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Meio Ambiente
Má fé e desinformação contra Belo Monte
Meio Ambiente
Postado em 01.07.2015
ALTAMIRA - FOTO REGINA SANTOS - NORTE ENERGIA

Altamira, a cidade mais populosa da região de Belo Monte, está recebendo obras de infraestrutura, educação, saúde e saneamento da Norte Energia. (Foto: Regina Santos)

A Norte Energia, responsável pela Hidrelétrica Belo Monte, quarta maior usina do mundo e a maior obra de infraestrutura em execução no Brasil, tem sido alvo frequente de ataques falaciosos em jornais online e impressos, blogs e em matérias de televisão. Alguns, como a Folha de S. Paulo, por meio do repórter Marcelo Leite, sequer procurou a empresa para um contraponto em relação às acusações, como manda a cartilha do jornalismo sério e responsável. A Folha e o repórter julgam o empreendimento com claro desequilíbrio sem respeitar as normas mínimas de imparcialidade na divulgação de notícias. O que é pior: o julgamento é baseado em relatos e informações sistematicamente desatualizados, sem embasamento e comprovação. São tentativas rasas dos opositores do empreendimento que ignoram as instituições legalmente constituídas que respondem pelo licenciamento do maior empreendimento do país.

Assim o fazem outros veículos sensacionalistas, ao repetirem a velha tática dos canais de oposição ao empreendimento e ao desenvolvimento do país, com o insistente destaque de relatos isolados e informações descontextualizadas. Nesse segmento da imprensa, que chancela sem responsabilidade alguma a tese contra Belo Monte, nota-se que não há nenhuma crítica a gestores municipais e estaduais no resto do Brasil para que cumpram ações semelhantes às executadas em Altamira e na região do Xingu pela Norte Energia, por meio do Projeto Básico Ambiental de Belo Monte.

É o segmento do Jornalismo que repete a cantilena dos opositores do empreendimento, sem se preocupar em compreender a história e a dinâmica social, econômica, cultural e política da região do Xingu. São os que apostam que dessa forma serão capazes de manipular a opinião pública sobre o empreendimento e o desenvolvimento do Brasil.

Uma parcela da imprensa que não se dá ao trabalho de apurar e perceber que Belo Monte é um projeto pioneiro no respeito e responsabilidade social e ambiental. Assertiva que se confirma ao visitar centenas de obras, como escolas, unidades básicas de saúde, saneamento básico, hospitais, casas e novos bairros, casas de farinha, pontes e todas as ações realizadas para beneficiar as populações dos municípios de Altamira, Vitória do Xingu, Anapu, Brasil Novo e Senador José Porfírio, da área de influência direta do empreendimento, além de outras cidades que estão sendo favorecidas com recursos do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável Xingu (PDRSX). A Norte Energia já investiu R$ 3,092 bilhões na região, valor que não pode ser desprezado por quem, minimamente, conhece como a região do Xingu foi tratada historicamente pelas administrações públicas. Valores que estão garantindo direitos que foram negados ao longo dos anos para as populações locais. É inegável que pouquíssimos municípios brasileiros receberam tantos avanços e obras em tão pouco tempo, sem contar os mais de R$ 300 milhões em tributos municipais pagos na região.

Recentemente, Belo Monte, mais uma vez sofreu uma série de acusações infundadas e, para informar a realidade atual sobre os avanços do empreendimento e a seriedade no cumprimento de seu papel social, a Norte Energia, responsável pela obra e operação da hidrelétrica, esclarece:

Qualidade de vida com ações socioambientais
As obras que condicionam a concessão da licença de operação da Usina, definidas pelo Plano Básico Ambiental (PBA), traçado em conjunto com órgãos licenciadores, estão concluídas ou em fase de conclusão. Até o momento, foram investidos R$ 3,092 bilhões nos municípios da região do empreendimento. São recursos que estão trazendo melhorias em infraestrutura e serviços a uma população historicamente desassistida, que soma cerca de 350 mil pessoas em 11 cidades paraenses.

