quatro ninhos estão localizados no Município de Vitória do Xingu e dois, no município de Brasil Novo.

Centro de Estudos Ambientais da Norte Energia apoia o INPA no monitoramento feito no Xingu. Foto: Jaime Souzza/Norte Energia.

Centro de Estudos Ambientais da Norte Energia apoia o INPA no monitoramento feito no Xingu.
Foto: Jaime Souzza/Norte Energia.

A ação tem apoio logístico da Norte Energia, responsável pela construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte e pela implantação de 15 projetos de conservação ambiental na região.

“O nascimento de filhotes nesta região indica que as florestas remanescentes oferecem condições para o casal de gavião-real se alimentar e reproduzir com sucesso”, explica Helena Aguiar, bióloga e doutoranda do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), que trabalha com monitoramento desta espécie também na região do Xingu.

Por meio de apoio da Norte Energia ao INPA, uma fêmea de gavião-real foi resgatada na Volta Grande do Xingu, recuperada com a ação da equipe de veterinários e biólogos da empresa , com orientação dos biólogos do Instituo. O pássaro foi devolvido com sucesso à natureza em julho de 2014.

A espécie é tida como a ave de rapina mais possante das Américas. Pode carregar um peso igual ao seu, cuja média é de 9 quilos. Ganhou este nome na Amazônia graças à conformação das penas na cabeça, em formato que lembra uma coroa, e ao porte da realeza.

Resgate na Volta Grande do Xingu - As primeiras visitas técnicas de biólogos do INPA ocorreram no primeiro semestre de 2014. Em junho do ano passado, foi realizado um resgate de uma fêmea de gavião-real, na área da Volta Grande, município de Senador José Porfírio. O animal colidiu com uma rede elétrica e foi encaminhado ao Centro de Estudos Ambientais (CEA) da Norte Energia, referência em resgate de fauna na região por manter recintos adequados e equipes capacitadas para esse tipo de trabalho.

A interlocução da Norte Energia com o INPA foi rápida e, por meio de apoio logístico, os biólogos do Projeto Gavião-real chegaram a tempo de avaliar a saúde da ave e tratá-la. “Como não havia nenhuma lesão grave, ela voltou à natureza em cerca de 15 dias”, recorda Helena. Um transmissor de sinais via satélite para monitorar a localização foi acoplado ao bicho. Isso possibilitou a identificação da área de vida na região onde está caçando para se alimentar e alimentar sua cria, e em março deste ano, um juvenil foi avistado dentro desta área utilizada pela fêmea monitorada por satélite enquanto Helena rastreava a fêmea utilizando uma antena e um receptor VHF.

Em julho passado, a coordenadora do Projeto Gavião-real do INPA, Tânia Sanaiotti, voltou ao Centro de Estudos Ambientais para monitorar de perto os ninhos e a fêmea de gavião. Constatou a boa saúde do animal adulto e a presença de um filhote com cerca de dois meses em um dos ninhos, além de avistar um filhote que iniciou a voar no entorno do ninho.

Helena Aguiar explica que uma fêmea de gavião-real põe até dois ovos por reprodução, que pode ocorrer a cada dois ou três anos, mas não nasce mais do que um filhote. A eclosão dos ovos ocorre entre 52 e 58 dias. Os pequenos gaviões começam a voar com aproximadamente 120 dias de vida e se alimentar sozinhos a partir de 1 ano.

Aves são minoria nos resgates da Norte Energia

O Centro de Estudos Ambientais é a estrutura da Norte Energia que dá suporte às ações de preservação da fauna e flora da região de Belo Monte. Os resgates são em sua grande maioria efetuados para animais com pouca capacidade de deslocamento para longe das frentes de supressão. Assim, 80,56% dos resgates são de répteis e anfíbios; 9,20%, de mamíferos; e apenas 0,49%, de aves.

