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Desenvolvimento Social
Escola Polivalente renovada
Desenvolvimento Social
Postado em 22.05.2015
Vanderson Ribeiro: "estudar em um espa√ßo adequado e com boas condi√ß√Ķes faz toda a diferen√ßa". (Fotos: Betto Silva)

Vanderson Ribeiro: “estudar em um espa√ßo adequado e com boas condi√ß√Ķes faz toda a diferen√ßa”. (Fotos: Betto Silva)

A escola Polivalente √© o cen√°rio da forma√ß√£o de v√°rias gera√ß√Ķes de estudantes de Altamira nos √ļltimos 40 anos. √Č um s√≠mbolo da educa√ß√£o na cidade e querida por todos os moradores. Neste ano, pela primeira vez desde sua funda√ß√£o, o espa√ßo ganha uma reforma completa com conclus√£o prevista j√° para agosto deste ano.

‚ÄúAl√©m de melhorar as instala√ß√Ķes da escola, essa obra tamb√©m acaba sendo um incentivo para manter os estudantes no col√©gio. Afinal, estudar em um espa√ßo adequado e com boas condi√ß√Ķes faz toda a diferen√ßa‚ÄĚ, diz o estudante Vanderson Ribeiro, 18, aluno do 3¬ļ ano do ensino m√©dio.

Professora h√° quase 20 anos na escola, F√°tima Freitas conta que a reforma era um pedido antigo da comunidade. ‚ÄúQuem estuda ou trabalha aqui h√° anos sabe o quanto esse ambiente estava prec√°rio. Temos certeza que isso vai contribuir significativamente para a melhoria do ambiente escolar‚ÄĚ, afirma.

‚ÄúAnos atr√°s a escola passou por algumas reformas, mas as obras eram sempre superficiais. No m√°ximo, eram pinturas ou consertos no telhado. Mas, reforma completa mesmo, incluindo acessibilidade para alunos e funcion√°rios com defici√™ncia, √© a primeira vez‚ÄĚ, ressalta a diretora Katia Mirela.

Iniciado em setembro do ano passado, o projeto prevê reforma completa das salas de aula, auditório, sala de leitura, laboratório de informática, laboratório multidisciplinar e sala de atendimento especializado.

A reforma da Polivalente beneficia diretamente cerca de 1.200 alunos e faz parte do Projeto B√°sico Ambiental da Usina Hidrel√©trica Belo Monte, que est√° sendo constru√≠da pela Norte Energia. A empresa j√° investiu em educa√ß√£o R$ 64,5 milh√Ķes em a√ß√Ķes que beneficiam 22 mil alunos nos cinco munic√≠pios do m√©dio Xingu. Com a entrega do pr√©dio, a Norte Energia alcan√ßa a marca de 28 obras de educa√ß√£o em Altamira. A previs√£o √© entregar ao munic√≠pio mais sete obras at√© fevereiro de 2016.

Parte da reforma est√° pronta, incluindo salas de aula, e j√° beneficia a comunidade escolar da Polivalente. (Fotos: Betto Silva)

Parte da reforma est√° pronta, incluindo salas de aula, e j√° beneficia a comunidade escolar da Polivalente. (Fotos: Betto Silva)

