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Meio Ambiente Vídeos
As abelhas de Belo Monte
Meio Ambiente, Vídeos
Postado em 02.02.2016

A construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte proporcionou um dos registros mais significativos em um único estudo sobre abelhas sem ferrão, agente crucial para a manutenção da floresta amazônica. Cinquenta e três espécies de abelhas sem ferrão foram identificadas durante a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, o que corresponde a cerca de 80% das espécies sem ferrão registradas na Amazônia brasileira até 2005. Vinte e oito espécies ainda aguardam identificação.

Assista aqui como funciona esse importante trabalho desenvolvido pela Norte Energia:

 

 

 

  • O Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRS-X) irá investir R$ 250 milhões de reais nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, inclusão social, fomento e gestão territorial até 2016, nos onze municípios da área de influência da construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte. O valor corresponde à metade dos R$ 500 milhões que serão destinados pela Norte Energia, por meio do PDRS-X, em ações que vão aprimorar o desenvolvimento da Transamazônica e do Xingu. O prazo de 20 anos para aplicação total dos recursos continua o mesmo. O que muda, no entanto, é a distribuição desse valor dentro do período acordado. O anúncio da mudança de estratégia de aplicação dos recursos do PDRS-X aconteceu durante entrevista coletiva no último dia 13 de junho concedida pelo gestor do PDRS-X e representante da Casa Civil da Presidência da República no projeto, Johannes Eck; pelo secretário especial de Energia do Estado do Pará, Nicias Ribeiro; pelo prefeito de Altamira e presidente do Consórcio Belo Monte (CBM), Domingos Juvenil; e pelo presidente da Associação Comercial de Altamira (Aciapa), Valdir Narzetti, no ato representando a sociedade civil organizada. A partir de agora, a intenção é manter a sociedade informada sobre novidades, andamento de projetos e possíveis alterações na gestão do Plano, por meio da imprensa, a cada reunião do PDRS-X. Johannes Eck explicou que o novo modelo de distribuição dos recursos do PDRS-X sofreu alteração para que problemas históricos e emergenciais sejam atendidos com mais rapidez e num espaço mais curto de tempo, nos municípios contemplados pelo projeto. “A mudança atende a uma solicitação direta dos municípios, por meio do Consórcio (Belo Monte), e justifica-se pelas necessidades históricas de muitas cidades dessa região”, revelou. Até agora, a Norte Energia já investiu R$ 50 milhões em obras estruturantes e projetos das mais diferentes origens, todos eles definidos nas Câmaras Técnivas e aprovados na Plenária do PDRS-X. O presidente do CBM e prefeito de Altamira, Domingos Juvenil, revelou que, só em 2013, o orçamento do PDRS-X passou de 25 para 40 milhões de reais. “A Norte Energia e os municípios continuam com o prazo de 20 anos para administrar os recursos, que também continua o mesmo, 500 milhões de reais. Mas aumentar esse investimento agora, nos primeiros anos, vai permitir uma compensação mais imediata e minimiza problemas que, na verdade, são históricos na região. Ou seja, até 2016, a estrutura desses onze municípios estará bastante reforçada em setores fundamentais para o crescimento de cada cidade”. Dentro deste novo cronograma, a previsão é de que o orçamento do PDRS-X seja de R$ 60 milhões para a Transamazônica e o Xingu, em 2014. “Esse plano já vem sendo trabalhado muito antes do início da obra e a forma democrática como cada centavo aplicado é discutida mostra que o PDRS-X é, sim, uma experiência muito benéfica e vantajosa para o povo dessa região”, destacou Valdir Narzetti, presidente da Aciapa. Desde o início das obras de Belo Monte, os municípios que compõem o CBM, Norte Energia e membros da sociedade civil organizada reúnem-se uma vez por mês em Altamira para analisar o que foi feito até agora e direcionar os investimentos futuros, dentro do PDRS-X. “O Estado do Pará aposta tanto no sucesso do PDRS-X que nós, enquanto representantes do Governo Estadual, já antecipamos nosso pedido ao Governo Federal para que este mesmo modelo de gestão e ações de desenvolvimento seja aplicado em outros grandes projetos previstos para o Estado do Pará”, anunciou o secretário Nicias Ribeiro.