O Projeto Gavião-real do INPA começou em 1997, com a descoberta do primeiro ninho de gavião-real numa floresta de terra-firme, próxima a Manaus, capital do Amazonas. Por meio de parceria com empresas como a Norte Energia e diversas instituições federais, estaduais e municipais, atualmente, o Projeto monitora 40 ninhos em várias regiões do Brasil.

  • Entre os dias 17 e 30 da abril, o Ministério da Saúde promoverá a maior mobilização de testagem das hepatites B e C do Brasil, focalizada em trabalhadores. A expectativa é que sejam realizados 50 mil testes de triagem – sendo 25 mil no Porto de Suape (PE) e 25 mil na Usina Hidrelétrica Belo Monte (PA). Nos dois locais trabalham, diariamente, quase 100 mil profissionais.  “É uma excelente oportunidade de acessar, em poucos dias, tantas pessoas. Quanto mais precoce o diagnóstico das hepatites virais, mais chances de o paciente ter uma boa qualidade de vida”, garante o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco. O exame oferecido será o tradicional, que fica pronto em até 15 dias. Além do acesso gratuito ao teste, os profissionais que participarem da mobilização terão a facilidade de receber o resultado no próprio local de trabalho. Em caso positivo, os pacientes serão encaminhados para tratamento na rede especializada dos municípios participantes ou dos estados de Pernambuco e Pará. No país, estima-se que 800 mil pessoas têm hepatite B e 1,5 milhão são portadores do tipo C. Como são doenças silenciosas, que demoram anos para manifestar sintomas, muitos estão infectados e não sabem. No caso do tipo B, a evolução para a forma crônica ocorre em aproximadamente 5% a 10% dos adultos expostos ao vírus. A hepatite C evolui para a forma crônica em 80% dos casos. Nessas situações, a doença pode evoluir para cirrose e câncer de fígado. São parceiros do Ministério da Saúde na iniciativa as Coordenações de Hepatites Virais dos estados de Pernambuco e Pará, além dos municípios de Recife, Cabo de Santo Agostinho Ipojuca e Altamira. Também participam da ação universidades e laboratórios governamentais dos estados e municípios envolvidos. Prevenção – Evitar a hepatite B é muito fácil. Basta tomar as três doses da vacina, usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings. No caso do tipo C, não existe vacina, mas é possível evitá-la. Para isso, não se deve compartilhar seringa, agulha e objetos cortantes com outras pessoas e usar camisinha em todas as relações sexuais. Fonte: Ministério da Saúde
  • “Hoje, a estrutura da hidrelétrica de Itaipu, no Paraná, recebe mais visitantes do que as próprias cataratas do Iguaçu”. A comparação feita pelo diretor socioambiental da Norte Energia, João Pimentel, entre o que aconteceu no estado do Paraná e o que tem potencial e capacidade de se transformar em realidade no Pará, com a conclusão da Usina Hidrelétrica Belo Monte, remete ao potencial turístico incluso no projeto que dará ao Brasil a terceira maior hidrelétrica do mundo. O assunto foi debatido na noite desta terça-feira, 16/04, durante a assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre Norte Energia - empresa responsável pela instalação e operação da Usina Hidrelétrica Belo Monte - e a Secretaria de Estado de Turismo do Pará (Setur). O documento visa fortalecer as ações de apoio e incentivo ao turismo nos municípios do Polo Turístico Xingu, que engloba as cidades de Altamira, Vitória do Xingu, Anapu, Brasil Novo e Senador José Porfírio. “Esta obra (Belo Monte) compreende o que precisa ser feito em prol da sociedade local. Assim como toda a sociedade precisa e deve, também, compreender a importância de Belo Monte para o Brasil. As ações aqui previstas para o turismo são, antes de tudo, oportunidades de desenvolvimento e melhoria de qualidade de vida”, declarou o titular da secretaria, Adenauer Góes. O evento foi realizado no auditório da Associação Comercial de Altamira. As iniciativas de incentivo ao turismo estão previstas no Projeto Básico Ambiental, o PBA, documento que determina ações nas áreas de saúde, educação, meio ambiente e