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Gente do Xingu
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Gente do Xingu
Postado em 24.06.2015
Merenilton Gomes da Silva no viveiro de aves: expectativa de lucro. (Foto: Evair Almeida)

Merenilton Gomes da Silva no viveiro de aves: expectativa de lucro. (Foto: Evair Almeida)

Merenilton Gomes da Silva, 30 anos, sente saudade da antiga casa – esta, afinal, tinha à frente o verde escuro do Xingu. Mas a saudade não significa reclamação: sua vida atual melhorou mais do que ele esperava. O produtor hoje está instalado com a família em 55 hectares no Assurini, área rural de Altamira. Poderia ter ficado com seu cacau e seus bois para ganhar a vida, mas ele foi além e rompeu com o convencional: hoje tem uma produção diversificada, moderna e que serve de exemplo aos produtores vizinhos.

Entre as noventa galinhas caipiras “melhoradas”, num viveiro construído embaixo dos cacaueiros, Merenilton sorri encabulado ao contar dos avanços. A produção de aves é aprendizado recente e, logo mais, dará lucros. Sobre os outros cultivos, ele conta que arregaçou as mangas com a esposa, pai, mãe e irmãos e agora planta alface, cebolinha, coentro, mamão, maracujá, milho e açaí. E mais: cria também mil peixes em tanque artificial. O progresso foi possível com a assistência técnica rural fornecida por meio de convênio entre a Norte Energia e a Empresa de Assistência Técnica Rural do Pará (Emater).

“A gente morou a vida toda perto do rio. Demora um pouco para acostumar, mas a vida está melhorando, sim. E vai melhorar ainda mais”, diz Merenilton. As técnicas usadas na sua propriedade estão sendo ensinadas e reproduzidas com outras famílias, também beneficiadas pelo Projeto Básico Ambiental da usina hidrelétrica Belo Monte.

Produção agroecológica – Ele e a família receberam carta de crédito pela propriedade, que estava na área do reservatório principal da usina, foi declarada como de utilidade pública e adquirida pela empresa. No novo lar do Assurini, ele agora produz de forma sustentável, mantém a família com a renda da produção e fornece alimentos livres de agrotóxico para mercados locais.

Alface, coentro e cebolinha: novos cultivos na propriedade de Merenilton. (Foto: Evair Almeida)

Alface, coentro e cebolinha: novos cultivos na propriedade de Merenilton. (Foto: Evair Almeida)

A família de Merenilton é parte das 260 famílias que estão sendo beneficiadas pelos projetos da Norte Energia de Apoio à Agricultura Familiar e de Fomento à Produção de Hortigranjeiros, da Norte Energia. A ação está reforçando a estrutura da Emater na região com a cessão de veículos e a estrutura de dois escritórios em Altamira e Vitória do Xingu, além do apoio direto nas ações de assistência técnica nas pequenas propriedades.

Atualmente, a Norte Energia mantém unidades demonstrativas de ovinocultura e criação de aves, em Brasil Novo, a produção de macaxeira e cultivo mecanizado, e Vitória do Xingu, e ainda o cultivo protegido associado à avicultura, a atividade de Merenilton. As unidades servem de modelo para os demais produtores. Os resultados são fornecimento de alimentos mais saudáveis para cidades da região, aumento da renda entre os agricultores e disseminação de conhecimento sobre cultivos agroecológicos.