  • Os casos de malária no Xingu sofreram uma redução de 73% de janeiro a maio de 2013, se comparado ao mesmo período de 2012 nos municípios de Altamira, Anapú, Brasil Novo, Senador José Porfírio, Vitória do Xingu e Pacajá. Os números refletem o trabalho de equipes de profissionais comprometidos, que atuam diretamente no Plano de Ação para Controle da Malária (PACM). O programa, iniciado em 2011, conta com investimentos de R$ 36 milhões da Norte Energia a serem aplicados até 2016. O Plano tem como principal estratégia a melhoria do acesso ao diagnóstico e tratamento adequado dos doentes, bem como intensificar as medidas de prevenção e controle da malária. Para tanto, houve aumento na contratação e capacitação das equipes de trabalho; investimento na qualificação da gestão; melhoria na infraestrutura de serviços, com a aquisição de microscópios para ampliação de laboratórios, equipamentos, viaturas, mosqueteiros impregnados com inseticidas e insumos necessários para a realização dos trabalhos de campo. Desta forma, as ações financiadas pela empresa que constrói e vai operar a Usina Belo Monte contempla aporte de recurso complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS) e fortalece a gestão, possibilitando organização e eficiência dos serviços. As atividades são realizadas em conjunto com o Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa) e as prefeituras dos 5 municípios da área direta de influência de Belo Monte, além de Pacajá. O Plano está previsto no Projeto Básico Ambiental (PBA), documento que integra o processo de licenciamento ambiental. Para o médico sanitarista, José Lázaro Ladislau, gerente de saúde da Norte Energia, o plano entra em uma fase mais complexa, que requer operação minuciosa e qualificada, com sistemática análise de informação e monitoramento permanente. “Assim, é possível proporcionar a vigilância ativa de cada caso, com operações focalizadas e integradas, objetivando evitar o retorno da malária nas localidades onde sua transmissão foi eliminada”, afirmou.
  • Os municípios de Placas, Uruará e Pacajá receberam a visita institucional da Norte Energia, nos dias 06 e 07/06. Na ocasião, a presidência da empresa foi representada pela diretora de Relações Institucionais da Norte Energia, Clarice Coppetti. A exemplo do que aconteceu em Vitória do Xingu, Anapu, Brasil Novo e Medicilândia, as visitas institucionais foram marcadas pela entrega de veículos, maquinário e obras, além  da efetivação do início de novos projetos provenientes de repasses feitos pela Norte Energia como compensação aos impactos provocados pela construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu. No município de Placas, a Norte Energia anunciou o início das obras da creche municipal que terá 240 vagas. Representantes da empreiteira Galvão receberam a Ordem de Serviço (OS), na presença do prefeito Leonir Hermes, em ato realizado no local onde será construída a creche. O valor do investimento no município será de R$ 830 mil e os recursos são do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRS-X). Em Uruará, o prefeito Éverton Moreira comemorou a conclusão dos serviços de reforma do Hospital Municipal. Em seguida, representantes da Norte Energia e do governo municipal seguiram para as comunidades do Km 150 e do Km 140, onde um Posto de Saúde foi entregue em cada uma das localidades. Esses investimentos em saúde no município de Uruará, cuja soma chega a R$ 1,3 milhão, também foram realizados com recursos provenientes do PDRS-X. No dia 07/06, foi a vez do município de Pacajá receber os representantes da Norte Energia. O prefeito Antônio Pereira recebeu da empresa equipamentos para pavimentação e manutenção de vicinais no valor de R$ 1,6 milhão. O recurso é proveniente do Termo de Cooperação assinado com as prefeituras durante o início das obras da usina. Na ocasião, a diretora Clarice Coppeti visitou, na companhia do prefeito Antônio Pereira, parte das vicinais onde será utilizado o maquinário entregue pela Norte Energia.
  • “Apenas com educação vamos conseguir mudar costumes antigos, como jogar um papel de bombom na rua, por exemplo”. A declaração é da professora Karlene Souza, responsável pela turma do 7º ano da Escola Municipal João Rodrigues, em Altamira. Os alunos da instituição estiveram entre os vários grupos de estudantes que participaram das atividades lúdicas e educativas, entre os dias 05 e 07/06, através do Programa de Educação Ambiental da Norte Energia, que realizou programação especial durante a Semana do Meio Ambiente.  Sob a orientação de profissionais, os estudantes aprenderam técnicas de artesanato, pintura e reciclagem. Muitas das ações de educação ambiental foram estimuladas por meio de brincadeiras, que eram realizadas com grupos de até 22 alunos. Entre uma palestra e outra, orientações sobre o correto tratamento do lixo doméstico em casa ou na escola. Todos receberam informações importantes sobre a preservação do meio ambiente e reaproveitamento do lixo por meio da reciclagem. “Tem muita coisa que a gente pode reaproveitar, mas importante é não deixar que esse material aqui vá parar no chão ou no nosso rio.”, destacou a estudante Letícia Matos, de 12 anos.  