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Meio Ambiente
Má fé e desinformação contra Belo Monte
Meio Ambiente
Postado em 01.07.2015
ALTAMIRA - FOTO REGINA SANTOS - NORTE ENERGIA

Altamira, a cidade mais populosa da região de Belo Monte, está recebendo obras de infraestrutura, educação, saúde e saneamento da Norte Energia. (Foto: Regina Santos)

A Norte Energia, responsável pela Hidrelétrica Belo Monte, quarta maior usina do mundo e a maior obra de infraestrutura em execução no Brasil, tem sido alvo frequente de ataques falaciosos em jornais online e impressos, blogs e em matérias de televisão. Alguns, como a Folha de S. Paulo, por meio do repórter Marcelo Leite, sequer procurou a empresa para um contraponto em relação às acusações, como manda a cartilha do jornalismo sério e responsável. A Folha e o repórter julgam o empreendimento com claro desequilíbrio sem respeitar as normas mínimas de imparcialidade na divulgação de notícias. O que é pior: o julgamento é baseado em relatos e informações sistematicamente desatualizados, sem embasamento e comprovação. São tentativas rasas dos opositores do empreendimento que ignoram as instituições legalmente constituídas que respondem pelo licenciamento do maior empreendimento do país.

Assim o fazem outros veículos sensacionalistas, ao repetirem a velha tática dos canais de oposição ao empreendimento e ao desenvolvimento do país, com o insistente destaque de relatos isolados e informações descontextualizadas. Nesse segmento da imprensa, que chancela sem responsabilidade alguma a tese contra Belo Monte, nota-se que não há nenhuma crítica a gestores municipais e estaduais no resto do Brasil para que cumpram ações semelhantes às executadas em Altamira e na região do Xingu pela Norte Energia, por meio do Projeto Básico Ambiental de Belo Monte.

É o segmento do Jornalismo que repete a cantilena dos opositores do empreendimento, sem se preocupar em compreender a história e a dinâmica social, econômica, cultural e política da região do Xingu. São os que apostam que dessa forma serão capazes de manipular a opinião pública sobre o empreendimento e o desenvolvimento do Brasil.

Uma parcela da imprensa que não se dá ao trabalho de apurar e perceber que Belo Monte é um projeto pioneiro no respeito e responsabilidade social e ambiental. Assertiva que se confirma ao visitar centenas de obras, como escolas, unidades básicas de saúde, saneamento básico, hospitais, casas e novos bairros, casas de farinha, pontes e todas as ações realizadas para beneficiar as populações dos municípios de Altamira, Vitória do Xingu, Anapu, Brasil Novo e Senador José Porfírio, da área de influência direta do empreendimento, além de outras cidades que estão sendo favorecidas com recursos do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável Xingu (PDRSX). A Norte Energia já investiu R$ 3,092 bilhões na região, valor que não pode ser desprezado por quem, minimamente, conhece como a região do Xingu foi tratada historicamente pelas administrações públicas. Valores que estão garantindo direitos que foram negados ao longo dos anos para as populações locais. É inegável que pouquíssimos municípios brasileiros receberam tantos avanços e obras em tão pouco tempo, sem contar os mais de R$ 300 milhões em tributos municipais pagos na região.

Recentemente, Belo Monte, mais uma vez sofreu uma série de acusações infundadas e, para informar a realidade atual sobre os avanços do empreendimento e a seriedade no cumprimento de seu papel social, a Norte Energia, responsável pela obra e operação da hidrelétrica, esclarece:

Qualidade de vida com ações socioambientais
As obras que condicionam a concessão da licença de operação da Usina, definidas pelo Plano Básico Ambiental (PBA), traçado em conjunto com órgãos licenciadores, estão concluídas ou em fase de conclusão. Até o momento, foram investidos R$ 3,092 bilhões nos municípios da região do empreendimento. São recursos que estão trazendo melhorias em infraestrutura e serviços a uma população historicamente desassistida, que soma cerca de 350 mil pessoas em 11 cidades paraenses.

Novos bairros e moradias melhores

Bairro Jatobá, construído pela Norte Energia em Altamira. (Foto: Betto Silva)

Bairro Jatobá, construído pela Norte Energia em Altamira. (Foto: Betto Silva)

A Norte Energia está concluindo a transferência da população que morava em áreas historicamente afetadas pelas enchentes do rio Xingu, quando não, sobre o esgoto a céu aberto, para cinco novos bairros saneados e em fase de conclusão pela empresa em Altamira. Atualmente, 3.300 famílias desfrutam de novas casas em núcleos urbanos com infraestrutura completa. A empresa pagou ainda indenização para 3.400 famílias. Ao final deste processo, serão 7.790 famílias beneficiadas, uma população de aproximadamente 25 mil pessoas em melhores condições habitacionais e sanitárias.

