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Altamira recebe novo Centro Diagnóstico
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Postado em 31.05.2016

O município de Altamira, na Área de Influência Direta da Usina Hidrelétrica Belo Monte, recebeu, no dia 19/05, um novo Centro de Apoio em Diagnóstico, reformado e ampliado com recursos da Norte Energia. Na cerimônia de reinauguração, moradores, profissionais da saúde e autoridades locais comemoraram a entrega da obra e visitaram as novas instalações do prédio.

O Centro Diagnóstico foi ampliado e reformado com recursos da Norte Energia (Foto: Divulgação/PDRSX)

O Centro Diagnóstico foi ampliado e reformado com recursos da Norte Energia (Foto: Divulgação/PDRSX)

Com uma área total de 543 m², a nova unidade de saúde passará a ser referência em realização de exames e atendimento preventivo na região. A reforma do Centro Diagnóstico Nazira Mansour Abucater foi um projeto financiado pelo Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu – PDRSX, com recursos da Norte Energia.

A reforma e readequação do prédio vai possibilitar a oferta de um maior número de exames, com mais agilidade e conforto, fortalecendo as ações de diagnóstico preventivo, com enfoque na prevenção do câncer do colo uterino e câncer de mama. No novo espaço serão ofertados exames como teste do pezinho, fluxograma/PCCU, raio X, ultrassonografia, urianálise, microbiologia, bioquímica e tratamento de tuberculose.

Com um investimento de R$ 714.460, a obra foi proposta pela prefeitura do município, através de seus representantes na Câmara Técnica de Saúde do Comitê Gestor do PDRS do Xingu. Somado a essa obra, a Norte Energia já investiu, através do PDRS do Xingu, mais de R$ 37,9 milhões em 62 projetos de Saúde nas áreas de influência direta e Indireta de Belo Monte.

  • Edvanda Sousa, 36 anos, para um minuto para pensar sobre seu trabalho atual e inevitavelmente acaba relembrando um outro momento de sua vida, bem diferente, quando a capacitação profissional era apenas um sonho. “Eu sempre quis ter uma profissão, que eu pudesse dizer que sabia fazer de verdade, com um certificado para comprovar”, conta. Há quase quatro anos, o que era apenas uma aspiração começou a se realizar. A história de Edvanda sintetiza a de muitas mulheres que reescrevem diariamente sua história pessoal nos canteiros da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Antes de ser recrutada para o desafio da obra – uma das maiores do mundo -, ela trabalhava no comércio em Altamira. O trabalho como atendente em uma loja de móveis ficou para trás quando Edvanda foi chamada para trabalhar como telefonista nos canteiros. Com a melhoria salarial proporcionada pela mudança, ela decidiu que se profissionalizaria e iniciou o curso de técnica em segurança do trabalho, em 2012. “É preciso correr atrás do sonho, melhorar, ter novas perspectivas”, comenta. No meio do caminho da qualificação, veio uma nova promoção para Edvanda: ela foi alçada à função de auxiliar de custo para acompanhar as atividades de produção no canteiro de Canais e Diques. A conquista trouxe também certa dificuldade para seu objetivo principal: “Era difícil conciliar o estudo e o trabalho. Eu chegava em casa às 19h e seguia para o curso”. Nas vezes em que Edvanda pensou em largar os estudos, contou com o apoio dos colegas de trabalho e da filha Larissa Sousa, hoje com 16 anos. Todo o esforço não foi em vão: ela conquistou a sonhada certificação e há um ano trabalha como técnica de segurança no canteiro de Belo Monte. Hoje, Edvanda é umas das profissionais que orientam e  inspecionam os equipamentos e as condições de trabalho dos funcionários nas obras da maior usina brasileira 100% nacional, o empreendimento hidrelétrico que emprega cinco vezes mais mulheres do que a média registrada no setor da construção civil no Brasil. Sobre os mais recentes anos de sua vida, a técnica avalia sem pestanejar: “Estou realizada. Consegui realizar um sonho. Não tenho pretensão de ser um exemplo, mas, se eu pude, muita gente também pode voltar a estudar e alcançar o que deseja.”
  • As famílias dos novos bairros construídos pela Norte Energia, em Altamira, terão cortejo de blocos carnavalesco para lembrar que a época é não apenas de folia, mas também de preservação do meio ambiente e boas práticas de convivência. Os participantes de oficinas de produção de fantasias e instrumentos com material reciclados organizaram o "Jotobloco",no Jatobá, e o "Jocabloco", no São Joaquim para brincar o carnaval de formal sustentável. A brincadeira é resultado de oficinas dos Núcleos de Educação Ambiental do Xingu (Nucleax), unidades inseridas em cada um dos novos bairros da cidade para efetivar as ações do Programa de Educação Ambiental previsto no Projeto Básico Ambiental da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Nas oficinas, principalmente, crianças e adolescentes passaram o mês de janeiro se entrosando e aprendendo a construir fantasias, adereços e instrumentos de percussão com latas, garrafas, sementes, jornais, revistas e outros materiais reaproveitáveis. Com tudo pronto para a folia, as festas já estão marcadas: no bairro Jatobá ocorre no sábado (14/02), a partir das 9h, com a apresentação do Jotobloco, e, na segunda-feira (16/02), também pela manhã, no São Joaquim com a apresentação do Jocabloco.  
  •  Conhecida como costureira de mão cheia na área da invasão São Raimundo, na região do Igarapé Ambé, Maria Alice dos Santos Silva, 53 anos, agora vive em uma casa segura e confortável no Água Azul, um dos seis novos bairros que estão sendo construídos pela Norte Energia em Altamira. “É vida nova”, resumiu a costureira, que dividia uma casa com a filha Valdicléia Santos da Silva, 22 anos, na rua Açailândia. Dona Maria é a chefe da família 2.500 transferida pela Norte Energia para os novos bairros da cidade. Em comum, estas famílias tem uma história de transtornos motivados pelas cheias históricas do rio Xingu. Antes de erguer sua casa de madeira na invasão São Domingos, em 2005, ela morou por cinco anos na Rua das Olarias, onde a família enfrentou as dificuldades típicas dos “baixões” de Altamira: enchentes, perda de móveis, doenças... “Sofri muito com o inverno”, recorda dona Maria. Ela deixou o lugar após a morte do marido em busca de um lugar seco onde pudesse criar os filhos.  “Pedi ao meu irmão para trazer toda a madeira da casa e remontar no novo lugar.” Desde quinta-feira (05/2), dona Maria vive no Água Azul. O bairro tem infraestrutura completa, com ruas asfaltadas, calçadas, iluminação pública e redes de água potável e esgoto sanitário. A casa que vai dividir com dois filhos está em um terreno de 300 metros quadrados, tem 63 metros quadrados de área construída, sala e cozinha conjugadas, três quartos (uma suíte) e dois banheiros. A filha Valdicléia e dois netos, agora, moram numa casa vizinha, com a mesma comodidade e segurança. “Estou muito feliz. Não tem comparação”, resume dona Maria.
  • São 4.749 novas oportunidades de emprego. Este foi o segundo ano consecutivo em que Altamira registra o melhor desempenho do Estado no indicador que mede a empregabilidade dos municípios paraenses. A notícia é da versão impressa do jornal O Liberal.  











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