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Meio Ambiente
Má fé e desinformação contra Belo Monte
Meio Ambiente
Postado em 01.07.2015
ALTAMIRA - FOTO REGINA SANTOS - NORTE ENERGIA

Altamira, a cidade mais populosa da regi√£o de Belo Monte, est√° recebendo obras de infraestrutura, educa√ß√£o, sa√ļde e saneamento da Norte Energia. (Foto: Regina Santos)

A Norte Energia, respons√°vel pela Hidrel√©trica Belo Monte, quarta maior usina do mundo e a maior obra de infraestrutura em execu√ß√£o no Brasil, tem sido alvo frequente de ataques falaciosos em jornais online e impressos, blogs e em mat√©rias de televis√£o. Alguns, como a Folha de S. Paulo, por meio do rep√≥rter Marcelo Leite, sequer procurou a empresa para um contraponto em rela√ß√£o √†s acusa√ß√Ķes, como manda a cartilha do jornalismo s√©rio e respons√°vel. A Folha e o rep√≥rter julgam o empreendimento com claro desequil√≠brio sem respeitar as normas m√≠nimas de imparcialidade na divulga√ß√£o de not√≠cias. O que √© pior: o julgamento √© baseado em relatos e informa√ß√Ķes sistematicamente desatualizados, sem embasamento e comprova√ß√£o. S√£o tentativas rasas dos opositores do empreendimento que ignoram as institui√ß√Ķes legalmente constitu√≠das que respondem pelo licenciamento do maior empreendimento do pa√≠s.

Assim o fazem outros ve√≠culos sensacionalistas, ao repetirem a velha t√°tica dos canais de oposi√ß√£o ao empreendimento e ao desenvolvimento do pa√≠s, com o insistente destaque de relatos isolados e informa√ß√Ķes descontextualizadas. Nesse segmento da imprensa, que chancela sem responsabilidade alguma a tese contra Belo Monte, nota-se que n√£o h√° nenhuma cr√≠tica a gestores municipais e estaduais no resto do Brasil para que cumpram a√ß√Ķes semelhantes √†s executadas em Altamira e na regi√£o do Xingu pela Norte Energia, por meio do Projeto B√°sico Ambiental de Belo Monte.

√Č o segmento do Jornalismo que repete a cantilena dos opositores do empreendimento, sem se preocupar em compreender a hist√≥ria e a din√Ęmica social, econ√īmica, cultural e pol√≠tica da regi√£o do Xingu. S√£o os que apostam que dessa forma ser√£o capazes de manipular a opini√£o p√ļblica sobre o empreendimento e o desenvolvimento do Brasil.

Uma parcela da imprensa que n√£o se d√° ao trabalho de apurar e perceber que Belo Monte √© um projeto pioneiro no respeito e responsabilidade social e ambiental. Assertiva que se confirma ao visitar centenas de obras, como escolas, unidades b√°sicas de sa√ļde, saneamento b√°sico, hospitais, casas e novos bairros, casas de farinha, pontes e todas as a√ß√Ķes realizadas para beneficiar as popula√ß√Ķes dos munic√≠pios de Altamira, Vit√≥ria do Xingu, Anapu, Brasil Novo e Senador Jos√© Porf√≠rio, da √°rea de influ√™ncia direta do empreendimento, al√©m de outras cidades que est√£o sendo favorecidas com recursos do Plano de Desenvolvimento Regional Sustent√°vel Xingu (PDRSX). A Norte Energia j√° investiu R$ 3,092 bilh√Ķes na regi√£o, valor que n√£o pode ser desprezado por quem, minimamente, conhece como a regi√£o do Xingu foi tratada historicamente pelas administra√ß√Ķes p√ļblicas. Valores que est√£o garantindo direitos que foram negados ao longo dos anos para as popula√ß√Ķes locais. √Č ineg√°vel que pouqu√≠ssimos munic√≠pios brasileiros receberam tantos avan√ßos e obras em t√£o pouco tempo, sem contar os mais de R$ 300 milh√Ķes em tributos municipais pagos na regi√£o.

