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Desenvolvimento Social
Belo Monte, fruto do di√°logo
Desenvolvimento Social
Postado em 01.10.2014

O diálogo é um dos pilares da construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Desde que os estudiosos perceberam que havia um declive colossal no rio Xingu, ideal para transformar a força da água em energia elétrica, a sociedade brasileira acompanha o amadurecimento do projeto, que só ganhou forma final depois de um longo e franco debate com especialistas, ambientalistas, população local e comunidades tradicionais.

Entre 2007 e 2010, per√≠odo que antecedeu o leil√£o da Usina (20/4/2010), foram realizadas 12 consultas p√ļblicas; dez oficinas com as comunidades da √°rea do empreendimento; f√≥runs t√©cnicos em Bel√©m e no Xingu; visitas a mais de quatro mil fam√≠lias; quatro audi√™ncias p√ļblicas do Ibama, com mais de seis mil pessoas, e 30 reuni√Ķes da Funai em aldeias.

Um dos aprimoramentos poss√≠veis com a ajuda da sociedade foi a redu√ß√£o da √°rea dos dois reservat√≥rios da Usina, hoje limitados a apenas 478 km¬≤, dos quais 274 km¬≤ (57%) correspondem √† pr√≥pria calha do Xingu. Outro foi a garantia da vaz√£o m√≠nima de 700 m¬≥/s na Volta Grande do Xingu no per√≠odo de seca, maior do que a m√≠nima hist√≥rica registrada, de apenas 400 m¬≥/s. O volume de √°gua manter√° o curso original do rio, a manuten√ß√£o da vida aqu√°tica da regi√£o e navega√ß√£o na regi√£o na √©poca de seca. E n√£o apenas na regi√£o. O Xingu ser√° naveg√°vel para sempre, situa√ß√£o assegurada pelo Sistema de Transposi√ß√£o de Embarca√ß√Ķes que j√° funciona desde 2013 no local ser√° constru√≠da a barragem do reservat√≥rio principal (Pimental).

N√£o seria poss√≠vel construir Belo Monte sem di√°logo com as comunidades ind√≠genas da √°rea de influ√™ncia do empreendimento. E esse di√°logo assegurou que nenhum mil√≠metro de terra ind√≠gena ser√° alagado, al√©m de possibilitar o desenvolvimento de um Projeto B√°sico Ambiental de Componente Ind√≠gena (PBA-CI), o primeiro de uma obra de infraestrutura no Brasil. Povos que n√£o contavam com comunica√ß√£o hoje disp√Ķem do servi√ßo uma rede formada por 41 esta√ß√Ķes de r√°dio que abrange 36 aldeias.

Reunião do acordo que garante construção de casas para os Xikrin, em fevereiro de 2014 (Foto: Regina Santos/ Norte Energia)

Reunião do acordo que garante construção de casas para os Xikrin, em fevereiro de 2014 (Foto: Regina Santos/ Norte Energia)

Belo Monte √© um dos primeiros projetos estruturantes do Pa√≠s que proposta integrada de desenvolvimento regional, o Plano de Desenvolvimento Regional do Xingu (PDRS-X). Esta a√ß√£o, do Governo Federal, conta com aporte de R$ 500 milh√Ķes da Norte Energia para desenvolver projetos sustent√°veis nos 11 munic√≠pios das √°reas de Influ√™ncia Direta e Indireta do empreendimento.

O di√°logo direto com todos os segmentos da sociedade resultou na constru√ß√£o de uma das ferramentas mais completas de promo√ß√£o do desenvolvimento social e econ√īmico dos munic√≠pios da √Ārea de Influ√™ncia Direta do empreendimento (Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador Jos√© Porf√≠rio e Vit√≥ria do Xingu): o Projeto B√°sico Ambiental (PBA). S√£o R$ 3,2 bilh√Ķes para a√ß√Ķes socioambientais, que corresponde a cerca de 13% do valor total do projeto de Belo Monte (data base abril de 2010).

Do montante destinado ao PBA, mais de R$ 1,9 bilh√£o j√° foi aplicado. Hoje, a regi√£o j√° conta com 27 novas Unidades B√°sicas de Sa√ļde (UBS). Investimentos em obras de educa√ß√£o beneficiando mais de 20 mil alunos com salas de aula constru√≠das e reformadas. Com os recursos do PBA, tr√™s novos hospitais ser√£o entregues estes ano na regi√£o, al√©m de 220 quil√īmetros de redes de esgoto e 170 quil√īmetros de √°gua pot√°vel em Altamira. Na cidade, o ¬†PBA tamb√©m est√° transformando a vida de 4,1 mil fam√≠lias que vivem em √°reas historicamente alagadas pelo Xingu. Elas est√£o sendo transferidas para moradias seguras em bairros com infraestrutura completa que est√£o sendo constru√≠dos pela Norte Energia. No total, ser√£o cinco novos bairros em Altamira.

Quase quatro d√©cadas depois da ideia primordial, Belo Monte se consolida como uma conquista da sociedade brasileira. Projeto constru√≠do por meio do di√°logo direto e indistinto, a maior usina 100% brasileira tornou-se modelo de sustentabilidade e de promo√ß√£o do desenvolvimento social e econ√īmico no cora√ß√£o da Amaz√īnia.