  • O feriado do Dia do Trabalhador contou com uma extensa programação para os mais de 20 mil trabalhadores da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Para festejar a data, cerca de 400 operários participaram da “Mini Maratona do 1° de maio”. Para homens e mulheres que trabalham nos três canteiros de obras do empreendimento também foram oferecidos serviços de saúde, corte de cabelo, show de humor e palestras gratuitas durante o dia todo. O dia iniciou com o clima competitivo e festivo da Mini Maratona, que em seu segundo ano, entrou definitivamente programação alusiva ao 1° de maio. A corrida teve função solidária ao arrecadar um quilo de alimento não perecível de cada inscrito e doar aos desabrigados pelas enchentes do município de Altamira. “Hoje pudemos entreter e estimular o esporte entre os trabalhadores e ajudar quem precisa”, diz o professor de Educação Física, Felipe Nunes, organizador da competição. O vencedor da categoria principal, o pernambucano Hélio Pereira dos Santos, foi aplaudido pelo público e expressou contentamento com o resultado. “É muito bom para a gente ter esses momentos de lazer. Eu me inscrevi pensando em ganhar o 2º lugar, sabia que era meu, mas foi uma surpresa muito boa ser o mais rápido entre os colegas. Todos estão de parabéns por essa festa tão bonita”. Separados por categorias a corrida teve a participação de trabalhadores dos três sítios, e contou com a participação dos militares da Força Nacional e do Exército Brasileiro. Os vencedores ganharam computadores portáteis, tablets e telefones celulares. Foram 12 premiados em quatro categorias, incluindo a feminina, militar e sênior para trabalhadores com mais de 40 anos de idade. A programação foi organizada pelo Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM). No nosso perfil do Facebook, confira o álbum completo da comemoração do Dia do Trabalhador! Abaixo, no pódio, a turma que suou bastante pela conquista (crédito da foto: Norte Energia)
  • “Eu era vendedora de cosméticos, não tinha uma renda fixa. Em 2012, fiz o curso de operadora de escavadeira hidráulica no Capacitar, mas cheguei a pensar que não seria chamada. O convite para trabalhar no CCBM chegou, e fiquei muito feliz. Agora, posso oferecer uma vida melhor e novas oportunidades às minhas duas filhas. Estou há nove meses na obra, e trabalhar em Belo Monte tem sido um desafio. Como mulher, sinto que a cobrança é muito grande, mas com dedicação e jeitinho a gente conquista os nossos sonhos. Quando eu era vendedora, tinha apenas uma bicicleta e não conseguia quitar a minha casa. Hoje, tenho uma moto, quitei a minha casa e, no fim do ano, pretendo comprar um carro. Abracei a oportunidade e só penso em melhorar ainda mais daqui para a frente”.
  • “Casado e com duas filhas, estou há 19 meses no CCBM. Até então, trabalhava em fazendas, como vaqueiro. Com a chegada de Belo Monte à região, percebi que teria uma possibilidade para melhorar de vida. Mesmo sem muito estudo, corri atrás e tirei a carteira de habilitação na raça. Procurei o programa Capacitar e fiz o curso de operador de trator de lâmina. Hoje, sinto orgulho por ter uma profissão. Antes, eu ganhava R$ 700 por mês. Agora, chego a receber R$2.500. Quando pequeno, não tive oportunidade de estudar, mas agora tenho condições de oferecer educação à minha família. Belo Monte está mudando a minha vida”.
  • “Comecei nessa profissão em 1999, na Hidrelétrica de Tucuruí, e a vida de um armador não é nada fácil. Estou trabalhando em Belo Monte há cinco meses, tendo sido contratado por intermédio do Sine (Sistema Nacional de Emprego). Logo após ser entrevistado por um funcionário do CCBM, recebi a boa notícia da contratação. Tenho uma filha para criar, e não poderia deixar passar essa chance. Na minha cidade, as oportunidades de emprego são raras, e por isso preciso muito do trabalho em Belo Monte. Quero realizar o sonho de comprar um carro de som e, futuramente, fazer propaganda com locuções pelas ruas da minha cidade”.
  • Nesta data tão significativa, o blog reúne alguns depoimentos de trabalhadores que fazem parte de uma história grandiosa para o Brasil.   “Meu último emprego foi na Hidrelétrica de Estreito, no Maranhão. Em 2014, vou completar nove anos trabalhando em barragens. Por isso, já me considero um barrageiro. Estou no CCBM desde 2011, e moro em alojamento. Trabalhar aqui tem sido muito bom. Além do salário, sei que essa oportunidade em Belo Monte vai melhorar o meu currículo. Quando terminar minha jornada por aqui, espero seguir para outras grandes obras, até me aposentar”.  











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