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Gente do Xingu Notícias
Identidade Asurini
Gente do Xingu, Notícias
Postado em 27.04.2016

O orgulho em fazer parte da etnia Asurini est√° gravado na pele do professor Kwatirei Asurini, da aldeia Koatinemo. ‚ÄúDesde crian√ßa eu aprendi a import√Ęncia de valorizar a minha cultura, pois √© somente atrav√©s da valoriza√ß√£o dos nossos costumes e tradi√ß√Ķes que essa cultura vai resistir ao tempo e se perpetuar por v√°rias gera√ß√Ķes‚ÄĚ, afirma.

“O meu principal dever como professor é despertar nos jovens da minha aldeia o sentimento de pertencimento dessa cultura", destaca o professor.

‚ÄúO meu principal dever como professor √© despertar nos jovens da minha aldeia o sentimento de pertencimento dessa cultura”, destaca o educador Kwatirei Asurini (Foto: Osvaldo de Lima/Norte Energia)

O desejo de ser protagonista no processo¬†preserva√ß√£o¬†da¬†cultura¬†Asurini¬†era tanto que Kwatirei decidiu se tornar professor da L√≠ngua Asurini do Xingu. Formado em Pedagogia, o educador ensina os jovens e crian√ßas da aldeia sobre a import√Ęncia de se preservar os saberes e fazeres da Terra Ind√≠gena Koatinemo.

‚ÄúO meu principal dever como professor √© despertar nos jovens da minha aldeia o sentimento de pertencimento dessa cultura a partir do ensino da nossa l√≠ngua, da nossa hist√≥ria. E s√≥ atrav√©s do conhecimento e do sentimento de pertencimento que essas tradi√ß√Ķes v√£o resistir por muitos e muitos anos‚ÄĚ, destaca Kwatirei.

Distante¬†cerca de 4 horas de barco¬†de Altamira, a aldeia Koatinemo, da etnia Asurini, faz parte das¬†aldeias atendidas pelo Projeto B√°sico Ambiental do Componente Ind√≠gena (PBA-CI) da Hidrel√©trica Belo Monte. Os investimentos da Norte Energia nos programas do PBA-CI somam mais de R$¬†300¬†milh√Ķes e garantem¬†a conserva√ß√£o¬†do patrim√īnio cultural,¬† refor√ßam a¬†seguran√ßa territorial¬†e ambiental,¬†al√©m de incrementar as atividades produtivas, a educa√ß√£o escolar e fortalecimento institucional¬† dos povos tradicionais¬†do M√©dio Xingu.

