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Meio Ambiente
√Č tempo de Natal no Jatob√°
Meio Ambiente
Postado em 11.12.2014

A ‚Äú√Ārvore de Natal Ecol√≥gica‚ÄĚ confeccionada pelos moradores com mais de duas mil garrafas pets deixou o novo bairro Jatob√° mais bonito e em clima de Natal. A decora√ß√£o √© resultado das oficinas de constru√ß√£o das pe√ßas natalinas sustent√°veis, realizada pelo N√ļcleo de Educa√ß√£o Ambiental do Xingu (Nucleax), criado pelo Projeto B√°sico Ambiental da UHE Belo Monte. ‚ÄúAchei muito bonito e, mesmo meio adoentada, eu vim¬†aqui ajudar¬†todos os dias. Sou mobilizadora e estou muito feliz em poder dizer que ajudei a fazer essa obra de arte‚ÄĚ, disse a moradora Joana Gomes, 50 anos.

No bairro a decoração sustentável  (foto: Norte Energia)

No bairro, a decoração sustentável (foto: Norte Energia)

Maria Am√©lia, 60 anos, tamb√©m estava orgulhosa. ‚ÄúFazer trabalhos manuais, de arte, me deixa muito contente. √Č claro que estou muito feliz com o resultado, ficou lindo‚ÄĚ. As mulheres do bairro¬†dedicaram¬†mais de¬†dois meses de um trabalho paciente para coletar as garrafas em casas¬†e estabelecimentos comerciais,¬†e aprender as t√©cnicas para reaproveit√°-las at√© que dessem forma n√£o apenas √† √°rvore, mas tamb√©m√†s¬†flores, velas e bolas natalinas de tamanho gigante. Para incentivar a coleta de material, cada dez pets doadas valia um cupom para participar do sorteio de¬†cestas natalinas.

A¬†professora¬†da oficina, a artes√£ Marilene da Costa, contou sobre a satisfa√ß√£o de repassar¬†parte de seu¬†conhecimento:¬†‚ÄúFa√ßo arte com materiais como sementes e papel√£o. Fico muito feliz de ver a felicidade delas e a surpresa dos moradores depois que tudo est√° pronto. Exige esfor√ßo, mas √© uma recompensa grande depois que se conclui e as pessoas aprendem e percebem que podem fazer coisas bonitas com materiais que, normalmente, iriam para o lixo‚ÄĚ.