Novos bairros e moradias melhores

Bairro Jatobá, construído pela Norte Energia em Altamira. (Foto: Betto Silva)

Bairro Jatobá, construído pela Norte Energia em Altamira. (Foto: Betto Silva)

A Norte Energia está concluindo a transferência da população que morava em áreas historicamente afetadas pelas enchentes do rio Xingu, quando não, sobre o esgoto a céu aberto, para cinco novos bairros saneados e em fase de conclusão pela empresa em Altamira. Atualmente, 3.300 famílias desfrutam de novas casas em núcleos urbanos com infraestrutura completa. A empresa pagou ainda indenização para 3.400 famílias. Ao final deste processo, serão 7.790 famílias beneficiadas, uma população de aproximadamente 25 mil pessoas em melhores condições habitacionais e sanitárias.

A Norte Energia já demoliu 4 mil casas nas áreas insalubres em Altamira e vai demolir ainda outras 1.100. O trabalho é necessário para formação do reservatório principal. Boa parte desses espaços será recomposta com vegetação e servirá como parques para a população da cidade.

Respeito na transferência das populações rurais
A Norte Energia S.A. informa que a relocação de todas as famílias que estão nas áreas rurais próximas do reservatório do empreendimento será realizada até agosto de 2015. Todas as mudanças estão sendo feitas depois de concluídas as negociações com as famílias. As ocupantes das ilhas situadas no rio Xingu estão sendo beneficiadas com as seguintes modalidades de negociação, previstas e regidas pelo Projeto Básico Ambiental de Belo Monte: Reassentamento Rural Coletivo ou Reassentamento Individual em Área Remanescente ou Relocação Assistida (Carta de Crédito); e para os imóveis que dispõem de área remanescente, existe a possibilidade da permanência em área remanescente. Não há como indenizar os terrenos nas ilhas, pois elas são patrimônio da União e, portanto, inalienáveis.

Saneamento para preservar o meio ambiente e a saúde da população

ETE - ALTAMIRA - BETTO SILVA - NORTE ENERGIA 2

Estação de Tratamento de Esgoto de Altamira, construída pela Norte Energia. (Foto: Regina Santos)

Com mais de 100 anos de fundação, Altamira não possuía um centímetro de rede de esgoto e era mal servida pela rede de abastecimento de água tratada, que atendia menos de 14% da população. Com a Norte Energia, a cidade recebeu 220 km de tubulações, 13 estações elevatórias e uma moderna e eficiente Estação de Tratamento de Esgoto que converte os efluentes em água limpa para o rio Xingu. Foram implantados também 170 km de rede de distribuição de água tratada e melhoradas as estações de captação e de tratamento.

O fato de não haver sido feita a ligação das casas ao sistema, uma responsabilidade do poder público, também isso foi resolvido: a empresa está oficializando parceria com a Prefeitura Municipal de Altamira para o serviço.

Investimento na rede hospitalar e atendimento básico em saúde

Hospital Geral de Altamira, obra concluída pela Norte Energia. (Foto: Betto Silva)

Hospital Geral de Altamira, obra concluída pela Norte Energia. (Foto: Betto Silva)

A Norte Energia está deixando como legado para região quatro hospitais construídos dentro dos padrões vigentes e equipamentos modernos. Em Anapu e na Vila dos Trabalhadores de Belo Monte, as unidades estão em funcionamento. Em Vitória do Xingu, as obras iniciaram e serão concluídas no primeiro trimestre de 2016. Altamira ganhará em breve o Hospital Geral, que está concluído em fase final de instalação de equipamentos, aguardando apenas a transição de serviços a cargo da Prefeitura Municipal. O hospital é um dos mais modernos e bem equipados do Estado, com 104 leitos, sendo 10 com UTI.

Antes da Norte Energia, a região tinha 467 leitos adaptados, em unidades de 40 anos e concentrados em sua maior parte em Altamira. A Empresa acrescentou 211 leitos, parte deles, desconcentrados, em hospitais modernos, equipados e adequados às normas do Ministério da Saúde. Com a entrega das novas unidades, alguns procedimentos poderão ser realizados nos municípios do entorno.

A empresa também construiu 30 Unidades Básicas de Saúde, faltando concluir apenas a do bairro Jatobá. Cada uma tem capacidade de cobertura para 12 mil usuários do SUS em Altamira, Anapu, Vitória do Xingu, Brasil Novo e Senador José Porfírio.

Com o apoio ao Plano de Desenvolvimento Sustentável do Xingu (PDRSX), a Norte Energia está possibilitando a reforma e construção de hospitais em Uruará, Placas e Medicilância, além de ter construído e entregue o prédio da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará, em Altamira.

