A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) acelera o desenvolvimento dos estudos da primeira linha de transmissão de Belo Monte (PA) para licitar o projeto em dezembro. “A expectativa é de concluirmos os estudos em agosto”, afirmou o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, que esteve no Encontro Nacional dos Agentes do Setor Elétrico (Enase), promovido pelo Canal Energia.
O projeto de escoamento de Belo Monte prevê a construção de uma grande linha de transmissão partindo de Xingu (PA) até a divisa entre São Paulo e Minas Gerais. De acordo com Tolmasquim, o Ministério de Minas e Energia (MME) e a EPE discutem a possibilidade de se construir uma segunda linha de transmissão para a Usina Belo Monte.

O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim. Crédito: Elza Fiúza/ABr
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, fez uma defesa veemente da construção de hidrelétricas na região amazônica e criticou a interferência internacional no debate sobre a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, em palestra durante o evento Energy Summit, no Rio de Janeiro. O argumento é que menos de 0,5% do bioma amazônico deve ser utilizado para a geração de energia. “Não é uma questão de inundação da Amazônia”, afirmou Tolmasquim.
Ele citou a construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, como exemplos de projetos que promovem o desenvolvimento regional. Tolmasquim ressalta também o exemplo de Belo Monte, cujo projeto adotado teria evitado o alagamento de terras indígenas. “O projeto da década de 70 foi refeito, reduziu-se bastante o reservatório. Com isso, foi evitado o alagamento de áreas indígenas. É justo porque são minorias. O que não é justo é acusar o País de não cuidar dos seus indígenas. Quando a OEA (Organização dos Estados Americanos) acusa o Brasil, temos que nos indignar. Estamos colocando muito mais recursos porque nos preocupamos com os nossos indígenas”, afirmou.
Marcos Chagas
Agência Brasil
Brasília - O intenso debate promovido desde 1990 sobre o projeto de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, coloca à sociedade uma decisão que, inevitavelmente, deve ser tomada no futuro: a preservação ambiental ou os impactos ao meio ambiente que construções de termelétricas, necessárias para substituir a energia hidráulica, podem trazer. Esse foi o principal ponto abordado pelo diretor do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), István Gárdos, hoje (23), em debate com parlamentares da Comissão de Meio Ambiente do Senado, que fiscaliza as obras de construção da usina, no Rio Xingu.
Gárdos destacou que estudos realizados pelo ONS apontam para uma redução na capacidade de fornecimento de energia gerada pelas hidrelétricas nos próximos anos se essa matriz energética não for ampliada. Segundo ele, a atual capacidade de acúmulo de água pelos reservatórios, de seis meses, pode se reduzir para três meses e meio em 2019. “O que nos preocupa é a questão da perda da regularidade [nesse acúmulo de água no tempo das chuvas]“, disse.
O consumo de energia no país totalizou 35.221 GWh em maio deste ano, o que representa um crescimento de 2,8% em comparação com o mesmo mês de 2010. Os dados são da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que identificou também alta de 6% no consumo comercial nacional. Este foi o setor em que o consumo de energia mais cresceu.
O consumo residencial também apresentou expansão em maio, de 5% na comparação com o mesmo mês do ano passado, totalizando 9.141 GWh. Já o consumo industrial de energia elétrica em maio totalizou, no país, 15.168 GWh, valor 1% superior ao do mesmo mês de 2010.
A construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte está inserida no planejamento enérgico brasileiro para atender à crescente demanda por energia elétrica nos próximos anos. Em 2010, o consumo de energia elétrica aumentou 7,8% em comparação com 2009 e deve alcançar 829,5 TWh em 2019 ante os 419 TWh consumidos em 2009, conforme dados do Plano Decenal de Expansão de Energia 2019 (PDEE-2019).
Confira aqui outros números divulgados pela EPE sobre o consumo em maio de 2011.
Com informações da Agência CanalEnergia.
O consumo de energia no país ficou em 35.221 GWh em maio deste ano, elevando em 2,8% o montante de 34.277 GWh verificados no mesmo mês no ano passado.
Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética, divulgados nesta terça-feira, 28 de junho, no acumulado até o mês passado, a demanda foi de 178.003 GWh, contra 171.457 GWh apurados no mesmo período do ano passado – elevação de 3,8%. Considerando os últimos 12 meses, o Brasil consumiu ainda 5,6% acima de igual período encerrado em maio passado, ao verificar, respectivamente, 421.823 GWh contra 399.636 GWh.
Os dados mostram que, por região, o submercado Sudeste/Centro-Oeste teve o maior crescimento, de 3,8% em comparação com o mesmo mês em 2010, fechando em 21.432 GWh, contra 20.638 GWh, respectivamente. O Norte Interligado registrou crescimento de 3,7% (2.462 GWh ante 2.374 GWh) enquanto o Sul teve aumento de 3,1% (5.888 GWh contra 5.712 GWh) e os Sistemas Isolados apresentaram 2,4% de expansão. O Nordeste registrou queda de 2,5% no consumo, com 4.869 GWh contra 4.997 GWh em maio. O principal motivo da queda foi a ocorrência de incidentes em planta industrial na região, entre outros fatores.
Ainda de acordo com a EPE, de janeiro até maio, a demanda cresceu 5% no SE/CO, ao totalizar 108.237 GWh, contra 103.057 GWh totalizados no mesmo período em 2010, liderando a expansão entre os submercados, seguido pelo Norte Interligado (3,9%), Sistemas Isolados (3,4%), Sul (3,2%) e Nordeste (-0,5%).