  • ‚ÄúNunca imaginei que se pudesse fazer som com uma garrafa pet ou tampa de panela‚ÄĚ. A surpresa √© do catador Rosivaldo Pontes de Lima, participante da oficina ‚ÄúSucata n√£o √© lixo‚ÄĚ, ministrada pelos m√ļsicos da banda brasiliense Patubat√©, em Altamira, no dia 28/11. Ele e cerca de 50 pessoas descobriram que podem fazer m√ļsica com materiais reaproveit√°veis, como latas, garrafas e ton√©is. No s√°bado (29/11), a banda se apresentou no evento ‚ÄúFestaxou‚ÄĚ, ao lado dos novos percussionistas formados no curso, para homenagear o anivers√°rio de 103 anos de Altamira.Rosivaldo tem defici√™ncia visual, nunca havia tocado um instrumento e estava entusiasmado. Contou que saiu da oficina com um novo entendimento: ‚ÄúMeu trabalho √© fundamental para que minha cidade fique menos polu√≠da. E d√° pra fazer m√ļsica com o que as pessoas jogam fora‚ÄĚ. ‚ÄúQualquer objeto, qualquer sucata, pode se tornar um instrumento musical. N√£o precisa de dinheiro. Material existe em todos os lugares e voc√™ nem precisa ter no√ß√£o de m√ļsica, basta vontade de aprender‚ÄĚ, ensinou Fred Magalh√£es, integrante da Patubat√™, banda com mais de 15 anos de estrada e um hist√≥rico de shows em mais de 20 pa√≠ses. O curso tamb√©m atraiu veteranos na m√ļsica, como o professor Ant√īnio Roberto, que trabalha h√° 20 anos com bandas de fanfarra. ‚Äú√Č a oportunidade dos meus alunos aprenderem novas t√©cnicas e ainda ter essa consci√™ncia ambiental. Quero levar isso para muitas outras pessoas‚ÄĚ. No palco erguido ao lado da Concha Ac√ļstica, os participantes n√£o tiveram nenhuma dificuldade para entrar no ritmo da Patubat√™. Com seus instrumentos feitos de garrafas pet, latinhas, baldes, tampas de refrigerante, eles se apresentaram ao p√ļblico com jeito de profissionais. Era o teste final para obter o certificado. ‚ÄúGostei muito, quero continuar a tocar‚ÄĚ, comentou, depois do show, Lucas Silva Cardania, 14 anos, com seu certificado nas m√£os. Pela anima√ß√£o da plateia que lotou a Orla da cidade, tanto os novos quanto os experientes m√ļsicos agradaram: ‚ÄúFoi muito bom. Seria √≥timo se os participantes formassem um grupo como esse na cidade e levassem para frente, fizessem outras apresenta√ß√Ķes‚ÄĚ, disse Esdras Mota, 21 anos, que viu o espet√°culo com mais 20 amigos. ‚ÄúA mensagem de reaproveitar o lixo de forma criativa tamb√©m √© importante‚ÄĚ, resumiu Pablo Vilhena, 19 anos, tamb√©m espectador.
  • Das 2.746 negocia√ß√Ķes entre a Norte Energia e os moradores que residem nas √°reas historicamente alagadas pelo rio Xingu, 2.659 j√° foram conclu√≠das, o que corresponde a 97% das negocia√ß√Ķes realizadas at√© 12 de novembro. A Empresa, respons√°vel pela constru√ß√£o da Usina Hidrel√©trica Belo Monte, tamb√©m j√° transferiu 1.062 fam√≠lias para os novos bairros que est√£o sendo constru√≠dos em Altamira com recursos do Projeto B√°sico Ambiental (PBA) do empreendimento. Ao todo ser√£o beneficiadas 4.100 fam√≠lias com casas de 63 m2 com sala e cozinha conjugadas, tr√™s quartos, sendo uma su√≠te e banheiro social. Os novos bairros ter√£o estrutura urbana completa com √°gua tratada, esgotamento sanit√°rio, luz el√©trica e pavimenta√ß√£o asf√°ltica. No Jatob√°, S√£o Joaquim e Laranjeiras est√£o sendo constru√≠das unidades b√°sicas de sa√ļde, tamb√©m com recursos do PBA. O bairro √Āgua Azul ser√° atendido pela nova UBS do Jatob√° e o Casa Nova pela unidade do bairro de Santa Ana, com reforma conclu√≠da pela Norte Energia.
  • S√°bado √† tarde em Altamira. O clima de despedida j√° toma conta da casa de madeira de 66,2 metros quadrados habitada por 25 pessoas no Beco do P√≥, na Rua da Peixaria. Assim que chega, a matriarca da fam√≠lia Luzia Ernestina de Assun√ß√£o, 58 anos, recebe a not√≠cia de uma das filhas: a mudan√ßa da fam√≠lia est√° agendada para segunda-feira, 10 de novembro.Dona Neta, como Luzia √© conhecida, o marido Jos√© Ademir da Silva, 59 anos, e a fam√≠lia v√£o trocar a palafita do Beco do P√≥ por cinco casas (cada uma com 63 metros quadrados) em terra firme no Jatob√°, um dos cinco bairros com infraestrutura completa que a Norte Energia est√° construindo na cidade para 4.100 fam√≠lias que vivem em √°reas historicamente alagadas pelas cheias do rio Xingu. Ela ainda n√£o sabe, mas j√° ser√° a moradora da casa n√ļmero mil entregue pela Empresa respons√°vel pela constru√ß√£o da Usina Hidrel√©trica Belo Monte. Uma improvisada ponte de madeira √© a trilha que liga as casas do beco onde a fam√≠lia de dona Neta viveu durante os √ļltimos seis anos seis anos e a terra firme. O caminho se transformou, com o passar do tempo, na principal preocupa√ß√£o desta m√£e e av√≥ devotada. ‚ÄúPerdi a conta dos filhos e netos que ca√≠ram a√≠‚ÄĚ, explica dona Neta, indicando o terreno inst√°vel √†s margens do Igarap√© Amb√© tomado de grama sobre a qual estacas de madeira sustentam as casas e a ponte. ‚ÄúUma das filhas caiu quando estava gr√°vida de sete meses e ontem (sexta-feira) eu quase ca√≠ tamb√©m‚ÄĚ, recorda. Filha de seringueiros, dona Neta foi criada por Fortunato Juruna, a quem chama de pai. Nasceu na ilha do ¬†Joari, na Volta Grande do Xingu, durante ‚Äúuma enchente muito grande‚ÄĚ. Mas a cheia que est√° viva na sua mem√≥ria desta filha de seringueiros √© a deste ano.