Proteção e fortalecimento do setor pesqueiro

Página 10 - Reprodução acari zebra em laboratório  - Foto Regina Santos

Acari zebra, reproduzido em laboratório da Norte Energia. (Foto: Regina Santos)

A Norte Energia monitora o desembarque pesqueiro em pontos de comercialização do pescado desde São Félix do Xingu até Gurupá, em um trecho de 848 quilômetros de extensão. De acordo com os estudos feitos desde 2011, os estoques pesqueiros permanecem adequados para a atividade no Xingu e não houve e nem há alterações na qualidade da água do rio além das variações naturais, com exceção de pontos próximos às obras e por curtos períodos de tempo, situações que não ultrapassam os limites da legislação ambiental.

Os pescadores estão sendo ouvidos por meio de entrevistas realizadas nas comunidades da área de influência do empreendimento, além de participarem de reuniões bimensais na Comissão de Pesca do Fórum de Acompanhamento Social do empreendimento.

A Norte Energia firmou acordo de Cooperação Técnica com o Ministério da Pesca que resultou na instalação de laboratórios na Universidade Federal do Pará; na construção e reforma das colônias de pesca em Anapu, Vitória do Xingu, Senador José Porfírio, Porto de Moz e Gurupá; e na implantação de um complexo dedicado à pesca artesanal na orla de Altamira, com Centro Integrado de Pesca Artesanal, fábrica de gelo, cais de atracação e mercado, além da nova sede da colônia de pesca e das associações de produtores de peixes ornamentais. O investimento total ficará acima dos R$ 40 milhões.

Segurança territorial, ambiental e alimentar dos povos indígenas

Reunião entre representantes da Norte Energia, integrantes dos órgãos responsáveis e lideranças indígenas. (Foto: Betto Silva)

Reunião entre representantes da Norte Energia, integrantes dos órgãos responsáveis e lideranças indígenas. (Foto: Betto Silva)

Depois de negociação com lideranças e órgãos e minuciosa explanação sobre a complexidade logística das obras, a Norte Energia contratou a construção de 34 escolas, 34 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e adequações nos sistemas de abastecimentos de água e nas casas de moradias já construídas, que precisam de reparos, nas aldeias da área de influência de Belo Monte.

Até agora, são mais de R$ 212 milhões em investimentos em 27 projetos voltados aos indígenas da área de influência da UHE Belo Monte. Eles fortalecem as características étnicas dos diferentes povos tradicionais e sua segurança territorial, ambiental e alimentar. As ações incluem a construção de 711 casas em 11 terras indígenas, beneficiando mais de 700 famílias, cerca de 3 mil indígenas; 34 casas de farinha, das quais 23 delas estão prontas e em uso; 19 sistemas de abastecimento de água e com projetos para outros 15; 23 pistas de pouso, das quais, 13 estão prontas e 3 contratadas e em execução. A empresa também recompôs 470 km de acessos terrestres às comunidades e entregou a Casa do Índio à Funai, prédio de 1.600 m² para hospedar os indígenas em trânsito pela cidade de Altamira.

A Norte Energia fornece ainda combustível e lubrificantes para abastecer veículos dos indígenas e já concedeu motores para embarcações, barcos, lanchas do tipo voadeiras, veículos terrestres, geradores elétricos e ferramentas para produção, como motosserras e roçadeiras. Para garantir o bom funcionamento desses equipamentos, a empresa faz ainda a manutenção e entrega de peças de reposição conforme solicitação dos beneficiados.

Emprego e geração de renda no Xingu

Agricultores beneficiados pelo projeto de Apoio à Agricultura Familiar, na comunidade do Assurini, em Altamira. (Foto: Evair Almeida)

Agricultores beneficiados pelo projeto de Apoio à Agricultura Familiar, na comunidade do Assurini, em Altamira. (Foto: Evair Almeida)

A Norte Energia promove na região projetos de capacitação profissional e de estruturação da produção rural para famílias que precisaram mudar das áreas de influência dos reservatórios da Usina. A empresa é ainda um impulsionador da economia local e regional com geração de empregos e circulação de riquezas – foram R$ 12 bilhões em compras de fornecedores do Estado do Pará nos anos de 2013 e 2014. O volume de negócio garantiu à empresa o prêmio de maior comprador isolado de fornecedores locais do Estado.