Recentemente, Belo Monte, mais uma vez sofreu uma s√©rie de acusa√ß√Ķes infundadas e, para informar a realidade atual sobre os avan√ßos do empreendimento e a seriedade no cumprimento de seu papel social, a Norte Energia, respons√°vel pela obra e opera√ß√£o da hidrel√©trica, esclarece:

Qualidade de vida com a√ß√Ķes socioambientais
As obras que condicionam a concess√£o da licen√ßa de opera√ß√£o da Usina, definidas pelo Plano B√°sico Ambiental (PBA), tra√ßado em conjunto com √≥rg√£os licenciadores, est√£o conclu√≠das ou em fase de conclus√£o. At√© o momento, foram investidos R$ 3,092 bilh√Ķes nos munic√≠pios da regi√£o do empreendimento. S√£o recursos que est√£o trazendo melhorias em infraestrutura e servi√ßos a uma popula√ß√£o historicamente desassistida, que soma cerca de 350 mil pessoas em 11 cidades paraenses.

Novos bairros e moradias melhores

Bairro Jatobá, construído pela Norte Energia em Altamira. (Foto: Betto Silva)

Bairro Jatobá, construído pela Norte Energia em Altamira. (Foto: Betto Silva)

A Norte Energia est√° concluindo a transfer√™ncia da popula√ß√£o que morava em √°reas historicamente afetadas pelas enchentes do rio Xingu, quando n√£o, sobre o esgoto a c√©u aberto, para cinco novos bairros saneados e em fase de conclus√£o pela empresa em Altamira. Atualmente, 3.300 fam√≠lias desfrutam de novas casas em n√ļcleos urbanos com infraestrutura completa. A empresa pagou ainda indeniza√ß√£o para 3.400 fam√≠lias. Ao final deste processo, ser√£o 7.790 fam√≠lias beneficiadas, uma popula√ß√£o de aproximadamente 25 mil pessoas em melhores condi√ß√Ķes habitacionais e sanit√°rias.

A Norte Energia já demoliu 4 mil casas nas áreas insalubres em Altamira e vai demolir ainda outras 1.100. O trabalho é necessário para formação do reservatório principal. Boa parte desses espaços será recomposta com vegetação e servirá como parques para a população da cidade.

Respeito na transfer√™ncia das popula√ß√Ķes rurais
A Norte Energia S.A. informa que a reloca√ß√£o de todas as fam√≠lias que est√£o nas √°reas rurais pr√≥ximas do reservat√≥rio do empreendimento ser√° realizada at√© agosto de 2015. Todas as mudan√ßas est√£o sendo feitas depois de conclu√≠das as negocia√ß√Ķes com as fam√≠lias. As ocupantes das ilhas situadas no rio Xingu est√£o sendo beneficiadas com as seguintes modalidades de negocia√ß√£o, previstas e regidas pelo Projeto B√°sico Ambiental de Belo Monte: Reassentamento Rural Coletivo ou Reassentamento Individual em √Ārea Remanescente ou Reloca√ß√£o Assistida (Carta de Cr√©dito); e para os im√≥veis que disp√Ķem de √°rea remanescente, existe a possibilidade da perman√™ncia em √°rea remanescente. N√£o h√° como indenizar os terrenos nas ilhas, pois elas s√£o patrim√īnio da Uni√£o e, portanto, inalien√°veis.

Saneamento para preservar o meio ambiente e a sa√ļde da popula√ß√£o

ETE - ALTAMIRA - BETTO SILVA - NORTE ENERGIA 2

Estação de Tratamento de Esgoto de Altamira, construída pela Norte Energia. (Foto: Regina Santos)

Com mais de 100 anos de funda√ß√£o, Altamira n√£o possu√≠a um cent√≠metro de rede de esgoto e era mal servida pela rede de abastecimento de √°gua tratada, que atendia menos de 14% da popula√ß√£o. Com a Norte Energia, a cidade recebeu 220 km de tubula√ß√Ķes, 13 esta√ß√Ķes elevat√≥rias e uma moderna e eficiente Esta√ß√£o de Tratamento de Esgoto que converte os efluentes em √°gua limpa para o rio Xingu. Foram implantados tamb√©m 170 km de rede de distribui√ß√£o de √°gua tratada e melhoradas as esta√ß√Ķes de capta√ß√£o e de tratamento.

O fato de n√£o haver sido feita a liga√ß√£o das casas ao sistema, uma responsabilidade do poder p√ļblico, tamb√©m isso foi resolvido: a empresa est√° oficializando parceria com a Prefeitura Municipal de Altamira para o servi√ßo.