Entre as atividades que mais chamaram a atenção dos alunos estava o painel com o tempo de decomposição de resíduo e o “Mural dos Desejos”, onde cada criança ou adolescente escrevia uma ação com capacidade de transformar o onde vive. A reação de todos era de preocupação com o uso sustentável da água e a preservação das áreas de floresta. “Eu aprendi uma coisa muito interessante hoje: chiclete que a gente joga na rua vai ficar ali um tempo que ninguém sabe quanto. Pra sempre, talvez!”, revelou o estudante Christian Silva, de 12 anos.  As ações de educação ambiental da Norte Energia estão previstas no Plano Básico Ambiental de Belo Monte (PBA). Dentro do projeto, desde abril de 2102 que as cidades de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu recebem orientações específicas para o tratamento do lixo, por meio do programa “Cidade Limpa, Responsabilidade de Todos!”. As ações incluem orientações nas próprias residências dos moradores, palestras e teatro de fantoches. Integração - Ainda como parte da programação da Semana do Meio Ambiente, representantes da Norte Energia participaram da II Semana de Integração do Meio Ambiente (SIMA). O evento foi promovido pela Universidade Estadual do Pará(UEPA), com o apoio da Norte Energia. Cerca de 60 pessoas entre universitários e professores do curso deEngenharia Ambiental debateram sobre os rumos da cidade no que diz respeito ao tratamento do lixo. Na ocasião, a empresa apresentou as ações de remediação do antigo lixão e o projeto do novo aterro sanitário de Altamira, cujas obras estão em plena execução. “Sabemos que esse (tratamento do lixo) é um assunto muito importante para a região. A população conviveu muitos anos com um espaço completamente contaminado. Por isso estamos aqui,para esclarecer e mostrar como esse problema está sendo solucionado”, declarou o engenheiro Bruno Bahiana, que no ato compôs a mesa de debate como representante da Norte Energia.
  • Ao mesmo tempo que desenvolve obras no Xingu, a Norte Energia atua na preservação do rio e, principalmente, na garantia de que as espécies de peixes encontradas na região continuem gerando renda e sobrevivência para milhares de pessoas. Para isso, a empresa desenvolveu o Sistema de Monitoramento da Produção e do Esforço Pesqueiro na Região, que possui 21 pontos de análise distribuídos entre São Felix do Xingu, Maribel (no rio Iriri), Altamira, Vitória do Xingu, Vila Nova (zona rural desenhador José Porfírio), Belo Monte (zona rural de Vitória do Xingu), Senador José Porfírio, Porto de Moz e Gurupá.  A ideia é acompanhar, permanentemente, possíveis alterações nos padrões de exploração e no planejamento das ações de mitigação e adaptação da atividade pesqueira às novas condições ambientais geradas pela obra. Fazer da pesca uma profissão sustentável e ordenada é outro objetivo do projeto. A partir da construção da usina, é preciso definir melhor detalhes como estratégias de captura do pescado, escolha dos equipamentos e adequação a possíveis novos períodos de pesca. Daí a necessidade de monitorar, ainda, a economia que gira em torno da pesca no Xingu e seus afluentes.  A avaliação feita em 2012 mostrou que a produção total de peixes de consumo alcançou 665,6 toneladas. Nesse mesmo período, a receita bruta total do pescado foi de R$ 3.206.658,00. O município de São Félix do Xingu corresponde a 25% desse total; seguido de Altamira, com 20%. Na comparação entre os anos anteriores, o preço médio do pescado teve um aumento de 31%, entre 2011 e 2012. As espécies que mais geram receita são tucunaré, pescada, pacu, aracu, dourada, filhote, curimatã e surubim.  As ações para garantir que o pescado sofra o mínimo de interferências na área de construção da barragem passam ainda pelo trabalho de resgate da ictiofauna nas regiões do Xingu onde foram construídas as ensecadeiras - estruturas que isolam o leito do rio para que escavações e construções sejam feitas em solo seco. Entende-se por ictiofauna o conjunto de espécies marinhas que habitam determinada região. O trabalho feito no sítio Pimental alcançou o índice de 90% de sobrevivência entre as espécies resgatadas. O Ibama - instituto Nacional do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - considera aceitável o índice de até 70% de sobrevivência.











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