  • O feriado do Dia do Trabalhador contou com uma extensa programa√ß√£o para os mais de 20 mil trabalhadores da Usina Hidrel√©trica Belo Monte. Para festejar a data, cerca de 400 oper√°rios participaram da ‚ÄúMini Maratona do 1¬į de maio‚ÄĚ. Para homens e mulheres que trabalham nos tr√™s canteiros de obras do empreendimento tamb√©m foram oferecidos servi√ßos de sa√ļde, corte de cabelo, show de humor e palestras gratuitas durante o dia todo. O dia iniciou com o clima competitivo e festivo da Mini Maratona, que em seu segundo ano, entrou definitivamente programa√ß√£o alusiva ao 1¬į de maio. A corrida teve fun√ß√£o solid√°ria ao arrecadar um quilo de alimento n√£o perec√≠vel de cada inscrito e doar aos desabrigados pelas enchentes do munic√≠pio de Altamira. ‚ÄúHoje pudemos entreter e estimular o esporte entre os trabalhadores e ajudar quem precisa‚ÄĚ, diz o professor de Educa√ß√£o F√≠sica, Felipe Nunes, organizador da competi√ß√£o. O vencedor da categoria principal, o pernambucano H√©lio Pereira dos Santos, foi aplaudido pelo p√ļblico e expressou contentamento com o resultado. ‚Äú√Č muito bom para a gente ter esses momentos de lazer. Eu me inscrevi pensando em ganhar o 2¬ļ lugar, sabia que era meu, mas foi uma surpresa muito boa ser o mais r√°pido entre os colegas. Todos est√£o de parab√©ns por essa festa t√£o bonita‚ÄĚ. Separados por categorias a corrida teve a participa√ß√£o de trabalhadores dos tr√™s s√≠tios, e contou com a participa√ß√£o dos militares da For√ßa Nacional e do Ex√©rcito Brasileiro. Os vencedores ganharam computadores port√°teis, tablets e telefones celulares. Foram 12 premiados em quatro categorias, incluindo a feminina, militar e s√™nior para trabalhadores com mais de 40 anos de idade. A programa√ß√£o foi organizada pelo Cons√≥rcio Construtor Belo Monte (CCBM). No nosso perfil do Facebook, confira o √°lbum completo da comemora√ß√£o do Dia do Trabalhador! Abaixo, no p√≥dio, a turma que suou bastante pela conquista (cr√©dito da foto: Norte Energia)
  • ‚ÄúEu era vendedora de cosm√©ticos, n√£o tinha uma renda fixa. Em 2012, fiz o curso de operadora de escavadeira hidr√°ulica no Capacitar, mas cheguei a pensar que n√£o seria chamada. O convite para trabalhar no CCBM chegou, e fiquei muito feliz. Agora, posso oferecer uma vida melhor e novas oportunidades √†s minhas duas filhas. Estou h√° nove meses na obra, e trabalhar em Belo Monte tem sido um desafio. Como mulher, sinto que a cobran√ßa √© muito grande, mas com dedica√ß√£o e jeitinho a gente conquista os nossos sonhos. Quando eu era vendedora, tinha apenas uma bicicleta e n√£o conseguia quitar a minha casa. Hoje, tenho uma moto, quitei a minha casa e, no fim do ano, pretendo comprar um carro. Abracei a oportunidade e s√≥ penso em melhorar ainda mais daqui para a frente‚ÄĚ.
  • ‚ÄúCasado e com duas filhas, estou h√° 19 meses no CCBM. At√© ent√£o, trabalhava em fazendas, como vaqueiro. Com a chegada de Belo Monte √† regi√£o, percebi que teria uma possibilidade para melhorar de vida. Mesmo sem muito estudo, corri atr√°s e tirei a carteira de habilita√ß√£o na ra√ßa. Procurei o programa Capacitar e fiz o curso de operador de trator de l√Ęmina. Hoje, sinto orgulho por ter uma profiss√£o. Antes, eu ganhava R$ 700 por m√™s. Agora, chego a receber R$2.500. Quando pequeno, n√£o tive oportunidade de estudar, mas agora tenho condi√ß√Ķes de oferecer educa√ß√£o √† minha fam√≠lia. Belo Monte est√° mudando a minha vida‚ÄĚ.
  • ‚ÄúComecei nessa profiss√£o em 1999, na Hidrel√©trica de Tucuru√≠, e a vida de um armador n√£o √© nada f√°cil. Estou trabalhando em Belo Monte h√° cinco meses, tendo sido contratado por interm√©dio do Sine (Sistema Nacional de Emprego). Logo ap√≥s ser entrevistado por um funcion√°rio do CCBM, recebi a boa not√≠cia da contrata√ß√£o. Tenho uma filha para criar, e n√£o poderia deixar passar essa chance. Na minha cidade, as oportunidades de emprego s√£o raras, e por isso preciso muito do trabalho em Belo Monte. Quero realizar o sonho de comprar um carro de som e, futuramente, fazer propaganda com locu√ß√Ķes pelas ruas da minha cidade‚ÄĚ.
  • Nesta data t√£o significativa, o blog re√ļne alguns depoimentos de trabalhadores que fazem parte de uma hist√≥ria grandiosa para o Brasil.   ‚ÄúMeu √ļltimo emprego foi na Hidrel√©trica de Estreito, no Maranh√£o. Em 2014, vou completar nove anos trabalhando em barragens. Por isso, j√° me considero um barrageiro. Estou no CCBM desde 2011, e moro em alojamento. Trabalhar aqui tem sido muito bom. Al√©m do sal√°rio, sei que essa oportunidade em Belo Monte vai melhorar o meu curr√≠culo. Quando terminar minha jornada por aqui, espero seguir para outras grandes obras, at√© me aposentar‚ÄĚ.  











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