Investimento na rede hospitalar e atendimento b√°sico em sa√ļde

Hospital Geral de Altamira, obra concluída pela Norte Energia. (Foto: Betto Silva)

Hospital Geral de Altamira, obra concluída pela Norte Energia. (Foto: Betto Silva)

A Norte Energia est√° deixando como legado para regi√£o quatro hospitais constru√≠dos dentro dos padr√Ķes vigentes e equipamentos modernos. Em Anapu e na Vila dos Trabalhadores de Belo Monte, as unidades est√£o em funcionamento. Em Vit√≥ria do Xingu, as obras iniciaram e ser√£o conclu√≠das no primeiro trimestre de 2016. Altamira ganhar√° em breve o Hospital Geral, que est√° conclu√≠do em fase final de instala√ß√£o de equipamentos, aguardando apenas a transi√ß√£o de servi√ßos a cargo da Prefeitura Municipal. O hospital √© um dos mais modernos e bem equipados do Estado, com 104 leitos, sendo 10 com UTI.

Antes da Norte Energia, a regi√£o tinha 467 leitos adaptados, em unidades de 40 anos e concentrados em sua maior parte em Altamira. A Empresa acrescentou 211 leitos, parte deles, desconcentrados, em hospitais modernos, equipados e adequados √†s normas do Minist√©rio da Sa√ļde. Com a entrega das novas unidades, alguns procedimentos poder√£o ser realizados nos munic√≠pios do entorno.

A empresa tamb√©m construiu 30 Unidades B√°sicas de Sa√ļde, faltando concluir apenas a do bairro Jatob√°. Cada uma tem capacidade de cobertura para 12 mil usu√°rios do SUS em Altamira, Anapu, Vit√≥ria do Xingu, Brasil Novo e Senador Jos√© Porf√≠rio.

Com o apoio ao Plano de Desenvolvimento Sustent√°vel do Xingu (PDRSX), a Norte Energia est√° possibilitando a reforma e constru√ß√£o de hospitais em Uruar√°, Placas e Medicil√Ęncia, al√©m de ter constru√≠do e entregue o pr√©dio da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Par√°, em Altamira.

Proteção e fortalecimento do setor pesqueiro

Página 10 - Reprodução acari zebra em laboratório  - Foto Regina Santos

Acari zebra, reproduzido em laboratório da Norte Energia. (Foto: Regina Santos)

A Norte Energia monitora o desembarque pesqueiro em pontos de comercializa√ß√£o do pescado desde S√£o F√©lix do Xingu at√© Gurup√°, em um trecho de 848 quil√īmetros de extens√£o. De acordo com os estudos feitos desde 2011, os estoques pesqueiros permanecem adequados para a atividade no Xingu e n√£o houve e nem h√° altera√ß√Ķes na qualidade da √°gua do rio al√©m das varia√ß√Ķes naturais, com exce√ß√£o de pontos pr√≥ximos √†s obras e por curtos per√≠odos de tempo, situa√ß√Ķes que n√£o ultrapassam os limites da legisla√ß√£o ambiental.

Os pescadores est√£o sendo ouvidos por meio de entrevistas realizadas nas comunidades da √°rea de influ√™ncia do empreendimento, al√©m de participarem de reuni√Ķes bimensais na Comiss√£o de Pesca do F√≥rum de Acompanhamento Social do empreendimento.

A Norte Energia firmou acordo de Coopera√ß√£o T√©cnica com o Minist√©rio da Pesca que resultou na instala√ß√£o de laborat√≥rios na Universidade Federal do Par√°; na constru√ß√£o e reforma das col√īnias de pesca em Anapu, Vit√≥ria do Xingu, Senador Jos√© Porf√≠rio, Porto de Moz e Gurup√°; e na implanta√ß√£o de um complexo dedicado √† pesca artesanal na orla de Altamira, com Centro Integrado de Pesca Artesanal, f√°brica de gelo, cais de atraca√ß√£o e mercado, al√©m da nova sede da col√īnia de pesca e das associa√ß√Ķes de produtores de peixes ornamentais. O investimento total ficar√° acima dos R$ 40 milh√Ķes.

