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	<title>Blog da Usina Hidrelétrica Belo Monte &#187; LC Barreto</title>
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	<description>Blog da Usina Hidrelétrica Belo Monte</description>
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		<title>Usina Belo Monte terá registro em linguagem de cinema</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 21:32:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Usina Belo Monte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Seminário Nacional de Grandes Barragens]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1375" class="wp-caption alignnone" style="width: 580px"><img class="size-large wp-image-1375" title="" src="http://www.blogbelomonte.com.br/wp-content/uploads/2011/10/LCBarreto-570x427.jpg" alt="" width="570" height="427" /><p class="wp-caption-text">Daniel Tendler apresenta primeiros vídeos sobre Belo Monte em linguagem de cinema.</p></div>
<p>As obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte (UHE Belo Monte) em linguagem de cinema foi apresentada oficialmente nesta quinta-feira (27) durante o Seminário Nacional de Grandes Barragens, realizado pelo Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB), no Rio de Janeiro. Estes documentários, conduzidos pela produtora LC Barreto, pretende acompanhar todas as etapas de construção do empreendimento, tanto do ponto de vista histórico, desta que será a terceira maior usina do mundo, quanto do ponto de vista humano, das pessoas envolvidas direta ou indiretamente na UHE Belo Monte.</p>
<p>Quatro vídeos de curta metragem, com aproximadamente 5 minutos, cada, já foram finalizados, de um conjunto de 25 peças, que serão produzidos ao longo do primeiro ano da obra, assim como outros três vídeos de média duração. A ideia é veicular as produções em TV e na internet. O projeto &#8220;Construindo Belo Monte&#8221; abrange cinco anos de construção da UHE Belo Monte, que tem previsão para iniciar a operação de sua primeira turbina em 2015.</p>
<p>O diretor do projeto, o cineasta Daniel Tendler, em entrevista ao Blog Belo Monte, destaca a importância das filmagens para apresentar &#8220;a realidade crua&#8221; da obra, sem o intuito de defender ou atacar o empreendimento. Segundo ele, há muitas informações desencontradas sobre o projeto. Isto impôs o desafio, nos primeiros roteiros, de diferenciar a proposta inicial de construção, planejada há 35 anos, da que atualmente está sendo executada no Rio Xingu. &#8220;O desafio foi marcar essa diferença e mostrar que essa diferença é fruto de uma evolução da legislação ambiental, do amadurecimento da sociedade de criar mecanismos de controle para o desenvolvimento responsável e sustentável da Amazônia&#8221;, afirmou.</p>
<p>Para Tendler, a iniciativa também poderá mostrar ao Brasil a realidade daquela região da Amazônia e a magnitude da obra em andamento no Rio Xingu. Ele fala ainda sobre a necessidade de que o debate sobre a UHE Belo Monte inclua questões como a necessidade de geração da energia e sua complementariedade com as fontes alternativas.</p>
<p>Leia aqui a entrevista concedida por Daniel Tendler, ao Blog Belo Monte:</p>
<p><span id="more-1374"></span></p>
<p><strong>Blog Belo Monte: </strong>Qual o tema central e o objetivo deste projeto de filmagem da construção da Usina Belo Monte?<br />
<strong>Daniel Tendler:</strong> O objetivo principal dessa série de vídeos que estamos produzindo é gerar informação correta e de qualidade, porque tem um desencontro de informações, principalmente quando se está atacando a obra e o discurso desenvolvimentista. A nossa ideia, na verdade, é esclarecer isso. &Eacute; dizer efetivamente o que é o projeto e sua evolução, os 30 anos de estudos e mostrar o que era o projeto há trinta anos e o que ele é hoje. Também vamos contar a história da geração de energia elétrica, dessa questão no Brasil, levantar a questão da necessidade da energia elétrica, porque eu acredito que para você discutir a construção de uma usina assim, é preciso discutir a questão da necessidade de energia. Se as pessoas precisam [da energia], então, vamos discutir a partir de uma realidade.</p>
<p><strong>Blog:</strong> Quando você fala em mostrar os dados corretos, você fala não em defender ou atacar o projeto. &Eacute; isso?<br />
<strong>Daniel Tendler:</strong> Sim. &Eacute; apresentar o projeto. Quanto mais próxima a sociedade estiver do projeto, melhor vai ser para todos. Melhor vai ser para a população local, para que as condicionantes sejam respeitadas e, assim, as coisas serão feitas direito, conforme o previsto na lei e no projeto. Essa distância, divórcio ou briga entre os desenvolvimentistas e os ambientalistas é, na verdade, uma coisa ruim para todo mundo. A nossa ideia é uma tentativa de aproximar as pessoas da realidade e, quanto mais crua a gente trouxer essa realidade para dentro destes filmes, melhor para todos. Estão acontecendo, por exemplo, supressão vegetal? Sim, mas estão sendo tomados todos os cuidados que estavam previstos em lei. Então, talvez o que seja preciso questionar seja a legislação, não a obra em si. Vamos mostrar as pessoas que estão sendo afetadas realmente. Mostrar o que a Norte Energia está prometendo e se, de fato, vai ser cumprido. &Eacute; algo que conversamos muito com as pessoas da região: estamos documentando o início da história e a ideia é documentar tudo para ver também se foi tudo feito direito.</p>