Recentemente, a empresa ampliou o convênio com a Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) para ofertar cursos aos moradores dos cinco novos bairros de Altamira.

Cronograma de obras

DESCIDA DO ESTATOR  SÍTIO BELO MONTE 05-2015 © VAGNEY DOS SANTOS (41)

Descida do estator no Sítio Belo Monte. (Foto: Betto Silva)

Basta uma checagem simples no cronograma de Belo Monte para se notar de imediato a desinformação contida no termo “atraso”, imputado às obras de Belo Monte. A observação isenta deixa claro que apenas um dos dois sítios, o de Pimental, teve seu início prorrogado de fevereiro para novembro deste ano — sendo que ele responde por apenas 3% dos 11.233,1 MW de capacidade instalada. Já o início de produção do sítio que responderá por 97% da produção de energia, Belo Monte, segue rigorosamente seu cronograma e iniciará a geração no prazo, março de 2016, conforme contrato da hidrelétrica. E todas as licenças de Belo Monte emitidas por órgãos reguladores e competentes estão válidas e cumprem a legislação brasileira.

Acusações
Com relação à tentativa, através de supostos depoimentos de tentar vincular Belo Monte à chamada “Operação Lava Jato” para desgastar o empreendimento, a Norte Energia informa que as contas da empresa são auditadas por auditoria externa independente e estão todas aprovadas e publicadas.

Norte Energia S. A.

