A Norte Energia, responsável pela construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, informa que começa nesta sexta-feira (14) a construção das ensecadeiras no rio Xingu. As ensecadeiras são barragens construídas com terra e areia para desviar parte do fluxo do rio no local onde haverá a casa de força Pimental, situada a cerca de 60 km de Altamira, Oeste do Pará.
A autorização para o início das atividades foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) após a aprovação do Sistema de Transposição de Embarcações (STE) pela Fundação Nacional do Índio (Funai). O STE é um mecanismo que promoverá a transposição das embarcações que utilizam o Rio Xingu como meio de transporte, tanto na fase atual de construção da usina quanto no futuro quando esta estiver em operação.
As duas primeiras ensecadeiras do projeto a serem construídas no Sítio Pimental terão as seguintes dimensões, a de montante terá 1.200 metros de extensão e volume de 1.084.000 m3. A de jusante terá 1.300 metros e volume de cerca de 512.000 m3.
Dentro do projeto de construção da hidrelétrica, as ensecadeiras são barragens provisórias que permitem a execução dos trabalhos em um ambiente seco. O sítio Pimental contará com vertedouros, para controlar a vazão da água que estiver no reservatório do Xingu (o próprio leito do rio) e uma casa de força complementar equipada com turbinas do tipo Bulbo. Além do STE, no sítio Pimental, será construída a escada de peixes para possibilitar a passagem de peixes na época da piracema.
A Norte Energia estima que em março de 2013 as ensecadeiras estejam prontas.
Veja detalhes do Sistema de Transposição de Embarcações abaixo:
O Programa de Comunicação Indígena, promovido pela Norte Energia em cumprimento a condicionantes para construção da Usina Belo Monte, produziu um cartaz com os passos do processo de licenciamento ambiental, distribuído nas aldeias, e três cartilhas. As cartilhas têm informações sobre todas as etapas do empreendimento para que o indígena possa acompanhar o processo, desde o licenciamento até a instalação e realização das obras, além de orientar o sistema de rádio instalado nas Terras Indígenas para a comunicação com o Centro de Informação, em Altamira/PA. O material foi desenvolvido junto com a Fundação Nacional do Índio (Funai), que acompanha todo o trabalho de comunicação.
Para operar os equipamentos de rádio instalados nas aldeias para permitir a comunicação e o esclarecimento de dúvidas das comunidades indígenas em relação à UHE Belo Monte, o Programa de Comunicação Indígena promoveu uma capacitação em Altamira (PA), com 62 participantes. Uma das três cartilhas apresentadas foi o “Manual para os Usuários do Sistema de Radiofonia”, com orientações básicas sobre os equipamentos, que funcionam com sistema de energia solar, sua utilização e questões legais.
O Programa de Comunicação Indígena, implementado pela Norte Energia em 25 aldeias da região do Rio Xingu como condicionante para a construção da Usina Belo Monte, tem aumentado o debate sobre a obra entras a próprias comunidades com a utilização de rádios. O último equipamento foi instalado há cerca de uma semana.
“Com o rádio, o debate tem crescido entre os próprios indígenas, possibilitando a comunicação na língua, além de poder levar informações sobre o processo de licenciamento ambiental e sobre o empreendimento”, explica a coordenadora do Programa, Carmen Figueiredo.
O Workshop Belo Monte para Jornalistas será reapresentado pela TV NBR neste final de semana. No sábado, dia 21, o programa será apresentado das 18h às 19h30. No domingo, dia 22, a reprise vai das 12h30 às 14h.

Capa de uma das cartilhas financiadas pela NESA
As preocupações e demandas das comunidades indígenas localizadas na área de influência da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Rio Xingu, têm sido levadas em conta nos estudos de impacto ambiental e no processo de licenciamento desde o início deste trabalho. O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, explicou em workshop para jornalistas realizado nesta terça-feira (dia 17) que o órgão deverá apresentar seu parecer sobre a evolução das treze condicionantes relacionadas ao componente indígena, para conclusão da análise para emissão da Licença de Instalação (LI) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Curt Trennepohl, o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, os diretores da Norte Energia S.A., Antônio Coimba e Luiz Rufato, e o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, participaram nesta terça-feira (dia 17) de workshop para jornalistas sobre a Usina Hidrelétrica Belo Monte. O evento foi promovido, em Brasília, pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom).
Ao longo da manhã, foram apresentados dados sobre o licenciamento ambiental da obra, o cumprimento de condicionantes, que incluem comunidades indígenas, e o posicionamento do projeto dentro do planejamento energético brasileiro. Cerca de 60 jornalistas, representantes tanto de veículos de comunicação nacionais quanto da área de influência do empreendimento, puderam também fazer questionamentos sobre a usina.
Veja apresentações em slides:
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República promove nesta terça-feira, dia 17, o Workshop Belo Monte para Jornalistas. O evento será realizado no auditório do Ministério de Minas e Energia, em Brasília, a partir das 9h. As inscrições já foram encerradas.
A programação conta com apresentação do diretor de Construção e Engenharia, Luiz Rufato, e do diretor Socioambiental, Antônio Raimundo Coimbra, ambos da Norte Energia S.A, empresa responsável pela construção e operação da Usina Hidrelétrica Belo Monte.
O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, reforçou em entrevista à Agência Brasil que a construção da Usina Belo Monte, no Rio Xingu, não provocará o alagamento de terras indígenas, nem acarretará a remoção de nenhum povo indígena presente na região.
De acordo com Meira, a Funai criou e implantou um procedimento de acompanhamento que inclui a ida às aldeias e a explicação dos impactos que a construção de Belo Monte vai causar às comunidades indígenas. Ele também destacou que o Estado brasileiro está presente nas terras indígenas para garantir o cumprimento da legislação e citou como exemplo desta atuação a presença de um posto da coordenação nacional da Funai em Altamira, no Pará, inserida na área de influência de Belo Monte.
Veja a reportagem completa aqui.
A ação bem-sucedida adotada no relacionamento com as comunidades Waimiri-Atroari e Parakanã, por intermédio da Eletrobras/Eltronorte em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai), é o modelo que inspira o trabalho da Norte Energia, empresa responsável pela implementação da UHE Belo Monte, no relacionamento com as comunidades indígenas da área de influência da usina do rio Xingu. A ação de apoio aos Waimiri e Parakanã tem mais de 20 anos e é desenvolvida nas áreas de influência das usinas Balbina e Tucuruí.
O presidente da Norte Energia, engenheiro Carlos Nascimento, salienta que a empresa tem total respeito pelas comunidades indígenas, assim como pelas comunidades tradicionais.
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