  • https://www.youtube.com/watch?v=xWLTfJJ19s0
  • Nesta ter√ßa-feira (04), o¬†rio¬†Xingu¬†voltou ao seu curso central, na regi√£o de Pimental. Foram abertos os v√£os (comportas acionada hidraulicamente) do vertedouro da Usina Complementar, localizada no S√≠tio Pimental, para dar vaz√£o natural das √°guas do¬†rio¬†Xingu¬†pelo leito original, por onde suas √°guas v√£o continuar passando permanentemente,¬† mantendo a vaz√£o para garantir a vida aqu√°tica e navega√ß√£o no trecho da Volta Grande do¬†Xingu. Isto significa que a vaz√£o do¬†rio¬†para a jusante (rio¬†abaixo do S√≠tio Pimental) ser√° mantida, com o m√≠nimo de 700 metros c√ļbicos por segundo no m√™s de setembro, variando mensalmente para valores superiores conforme estabelecido no processo de licenciamento da Usina, em acordo com a ANA (Ag√™ncia Nacional de √Āguas) e o Ibama. A vaz√£o m√≠nima citada corresponde a uma vaz√£o bem acima daquelas j√° registradas no hist√≥rico de ocorr√™ncias durante o ver√£o. Assim, est√£o mantidas tanto a navegabilidade como a produ√ß√£o de pescado na √°rea. O leito do¬†rio¬†havia sido desviado para o canal direito, durante a constru√ß√£o da Casa de For√ßa Complementar e do vertedouro em Pimental. Atualmente, com a conclus√£o destas obras, a √°rea que havia sido isolada do leito do¬†rio¬†j√° pode novamente receber as √°guas do mesmo. No local, est√£o em execu√ß√£o as opera√ß√Ķes de Desvio de Segunda Fase, nas quais o fluxo de √°guas do¬†rio¬†Xingu¬†foi devolvido ao canal central, deixando de passar pelo estrangulamento (canal direito). Na primeira fase, a parte do leito do¬†rio¬†entre a margem esquerda e a Ilha da Serra havia sido isolada, por meio da constru√ß√£o de pequenos barramentos (ensecadeiras), uma¬†rio¬†acima e outra¬†rio¬†abaixo separadas por cerca de 500 metros, criando compartimentos estanques a montante e a jusante. O Desvio de Segunda Fase consiste no fechamento simult√Ęneo do v√£o entre a Ilha da Serra e a margem direita do¬†Xingu, revertendo todo o fluxo do¬†rio¬†para a √°rea central de seu leito, onde anteriormente foram criados os dois compartimentos estanques. Essa a√ß√£o envolve algumas opera√ß√Ķes: a)¬†¬†¬†¬†¬† Abertura de v√£o (brecha) na ensecadeira de montante, inundando o recinto de montante (rio¬†acima) dos vertedouros; b)¬†¬†¬†¬†¬† Abertura parcial das comportas dos vertedouros, inundando o recinto a jusante (rio¬†abaixo) dos vertedouros; c)¬†¬†¬†¬†¬† Abertura de v√£o (brecha) na ensecadeira de jusante (rio¬†abaixo), que iniciar√° a libera√ß√£o de √°guas para o¬†rio¬†Xingu, a medida que o Canal Direito vai sendo fechado; d)¬†¬†¬†¬† Conclus√£o do fechamento do Canal Direito e revers√£o da totalidade do fluxo do¬†rio¬†pelos vertedouros. Nas opera√ß√Ķes de abertura de v√£o das ensecadeiras (brechas) e no fechamento do canal direito ocorrem movimenta√ß√£o e lan√ßamento na corrente do¬†rio¬†de materiais argilosos e a eros√£o das margens do v√£o, a medida que aumenta a vaz√£o de desvio. Esses fen√īmenos causam o arraste deste material e o aumento moment√Ęneo da turbidez nas √°guas do¬†rioXingu, a jusante das opera√ß√Ķes. Embora passageiro, poder√° haver propaga√ß√£o vis√≠vel de pluma de √°guas turvas¬†rio¬†abaixo at√© certa dist√Ęncia da √°rea de obras, podendo ser percept√≠vel pelas comunidades¬†rio¬†abaixo, que associam a pluma a problemas com qualidade da √°gua e produ√ß√£o da pesca, o que n√£o √© verdadeiro, pois a pluma¬† s√≥ cont√©m argila e materiais terrosos e dispersa-se naturalmente. Nas opera√ß√Ķes de inunda√ß√£o do recinto de¬†rio¬†acima (reservat√≥rio¬†formado pela ensecadeira de montante - espa√ßo confinado entre vertedouros, casa de for√ßa, margem esquerda e Ilha da Serra), o volume de √°gua acumulado √© de 1,5 milh√£o de metros c√ļbicos com turbidez, pelo arraste das laterais do v√£o de abertura e materiais de escava√ß√£o que ficaram no fundo desse recinto. Hoje, essa √°gua com turbidez que estava represada no recinto de montante foi transferida, pela abertura parcial das comportas dos vertedouros, para o recinto de jusante (espa√ßo formado abaixo dos vertedouros pela margem