  • Por Roberto Rockmann A construção de usinas hidrelétricas a fio d'água, com menor capacidade de armazenamento plurianual, aumenta o desafio de gerenciar o sistema elétrico e cria a necessidade de expansão do parque térmico do país. Para o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, é importante observar que o uso de geração térmica tem crescido mesmo quando as chuvas estão perto da média histórica. "A geração térmica é necessária para o atendimento no horário de ponta no fim do período seco, principalmente quando a temperatura sobe. É preciso começar a discutir se faremos hidrelétricas com reservatórios ou se as térmicas irão operar na base", destacou. Sem construção de usinas com grandes reservatórios, o sistema tem sofrido mais oscilações. Em 2012, no fim do período úmido, os reservatórios estavam em 72%. No fim do ano, caíram abaixo dos 40%. Em 2013, o índice de deplecionamento foi de 22%. "Vai ser preciso mais térmica, não tem milagre", disse. Entre 2013 e 2018, é prevista a entrada de 20 mil MW de capacidade hídrica no sistema, sendo que 99% dessas usinas não têm reservatórios. "Isso cria uma grande volatilidade e não dá para fazer a operação só com eólica", comentou. Ambientalistas têm criticado a posição do Brasil de empregar as termelétricas em vez de outras formas de geração de energia alternativas. Essa matriz, que utiliza o carvão como matéria-prima, é altamente poluente e pode contribuir para elevação das emissões de gases do Brasil. Essa mudança da matriz elétrica traz outra questão: os benefícios de investimentos do setor para outros segmentos, como navegação de rios, captação de água ou irrigação em bacias, ficará mais difícil e poderá se tornar mais restrita. "Pode-se ver uma restrição do uso múltiplo das usinas hidrelétricas, porque irá se buscar maior uso dos reservatórios para aumentar a armazenagem e elevar a eficiência do sistema", avaliou. Há outra questão a ser observada: grandes usinas hidrelétricas estão e estarão sendo construídas na região Norte, enquanto a maior parte do consumo está concentrada nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste. Isso criará a necessidade de transferência de grandes blocos de energia entre as regiões. "Isso aumenta o risco de grandes ocorrências no sistema, cria a necessidade de ampliação dos troncos de transmissão entre regiões e abre a discussão se vale a pena pagar a adoção de sistemas de contingência dupla nas interligações para reduzir os riscos de ocorrências", observou. Para Marco Antônio Oliveira, diretor da PSR Consultoria, se o país quiser aumentar a matriz energética com riscos menores, será preciso instalar térmica na base. "Se quiser andar com nível de risco mais baixo, será preciso 15% de térmica. Se olharmos a diferença na geração do período úmido para o seco, você vai ter problema no período seco para operar o sistema. A gente tem que inserir térmicas flexíveis para manter até o nível de participação que ela tem hoje", defendeu Oliveira. Ele destacou que as eólicas ganharão espaço na matriz, mas são uma fonte intermitente. "Sua operação é complicada, elas são variáveis, não se pode contar com elas em horários de ponta, porque pode não ventar, por isso teremos de ter mais térmicas", observou. Oliveira estima que a demanda por energia elétrica crescerá 3,6% por ano até 2020 e 2,8% anuais entre 2021 e 2030, quando a demanda, hoje em 66 mil MW, deverá pular para 114 mil. Na matriz de 2030, ele estima que 65% sejam gerados por usinas hidrelétricas, 11,4% por plantas eólicas e 12,5% por gás natural. "Deverá haver uma perda de 10% da regularização dos reservatórios das hidrelétricas, o que mostra um cenário de volatilidade", destacou. Entre 2014 e 2017, a consultoria prevê uma oferta apertada no balanço entre oferta e demanda, entre 4% a 6%. "Os preços estarão estressados no mercado livre até o fim da década, porque os reservatórios demoram a se recuperar e as hidrelétricas estão perdendo a capacidade de armazenar água." Para o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, o gás natural irá ampliar sua presença na matriz ao longo dos próximos anos. A estimativa é de que o insumo energético pule dos atuais 7,8% para 10,4%, enquanto as hidrelétricas deverão perder espaço: caindo dos atuais 77% para 69%. No conjunto das fontes renováveis, além das eólicas, um dos destaques deverá ser a fonte solar, que deverá ter um leilão reserva específico no segundo semestre. De acordo com dados do secretário, as fontes renováveis no mundo corresponderam a 13,4% da matriz de energia em 2013, enquanto no Brasil 40,5% da energia é gerada por fontes não fósseis.  
  • As mais importantes associações representativas do setor elétrico brasileiro reiteraram posição na defesa da Usina Hidrelétrica Belo Monte, mediante Carta de Apoio publicada no jornal Valor Econômico e reproduzida em vários sites e portais. A Carta relaciona argumentos favoráveis à usina e ressalta os benefícios sociais que o projeto levará para a região. As entidades reforçam que o Brasil não deve e não pode abrir mão de seu potencial hidráulico, que é "um diferencial estratégico quepoucos países no mundo podem contar". Leia a íntegra da Carta de Apoio abaixo. As associações signatárias da carta são: ABEEólica (energia eólica); ABCE (concessionárias); ABCM (carvão mineral); Abiape (autoprodutores); Abrace (grandes consumidores); Abraceel (comercializadores); Abradee (distribuidoras); Abrage (geradores); Abragef (geração flexível); Abragel (energia limpa); Abraget (termelétricas); Abrate (transmissoras); Anace (consumidores); Apine (produtores independentes) e FMASE (Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico).