A Norte Energia já demoliu 4 mil casas nas áreas insalubres em Altamira e vai demolir ainda outras 1.100. O trabalho é necessário para formação do reservatório principal. Boa parte desses espaços será recomposta com vegetação e servirá como parques para a população da cidade.

Respeito na transferência das populações rurais
A Norte Energia S.A. informa que a relocação de todas as famílias que estão nas áreas rurais próximas do reservatório do empreendimento será realizada até agosto de 2015. Todas as mudanças estão sendo feitas depois de concluídas as negociações com as famílias. As ocupantes das ilhas situadas no rio Xingu estão sendo beneficiadas com as seguintes modalidades de negociação, previstas e regidas pelo Projeto Básico Ambiental de Belo Monte: Reassentamento Rural Coletivo ou Reassentamento Individual em Área Remanescente ou Relocação Assistida (Carta de Crédito); e para os imóveis que dispõem de área remanescente, existe a possibilidade da permanência em área remanescente. Não há como indenizar os terrenos nas ilhas, pois elas são patrimônio da União e, portanto, inalienáveis.

Saneamento para preservar o meio ambiente e a saúde da população

ETE - ALTAMIRA - BETTO SILVA - NORTE ENERGIA 2

Estação de Tratamento de Esgoto de Altamira, construída pela Norte Energia. (Foto: Regina Santos)

Com mais de 100 anos de fundação, Altamira não possuía um centímetro de rede de esgoto e era mal servida pela rede de abastecimento de água tratada, que atendia menos de 14% da população. Com a Norte Energia, a cidade recebeu 220 km de tubulações, 13 estações elevatórias e uma moderna e eficiente Estação de Tratamento de Esgoto que converte os efluentes em água limpa para o rio Xingu. Foram implantados também 170 km de rede de distribuição de água tratada e melhoradas as estações de captação e de tratamento.

O fato de não haver sido feita a ligação das casas ao sistema, uma responsabilidade do poder público, também isso foi resolvido: a empresa está oficializando parceria com a Prefeitura Municipal de Altamira para o serviço.

Investimento na rede hospitalar e atendimento básico em saúde

Hospital Geral de Altamira, obra concluída pela Norte Energia. (Foto: Betto Silva)

Hospital Geral de Altamira, obra concluída pela Norte Energia. (Foto: Betto Silva)

A Norte Energia está deixando como legado para região quatro hospitais construídos dentro dos padrões vigentes e equipamentos modernos. Em Anapu e na Vila dos Trabalhadores de Belo Monte, as unidades estão em funcionamento. Em Vitória do Xingu, as obras iniciaram e serão concluídas no primeiro trimestre de 2016. Altamira ganhará em breve o Hospital Geral, que está concluído em fase final de instalação de equipamentos, aguardando apenas a transição de serviços a cargo da Prefeitura Municipal. O hospital é um dos mais modernos e bem equipados do Estado, com 104 leitos, sendo 10 com UTI.

Antes da Norte Energia, a região tinha 467 leitos adaptados, em unidades de 40 anos e concentrados em sua maior parte em Altamira. A Empresa acrescentou 211 leitos, parte deles, desconcentrados, em hospitais modernos, equipados e adequados às normas do Ministério da Saúde. Com a entrega das novas unidades, alguns procedimentos poderão ser realizados nos municípios do entorno.

A empresa também construiu 30 Unidades Básicas de Saúde, faltando concluir apenas a do bairro Jatobá. Cada uma tem capacidade de cobertura para 12 mil usuários do SUS em Altamira, Anapu, Vitória do Xingu, Brasil Novo e Senador José Porfírio.

Com o apoio ao Plano de Desenvolvimento Sustentável do Xingu (PDRSX), a Norte Energia está possibilitando a reforma e construção de hospitais em Uruará, Placas e Medicilância, além de ter construído e entregue o prédio da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará, em Altamira.