  • O paradigma de que apenas homens trabalham em obras de infraestrutura vem sendo quebrado. Prova disso √© a atua√ß√£o de 3.563 mulheres no canteiro de obras da¬†Usina Hidrel√©trica Belo Monte, em Altamira (PA). Elas operam m√°quinas e comandam equipes; dirigem tratores e caminh√Ķes; trabalham no planejamento; fazem parte do setor comercial e dos diversos ramos da engenharia. Ou seja, j√° est√£o em toda a cadeia produtiva do empreendimento. Dados da concession√°ria¬†Norte Energia, respons√°vel por esta obra do Programa de Acelera√ß√£o do Crescimento (PAC), mostram que entre os quase 24 mil trabalhadores da hidrel√©trica ‚Äď considerada a maior em constru√ß√£o do mundo ‚Äď as mulheres representam 14,8%, percentual bem mais alto do que o normalmente registrado na constru√ß√£o civil, de pouco mais de 3% atualmente. Em 2012, a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domic√≠lios (PNAD) do IBGE indicou que dos 8,3 milh√Ķes de trabalhadores da constru√ß√£o, 97,1% eram homens e apenas 2,9% mulheres.¬†No ano seguinte, a PNAD mostrou pequena eleva√ß√£o da participa√ß√£o feminina: os percentuais passaram a ser de 96,8% e de 3,2%, respectivamente. A presen√ßa das mulheres na UHE Belo Monte j√° foi destacada at√© pela presidenta Dilma Rousseff.Rayana Morena Sales tem 28 anos, √© mineira, engenheira civil e uma das trabalhadoras de Belo Monte h√° pouco mais de dois anos. Antes ela atuava na constru√ß√£o de uma pequena hidrel√©trica, onde era a √ļnica mulher. ‚ÄúAqui a gente v√™ mulher desde o campo, na parte de arma√ß√£o, carpinteiras, e at√© na parte de apoio para produ√ß√£o, como [o setor] administrativo e comercial. Mas tem muita mulher engenheira que trabalha no planejamento, na seguran√ßa do trabalho, no meio ambiente, e na √°rea civil‚ÄĚ, conta. Integrante do setor de controle de qualidade do empreendimento, Rayana recebe o mesmo sal√°rio dos homens que ocupam igual posto e nunca sentiu preconceito no trabalho. ‚ÄúAt√© porque aqui tem gente de tudo que √© lugar do Brasil. Ent√£o, o pessoal acaba sendo tolerante com todas as diferen√ßas, n√£o s√≥ de g√™nero‚ÄĚ, relata. Entretanto, a engenheira assegura que as mulheres brigam mais para estar na mesma posi√ß√£o. ‚ÄúTenho certeza que a gente √© colocada a prova todo dia, porque √© mulher. Isso acontece. O pessoal acaba esperando um pouco menos da gente, exigindo um pouco menos, e voc√™ tem que ficar se impondo‚ÄĚ, conclui. A operadora de m√°quinas na usina de Belo Monte Edilene Costa j√° contou a sua hist√≥ria no site do PAC em 2012. Confira como foi: [youtube:https://www.youtube.com/watch?v=3pE5pozsshE] Via Pac Minist√©rio do Planejamento
  • A Hidrel√©trica Belo Monte, que j√° tem 70% das obras civis conclu√≠das, vive agora a chegada das monumentais pe√ßas das turbinas √† regi√£o do Xingu. A mais recente delas, um rotor de 320 toneladas, viajou 5.269 quil√īmetros, de Taubat√© (SP) a Vit√≥ria do Xingu (PA). Ao chegar, pelas √°guas do Xingu, √† Esta√ß√£o de Transbordo de Carga do S√≠tio Belo Monte, ela precisou ser retirada da balsa e colocada em uma carreta de 256 pneus. Foi a√≠ que entrou um personagem essencial nessa opera√ß√£o de transporte: o operador de ponte e de p√≥rtico rolante Junivaldo Ferreira, 38 anos. √Č ele que i√ßa as pe√ßas da balsa e as coloca em carretas.¬† O transporte da pe√ßa at√© o p√°tio de estocagem em Belo Monte ‚Äď trecho de apenas seis quil√īmetros - dura meia hora. Somente por este dado d√° para se ter uma ideia de o quanto essa opera√ß√£o √© cr√≠tica . Ela s√≥ pode ser executada por profissionais treinados e credenciados. Tudo √© cuidadosamente estudado: relaciona-se o peso da pe√ßa ao trajeto a ser realizado e aos recursos dispon√≠veis para a amarra√ß√£o. ‚ÄúN√£o tenho d√ļvida de que a minha responsabilidade √© grande", reconhece Junivaldo. "Afinal, s√£o pe√ßas valiosas para o funcionamento da usina.‚ÄĚ O rotor √© a pe√ßa mais importante da turbina, o n√ļcleo gerador de energia em uma hidrel√©trica. Torneada em uma √ļnica pe√ßa de a√ßo inoxid√°vel, com peso final de 320 toneladas, o rotor mede oito metros e meio de di√Ęmetro por cinco metros de altura. Suas p√°s recebem as √°guas do rio em fort√≠ssimo deslocamento gerado pela queda d'√°gua canalizada. Impulsionadas pela massa de milhares de toneladas de √°gua em queda, elas giram. Nesse giro, a energia mec√Ęnica √© transformada em energia cin√©tica, e esta, em energia el√©trica. Nascido em Santar√©m, e h√° 20 anos trabalhando como operador de ponte rolante e p√≥rtico, Junivaldo foi convidado para trabalhar em sua primeira usina hidrel√©trica por meio de um amigo. ‚ÄúEu estava atr√°s de novos desafios e queria testar meus conhecimentos dentro de uma obra de usina.‚ÄĚ No canteiro de obras de Belo Monte, Junivaldo opera quatro equipamentos: duas pontes rolantes de 400 toneladas e uma terceira de 800, al√©m de um p√≥rtico de 40 toneladas. ‚ÄúDaqui a um tempo, poderei dizer que eu icei o rotor de 320 toneladas e os eixos da primeira, segunda e terceira turbinas. Eu vim pra c√° para ir embora apenas quando a obra terminar‚ÄĚ, afirma. Para Junivaldo, ajudar a construir Belo Monte ficar√° para sempre em sua hist√≥ria. ‚ÄúUm dia, eu poderei contar para os meus filhos e netos que trabalhei na constru√ß√£o da terceira maior hidrel√©trica do mundo e contribu√≠ para o desenvolvimento do meu pa√≠s.‚ÄĚ Ele tem raz√£o: quando estiver em plena opera√ß√£o, em 2019, Belo Monte ir√° beneficiar nada menos do que 60 milh√Ķes de brasileiros.
  • Transportar uma pe√ßa de 320 toneladas j√° √© uma aventura por si s√≥. Agora imagine transportar uma pe√ßa desta dimens√£o de S√£o Paulo ao cora√ß√£o da Amaz√īnia. √Č este o desafio log√≠stico que ser√° cumprido em cerca de tr√™s meses quando a roda da turbina da primeira unidade geradora da Casa de For√ßa Principal da Usina Hidrel√©trica Belo Monte chegar √† Vit√≥ria do Xingu, no Par√°.

