O Brasil é o sétimo maior consumidor de energia do mundo e 99% da população brasileira tem acesso a esse serviço, porcentual que afasta o país da lista dos 20 mercados com os piores déficits energéticos do mundo. A Índia lidera o ranking, que tem basicamente países da àfrica e àsia, como Filipinas, Congo, Etiópia e Indonésia, de acordo com o estudo do Banco Mundial divulgado nesta terça-feira.
China e Estados Unidos encabeçam o ranking dos maiores consumidores globais. Só EUA e China respondem por cerca de 40% do consumo primário de energia no mundo. Já o grupo dos 20 mais consumidores respondem por 80% do consumo primário global. A equipe do Banco Mundial destaca que é neste grupo de países que os esforços para aumentar a geração de energia renovável de fontes não tradicionais precisam ser concentrados. (mais…)
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) acelera o desenvolvimento dos estudos da primeira linha de transmissão de Belo Monte (PA) para licitar o projeto em dezembro. “A expectativa é de concluirmos os estudos em agosto”, afirmou o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, que esteve no Encontro Nacional dos Agentes do Setor Elétrico (Enase), promovido pelo Canal Energia.
O projeto de escoamento de Belo Monte prevê a construção de uma grande linha de transmissão partindo de Xingu (PA) até a divisa entre São Paulo e Minas Gerais. De acordo com Tolmasquim, o Ministério de Minas e Energia (MME) e a EPE discutem a possibilidade de se construir uma segunda linha de transmissão para a Usina Belo Monte.

Apenas no mês de março, o consumo residencial aumentou 0,9%, e o do comércio, 1,4%, enquanto o industrial caiu 3%.
Desempenho foi puxado pelas residências e pelo comércio, enquanto a indústria puxou a média para baixo.
O consumo nacional de energia elétrica no país chegou a 114,6 mil gigawatts-hora (GWh) no primeiro trimestre de 2013, o que corresponde a um crescimento de 2,5% na comparação com igual período do ano passado, de acordo com as informações divulgadas nesta quinta-feira (25/4) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
O consumo residencial teve incremento de 6,6% no período, por conta do aumento de equipamentos eletrodomésticos nos domicílios, e de seu maior uso.
No artigo intitulado “De vento em popa” de quarta-feira, tratamos da velocidade como está sendo construída a hidrelétrica de Belo Monte, que, segundo os engenheiros, já foram executadas 30% das obras.
Adiante, no mesmo artigo, tratamos da discussão das chamadas condicionantes, muitas das quais, na verdade, são ações de mitigação dos impactos econômicos e sociais que a obra está causando nos municípios da região, notadamente em Altamira e Vitória do Xingu, que, sem dúvida, estão no olho do furacão, por estarem situados na chamada zona quente do empreendimento, ocasião em que a Norte Energia anunciou a compra do terreno onde será construído o conjunto residencial com mais de 4.000 casas, para onde serão remanejadas as famílias que hoje moram, em palafitas, às margens dos igarapés Ambé, Altamira e Panelas, que se situam dentro do centro urbano da cidade de Altamira e que todos os anos, a cada inverno, são desalojadas das suas casas devido às enchentes naturais do rio Xingu e transferidas para alojamentos improvisados, onde permanecem até que as águas do rio voltem ao nível normal.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) realizará em 10 de maio, às 10h, na sede da BM&FBOVESPA, em São Paulo, o Leilão de Transmissão nº 01/2013. Serão licitados dez lotes, compostos de 5017 quilômetros (km) em linhas de transmissão e de subestações com um total de 1.200 mega-volt-amperes (MVA) de potência.
As novas instalações vão demandar investimentos de aproximadamente R$ 5,3 bilhões, com geração de 18.356 empregos diretos. O prazo de conclusão das obras será de 22 a 36 meses e os contratos de concessão são de 30 anos.
A publicação de hoje do “Em questão”, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) dá destaque ao programa Luz para Todos, que será levado para municípios próximos à Usina Hidrelétrica Belo Monte.
O consumo nacional de energia elétrica totalizou, em fevereiro de 2013, 37.893 gigawatts-hora (GWh), 2,7% acima do valor registrado no mesmo mês do ano anterior.
O consumo residencial apresentou a maior taxa de expansão, anotando 7,9% – repercutindo as temperaturas elevadas registradas no segundo mês deste ano. Já o consumo industrial recuou 2,4%, refletindo influência do dia útil a mais que teve fevereiro no ano de 2012. O consumo comercial cresceu 5,9%.
Por Caio Botelho*, no blog Soletrando a Liberdade!
O Brasil é uma nação riquíssima – uma das mais privilegiadas do mundo do ponto de vista da existência de recursos naturais. Aqui, encontramos riquezas suficientes que, se forem bem distribuídas, são capazes de garantir aos mais de 190 milhões de brasileiros uma vida decente.
Entretanto, o que fazer com tantos recursos sempre dividiu opiniões e produziu importantes polêmicas. As mais recentes foram as discussões sobre o novo Código Florestal e a construção da Usina Hidroelétrica de Belo Monte.
Ao longo de cinco séculos essas riquezas foram saqueadas sem que fosse garantido ao povo brasileiro contrapartida de espécie alguma. O maior inimigo da natureza, sem dúvidas, é a desenfreada sanha dos capitalistas de plantão pelo lucro, prontos para destruir, em nome do saldo positivo no próximo balanço, tudo o que veem pela frente, sem nenhum critério ou controle.
Mas, por outro lado, existem aqueles que defendem que todos esses recursos devem permanecer intocáveis, e que qualquer ação humana deve ser interpretada como uma grave agressão ao futuro da própria humanidade. Em regra, os defensores desse ponto de vista são pessoas de classe média e moradores das grandes cidades, que parecem ignorar o fato de que, em regiões como a floresta Amazônica, vivem milhões de brasileiros que têm tanto direito à saúde, educação, moradia e vida decente quanto eles.
É muito fácil, por exemplo, ser contra a construção de uma estrada quando não somos nós quem temos que passar dias e noites em um barco para chegar em um hospital mais próximo. É simples se opor à construção de uma Usina Hidroelétrica quando nós temos, em nossas casas, energia suficiente para assistir confortavelmente a um bom jogo de futebol ou os últimos capítulos da nossa novela preferida.

Um animado público jovem despediu-se da Rio+20 participando, na Arena Socioambiental, nos jardins do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, de um debate sobre energia classificado como “apaixonado” pelos palestrantes. O tema, discutido durante a tarde desta sexta-feira, 22, foi o acesso sustentável à energia. A Usina Hidrelétrica Belo Monte, que está sendo construída pela empresa Norte Energia no rio Xingu, sudeste do Pará, esteve no centro do debate, transmitido ao vivo pela internet.
“É muito bom viver o processo democrático porque podemos discutir em âmbito nacional uma grande e importante obra de infraestrutura como é Belo Monte”, disse, em sua primeira intervenção, Sebastião de Amorim, professor de Estatística da Unicamp. Amorim tornou-se conhecido por estimular um grupo de alunos daquela universidade a realizar o vídeo “Tempestade em Copo D’ Água”, em resposta ao Movimento Gota D' Água, de alguns atores da Globo.

Participantes da Arena Socioambiental discutiram acesso à energia e Belo Monte foi assunto central
“Muita coisa completamente descabida tem sido dita sobre a obra”, afirmou. “É preciso parar de demonizar, em pleno século 21, o progresso. Sem desenvolvimento econômico é que não haverá solução para o meio ambiente”, afirmou. “Até construir uma casa gera impacto ambiental”, disse.
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