esquerda, ilha da Barra, vertedouros / casa de for√ßa e ensecadeira de jusante). Este espa√ßo, com cerca de 3,5 milh√Ķes de m¬≥, ficar√° retendo a √°gua de montante, enquanto prosseguem as opera√ß√Ķes de fechamento do canal direito, por onde continua passando a √°gua do¬†rio¬†para a Volta Grande. Mas desde √†s 12 horas desta ter√ßa-feira ( 04/08), ap√≥s o recinto de jusante atingir a cota suficiente, foi aberta brecha (v√£o) na ensecadeira de jusante, iniciando o lan√ßamento gradual de √°gua para o leito do¬†rio¬†Xingu, abaixo da barragem de Pimental. Para permitir a conclus√£o do fechamento do Canal Direito, ser√° ampliada a abertura de ambas as ensecadeiras do v√£o central (de montante e jusante) at√© que a vaz√£o do¬†rio¬†Xingu¬†comece a passar definitivamente pelos 18 vertedouros de Pimental, o que permitir√° a conclus√£o do fechamento do Canal Direito. Embora o aumento de turbidez seja um fen√īmeno passageiro, com dura√ß√£o de um a dois dias, at√© que as √°guas movimentem todo o material relativamente solto e estabilize sua cor, a Norte Energia mant√™m equipes de monitoramento de qualidade das √°guas, que executam medi√ß√Ķes em tempo real, em toda a √°rea, com foco especial nos efeitos desta opera√ß√£o. Qualquer altera√ß√£o ou problema com abastecimento ou consumo para ribeirinhos, pescadores e ind√≠genas ser√£o resolvidos pelos t√©cnicos da empresa. Em paralelo, equipes da Comunica√ß√£o Social da Norte Energia estar√£o percorrendo as comunidades localizadas na Volta Grande, verificando a situa√ß√£o das mesmas e orientando os usu√°rios do¬†rio¬†sobre esse curto per√≠odo de transi√ß√£o, correspondente √†s opera√ß√Ķes descritas acima. Os 18 v√£os do vertedouro na barragem do S√≠tio Pimental t√™m capacidade de vaz√£o de at√© 62 mil m¬≥/segundo. O volume, que corresponde √† previs√£o de uma cheia decamilenar (per√≠odo de avalia√ß√£o igual a dez mil anos), √© praticamente o dobro da vaz√£o m√°xima registrada no¬†Xingu, de 32 mil m¬≥/segundo, em cerca de mais de 30 anos.
  • O paradigma de que apenas homens trabalham em obras de infraestrutura vem sendo quebrado. Prova disso √© a atua√ß√£o de 3.563 mulheres no canteiro de obras da¬†Usina Hidrel√©trica Belo Monte, em Altamira (PA). Elas operam m√°quinas e comandam equipes; dirigem tratores e caminh√Ķes; trabalham no planejamento; fazem parte do setor comercial e dos diversos ramos da engenharia. Ou seja, j√° est√£o em toda a cadeia produtiva do empreendimento. Dados da concession√°ria¬†Norte Energia, respons√°vel por esta obra do Programa de Acelera√ß√£o do Crescimento (PAC), mostram que entre os quase 24 mil trabalhadores da hidrel√©trica ‚Äď considerada a maior em constru√ß√£o do mundo ‚Äď as mulheres representam 14,8%, percentual bem mais alto do que o normalmente registrado na constru√ß√£o civil, de pouco mais de 3% atualmente. Em 2012, a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domic√≠lios (PNAD) do IBGE indicou que dos 8,3 milh√Ķes de trabalhadores da constru√ß√£o, 97,1% eram homens e apenas 2,9% mulheres.¬†No ano seguinte, a PNAD mostrou pequena eleva√ß√£o da participa√ß√£o feminina: os percentuais passaram a ser de 96,8% e de 3,2%, respectivamente. A presen√ßa das mulheres na UHE Belo Monte j√° foi destacada at√© pela presidenta Dilma Rousseff.Rayana Morena Sales tem 28 anos, √© mineira, engenheira civil e uma das trabalhadoras de Belo Monte h√° pouco mais de dois anos. Antes ela atuava na constru√ß√£o de uma pequena hidrel√©trica, onde era a √ļnica mulher. ‚ÄúAqui a gente v√™ mulher desde o campo, na parte de arma√ß√£o, carpinteiras, e at√© na parte de apoio para produ√ß√£o, como [o setor] administrativo e comercial. Mas tem muita mulher engenheira que trabalha no planejamento, na seguran√ßa do trabalho, no meio ambiente, e na √°rea civil‚ÄĚ, conta. Integrante do setor de controle de qualidade do empreendimento, Rayana recebe o mesmo sal√°rio dos homens que ocupam igual posto e nunca sentiu preconceito no trabalho. ‚ÄúAt√© porque aqui tem gente de tudo que √© lugar do Brasil. Ent√£o, o pessoal acaba sendo tolerante com todas as diferen√ßas, n√£o s√≥ de g√™nero‚ÄĚ, relata. Entretanto, a engenheira assegura que as mulheres brigam mais para estar na mesma posi√ß√£o. ‚ÄúTenho certeza que a gente √© colocada a prova todo dia, porque √© mulher. Isso acontece. O pessoal acaba esperando um pouco menos da gente, exigindo um pouco menos, e voc√™ tem que ficar se impondo‚ÄĚ, conclui. A operadora de m√°quinas na usina de Belo Monte Edilene Costa j√° contou a sua hist√≥ria no site do PAC em 2012. Confira como foi: [youtube:https://www.youtube.com/watch?v=3pE5pozsshE] Via Pac Minist√©rio do Planejamento