Segurança territorial, ambiental e alimentar dos povos indígenas

Reunião entre representantes da Norte Energia, integrantes dos órgãos responsáveis e lideranças indígenas. (Foto: Betto Silva)

Reunião entre representantes da Norte Energia, integrantes dos órgãos responsáveis e lideranças indígenas. (Foto: Betto Silva)

Depois de negocia√ß√£o com lideran√ßas e √≥rg√£os e minuciosa explana√ß√£o sobre a complexidade log√≠stica das obras, a Norte Energia contratou a constru√ß√£o de 34 escolas, 34 Unidades B√°sicas de Sa√ļde (UBS) e adequa√ß√Ķes nos sistemas de abastecimentos de √°gua e nas casas de moradias j√° constru√≠das, que precisam de reparos, nas aldeias da √°rea de influ√™ncia de Belo Monte.

At√© agora, s√£o mais de R$ 212 milh√Ķes em investimentos em 27 projetos voltados aos ind√≠genas da √°rea de influ√™ncia da UHE Belo Monte. Eles fortalecem as caracter√≠sticas √©tnicas dos diferentes povos tradicionais e sua seguran√ßa territorial, ambiental e alimentar. As a√ß√Ķes incluem a constru√ß√£o de 711 casas em 11 terras ind√≠genas, beneficiando mais de 700 fam√≠lias, cerca de 3 mil ind√≠genas; 34 casas de farinha, das quais 23 delas est√£o prontas e em uso; 19 sistemas de abastecimento de √°gua e com projetos para outros 15; 23 pistas de pouso, das quais, 13 est√£o prontas e 3 contratadas e em execu√ß√£o. A empresa tamb√©m recomp√īs 470 km de acessos terrestres √†s comunidades e entregou a Casa do √ćndio √† Funai, pr√©dio de 1.600 m¬≤ para hospedar os ind√≠genas em tr√Ęnsito pela cidade de Altamira.

A Norte Energia fornece ainda combust√≠vel e lubrificantes para abastecer ve√≠culos dos ind√≠genas e j√° concedeu motores para embarca√ß√Ķes, barcos, lanchas do tipo voadeiras, ve√≠culos terrestres, geradores el√©tricos e ferramentas para produ√ß√£o, como motosserras e ro√ßadeiras. Para garantir o bom funcionamento desses equipamentos, a empresa faz ainda a manuten√ß√£o e entrega de pe√ßas de reposi√ß√£o conforme solicita√ß√£o dos beneficiados.

Emprego e geração de renda no Xingu

Agricultores beneficiados pelo projeto de Apoio à Agricultura Familiar, na comunidade do Assurini, em Altamira. (Foto: Evair Almeida)

Agricultores beneficiados pelo projeto de Apoio à Agricultura Familiar, na comunidade do Assurini, em Altamira. (Foto: Evair Almeida)

A Norte Energia promove na regi√£o projetos de capacita√ß√£o profissional e de estrutura√ß√£o da produ√ß√£o rural para fam√≠lias que precisaram mudar das √°reas de influ√™ncia dos reservat√≥rios da Usina. A empresa √© ainda um impulsionador da economia local e regional com gera√ß√£o de empregos e circula√ß√£o de riquezas – foram R$ 12 bilh√Ķes em compras de fornecedores do Estado do Par√° nos anos de 2013 e 2014. O volume de neg√≥cio garantiu √† empresa o pr√™mio de maior comprador isolado de fornecedores locais do Estado.

Recentemente, a empresa ampliou o conv√™nio com a Federa√ß√£o das Ind√ļstrias do Estado do Par√° (Fiepa) para ofertar cursos aos moradores dos cinco novos bairros de Altamira.

Cronograma de obras

DESCIDA DO ESTATOR  S√ćTIO BELO MONTE 05-2015 ¬© VAGNEY DOS SANTOS (41)

Descida do estator no Sítio Belo Monte. (Foto: Betto Silva)

Basta uma checagem simples no cronograma de Belo Monte para se notar de imediato a desinforma√ß√£o contida no termo “atraso”, imputado √†s obras de Belo Monte. A observa√ß√£o isenta deixa claro que apenas um dos dois s√≠tios, o de Pimental, teve seu in√≠cio prorrogado de fevereiro para novembro deste ano — sendo que ele responde por apenas 3% dos 11.233,1 MW de capacidade instalada. J√° o in√≠cio de produ√ß√£o do s√≠tio que responder√° por 97% da produ√ß√£o de energia, Belo Monte, segue rigorosamente seu cronograma e iniciar√° a gera√ß√£o no prazo, mar√ßo de 2016, conforme contrato da hidrel√©trica. E todas as licen√ßas de Belo Monte emitidas por √≥rg√£os reguladores e competentes est√£o v√°lidas e cumprem a legisla√ß√£o brasileira.