  • A necessidade de aproveitamento do potencial hidrelétrico brasileiro e também de desenvolver outras alternativas, como a energia eólica, solar e nuclear, é um dos temas abordados em artigo publicado nesta terça-feira (11/10), no jornal Valor Econômico. O presidente da AG Energia e membro do Conselho do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), Flávio Barra, registra a importância do debate sobre a matriz energética do país ter se ampliado para além do ambiente especializado e acadêmico, o que coloca a geração de energia em patamar de "matéria prima indispensável para que tenhamos um país mais próspero e capaz de oferecer mais empregos e melhor renda à população". Leia o artigo completo aqui. Rios de oferta de energia ecologicamente correta Por Flávio Barra, presidente da AG Energia e membro do Conselho do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM). Garantir oferta de energia a um país como o Brasil, cuja expansão da economia em 2010 superou a de nações como Estados Unidos, Japão, Alemanha, Rússia, entre outros, é um dos nossos maiores desafios hoje. Segundo o mais recente Plano Decenal de Expansão de Energia, produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), precisaremos incorporar ao Sistema Integrado Nacional, anualmente, mais de 5 mil novos megawatts, energia suficiente para abastecer uma cidade com 3 milhões de residências. Cada vez mais, as discussões sobre a composição da matriz energética brasileira têm deixado de ser tema exclusivo de especialistas e de integrantes do meio acadêmico para se transformar em debate nos mais diferentes níveis e setores da sociedade. E é saudável que isso aconteça, de maneira que a geração de energia seja considerada por um maior contingente de brasileiros como matéria prima indispensável para que tenhamos um país mais próspero e capaz de oferecer mais empregos e melhor renda à população. País também precisa desenvolver potencial eólico, solar e nuclear, consolidando uma matriz sólida e segura Em meio a esse debate, há de se jogar luz sobre uma verdade: a energia hidrelétrica ainda é a melhor opção para investimentos em um país como o Brasil, detentor do maior potencial hídrico do mundo. E mais: apenas 30% dessa inigualável riqueza renovável são explorados no Brasil. Mas não é somente por isso que essa fonte de energia é, hoje, considerada a mais viável entre todas. A geração de eletricidade por meio hidráulico destaca-se entre as mais seguras e limpas, seja pela ausência de queima de combustíveis de qualquer tipo, baixa emissão de gases do efeito estufa, ausência de riscos de contaminação ao meio ambiente, entre muitos outros aspectos. Soma-se a isso o fato de qualquer projeto hidrelétrico ter que passar pelo crivo de normas rigorosas, obter complexas licenças, responder a todos os órgãos e entidades que representam tanto as comunidades locais como a sociedade em geral. E tudo isso de forma sustentável e com reservatórios cada vez menores. Sob o prisma financeiro, a opção por hidrelétricas assegura uma altíssima eficiência energética, o que se reflete, entre outros aspectos, no menor valor cobrado pela energia em comparação com as demais fontes. E tarifa menor para o consumidor significa ainda maior competitividade para a indústria brasileira. Os reduzidos custos de operação e a longa vida útil das plantas hidrelétricas também colaboram para fazer dessa uma opção viável e vantajosa em um país de dimensões continentais e com tamanha necessidade de energia nova a cada ano. Diante desses argumentos, é positivo que o governo tenha sinalizado que a geração de eletricidade no Brasil até 2020 será majoritariamente oriunda de hidrelétricas (69,85%). O país poderá ganhar até 30 novas usinas até o final da década, de maneira a suportar uma taxa média de expansão de consumo de 4,6% ao ano. Falar em desenvolver o potencial hidrelétrico brasileiro, porém, não significa excluir outras formas de geração de energia elétrica limpa. O Brasil precisa de mais hidrelétricas, mas não pode abrir mão de desenvolver seu elevado e próspero potencial eólico, bem como de energia solar e até mesmo nuclear, consolidando uma matriz sólida e segura. Uma matriz cada vez mais diversificada e limpa garante ao país tanto a segurança energética perseguida por todos como a possibilidade de crescer de forma sustentável. Essa meta, no entanto, só é possível se forem criadas condições para que todo o planejamento necessário para a entrada frequente de energia nova e limpa seja incansavelmente perseguido e rigorosamente cumprido. A construção de novas usinas demanda uma série de estudos, projetos, autorizações e envolvimento da sociedade, por meio do crescente e oportuno monitoramento exercido por órgãos fiscalizadores como Ministério Público, Ibama, Funai, entre muitos outros. Diante dessa complexidade de atores e exigências, faz-se necessária a criação de um ambiente ágil que encaminhe adequadamente as questões inerentes à implantação dos projetos, em tempo hábil e de forma responsável, seja em relação ao cenário em que estes se inserem ou à necessidade de crescimento do país. O desenvolvimento não pode esperar.