Proteção e fortalecimento do setor pesqueiro

Página 10 - Reprodução acari zebra em laboratório  - Foto Regina Santos

Acari zebra, reproduzido em laboratório da Norte Energia. (Foto: Regina Santos)

A Norte Energia monitora o desembarque pesqueiro em pontos de comercialização do pescado desde São Félix do Xingu até Gurupá, em um trecho de 848 quilômetros de extensão. De acordo com os estudos feitos desde 2011, os estoques pesqueiros permanecem adequados para a atividade no Xingu e não houve e nem há alterações na qualidade da água do rio além das variações naturais, com exceção de pontos próximos às obras e por curtos períodos de tempo, situações que não ultrapassam os limites da legislação ambiental.

Os pescadores estão sendo ouvidos por meio de entrevistas realizadas nas comunidades da área de influência do empreendimento, além de participarem de reuniões bimensais na Comissão de Pesca do Fórum de Acompanhamento Social do empreendimento.

A Norte Energia firmou acordo de Cooperação Técnica com o Ministério da Pesca que resultou na instalação de laboratórios na Universidade Federal do Pará; na construção e reforma das colônias de pesca em Anapu, Vitória do Xingu, Senador José Porfírio, Porto de Moz e Gurupá; e na implantação de um complexo dedicado à pesca artesanal na orla de Altamira, com Centro Integrado de Pesca Artesanal, fábrica de gelo, cais de atracação e mercado, além da nova sede da colônia de pesca e das associações de produtores de peixes ornamentais. O investimento total ficará acima dos R$ 40 milhões.

Segurança territorial, ambiental e alimentar dos povos indígenas

Reunião entre representantes da Norte Energia, integrantes dos órgãos responsáveis e lideranças indígenas. (Foto: Betto Silva)

Reunião entre representantes da Norte Energia, integrantes dos órgãos responsáveis e lideranças indígenas. (Foto: Betto Silva)

Depois de negociação com lideranças e órgãos e minuciosa explanação sobre a complexidade logística das obras, a Norte Energia contratou a construção de 34 escolas, 34 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e adequações nos sistemas de abastecimentos de água e nas casas de moradias já construídas, que precisam de reparos, nas aldeias da área de influência de Belo Monte.

Até agora, são mais de R$ 212 milhões em investimentos em 27 projetos voltados aos indígenas da área de influência da UHE Belo Monte. Eles fortalecem as características étnicas dos diferentes povos tradicionais e sua segurança territorial, ambiental e alimentar. As ações incluem a construção de 711 casas em 11 terras indígenas, beneficiando mais de 700 famílias, cerca de 3 mil indígenas; 34 casas de farinha, das quais 23 delas estão prontas e em uso; 19 sistemas de abastecimento de água e com projetos para outros 15; 23 pistas de pouso, das quais, 13 estão prontas e 3 contratadas e em execução. A empresa também recompôs 470 km de acessos terrestres às comunidades e entregou a Casa do Índio à Funai, prédio de 1.600 m² para hospedar os indígenas em trânsito pela cidade de Altamira.

A Norte Energia fornece ainda combustível e lubrificantes para abastecer veículos dos indígenas e já concedeu motores para embarcações, barcos, lanchas do tipo voadeiras, veículos terrestres, geradores elétricos e ferramentas para produção, como motosserras e roçadeiras. Para garantir o bom funcionamento desses equipamentos, a empresa faz ainda a manutenção e entrega de peças de reposição conforme solicitação dos beneficiados.

Emprego e geração de renda no Xingu

Agricultores beneficiados pelo projeto de Apoio à Agricultura Familiar, na comunidade do Assurini, em Altamira. (Foto: Evair Almeida)

Agricultores beneficiados pelo projeto de Apoio à Agricultura Familiar, na comunidade do Assurini, em Altamira. (Foto: Evair Almeida)

A Norte Energia promove na região projetos de capacitação profissional e de estruturação da produção rural para famílias que precisaram mudar das áreas de influência dos reservatórios da Usina. A empresa é ainda um impulsionador da economia local e regional com geração de empregos e circulação de riquezas – foram R$ 12 bilhões em compras de fornecedores do Estado do Pará nos anos de 2013 e 2014. O volume de negócio garantiu à empresa o prêmio de maior comprador isolado de fornecedores locais do Estado.

Recentemente, a empresa ampliou o convênio com a Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) para ofertar cursos aos moradores dos cinco novos bairros de Altamira.