Acusa√ß√Ķes
Com rela√ß√£o √† tentativa, atrav√©s de supostos depoimentos de tentar vincular Belo Monte √† chamada ‚ÄúOpera√ß√£o Lava Jato‚ÄĚ para desgastar o empreendimento, a Norte Energia informa que as contas da empresa s√£o auditadas por auditoria externa independente e est√£o todas aprovadas e publicadas.

Norte Energia S. A.

  • O paradigma de que apenas homens trabalham em obras de infraestrutura vem sendo quebrado. Prova disso √© a atua√ß√£o de 3.563 mulheres no canteiro de obras da¬†Usina Hidrel√©trica Belo Monte, em Altamira (PA). Elas operam m√°quinas e comandam equipes; dirigem tratores e caminh√Ķes; trabalham no planejamento; fazem parte do setor comercial e dos diversos ramos da engenharia. Ou seja, j√° est√£o em toda a cadeia produtiva do empreendimento. Dados da concession√°ria¬†Norte Energia, respons√°vel por esta obra do Programa de Acelera√ß√£o do Crescimento (PAC), mostram que entre os quase 24 mil trabalhadores da hidrel√©trica ‚Äď considerada a maior em constru√ß√£o do mundo ‚Äď as mulheres representam 14,8%, percentual bem mais alto do que o normalmente registrado na constru√ß√£o civil, de pouco mais de 3% atualmente. Em 2012, a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domic√≠lios (PNAD) do IBGE indicou que dos 8,3 milh√Ķes de trabalhadores da constru√ß√£o, 97,1% eram homens e apenas 2,9% mulheres.¬†No ano seguinte, a PNAD mostrou pequena eleva√ß√£o da participa√ß√£o feminina: os percentuais passaram a ser de 96,8% e de 3,2%, respectivamente. A presen√ßa das mulheres na UHE Belo Monte j√° foi destacada at√© pela presidenta Dilma Rousseff.Rayana Morena Sales tem 28 anos, √© mineira, engenheira civil e uma das trabalhadoras de Belo Monte h√° pouco mais de dois anos. Antes ela atuava na constru√ß√£o de uma pequena hidrel√©trica, onde era a √ļnica mulher. ‚ÄúAqui a gente v√™ mulher desde o campo, na parte de arma√ß√£o, carpinteiras, e at√© na parte de apoio para produ√ß√£o, como [o setor] administrativo e comercial. Mas tem muita mulher engenheira que trabalha no planejamento, na seguran√ßa do trabalho, no meio ambiente, e na √°rea civil‚ÄĚ, conta. Integrante do setor de controle de qualidade do empreendimento, Rayana recebe o mesmo sal√°rio dos homens que ocupam igual posto e nunca sentiu preconceito no trabalho. ‚ÄúAt√© porque aqui tem gente de tudo que √© lugar do Brasil. Ent√£o, o pessoal acaba sendo tolerante com todas as diferen√ßas, n√£o s√≥ de g√™nero‚ÄĚ, relata. Entretanto, a engenheira assegura que as mulheres brigam mais para estar na mesma posi√ß√£o. ‚ÄúTenho certeza que a gente √© colocada a prova todo dia, porque √© mulher. Isso acontece. O pessoal acaba esperando um pouco menos da gente, exigindo um pouco menos, e voc√™ tem que ficar se impondo‚ÄĚ, conclui. A operadora de m√°quinas na usina de Belo Monte Edilene Costa j√° contou a sua hist√≥ria no site do PAC em 2012. Confira como foi: [youtube:https://www.youtube.com/watch?v=3pE5pozsshE] Via Pac Minist√©rio do Planejamento