  • As operações logísticas de Belo Monte envolverão a ampliação do aeroporto de Altamira. O consórcio Norte Energia está em contato com a Infraero, que deverá colocar uma licitação no mercado ainda este mês para contratar as obras de ampliação do aeroporto. Preparado para receber apenas aviões de pequeno porte, como turboélices, o aeroporto terá sua pista aumentada para receber aviões do porte de boeings. A mudança será necessária para atender, principalmente, o fluxo constante de pessoas que transitarão pelo aeroporto nos fins de semana, já a partir do ano que vem. No terceiro ano da obra, quando Belo Monte tiver 22 mil funcionários em operação, o consórcio Norte Energia prevê que, semanalmente, serão necessários até oito aviões de grande porte pousando em Altamira. Apesar do esforço do consórcio para contratar o maior número possível de pessoas da região, a Norte Energia calcula que cerca de 1,8 mil pessoas, em média, transitarão pelo aeroporto por fim de semana, entre idas e vindas. "Hoje a capacidade que existe não atende. Numa sexta feira o aeroporto transporta pouco mais de 300 passageiros, mas vamos precisar de mais de 500 passagens só nesse dia", diz Luiz Fernando Rufato, diretor de construção do consórcio Norte Energia. O consórcio já está negociando com companhias aéreas a criação de uma rota regular de voos de grande porte até Altamira. Entre as empresas que já foram consultadas estão TAM e Gol. "Não vamos comprar avião e fazer linha aérea. Teremos um fluxo regular de pessoas na cidade. É natural que as companhias aéreas se interessem em operar o trecho", comenta Rufato. O transporte aéreo é uma dos benefícios mais recentes - e caros - que os trabalhadores de obras isoladas conquistaram. Em Belo Monte, haverá funcionários que viajarão a cada 45 dias. Outros viajarão a cada seis meses. Há um período de viagem para cada tipo de ocupação. A dificuldade de acesso à região chega a dificultar, inclusive, a própria reforma do aeroporto de Altamira. Segundo Rufato, recentemente a Infraero chegou a colocar um edital no mercado para contratar uma empreiteira, mas a licitação não atraiu ninguém. A dificuldade de abastecimento de brita na região e o custo de mobilização de trabalhadores minaram o interesse das construtoras na obra. Rufato diz ter conversado com empreiteiras para estimular a entrada das empresas na nova licitação. (AB)
  • Autor: André Borges | De Brasília Bastaria camuflar máquinas e homens para que os primeiros movimentos que começam a se espalhar no entorno de Altamira (Pará) se confundissem com uma complexa operação do Exército. Não é nada disso. Mas o engenheiro Luiz Fernando Rufato prefere lançar mão de expedientes militares para definir o clima que passou a tomar conta das margens do rio Xingu. "Começamos uma campanha de guerra. Estamos longe de tudo e temos prazo para garantir o trânsito livre na região. Nosso desafio se chama logística, e nós começamos a enfrentá-lo", diz. Rufato é diretor de construção do consórcio Norte Energia, grupo de empresas responsável pela construção da hidrelétrica de Belo Monte. Há dez dias, as primeiras máquinas que abrirão caminho até os pontos onde serão instalados os canteiros de obra desembarcaram no município de Vitória do Xingu. São as primeiras ações práticas depois que o Ibama liberou a licença de instalação da obra e virou a página de 35 anos de alterações de projeto, protestos e críticas sem fim. Os primeiros funcionários já estão em treinamento, aprendendo em videogames como operar caminhões, retroescavadeiras. Hoje são algumas centenas de homens trabalhando em um pequeno centro de treinamento, em Altamira. Em três anos, haverá 22 mil pessoas distribuídas em três canteiros de obra, no meio da mata da Volta Grande do Xingu, a cerca de 80 quilômetros dali. Os canteiros pioneiros, montados com tendas e ar condicionado, começaram a ser erguidos no meio da mata. Funcionários passarão seis meses nessas bases provisórias, para construir os três canteiros definitivos e quatro refeitórios que, juntos, terão capacidade de produzir 70 mil refeições por dia. A complexidade logística de Belo Monte, empreendimento orçado em R$ 26 bilhões, vai exigir todo o tipo de obra viária para que, durante seus nove anos de construção, o empreendimento transcorra como planejado. Para tanto, o aeroporto de Altamira terá de ser ampliado e a rodovia Transamazônica, finalmente pavimentada. Outros 400 quilômetros de estrada serão abertos. No rio Xingu, o consórcio vai construir um novo porto, para apoiar a chegada de máquinas pesadas, parte delas vindas de outros países. Para reduzir dificuldades, o consórcio construtor tem priorizado a contratação de quem vive na região. Mais de 13 mil pessoas se cadastraram para trabalhar na obra. Dessas, só 287 não são da região. "O ideal seria contratar as 22 mil pessoas nos municípios próximos da obra, mas não será possível. Por isso, vamos treinar e contratar todos que conseguirmos", diz Rufato. Na cabeça dos gestores de Belo Monte está a preocupação de evitar os problemas que macularam as obras das usinas do Madeira, em Rondônia, além de dar uma resposta positiva à enxurrada de críticas que prevê o caos social, com a chegada de milhares de pessoas a uma região que é carente de todo o tipo de serviço básico. Nos canteiros, estão previstos quartos com camas individuais, e não beliche. Os locais terão casa lotérica, caixa bancário, templo religioso, centros de lazer, lan house e lanchonete vendendo de tudo, inclusive, cerveja. "E com álcool", completa Rufato. "Se você não consegue controlar algo, não adianta proibir. Mas quem quiser, vai ter de pagar um preço alto."











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