assistência social como compensação aos impactos gerados pela construção de Belo Monte. “Fico feliz em ver concretizado um termo cuja discussão iniciou-se ainda no ano passado e que é de fundamental importância para toda a sociedade local”, declarou o diretor socioambiental da Norte Energia, João Pimentel. O termo assinado nesta terça-feira prevê a discussão de alternativas que reconstituam ou criem novas oportunidades para o turismo, na Transamazônica e no Xingu. “O setor empresarial da região tem todo interesse na parceria entre esses dois órgãos. O turismo é um dos caminhos para manter o desenvolvimento da região, mesmo depois de concluída a usina”, declarou Valdir Narzetti, presidente da Associação Comercial de Altamira. Dentro do termo assinado, está prevista uma série de ações e obras destinada a atividades turísticas na região. Entre as mais imediatas estão a criação do Centro de Eventos e Turismo regional, recuperação do complexo e linha turística da região, construção de mirantes de observação, recuperação de praias do Xingu e afluentes, além de ações de incentivo ao ecoturismo náutico, e à pesca esportiva. “Estou confiante na Norte Energia e no Governo do Estado para que este seja um projeto que realmente seja levado a frente”, declarou a secretária de meio ambiente e turismo de Altamira, Bárbara Alves.
  • O trabalho de monitoramento de mamíferos que garante a preservação de espécies importantes para a região. Confira no Momento Belo Monte. httpv://www.youtube.com/watch?v=vpNf8friw3Q&feature=youtu.be
  • A entrega do revestimento do pilar de sucção da Unidade Geradora 01 (UG 01), da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Pará, marcou o início da chegada dos equipamentos eletromecânicos no empreendimento. A peça possui formato semelhante ao de um casco de navio e é toda revestida em aço. “A entrega dessa peça no tempo acordado mostra que a obra cumpre rigorosamente o cronograma estabelecido para a construção de Belo Monte. É, sem dúvida, um marco para a obra”, destacou o Diretor de Engenharia e Construção da Norte Energia, Antônio Kelson. O pilar de sucção é uma grande estrutura de concreto que contém a força da água depois que ela cai e passa pelas turbinas. Essa contenção é importante para que o retorno da água ao rio seja feito com controle e o mínimo de impacto sobre o leito do canal de fuga. A peça recebida na última quinta-feira, 11/04, protege a parte do pilar mais exposta ao impacto da água, depois de sua queda. “A água que cai também traz impurezas, pedras pequenas e outros elementos estranhos. O ‘nariz de proteção’, como também chamamos essa peça, evita a deterioração ou danificação do pilar”, explicou Ruiter Campos, superintende do sítio Belo Monte. Esta peça foi construída em Taubaté (SP) e compõe um grupo de peças essenciais ao ciclo de concretagem já iniciado na obra. Os próximos elementos previstos para chegar em Belo Monte são os “anéis de proteção do cotovelo”, que têm função semelhante à do pilar já recebido na obra. “Nesse momento, comemoramos não exatamente a função da peça recebida, mas o marco que essa entrega, feita com sucesso, representa para o projeto”, concluiu o engenheiro Ruiter Campos.
  • A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) realizará em 10 de maio, às 10h, na sede da BM&FBOVESPA, em São Paulo, o Leilão de Transmissão nº 01/2013. Serão licitados dez lotes, compostos de 5017 quilômetros (km) em linhas de transmissão e de subestações com um total de 1.200 mega-volt-amperes (MVA) de potência. As novas instalações vão demandar investimentos de aproximadamente R$ 5,3 bilhões, com geração de 18.356 empregos diretos. O prazo de conclusão das obras será de 22 a 36 meses e os contratos de concessão são de 30 anos. Serão licitadas 17 linhas de transmissão e quatro subestações localizadas em 11 estados. São eles: Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins A Receita Anual Permitida de referência (RAP)* máxima a ser paga aos empreendedores, determinada no edital, é de R$ 586 milhões. Serão vencedores os proponentes que