  • A Hidrel√©trica Belo Monte, que j√° tem 70% das obras civis conclu√≠das, vive agora a chegada das monumentais pe√ßas das turbinas √† regi√£o do Xingu. A mais recente delas, um rotor de 320 toneladas, viajou 5.269 quil√īmetros, de Taubat√© (SP) a Vit√≥ria do Xingu (PA). Ao chegar, pelas √°guas do Xingu, √† Esta√ß√£o de Transbordo de Carga do S√≠tio Belo Monte, ela precisou ser retirada da balsa e colocada em uma carreta de 256 pneus. Foi a√≠ que entrou um personagem essencial nessa opera√ß√£o de transporte: o operador de ponte e de p√≥rtico rolante Junivaldo Ferreira, 38 anos. √Č ele que i√ßa as pe√ßas da balsa e as coloca em carretas.¬† O transporte da pe√ßa at√© o p√°tio de estocagem em Belo Monte ‚Äď trecho de apenas seis quil√īmetros - dura meia hora. Somente por este dado d√° para se ter uma ideia de o quanto essa opera√ß√£o √© cr√≠tica . Ela s√≥ pode ser executada por profissionais treinados e credenciados. Tudo √© cuidadosamente estudado: relaciona-se o peso da pe√ßa ao trajeto a ser realizado e aos recursos dispon√≠veis para a amarra√ß√£o. ‚ÄúN√£o tenho d√ļvida de que a minha responsabilidade √© grande", reconhece Junivaldo. "Afinal, s√£o pe√ßas valiosas para o funcionamento da usina.‚ÄĚ O rotor √© a pe√ßa mais importante da turbina, o n√ļcleo gerador de energia em uma hidrel√©trica. Torneada em uma √ļnica pe√ßa de a√ßo inoxid√°vel, com peso final de 320 toneladas, o rotor mede oito metros e meio de di√Ęmetro por cinco metros de altura. Suas p√°s recebem as √°guas do rio em fort√≠ssimo deslocamento gerado pela queda d'√°gua canalizada. Impulsionadas pela massa de milhares de toneladas de √°gua em queda, elas giram. Nesse giro, a energia mec√Ęnica √© transformada em energia cin√©tica, e esta, em energia el√©trica. Nascido em Santar√©m, e h√° 20 anos trabalhando como operador de ponte rolante e p√≥rtico, Junivaldo foi convidado para trabalhar em sua primeira usina hidrel√©trica por meio de um amigo. ‚ÄúEu estava atr√°s de novos desafios e queria testar meus conhecimentos dentro de uma obra de usina.‚ÄĚ No canteiro de obras de Belo Monte, Junivaldo opera quatro equipamentos: duas pontes rolantes de 400 toneladas e uma terceira de 800, al√©m de um p√≥rtico de 40 toneladas. ‚ÄúDaqui a um tempo, poderei dizer que eu icei o rotor de 320 toneladas e os eixos da primeira, segunda e terceira turbinas. Eu vim pra c√° para ir embora apenas quando a obra terminar‚ÄĚ, afirma. Para Junivaldo, ajudar a construir Belo Monte ficar√° para sempre em sua hist√≥ria. ‚ÄúUm dia, eu poderei contar para os meus filhos e netos que trabalhei na constru√ß√£o da terceira maior hidrel√©trica do mundo e contribu√≠ para o desenvolvimento do meu pa√≠s.‚ÄĚ Ele tem raz√£o: quando estiver em plena opera√ß√£o, em 2019, Belo Monte ir√° beneficiar nada menos do que 60 milh√Ķes de brasileiros.
  • Transportar uma pe√ßa de 320 toneladas j√° √© uma aventura por si s√≥. Agora imagine transportar uma pe√ßa desta dimens√£o de S√£o Paulo ao cora√ß√£o da Amaz√īnia. √Č este o desafio log√≠stico que ser√° cumprido em cerca de tr√™s meses quando a roda da turbina da primeira unidade geradora da Casa de For√ßa Principal da Usina Hidrel√©trica Belo Monte chegar √† Vit√≥ria do Xingu, no Par√°.

    A pe√ßa saiu no dia 25 de novembro da cidade de Taubat√© (SP), em um caminh√£o especial, de 32 eixos e 256 pneus, e vai percorrer 5.269 quil√īmetros at√© chegar ao destino final. Veja a rota do equipamento no infogr√°fico abaixo.