‚ÄúAlagou tudo aqui. Sa√≠mos √†s pressas. N√£o salvamos nada.‚ÄĚ A preocupa√ß√£o com os netos retorna. ‚ÄúA√≠ na ponte era cheio de cobra, de chamichuga (sanguessuga) tentando pegar os meninos.‚ÄĚ A vida da fam√≠lia de dona Neta vai mudar. A caminho do ‚Äúch√£o firme‚ÄĚ do bairro Jatob√°, pais, filhos e netos deixar√£o a resid√™ncia de madeira para morar em cinco casas seguras e confort√°veis. ‚ÄúVai ter mais espa√ßo para todos e seguran√ßa para os netos‚ÄĚ, celebra a matriarca desta fam√≠lia de pescadores. Tamb√©m vai ter espa√ßo para ‚Äúcriar umas galinhas‚ÄĚ, para as plantas medicinais... ¬† Dona Neta mostra com orgulho mudas de a√ßa√≠ e laranjeira que cuida com carinho. Elas ser√£o plantadas no p√°tio da casa nova. Nada poderia simbolizar melhor o que ela define como ‚Äúvida nova‚ÄĚ.
  • Emo√ß√£o e recorda√ß√£o se misturaram assim que Lenilson dos Santos pisou definitivamente na casa em que mora desde esta quarta-feira (15/10) na rua M do Casa Nova, um dos cinco novos bairros que est√£o sendo constru√≠dos pela Norte Energia em Altamira. Enquanto os m√≥veis eram acomodados no interior da resid√™ncia de 63 metros quadrados, tr√™s quartos, dois banheiros e sala de estar e jantar conjugada com cozinha, Lenilson comemorou: ‚ÄúNunca tive oportunidade de ter uma casa com ch√£o firme. ‚ÄúAgora n√£o tenho mais medo de nada.‚ÄĚEm terra firme, a compara√ß√£o com a casa do A√ßaizal, √†s margens do igarap√© Altamira, onde viveu toda a vida, veio ao natural. A √ļltima cheia do Xingu foi dif√≠cil para este pescador de 24 anos e sua esposa K√°tia, 36 anos. Como em anos anteriores, a √°gua invadiu a pequena casa de madeira. Mas, desta vez, deixou um problema muito s√©rio: comprometeu a estrutura. Parte do assoalho desabou. ‚ÄúH√° mais de dois meses eu n√£o podia colocar ningu√©m dentro da minha casa‚ÄĚ, lembrou. Lenilson temia colocar em risco a vida de quem o visitasse. A fam√≠lia n√£o tinha muita op√ß√£o. ‚ÄúA gente n√£o vivia l√°, naquela situa√ß√£o, porque a gente queria. Era tudo que a gente tinha.‚ÄĚ Agora √© vida nova, em uma casa segura e confort√°vel. Um dos primeiros moradores do bairro, Lenilson olha para a mulher K√°tia, que acaricia a gatinha Nina, e revela os planos do casal. J√° reservou um quarto para a m√£e, que vive um uma ilha no Xingu. ‚ÄúO outro ser√° para o nosso filho‚ÄĚ, anuncia K√°tia.O futuro, agora, tem o abrigo seguro da casa que Lenilson e Katia sempre sonharam. √Č tempo de mudan√ßa. E K√°tia decreta: ‚ÄúHoje vamos celebrar o novo‚ÄĚ. httpv://www.youtube.com/watch?v=y1DDlClNm_M&feature=youtu.be
  • ‚ÄúOlha o tamanho dessa casa!‚ÄĚ Celso Moraes Rocha, 25 anos, n√£o escondeu a surpresa quando, nesta semana, visitou o bairro Casa Nova, onde vai morar depois de viver um longo tempo em uma casa de madeira em √°rea cercada de mato √†s margens do Igarap√© Altamira. Depois de bater na parede, bem humorado, sentenciou: ‚ÄúNunca mais vou me preocupar com cupim‚ÄĚ.Celso e um grupo de fam√≠lias conheceram esta semana o conforto e a seguran√ßa das casas que ocupam lotes de 300 metros quadrados no novo bairro constru√≠do pela Norte Energia em Altamira como parte do Projeto B√°sico Ambiental da Usina Hidrel√©trica Belo Monte.¬†‚ÄúGostei muito do bairro. N√£o vejo a hora de me mudar‚ÄĚ, refor√ßou a dona de casa Walde√≠se Carvalho, 26 anos. ‚ÄúQuem bota defeito numa casa dessas n√£o sabe o que √© casa‚ÄĚ, decretou o aposentado Ant√īnio Gomes da Silva, 72 anos. Ele afirmou estar cansado de enfrentar,¬†ao longo dos anos,¬†os¬†alagamentos na Rua dos Oper√°rios, no bairro Sudam I, Igarap√© Altamira.O Casa Nova¬†√© o terceiro dos cinco novos bairros de Altamira que vai receber moradores que vivem em √°reas da cidade historicamente alagadas pelo rio Xingu. Desde o in√≠cio do ano, a Empresa j√° transferiu para o Jatob√° e o S√£o Joaquim mais de 600 fam√≠lias. No novo bairro, as fam√≠lias v√£o morar em casas de 63 metros quadrados, com tr√™s quartos (uma su√≠te), sala de estar e jantar conjugada com cozinha e banheiro social, com op√ß√£o de banheiro adaptado para pessoas com defici√™ncia. O bairro conta com ruas asfaltadas, ilumina√ß√£o p√ļblica, √°gua tratada e ter√° atendimento b√°sico a uma dist√Ęncia de 300 metros, na Unidade do bairro vizinho, Santa Ana, tamb√©m constru√≠da pela Norte Energia. Dona¬†Walde√≠se¬†sabe o que isso significa:¬†¬†‚Äú√Č casa nova, vida nova, tudo novo.‚ÄĚ











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