<p><strong>Blog:</strong> Então, o objetivo é o esclarecimento?<br />
<strong>Daniel Tendler:</strong> Sim. Não é a história de defender nem de atacar, mas de esclarecer tanto a questão da construção quanto da necessidade de energia elétrica, quanto também contar um pouco a história do desenvolvimento da geração de energia no Brasil, das qualidades que o Brasil tem, como o fato de quase 90% da matriz energética ser limpa e renovável e que as fontes são complementares, ou seja, a energia hidrelétrica não compete com a eólica, ou solar, nem com nenhuma outra. São todas complementares. &Eacute; preciso ter todas para o sistema funcionar. Então, não há tanto essa dicotomia que se fala entre a hidrelétrica versus a eólica ou solar ou as ditas fontes alternativas. Elas são complementares. Essa é uma informação que é muito importante ser dada.</p>
<p><strong>Blog:</strong> Quais os desafios nesta primeira fase de execução da obra?<br />
<strong>Daniel Tendler:</strong> A primeira coisa que a gente pensou em colocar foi esclarecer o que é o projeto de fato, porque até pesquisando a gente tem muita dificuldade de entender o que é o projeto e o que virou o projeto. Fala-se muito do projeto antigo, de 30 anos atrás e não do que é agora, porque é completamente diferente. O desafio foi marcar essa diferença e mostrar que essa diferença é fruto de uma evolução da legislação ambiental, do amadurecimento da sociedade de criar mecanismos de controle para o desenvolvimento responsável de Amazônia. Não é uma questão de fazer ou não fazer, mas de como fazer, porque já está sendo feito.</p>
<p><strong>Blog:</strong> Como esses vídeos serão disponibilizados?<br />
<strong>Daniel Tendler:</strong> Uma das formas em estudo é disponibilizar por meio de um canal na internet e gerar um canal que as pessoas possam acessar e entender o que está acontecendo, todo o desenvolvimento da obra e acompanhar o desdobramento do que vai acontecendo com as pessoas envolvidas.</p>
<p><strong>Blog:</strong> Há, então, uma questão humana destacada nos vídeos?<br />
<strong>Daniel Tendler:</strong> Há dois eixos de trabalho: um é mais histórico, de esclarecer as coisas e outra é o de ir até as pessoas, na questão humana mesmo, no sentido de entender o que está acontecendo com as pessoas, na região. Explicar o porquê da construção da usina e permitir que as pessoas possam acompanhar. &Eacute; um canal de aproximação da sociedade com a construção para as pessoas poderem acompanhar o que está acontecendo com os ribeirinhos, com os indígenas, o que está acontecendo de fato, porque é uma região distante do Sudeste e, muitas vezes, a informação chega distorcida porque, antes de chegar, elas saem de lá [da região], vão para fora do país e voltam para o Brasil. Então, a ideia é gerar mais informação aqui.</p>
<p><strong>Blog:</strong> Como tem sido o trabalho em relação a Norte Energia, empresa responsável pela implantação, construção, operação e manutenção da UHE Belo Monte?<br />
<strong>Daniel Tendler:</strong> Há uma postura muito correta da Norte Energia de deixar a gente fazer esse trabalho. &Eacute; uma abertura, porque vai ser bom para todo mundo. &Eacute; uma obra que está aí, ela esta sendo feita dentro da lei. Existem mecanismos de acompanhamento, então, se é preciso questionar, vamos questionar o que de fato deve ser questionado, com argumentos concretos e não com achismo. Há um fato concreto e o projeto está acontecendo. &Eacute; difícil as pessoas acreditarem que as coisas podem ser feitas corretamente no Brasil e está na hora de a gente fazer.</p>
<p><strong>Blog:</strong> Esse formato de vídeo aproxima de fato a sociedade da realidade da obra no Rio Xingu?<br />
<strong>Daniel Tendler: </strong>Dizer que uma imagem vale mais que mil palavras é um grande clichê, mas neste caso, de Belo Monte, acho que vale muito mais ainda porque, primeiro: é uma obra que é distante do resto do país. &Eacute; numa região que, do Sul, Sudeste e do próprio Nordeste, é de difícil acesso. E é impressionante você mostrar as imagens de que grande parte do local onde está sendo feita a obra já estava desmatada, porque eram fazendas de gado e plantações. Uma coisa é você dizer isso e outra é mostrar. Uma coisa é falar que as pessoas estão sendo removidas e você efetivamente mostrar que não é expulsão. Estamos também numa era em que o entendimento audiovisual é muito mais direto que o texto ou outro formato. As pessoas estão acostumadas, é uma comunicação direta e rápida e as pessoas não têm muito tempo para ficar explicando fatos e condições, que mudam muito rapidamente. Outra coisa é documentar com linguagem de cinema que é o que estamos fazendo. Vai ficar como banco de imagens valiosíssimo, que é acompanhar uma obra deste tamanho e acompanhar as pessoas, os costumes e as mudanças que vão acontecendo.</p>
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