  • A Hidrel√©trica Belo Monte, que j√° tem 70% das obras civis conclu√≠das, vive agora a chegada das monumentais pe√ßas das turbinas √† regi√£o do Xingu. A mais recente delas, um rotor de 320 toneladas, viajou 5.269 quil√īmetros, de Taubat√© (SP) a Vit√≥ria do Xingu (PA). Ao chegar, pelas √°guas do Xingu, √† Esta√ß√£o de Transbordo de Carga do S√≠tio Belo Monte, ela precisou ser retirada da balsa e colocada em uma carreta de 256 pneus. Foi a√≠ que entrou um personagem essencial nessa opera√ß√£o de transporte: o operador de ponte e de p√≥rtico rolante Junivaldo Ferreira, 38 anos. √Č ele que i√ßa as pe√ßas da balsa e as coloca em carretas.¬† O transporte da pe√ßa at√© o p√°tio de estocagem em Belo Monte ‚Äď trecho de apenas seis quil√īmetros - dura meia hora. Somente por este dado d√° para se ter uma ideia de o quanto essa opera√ß√£o √© cr√≠tica . Ela s√≥ pode ser executada por profissionais treinados e credenciados. Tudo √© cuidadosamente estudado: relaciona-se o peso da pe√ßa ao trajeto a ser realizado e aos recursos dispon√≠veis para a amarra√ß√£o. ‚ÄúN√£o tenho d√ļvida de que a minha responsabilidade √© grande", reconhece Junivaldo. "Afinal, s√£o pe√ßas valiosas para o funcionamento da usina.‚ÄĚ O rotor √© a pe√ßa mais importante da turbina, o n√ļcleo gerador de energia em uma hidrel√©trica. Torneada em uma √ļnica pe√ßa de a√ßo inoxid√°vel, com peso final de 320 toneladas, o rotor mede oito metros e meio de di√Ęmetro por cinco metros de altura. Suas p√°s recebem as √°guas do rio em fort√≠ssimo deslocamento gerado pela queda d'√°gua canalizada. Impulsionadas pela massa de milhares de toneladas de √°gua em queda, elas giram. Nesse giro, a energia mec√Ęnica √© transformada em energia cin√©tica, e esta, em energia el√©trica. Nascido em Santar√©m, e h√° 20 anos trabalhando como operador de ponte rolante e p√≥rtico, Junivaldo foi convidado para trabalhar em sua primeira usina hidrel√©trica por meio de um amigo. ‚ÄúEu estava atr√°s de novos desafios e queria testar meus conhecimentos dentro de uma obra de usina.‚ÄĚ No canteiro de obras de Belo Monte, Junivaldo opera quatro equipamentos: duas pontes rolantes de 400 toneladas e uma terceira de 800, al√©m de um p√≥rtico de 40 toneladas. ‚ÄúDaqui a um tempo, poderei dizer que eu icei o rotor de 320 toneladas e os eixos da primeira, segunda e terceira turbinas. Eu vim pra c√° para ir embora apenas quando a obra terminar‚ÄĚ, afirma. Para Junivaldo, ajudar a construir Belo Monte ficar√° para sempre em sua hist√≥ria. ‚ÄúUm dia, eu poderei contar para os meus filhos e netos que trabalhei na constru√ß√£o da terceira maior hidrel√©trica do mundo e contribu√≠ para o desenvolvimento do meu pa√≠s.‚ÄĚ Ele tem raz√£o: quando estiver em plena opera√ß√£o, em 2019, Belo Monte ir√° beneficiar nada menos do que 60 milh√Ķes de brasileiros.
  • Transportar uma pe√ßa de 320 toneladas j√° √© uma aventura por si s√≥. Agora imagine transportar uma pe√ßa desta dimens√£o de S√£o Paulo ao cora√ß√£o da Amaz√īnia. √Č este o desafio log√≠stico que ser√° cumprido em cerca de tr√™s meses quando a roda da turbina da primeira unidade geradora da Casa de For√ßa Principal da Usina Hidrel√©trica Belo Monte chegar √† Vit√≥ria do Xingu, no Par√°.

    A pe√ßa saiu no dia 25 de novembro da cidade de Taubat√© (SP), em um caminh√£o especial, de 32 eixos e 256 pneus, e vai percorrer 5.269 quil√īmetros at√© chegar ao destino final. Veja a rota do equipamento no infogr√°fico abaixo.












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