Crédito: Santafé Idéias
A TV Brasil leva ao ar na próxima segunda-feira, dia 30 de maio, o programa Brasilianas.org, que contou com a participação do presidente da Norte Energia, Carlos Nascimento; do presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) MaurícioTolmasquim; e do economista e professor da USP Célio Bermann. O tema foi a Usina Hidrelétrica Belo Monte.
Brasilianas.org tem o objetivo de discutir políticas que podem ajudar o desenvolvimento do país e a qualidade de vida do cidadão brasileiro. Os temas apresentados pelo programa são definidos junto com o telespectador, por meio do portal Brasilianas.org. Apresentado pelo jornalista Luís Nassif, o programa vai ao ar toda segunda-feira, às 22 horas.
Confira Galeria de Fotos.
O Programa de Expansão de Transmissão (PET) elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê, até 2015, investimentos de, pelo menos, R$ 8,5 bilhões em projetos na área de transmissão de energia elétrica do país. De acordo com a mais recente versão do Programa de Transmissão, o subsistema Norte concentrará a maior parte dos investimentos, com um total de R$ 2,8 bilhões.
O montante ainda não considera os investimentos a serem feitos nos sistemas de transmissão vinculados à Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A previsão é de que a primeira etapa desta obra, realizada pela Norte Energia S.A. no Rio Xingu esteja em operação em 2015.
Veja texto completo da EPE sobre Programa de Expansão de Transmissão (PET).
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê um crescimento de 4,8% ao ano na demanda de energia elétrica no Brasil ao longo desta década. Em 2020, o consumo total do país deve chegar a 730,1 mil gigawatts-hora (GWh) ante 456,5 mil GWh consumidos em 2010.
A previsão já incorpora ganhos de eficiência elétrica que devem resultar em uma redução do consumo de eletricidade, nder em 2020, de 33,9 mil GWh. Esse montante de energia conservada equivale à geração de 4,5 mil MW médios, aproximadamente a energia média a ser gerada pela usina hidrelétrica Belo Monte.
Este empreendimento, em construção pela Norte Energia no Rio Xingu, Pará, já deverá estar em operação em 2020, podendo participar do atendimento a esta elevação na demanda.
Fonte: Agência Brasil
As usinas hidrelétricas podem ser um vetor importante para auxiliar o País na preservação ambiental. A avaliação é do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, que participou hoje (29/4) de um debate sobre uma nova arquitetura energética para a América Latina durante o Fórum Mundial Econômico para a América Latina.
“Isso é possível a partir do momento em que você obriga as hidrelétricas a recuperar as matas ciliares, a criar parques de preservação ambiental, condicionantes para trazer benefícios para a população local”, disse o presidente da estatal, ligada ao Ministério de Minas e Energia.
O brasileiro conhece o trauma da falta de energia. Em 2001, a insuficiência de oferta interrompeu a retomada do crescimento e levou milhões de brasileiros ao desemprego. Expandir adequadamente o sistema elétrico é, pois, essencial.
Nossa matriz elétrica é exemplar. Graças à hidreletricidade, 90% da energia produzida no país é renovável. A média mundial é de apenas 18%. No consumo de eletricidade, cada brasileiro responde por uma emissão de gases de efeito estufa equivalente à 45ª parte do que a de cada norte-americano ou a de cada chinês.
O Brasil usou só um terço de seu potencial hídrico, menos da metade da proporção dos principais países desenvolvidos. Leilões de energia eólica e bioeletricidade, fontes complementares à hidráulica porque disponíveis quando os reservatórios estão mais baixos, têm sido um sucesso. Portanto, é possível manter nossa matriz limpa. É nesse contexto que Belo Monte é fundamental para o país. E também o é para a região do Xingu. Afinal, a produção de energia não é seu único benefício. Investimentos em programas socioambientais associados ao projeto somam 19 vezes o orçamento de investimento do Estado do Pará em 2010.
Serão aplicados recursos em comunicação, transporte e saneamento básico. Mais de 4.300 famílias que vivem em palafitas ganharão casas dignas de serem chamadas de lar.
Serão gerados 18 mil empregos diretos no pico da obra, ocupando prioritariamente mão de obra local. Haverá programa de incentivo à capacitação profissional e ao desenvolvimento de atividades produtivas. A população local foi ouvida. O processo de licenciamento da usina compreendeu diversas consultas às comunidades indígenas daregião e quatro audiências públicas.
O projeto atual difere muito daquele dos anos 1980. Não afeta diretamente terras indígenas e reduz a área alagada em 60%, para 516 km2. O índice de 0,04 km2/MW é equivalente a um décimo do que o das hidrelétricas em operação no país. Mais do que uma vazão mínima garantida a jusante da barragem principal, o projeto sustenta um hidrograma aderente à preservação da biodiversidade na área. E o Conselho Nacional de Política Energética decidiu não mais construir as outras cinco usinas antes previstas no Xingu, evitando alagar 17 mil km2.
Se, de um lado, essas medidas significam menos energia e maiores custos, de outro são fundamentais para compatibilizar interesse nacional e respeito às comunidades locais. É a forma de garantir luz e afastar a escuridão.
MAURICIO TOLMASQUIM, presidente da EPE, em artigo publicado no dia 18 de abril de 2010.
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