  • Um abra√ßo emocionado de pai e filho fundiu passado e presente em Belo Monte. De um lado, o maranhense Graciano Paz Pinho, 76 anos, que trabalhou nos estudos de viabilidade t√©cnica do empreendimento na d√©cada de 1970. De outro, Henrique Silva Pinho, 27 anos, motorista de caminh√£o no canteiro de obras dos diques do reservat√≥rio intermedi√°rio da Usina.Henrique n√£o escondeu o orgulho quando viu Graciano se aproximando. Aos colegas de trabalho, anunciava: ‚Äú√Č meu pai‚ÄĚ. Os dois se abra√ßaram, choraram e tocaram a ca√ßamba como que para se certificar de que o encontro era real. N√£o passava pela cabe√ßa de Graciano encontrar o filho quando embarcou no √īnibus do Projeto Conhe√ßa Belo Monte. Ele e um grupo de associados da Associa√ß√£o dos Idosos de Brasil Novo acordaram cedo naquela quarta-feira (15/10) para conhecer a maior obra de infraestrutura em andamento no Pa√≠s. No caminho entre Altamira e o s√≠tio Belo Monte, Graciano comentou que um filho trabalhava na obra. Uma corrente se formou para tornar o encontro realidade. Antes, era preciso localizar Henrique em um universo de mais de 20 mil trabalhadores. E o encontro ocorreu na mesma regi√£o onde, h√° cerca de 30 anos, Graciano trabalhou nas primeiras sondagens do projeto. ‚ÄúPass√°vamos muito tempo dentro do mato, verificando as condi√ß√Ķes do terreno, furando o ch√£o para tentar encontrar a rocha‚ÄĚ, recordou. H√° seis meses, Graciano aconselhou Henrique, que morava em Marab√°, a buscar trabalho em Belo Monte. Ele seguiu o conselho e, h√° cinco meses, trabalha como motorista no canteiro de obras dos diques. ‚ÄúSinto muito orgulho em ver meu filho dando continuidade ao trabalho que eu iniciei h√° anos‚ÄĚ, confessou o emocionado Graciano. Na hora da despedida, o filho fez quest√£o de demonstrar todo o seu carinho pelo pai. ‚ÄúEle √© meu grande incentivador, o homem que passava os dias me contando hist√≥rias sobre a usina. Hoje tenho a oportunidade continuar o sonho dele‚ÄĚ. E o pai n√£o escondeu o orgulho de ver o filho dando continuidade a um projeto que est√° definitivamente associado a sua vida. ‚ÄúPensei que n√£o veria essa obra em p√© e, hoje, estou aqui contemplando a constru√ß√£o. Isso aqui pra mim √© um sonho‚ÄĚ, disse Graciano. Um sonho que virou realidade e levar√° energia el√©trica para 60 milh√Ķes de brasileiros.
  • A altamirense Helena Viviane Pinheiro da Paix√£o, 26 anos, apesar de muito jovem, j√° √© considerada uma pioneira. Foi uma das primeiras contratadas para trabalhar na Usina Hidrel√©trica Belo Monte. L√° se v√£o tr√™s anos e tr√™s meses. Hoje, ela olha o avan√ßo das obras e n√£o tem como n√£o comparar com o progresso na sua carreira. Formada e p√≥s-graduada em Biologia no campus de Altamira da Universidade Federal do Par√° (UFPA), Helena come√ßou como auxiliar administrativa, mas recentemente foi promovida √† fun√ß√£o para qual se qualificou. ‚ÄúBatalhei muito pra chegar at√© aqui e creio que coisas melhores vir√£o. Estou muito contente‚ÄĚ, garante. Helena gosta de relembrar o momento em que entrou pela primeira vez no canteiro: ‚ÄúQuando olho para a obra, sinto uma emo√ß√£o muito forte de ver como as coisas est√£o tomando forma. N√£o tenho palavras para expressar a gratid√£o de fazer parte dessa hist√≥ria‚ÄĚ, afirma. A rotina da jovem bi√≥loga inclui inspe√ß√Ķes ambientais na obra e a coordena√ß√£o de um programa de educa√ß√£o ambiental que busca sensibilizar os trabalhadores sobre o tema, dentro e fora dos canteiros. Conhecida entre os colegas pela empolga√ß√£o com o trabalho, Helena enumera suas conquistas e faz novos planos: ‚ÄúComprei meu carro. Agora quero comprar uma casa nova e, quem sabe, casar e ter minha pr√≥pria fam√≠lia‚ÄĚ.











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