    A pe√ßa saiu no dia 25 de novembro da cidade de Taubat√© (SP), em um caminh√£o especial, de 32 eixos e 256 pneus, e vai percorrer 5.269 quil√īmetros at√© chegar ao destino final. Veja a rota do equipamento no infogr√°fico abaixo.

  • Um abra√ßo emocionado de pai e filho fundiu passado e presente em Belo Monte. De um lado, o maranhense Graciano Paz Pinho, 76 anos, que trabalhou nos estudos de viabilidade t√©cnica do empreendimento na d√©cada de 1970. De outro, Henrique Silva Pinho, 27 anos, motorista de caminh√£o no canteiro de obras dos diques do reservat√≥rio intermedi√°rio da Usina.Henrique n√£o escondeu o orgulho quando viu Graciano se aproximando. Aos colegas de trabalho, anunciava: ‚Äú√Č meu pai‚ÄĚ. Os dois se abra√ßaram, choraram e tocaram a ca√ßamba como que para se certificar de que o encontro era real. N√£o passava pela cabe√ßa de Graciano encontrar o filho quando embarcou no √īnibus do Projeto Conhe√ßa Belo Monte. Ele e um grupo de associados da Associa√ß√£o dos Idosos de Brasil Novo acordaram cedo naquela quarta-feira (15/10) para conhecer a maior obra de infraestrutura em andamento no Pa√≠s. No caminho entre Altamira e o s√≠tio Belo Monte, Graciano comentou que um filho trabalhava na obra. Uma corrente se formou para tornar o encontro realidade. Antes, era preciso localizar Henrique em um universo de mais de 20 mil trabalhadores. E o encontro ocorreu na mesma regi√£o onde, h√° cerca de 30 anos, Graciano trabalhou nas primeiras sondagens do projeto. ‚ÄúPass√°vamos muito tempo dentro do mato, verificando as condi√ß√Ķes do terreno, furando o ch√£o para tentar encontrar a rocha‚ÄĚ, recordou. H√° seis meses, Graciano aconselhou Henrique, que morava em Marab√°, a buscar trabalho em Belo Monte. Ele seguiu o conselho e, h√° cinco meses, trabalha como motorista no canteiro de obras dos diques. ‚ÄúSinto muito orgulho em ver meu filho dando continuidade ao trabalho que eu iniciei h√° anos‚ÄĚ, confessou o emocionado Graciano. Na hora da despedida, o filho fez quest√£o de demonstrar todo o seu carinho pelo pai. ‚ÄúEle √© meu grande incentivador, o homem que passava os dias me contando hist√≥rias sobre a usina. Hoje tenho a oportunidade continuar o sonho dele‚ÄĚ. E o pai n√£o escondeu o orgulho de ver o filho dando continuidade a um projeto que est√° definitivamente associado a sua vida. ‚ÄúPensei que n√£o veria essa obra em p√© e, hoje, estou aqui contemplando a constru√ß√£o. Isso aqui pra mim √© um sonho‚ÄĚ, disse Graciano. Um sonho que virou realidade e levar√° energia el√©trica para 60 milh√Ķes de brasileiros.
  • A altamirense Helena Viviane Pinheiro da Paix√£o, 26 anos, apesar de muito jovem, j√° √© considerada uma pioneira. Foi uma das primeiras contratadas para trabalhar na Usina Hidrel√©trica Belo Monte. L√° se v√£o tr√™s anos e tr√™s meses. Hoje, ela olha o avan√ßo das obras e n√£o tem como n√£o comparar com o progresso na sua carreira. Formada e p√≥s-graduada em Biologia no campus de Altamira da Universidade Federal do Par√° (UFPA), Helena come√ßou como auxiliar administrativa, mas recentemente foi promovida √† fun√ß√£o para qual se qualificou. ‚ÄúBatalhei muito pra chegar at√© aqui e creio que coisas melhores vir√£o. Estou muito contente‚ÄĚ, garante. Helena gosta de relembrar o momento em que entrou pela primeira vez no canteiro: ‚ÄúQuando olho para a obra, sinto uma emo√ß√£o muito forte de ver como as coisas est√£o tomando forma. N√£o tenho palavras para expressar a gratid√£o de fazer parte dessa hist√≥ria‚ÄĚ, afirma. A rotina da jovem bi√≥loga inclui inspe√ß√Ķes ambientais na obra e a coordena√ß√£o de um programa de educa√ß√£o ambiental que busca sensibilizar os trabalhadores sobre o tema, dentro e fora dos canteiros. Conhecida entre os colegas pela empolga√ß√£o com o trabalho, Helena enumera suas conquistas e faz novos planos: ‚ÄúComprei meu carro. Agora quero comprar uma casa nova e, quem sabe, casar e ter minha pr√≥pria fam√≠lia‚ÄĚ.











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