Cronograma de obras

DESCIDA DO ESTATOR  SÍTIO BELO MONTE 05-2015 © VAGNEY DOS SANTOS (41)

Descida do estator no Sítio Belo Monte. (Foto: Betto Silva)

Basta uma checagem simples no cronograma de Belo Monte para se notar de imediato a desinformação contida no termo “atraso”, imputado às obras de Belo Monte. A observação isenta deixa claro que apenas um dos dois sítios, o de Pimental, teve seu início prorrogado de fevereiro para novembro deste ano — sendo que ele responde por apenas 3% dos 11.233,1 MW de capacidade instalada. Já o início de produção do sítio que responderá por 97% da produção de energia, Belo Monte, segue rigorosamente seu cronograma e iniciará a geração no prazo, março de 2016, conforme contrato da hidrelétrica. E todas as licenças de Belo Monte emitidas por órgãos reguladores e competentes estão válidas e cumprem a legislação brasileira.

Acusações
Com relação à tentativa, através de supostos depoimentos de tentar vincular Belo Monte à chamada “Operação Lava Jato” para desgastar o empreendimento, a Norte Energia informa que as contas da empresa são auditadas por auditoria externa independente e estão todas aprovadas e publicadas.

Norte Energia S. A.

  • O vertedouro garante a operação do Canal de Derivação que levará água do rio Xingu ao Reservatório Intermediário da Usina e abastecerá as 18 turbinas do Sítio Belo Monte (11 mil MW de potência instalada). Outra função é manter a vazão na Volta Grande do Xingu.

  • A estrutura do vertedouro foi construída no Sítio Pimental, onde vão operar as seis turbinas da Casa de Força Complementar da hidrelétrica. A maior obra de infraestrutura do Brasil é cercada por números que impressionam.

  • Os pilares do vertedouro do Sítio Pimental têm como função sustentar as comportas radiais (de segmento) que irão controlar a vazão e o nível do reservatório principal da Hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu. Eles também servem de apoio à sustentação de pontes sobre o vertedouro, permitindo acesso ao longo da barragem.

  •  Capacete, óculos escuros e uniforme não tiram a feminilidade de Sebastiana de Jesus dos Santos Vieira, 36 anos. Paraense de Abaetetuba, ela reforça o contingente de trabalhadores do Sítio Pimental, onde está sendo erguida a Casa de Força Complementar da Usina Hidrelétrica Belo Monte.Sebastiana chegou às obras da Usina há um ano e sete meses. Deixou para trás um emprego em Parauapebas (PA), disposta a encarar o desafio de trabalhar no maior empreendimento de infraestrutura em construção no Brasil. A aposta não poderia ter sido melhor.“No início foi difícil me adaptar à vida no canteiro de obras, mas fui conhecendo pessoas que acreditaram no meu trabalho e me incentivaram a crescer”, conta. Hoje, Sebastiana é líder de Solda em Formação. Ela chefia uma equipe formada por cinco homens e enfrenta com alegria e determinação os desafios de ser mulher num universo masculino.O sorriso aberto, embora tímido, não esconde a satisfação de ter tido a vida transformada depois de mudar do Sul do Pará para a região do Xingu. “Aqui muitas portas já se abriram para mim. São muitas oportunidades de aprender e continuar sonhando em dar um futuro melhor para os meus dois filhos e minha mãe, que moram comigo.”
  • A Unidade Sítio Pimental cumpre mais uma etapa importante em todo o processo da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte: dois milhões de metros cúbicos de rocha foram escavados no leito do Rio Xingu. O trabalho, iniciado na primeira quinzena de fevereiro, foi totalmente concluído no final de julho. A escavação de rocha em Pimental, junto ao leito do rio, exigiu mais de mil toneladas de explosivos e o empenho de aproximadamente 750 trabalhadores. O engenheiro João Rocha, gerente de obras da Unidade Sítio Pimental, agradece o esforço de toda a equipe e ressalta que, além do trabalho ter sido executado com qualidade, todo o processo de escavação de rocha foi realizado com baixos índices de acidente de trabalho e dano ambiental. Com a conclusão do processo de escavação de rocha, será iniciada a fundação da estrutura de concreto armado, onde serão instalados o Vertedouro e Casa de Força Complementar. O vertedouro é uma das partes mais visíveis em uma hidrelétrica. Sua função é controlar o nível de água existente no reservatório. Já a Casa de Força abriga as turbinas hidráulicas e geradores elétricos. A água proveniente do reservatório, através de canais ou túneis, chega até a Casa de Força, onde a pressão da água, ou potência hidráulica, é transformada em potência mecânica, movendo as turbinas, para depois ser transformada em potência elétrica, nos geradores, e ser distribuída através de cabos ou barras até a subestação.











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