apresentarem o menor valor de RAP por lote. Confira aqui a descrição dos lotes. Os lotes H e I dizem respeito ao início do escoamento da energia a ser produzida na Usina Hidrelétrica Belo Monte. No certame, está vedada a participação, individualmente ou em consórcio no qual detenha cota superior a 49%, de empresas com histórico de sistemático atraso na implantação de empreendimentos de transmissão nos últimos três anos, caracterizado por tempo médio de atraso na entrada em operação comercial de instalações superior a seis meses em relação às datas fixadas nos respectivos contratos de concessão ou atos autorizativos. Também não poderão participar empresas que tenham recebido três ou mais penalidades por atraso na execução de obras de transmissão nos últimos três anos, já transitadas em julgado na esfera administrativa. A lista com as empresas que não poderão participar do leilão devido a essas restrições será divulgada junto com a publicação do edital do leilão. Sistemática do leilão– Todos os proponentes inscritos e habilitados para disputar o lote deverão entregar proposta financeira ao leiloeiro, no momento do certame, inclusive aqueles que porventura tenham perdido o interesse pela disputa – nesse caso, o participante deverá colocar no envelope um formulário de recusa de apresentação. A proposta financeira não poderá ser superior à Receita de Reserva, a qual corresponde a 95% (noventa e cinco por cento) da RAP. Se a diferença entre a menor oferta e as outras propostas for superior a 5%, vence o proponente da menor proposta. Se a diferença for menor ou igual a 5% ou se houver empate entre as menores ofertas, haverá rodada a viva-voz, na qual o leiloeiro poderá fixar valores mínimos a serem oferecidos entre um lance e outro. Vencerá a proponente que apresentar o menor valor. No caso de nenhum proponente fazer lance viva-voz, será vencedor aquele que tiver apresentado o menor valor por envelope. Se houver empate em valores apresentados por envelope sem apresentação de lances viva-voz, o vencedor será determinado por sorteio promovido pelo diretor da sessão. Para favorecer a disputa, poderá ocorrer eventual exclusão de lote para o qual haja apenas um proponente apto a concorrer, após manifestação do Ministério de Minas e Energia (MME). Garantias– Para participação no leilão, os proponentes aportarão garantia de até 1% do valor do investimento estimado pela ANEEL, com prazo de validade de 180 dias. A Garantia de Fiel Cumprimento é apresentada apenas pelos vencedores do leilão, em substituição à garantia anterior. Corresponde a 5% do valor do investimento e deve ser aportada até dois dias úteis antes da assinatura do contrato. Cronograma– Pelo cronograma do edital, os proponentes vencedores deverão entregar os documentos para a fase de habilitação no período de 13/5 até 17/05, na BM&FBovespa. Até o dia 29/05, a Comissão Especial de Licitação (CEL) da ANEEL deverá divulgar o resultado da habilitação. O prazo final para interposição de recurso é 06/06/2013. A homologação do resultado e a adjudicação da concessão estão previstas para 18/06/2013. O prazo final para entrega do cronograma e do orçamento de construção das instalações é o dia 24/06/2013, data em que também deverão ser entregues os documentos da SPE ou da concessionária de transmissão exigidos para o contrato de concessão. Dois dias úteis antes da data a ser marcada para assinatura do contrato de concessão, os empreendedores deverão entregar, na ANEEL, a garantia de fiel cumprimento. Os contratos deverão ser assinados em até 14 dias a partir da data de convocação. *Receita Anual Permitida de referência (RAP) –é a receita anual que a transmissora terá direito pela prestação do serviço público de transmissão aos usuários, a partir da entrada em operação comercial das instalações. Seu valor é aquele obtido como resultado do leilão, com atualização anual pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e revisão a cada cinco anos, nos termos do contrato de concessão. Fonte: ANEEL











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